terça-feira, 29 de janeiro de 2013

2022 - HORIZONTE PERDIDO

(LOST HORIZON, USA 1973) - This version is much closer to the 1937 film than to the original James Hilton novel. It tells the story of a group of travellers whose airplane is hijacked while fleeing a bloody revolution. The airplane crash lands in an unexplored area of the Himalayas, where the party is rescued and taken to the lamasery of Shangri-La. Miraculously, Shangri-La, sheltered by mountains on all sides, is a temperate paradise amid the land of snows. Perfect health is the norm, and inhabitants live to very old age while maintaining a youthful appearance. I like this movie very much because of its poetic and dreamy atmosphere. Being a musical, in a certain sense, prevents the audience from diving entirely into the plot, but, in the end, the movie works.
 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

2021 - ROUBO NAS ALTURAS

(TOWER HEIST, USA 2011) - Josh Kovacs (Ben Stiller) era um funcionário exemplar de um dos prédios mais badalados de Nova York, conhecido como A Torre. Lá, ele é uma espécie de chefe de uma equipe de profissionais "mais ou menos" qualificados, como Lester (Stephen Henderson), Cole Howard (Casey Affleck), Odessa (Gabourey Sidibe) e Rick (Michael Pena), entre outros. A vida de todos vira de cabeça para baixo quando Arthur Shaw (Alan Alda), o bilionário ocupante da cobertura, é preso pelo FBI por ter cometido uma fraude, transformando o fundo de pensão de toda a equipe em pó. Disposto a recuperar a grana deles, Josh convida um vizinho (Eddie Murphy) para ajudá-lo a descobrir aonde foi parar esse dinheiro para pegá-lo de volta e fazer justiça, tendo em vista que nem o FBI sabe do destino da fortuna.

2020 - PROTEGENDO O INIMIGO

(SAFE HOUSE, USA 2012) - Tobin Frost (Denzel Washington) é um ex-agente da CIA procurado pela agência como traidor da pátria. Ele está na Cidade do Cabo, na África do Sul, onde tenta negociar um importante dispositivo eletrônico. Caçado pelas ruas da cidade, ele decide se entregar no consulado americano para escapar da perseguição. Os agentes o levam para um abrigo da CIA, onde Frost é torturado para revelar o que sabe. Entretanto, logo o local é invadido pelo grupo que deseja matar Frost. Sua única chance é Matt Weston (Ryan Reynolds), o oficial responsável pelo abrigo, que precisa proteger seu hóspede a todo custo. A fotografia saturada e a granulação, que parece aumentar o calor da África do Sul, combinam com o caos. Ryan Reynolds também merece um reconhecimento. Assim como Ethan Hawke, ele corre atrás e mantem o pique pra não ser engolido por Denzel Washington e consegue, nem que seja por um instante, apagar a imagem de galã asséptico e convencer como herói de ação.

2019 - CÓDIGO DE CONDUTA

(LAW ABIDING CITIZEN, USA 2008) - Clyde (Gerard Butler) é um dedicado pai de família que testemunha sua esposa e filha serem assassinadas. Um dos culpados ganha liberdade graças a um acordo feito com o ambicioso promotor Nick (Jamie Foxx). Anos depois o assassino é encontrado morto e Clyde é preso mesmo sem provas contra ele. Seu único objetivo, é denunciar o corrupto sistema judicial nem que para isso tenha que matar um a um, todos os envolvidos. O problema é que o homem torna-se um vingador a la Charles Bronson, mas com métodos dignos da era JOGOS MORTAIS. Não satisfeito em ter todas as pessoas que considera culpadas pela sua desgraça em suas mãos, ele as mata com requintes de crueldade. Esquartejamentos, explosões e até uma violentíssima mutilação com um osso de filé estão no cardápio do assassino injustiçado. Assim, toda a sutileza do início da história se perde em meio a pirotecnias, e o filme acaba perdendo o foco.

