sábado, 12 de abril de 2008

281 - DON JUAN DE MARCO

don juan de marco (don juan de marco, usa 1995) – de Jeremy Leven. Um dos meus filmes preferidos. Tudo funciona: a história, os atores, a música. Johnny Depp (09 de julho de 1963) acredita ser Don Juan e Marlon Brando (03 de abril de 1924 – 01 de julho de 2004), um psiquiatra quase aposentado, tenta trazê-lo de volta para a realidade. que o processo é bem diferente – de que realidade falamos, quando o assunto é sentimento? Obra-prima do diretor Jeremy Leven. Os diálogos são soberbos! É um filme sobre a descoberta daquilo que julgávamos perdido com o passar do tempo.

280 - O MARECHAL DO UNIVERSO

o marechal do universo (radar men from the moon, usa 1952) – seriado da Republic com 12 episódios. O personagem Homem Foguete aparece aqui como Comando Cody, e tem que lutar para que habitantes da lua invadam o planeta Terra. Apesar do ritmo lento, toda concepção é fascinante. O traje-foguete ainda é uma sensação. Ótimos efeitos!

279 - NIXON

nixon (nixon, usa 1995) – de Oliver Stone. Outra impressionante atuação de sir Anthony Hopkins no papel de Richard Nixon. O filme é longo e, assim, fica desinteressante em alguns momentos, como costuma ser o padrão de Oliver Stone. O que talvez mereça ser ressaltado é a forma positiva com que Nixon é retratado, que, em geral, temos apenas a lembrança de Watergate a condená-lo. Muito boa atuação e Joan Allen (20 de agosto de 1956), como Pat, a esposa. Bob Hoskins é J. Edgard Hoover, com toda a afetação possível. Paul Sorvino é mesmo a cara de Henry Kissinger, embora eu ache que John Goodman também faria bem o papel. Também no elenco, Ed Harris e James Woods.

278 - A INVASÃO DOS DISCOS VOADORES

a invasão dos discos voadores (earth vs flying saucer, usa) – típica produção da época, temperada com o mago dos efeitos especiais de então, Ray Harryhausen. O título, auto-explicativo, diz tudo: alienígenas chegam em naves e estabelecem o caos. Produção barata, atores canastrões, tudo muito trash e ótimo! Tim Burton certamente se inspirou neste filme para fazer o excelente Marte Ataca!, no que fez muito bem, diga-se. Excelentes extras no DVD.

277 - TÁ DANDO ONDA

tá dando onda (surf’s up, usa 2007) – uma animação excelente em forma de documentário, sobre pingüins surfistas. Cadu, um pingüim surfista adolescente sonha em se tornar um astro das ondas, até que consegue participar de um grande torneio, onde encontra um surfista valentão, uma graciosa salva-vidas e um pingüim ripongo. Um história infantil com idéias adultas. Atenção para ótimos os curtas que vêm de bônus no DVD.

276 - CIDADE DA ESPERANÇA

cidade da esperança (city of joy, usa) – de Roland Joffé. Um dos meus filmes preferidos! Max (Patrick Swayze, 18 de agosto de 1952) é um médico que, após perder um paciente, se refugia do mundo na Índia, na esperança de encontrar alguma luz para suas frustrações. Acaba se envolvendo com uma comunidade pobre dominada por uma máfia local. É impressionante a atuação de Om Puri como Hazari, pai dedicado de uma família onde Max encontra acolhimento. Patrick Swayze está impressionantemente real no papel mais importante de sua carreira, ao lado do Sam, de Ghost (1990). Belo filme!

275 - A ESTRANHA PERFEITA

a estranha perfeita (perfect stranger, usa) – suspense razoável com Hale Berry (14 de agosto de 1966) e Bruce Willis (19 de março de 1955). Bom thriller de suspense, tirando partido das formas inebriantes de Hale Berry, no papel de Rowena Price (belo nome, hein?), uma jornalista que começa a investigar o assassinato de uma amiga que teve um caso com um poderoso publicitário, Harrison Hill (Bruce Willis). Prende a atenção, mas pode causar efeitos colaterais se você for muito ortodoxo em termos de roteiro. Digamos que o começo é promissor, apenas isso. É impressionante como Hale Berry pode aparecer mais bonita ainda em cada cena. Direção de James Foley.

274 - ARANHAS ASSASSINAS

aranhas assassinas (in the web’s spider, usa) – apesar da boa fotografia, o filme é um lixo. Um grupo de jovens desmiolados se perde numa selva indiana, onde encontram um médico louco (Lance Henriksen, 05 de maio de 1940, o Bishop, de Aliens, olha aí do lado) e uma comunidade que idolatra aranhas de todos os tipos. Isso sim é um filme trash, embora sem charme. Dá para assistir se você perdeu todas as expectativas de qualidade num filme. Lixo!

273 - PLANETA TERROR

planeta terror (planet terror, usa 2007) – de Robert Rodriguez que, juntamente com o amigo Quentin Tarantino (também no filme), quis fazer uma homenagem aos filmes trash que viam nos empoeirados cinemas da juventude deles. Não deu certo. Fazer um filme B intencionalmente é muito arriscado, como se (ou não ) aqui. Não funcionou. Isso porque não bastava o filme ser ruimmas ele deveria ter alguma coisa inesperada que caracterizasse o tributo. Planeta Terror acaba por não funcionar, além de forçar a barra em alguns momentos, principalmente quando mostra a projeção com defeitos fabricados. Mas, por outro lado, temos a interessante Rose McGowan, ex do roqueiro Marilyn Manson e atual do diretor Rodriguez, como uma go-go dancer que, ao ter a perna arrancada por um zumbi (sim, há zumbis no filme), não hesita em substituí-la por uma metralhadora, com a qual ajuda a dizimar os mortos-vivos. É exatamente que Planeta Terror atinge seu pináculo: nada mais grindhouse, punk e tosco do que uma mocinha com uma perna de metralhadora que, como é comum ao gênero, será a responsável pela purgação do horror e pelo reinício da humanidade. O filme trilha uma linha sutil entre a paródia e a homenagem, coisa que o público moderno simplesmente detesta.