2018 - INCONTROLÁVEL

(UNSTOPPABLE, USA 2010) - Uma composição carregada de produtos altamente tóxicos está desgovernada e o perigo é iminente. Um condutor (Chris Pine) e um maquinista experiente (Denzel Washington) precisam evitar que uma pequena cidade em seu caminho seja destruída. A única saída é botar em prática uma operação muito arriscada, mas o tempo corre contra eles. Tudo age em função do movimento, e não há nada mais cinemático do que estabelecer um ponto de vista fixo em que o espectador possa se sentir "confortável" (a posição dos heróis-pilotos de Scott, seja o cockpit de um caça ou o passadiço de um submarino ou a cabine de um trem), enquanto a ação transcorre ao redor. Talvez seja uma leitura exagerada pensar que há metalinguagem nessa relação piloto-cockpit / espectador-poltrona, mas a obra de Scott sem dúvida a permite. É por isso que Incontrolável tem, como nos melhores guilty pleasures, um inegável prazer em ser visto. Imaginar um trem atravessando cavalos ou crianças já é, em si, uma síntese do desfrute culposo - podemos jogar à vontade com o risco e com a iminência do acidente porque sabemos que, no fundo, não há risco algum de que um acidente desse tipo se efetive dentro dos limites morais da ficção. Tony Scott resgata o conceito de filme-catástrofe dos anos 70, quando esse subgênero ainda sabia se divertir consigo mesmo e não tinha a megalomania dos apocalipses climáticos e espaciais de hoje em dia. Um prédio em chamas era desastre suficiente naquela época, e o diretor sabe que o porte do seu trem 777 - a única locomotiva vermelho-sangue no meio de uma frota azul e cinza - é o bastante para insinuar o flerte com a morte. A correção política transformou nossa relação com os filmes-catástrofe em uma sessão de terapia, quase um tribunal. Scott restitui a inocência da coisa - é por isso que o culpado pelo desastre em Incontrolável é um tipo caricato (o comediante Ethan Suplee). Aliás, o vilão da história, se é que dá pra chamar assim, o diretor da ferrovia, também é vivido por um ator obeso conhecido por papéis cômicos, Kevin Dunn. A ideia é não pesar a mão na vilanização (e todos os heróis têm os seus momentos de brilho). Esvaziar o filme dessa espécie de julgamento permite que ele seja apreciado por suas características mais primárias (e aí voltamos à relação piloto-espectador) e deixa também que o trem roube todo o show. É uma pena que Incontrolável tenha sido eliminado do páreo no Oscar de melhores efeitos visuais. Com exceção da cena da curva, mal resolvida em sua computação gráfica, o resto dos efeitos no filme parece bem orgânico. O movimento constante ajuda a dar essa impressão de organicidade. Scott se excede às vezes nessa sua obsessão - nenhum enquadramento é só frontal ou estático, os close-ups em Chris Pine emulando o curso do trem se repetem a ponto de parecer reprises - mas não é nada que não se releve. Se o filme não julga seus personagens por que vamos nós condená-lo por esses pormenores?

2017- CONTÁGIO

(CONTAGION, USA 2011) - O filme segue o rápido progresso de um vírus letal, transmissível pelo ar, que mata em poucos dias. Como a epidemia se espalha rapidamente, a comunidade médica mundial inicia uma corrida para encontrar a cura e controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Ao mesmo tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver em uma sociedade que está desmoronando. Germófobos vão entrar em êxtase com a pandemia de Contágio, que começa misteriosamente na Ásia, mata infectados em alguns dias e, semanas depois, está plenamente instalada em quatro continentes. São basicamente três esferas: o cidadão comum, representado pelos pais de família (Matt Damon, John Hawkes); as instituições públicas, concentradas nos médicos e epidemiologistas (Laurence Fishburne, Kate Winslet, Elliot Gould, Marion Cotillard); e, para fazer a ponte entre esses dois extremos, temos obviamente a mídia, na figura de um blogueiro e repórter investigativo (Jude Law).
 
     

domingo, 13 de janeiro de 2013

2016 - O GUARDA

(THE GUARD, Irlanda, 2011) - O filme é uma feliz transgressão ao politicamente correto que tanto assola os filmes da atualidade. Não é só na audácia, na escrita e na progressão da comédia seca para o western que o filme proporciona tanto deleite. Na verdade, essas são qualidades que se seguem à escolha de seu protagonista. O excelente Brendan Gleeson é o guarda do título e vive às voltas com bebidas e prostitutas. Ele poucas vezes teve um papel tão bem talhado para sua habilidade em separar o que mostra no rosto do que lhe vai pelos olhos, o que fala do que quer dizer.

sábado, 12 de janeiro de 2013

2015 - A GAROTA

(THE GIRL, Inglaterra, 2012) - O filme conta a relação tumultuada entre a nova Tippi Hedren e o genial (também genioso) diretor alfred Hitchcock, durante a gravação de Os Pássaros e Marnie. Sienna Miller faz o papel de Tippi sem grande esforço, pois esta não era boa atriz, enquanto aquela parece ter algum talento. Tobi Jones está perfeito como Hitch. O filme ilumina o lado sombrio  do mestre do suspense, um homem que compensava suas frustrações comportando-se como um sádico nos bastidores. Esta coprodução da BBC com a HBO se debruça sobre um período específico da biografia do cineasta: os cinco anos em que ele viveu uma atração desequilibrada por uma das estrelas loiras de seus filmes. É um belo olhar sobre a obsessão e os mecanismos com que ela se retroalimenta até solapar a razão.


2014 - O PADRASTO

(THE STEPFATHER, USA 2009) - Após passar um tempo estudando em um colégio militar, Michael (Penn Badgley) descobre que sua mãe, Susan (Sela Ward), está morando com seu novo namorado, David Harris (Dylan Walsh). Ela parece profundamente envolvida com seu novo amor e demonstra estar feliz com o relacionamento. Entretanto, quanto mais Michael conhece David, mais ele passa a suspeitar das verdadeiras intenções de seu novo padastro. História de um serial killer metido a Don Juan que se põe a conquistar viúvas ou recém-separadas, preferencialmente em supermercados ou em lugares do gênero. A história não tem nada de original, é tudo muito previsível, mas pode ser visto como um passatempo numa noite chuvosa.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

2013 - O INCRÍVEL HOMEM QUE ENCOLHEU

(THE INCREDIBLE SHRINKING MAN, USA 1957) - Scott Corey e sua esposa Louise estão tomando sol em seu iate, uma pequena embarcação à deriva em um mar calmo. Enquanto sua esposa está no convés, uma névoa baixa passa sobre ele. Scott, deitado ao sol, é aspergido com partículas brilhantes que evaporam rapidamente. Mais tarde, ele é acidentalmente pulverizado com inseticida enquanto dirigia, nos próximos dias, ele vai percebendo que começou a encolher. Primeiro apenas alguns centímetros, e também percebe que suas roupas não servem mais. Logo, se encontra com um metro de altura, tornando-se uma curiosidade nacional. Com menos de seis polegadas de altura, ele só pode viver em uma casa de bonecas e até que se torna impossível quando seu gato a quebra, Scott foge para o porão, sua esposa acredita que foi comido pelo gato e já que a porta para o porão está fechada, o prende em uma sala onde é ameaçado por uma simples aranha, que para ele é gigantesca. Inicia-se aí uma impressionante luta para sobreviver. O mais célebre dos filmes do diretor Jack Arnold é ficção científica.

2012 - BATALHA NO PLANETA DOS MACACOS

(THE BATTLE OF THE PLANET OF THE APES, USA 1973) - A Batalha do Planeta Dos Macacos é outra continuação do filme de 1968 e se passa 10 anos após os acontecimentos de A Conquista Do Planeta Dos Macacos, embora comece 600 anos no futuro com um macaco sábio contando a história dos eventos que definiram seu mundo. Esse mundo é claramente diferente do filme original estrelado por Heston, afinal seres humanos e símios vivem em relativa harmonia. Na trama, vimos o surgimento da civilização de macacos e como César ensina seus seguidores a não escravizar e brutalizar humanos. É um futuro alternativo em relação àquele dos pais de César, no qual os macacos dominavam o mundo e os seres humanos eram reduzidos a animais.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

2011 - A CONQUISTA DO PLANETA DOS MACACOS

(THE CONQUEST OF THE PLANET OF THE APES, USA 1972) - Nessa nova linha do tempo, acompanhamos a vida de César vinte anos após a morte de seus pais. Após um vírus dizimar a maioria dos cães e gatos na Terra, macacos são adotados como bichos de estimação pelos humanos. Rapidamente os macacos deixam de ser amigos e passam a ser usados como escravos. César, eventualmente, lidera uma rebelião e liberta sua raça. O filme é muito ruim por causa das evidentes limitações orçamentárias.

2010 - FUGA DO PLANETA DOS MACACOS

(ESCAPE FROM TEH PLANET OF THE APES, USA 1971) - Uma nave americana retorna ao planeta Terra e cai próxima à costa americana (coincidências acontecem). Com isso, o exército resgata a nave e a surpresa ocorre com os astronautas que saem de dentro da nave: três macacos se entreolham, sem saber o que fazer (dizer?), diante de uma tropa boquiaberta. E assim começa o terceiro filme da saga clássica. O filme não tem lá muito sentido dentro do universo da série, e a gente fica com a impressão de que os roteiristas já não tinham muito o que explorar. A história parte de uma premissa um tanto inverossímil se analisada os dois filmes anteriores, já que a sociedade dos macacos apresentada anteriormente sempre foi primitiva e pouco desenvolvida. Três macacos conseguem recuperar a nave dos astronautas que caiu no “lago morto” no primeiro filme, como também consertá-la, fazê-la funcionar (indicando que pra uma nave daquela, naquela época, ter saído da terra ela deve ter usado tanques de propulsão que são deixados para trás logo que se sai da atmosfera, LOGO, “a tecnologia de lançamento” estava faltando ali) e com isso, escapar da iminente destruição de seu planeta retornando ao passado. Em termos de personagem, o filme se prende aos dois macacos Zira (Kim Hunter) e Cornelius (Roddy McDowall), já vistos nos primeiros filmes. Embora as personagens sejam carismáticas, é difícil você querer segurar o filme em atores que, tecnicamente, não podem atuar. Afinal, por melhor que fosse as maquiagens, ainda assim havia uma grande deficiência em “atuação”, contudo, o trabalho dos atores é excepcional, já que os dois conseguem fazer milagre e deixar o filme divertido e dramático na medida certa. Como não podia faltar, o filme tem um texto que busca uma reflexão, mesmo que rasa, sobre questões morais, sociais e políticas, como é de costume na saga, o que acaba tornando-o mais atrativo. O medo da humanidade ao se deparar com a questão “da futura destruição” do seu Planeta, até que ponto são responsáveis por isso, o quão ambíguo é o fato de Zira fazer experiências com humanos no futuro e nós fazermos o mesmo com animais nos dias de hoje, entre outros detalhes são o que tornam o filme uma experiência mais interessante. No terceiro filme da série ainda temos a primeira explicação do que indica ter sido o motivo para a criação do que viria a ser o Planeta dos Macacos. Cornelius faz uma explanação sobre a história e cultura dos macacos que embora um tanto forçada, é o que faltava para fechar a Gestalt. Começando com uma tentativa frustrada de resgatar a saga, que havia sido dada como morta,  pois o segundo filme culmina com o fim de tudo, e terminando com um gancho para uma possível sequência que não forçasse tanto a barra quanto ele. Mas ainda assim é um capítulo essencial para quem gosta da história que abriga viagens no tempo, paradoxo temporal e tudo aquilo que traga algum conteúdo para reflexão. Não posso deixar de mencionar dois grandes atores: Bradford Dillman, o cientista de bom coração que protege Zira e Corneilius, e Ricardo Montalban, o dono do circo que acaba sendo personagem-chave na história.
 



2009 - DE VOLTA AO PLANETA DOS MACACOS

(BENEATH THE PLANET OF THE APES, USA 1970) - este é um dos filmes mais impressionantes que já vi. De certa forma, foi mais marcante do que o anterior, O PLANET DOS MACACOS, por ser mais dramático e incomodamente atual. Tentando resgatar Taylor (Charlton Heston), que desapareceu na missão anterior, Brent (James Franciscus), um outro astronauta, atravessa uma fenda do tempo e chega até 3955 D.C. Porém sua nave se espatifa no mesmo planeta em que Taylor desapareceu. Ao ir para a Zona Proibida, Brent gradativamente vê que aquilo são os escombros de Nova York. Paralelamente os símios resolvem atacar a Zona Proibida, que Brent ao explorar descobre uma raça de mutantes, que se comunicam telepaticamente e que adoram uma bomba atômica, que é capaz de destruir a Terra inteira.
 

2008 - O PLANETA DOS MACACOS (1968)

(PLANET OF THE APES, USA 1968) - A produção, dirigida por Franklin J. Schaffner (Papillon), foi escrita por Michael Wilson (Lawrence da Arábia, A ponte do rio Kwai) e Rod Serling (do seriado de TV Além da Imaginação) e é baseada no romance de Pierre Boulle, La Planète des singes. A importância do filme para a ficção científica e para a história do cinema é inegável. O filme foi indicado a três Oscar da academia em 1969: Figurino (Morton Haack), maquiagem (vencedor - John Chambers) e trilha sonora (Jerry Goldsmith). Além dos efeitos especiais inovadores para a época, PLANET OF THE APES trazia uma crítica social provocadora e surpreendente. Enquanto os humanos se parecem com seres da idade da pedra, os macacos se tornaram a espécie dominante. Divididos por castas, raças e ideologias, os símios têm em comum apenas um inimigo: o homem, que é utilizado para trabalhos braçais, experimentos científicos e como caça, pura e simples. Essa distorção da teoria da evolução, simplista a princípio, é uma mera camada entre os diversos níveis a se descobrir na produção. Discussões como o racismo, escravagismo, estruturas sociais, guerra nuclear e o confronto entre a ciência e religião podem ser descobertos no filme. Além de todas as discussões, o filme tem um final surpreendente. Um dos melhores do cinema de ficção. Claro, para enfeitar, Linda Harrison, namorada de um dos produtores da época, acabou fazendo a humana que Charlton Heston arrasta pela praia afora, no fim do filme.


 



 
 

 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

2007 - AMOR SEM ESCALAS

(UP IN THE AIR, 2009) - Neste filme, George Clooney é Ryan Bingham é um indivíduo metódico e pouco afeito às emoções, que também exerce um ofício com as mesmas características: ele trabalha para uma empresa que é contratada por outras quando há corte de pessoal para fazer. Ryan viaja, senta-se em um escritório no qual nunca esteve e demite pessoas que nunca viu antes. No seu entendimento, ele desempenha uma espécie de serviço social. Com suavidade - e uma boa dose de cinismo charmoso - ele impele estas pessoas a interpretar esse momento catastrófico como a chance de recomeçar ou de se tornarem o que sempre estiveram destinadas a ser. O filme de Jason Reitman (OBRIGADO POR FUMAR e JUNO) mostra personagens frequentes na iconografia americana: aquelas pessoas que compensam a paralisia emocional com a eficiência profissional. Um dia, aparece Alex (a bela e talentosa Vera Farmiga), e é com ela que Clooney tem a oportunidade de oferecer um espetáculo magnífico: o de um homem se apaixonando e, pouco a pouco, com surpresa e com mais alegria do que imaginaria, percebendo estar apaixonado. E ainda temos uma bela lição existencial - a de que quando duas pessoas baixam a guarda uma para a outra, a incerteza é a única certeza.
 

2006 - TWISTER

(TWISTER, USA 1996) - Em Oklahoma uma tempestade está se formando e dois grupos de cientistas rivais planejam entrar para a história ao monitorar esse acontecimento, aperfeiçoando assim suas pesquisas e ajudando a prever essas tempestades com antecedência. Em uma das equipes está a cientista Jo Harding (Helen Hunt) que está disposta a conseguir monitorar essa tempestade, pois viu seu pai ser sugado por um tornado. Este é um daqueles filmes de que gosto, sem ter, para isso, qualquer explicação mais consistente. Apesar dos efeitos estarem meio datados, eles ainda funcionam como catalisadores do medo que todos temos das grandes tempestades. Helen Hunt tem uma atuação dentro de suas características - meio distante, meio fria, como se não estivesse interpretando um personagem.