272 - O ESTRANHO DA RUA ARLINGTON

o estranho da rua arlington (arlington road, 1999) – de Mark Pellington. Excepcional thriller de mistério com Jeff Bridges (04 de dezembro de 1949), Tim Robbins (16 de outubro de 1958), Joan Cusack e Hope Davis. Um professor universitário (Bridges), cuja esposa foi assassinada, começa a suspeitar das atividades terroristas do vizinho (Robbins). A história faz mesmo você ficar roendo as unhas para saber o que está acontecendo de fato e na mente do personagem de Jeff Bridges (04 de dezembro de 1949). Um dos fatos que me fazem gostar tanto desse filme é a presença de Hope Davis (23 de março de 1964), que está lindíssima como a namorada de Bridges. A história se passa em Washington. Há lugares de que me lembro nitidamente, como o lago em frente ao Capitólio. Há algumas contradições no roteiro, mas nada que atrapalhe. Atenção para a atuação contida, mas ótima de Joan Cusack.

271 - SENTENÇA DE MORTE

sentença de morte (death sentence, USA 2007) – desejo de matar; versão 2007. Depois que seu filho é assassinado por uma gangue de rua, Nick Hume (Kevin Bacon, 08 de julho de 1958) se possuído pela vingança que o fará passar por cima de tudo e de todos. Soa familiar para quem acompanhou a série de filmes com Charles Bronson, e que seguia o mesmo padrão. Algumas seqüências de perseguição muito boas. A sumida Kelly Preston (13 de outubro de 1962), sra. John Travolta, e que continua bonita, faz a esposa de Nick. O simpático John Goodman (20 de junho de 1952) também está no elenco, desta vez num inusitado papel de malvado. Achei que a transformação do personagem de Bacon, de pacato cidadão a exterminador de bandidos, mal elaborada. Direção de James Wan.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

270 - UM AMOR PARA RECORDAR


um amor para recordar (a walk to remember, usa 2002) – de Adam Shankman. História de dois adolescentes totalmente diferentes que, claro, acabam se apaixonando e enfrentando as dificuldades. A gente fica com a impressão de ter visto alguma coisa parecida nos incontáveis filmes que tratam da temática dos jovens nos Estados Unidos. No elenco, Mandy Moore (10 de abril de 1984), que poderia facilmente ser chamada de “a nova namoradinha da América”, e Peter Coyotte. Lacrimoso demais.

269 - MEU NOME NÃO É JOHNNY


meu nome não é johnny (brasil, 2007) – outra grande atuação de Selton Mello, no papel de João Guilherme estrela, um rapaz da classe média carioca que se tornou um traficante, vendendo a cocaína mais pura do Rio em festas da Zona Sul, até ser preso em 1995 e condenado a dois anos em um manicômio judicial. O filme dá uma dimensão entre cômica e trágica do vício. João Guilherme orbita o planeta cocaína sem se dar conta da gravidade de seus atos, tampouco da quantidade de dinheiro que circula em suas mãos. A direção ágil de Mauro Lima imprime um ritmo bem-humorado, sem a violência dos filmes que focam o tráfico pelo lado da favela, fazendo o espectador esquecer, por vezes, que está assistindo a um profundo drama social.

sábado, 5 de abril de 2008

268 - MANDANDO BALA


mandando bala (shoot’em up, usa 2007) – de Michael Davis. muito bem feito, num clima que lembra Sin City, Mandando Bala é uma amostra de como o cinema pode ser apenas divertido. O roteiro é absurdo, sem qualquer laivo de lógica, o que torna a história ainda mais interessante. Nãomeio-termo: ou você embarca na brincadeira ou desiste de assistir o filme nos primeiros cinco minutos. Clive Owen, espetacular, faz um papel de um tal de sr. Smith, misterioso e carrancudo atirador com coração de pedra que, no entanto, fica penalizado ao se ver às voltas com um bebê recém-nascido, cuja mãe é assassinada logo após o parto (feito por ele mesmo). Decidido proteger a criança, Smith pede a ajuda de uma prostituta italiana (Mônica Belluci, linda), cuja especialidade é estar sempre em estado lactante (!). O ótimo Paul Giamatti é o sádico líder de um bando de criminosos que está atrás da criança. Ação ininterrupta, pontilhada de ironias e piadas misóginas, Mandando Bala é uma divertida bobagem levada ao extremo. E, por isso, é tão boa.

terça-feira, 1 de abril de 2008

267 - O VIDENTE


o vidente (next, usa 2006) – Chris Johnson (Nicolas Cage, 07 de janeiro de 1964) faz shows em bares de Las Vegas, fiando-se na sua habilidade de prever o que vai acontecer com dois minutos de antecedência. É então convocado pelo FBI para tentar impedir uma ataque nuclear. A história é uma adaptação de “The Golden Man”, de Philip K, Dick, dirigida por Lee Tamahori. Julianne Moore parece desinteressada do papel de investigadora do governo. A sempre bela Jéssica Biel (03 de março de 1982) é Liz, a mulher que possibilita Chris ver além dos dois minutos regulamentares. Algumas belas locações, efeitos cansativos e um final pífio. Vale por Jéssica, apenas.

266 - MEU TIO MATOU UM CARA


meu tio matou um cara (brasil, 2005) – de Jorge Furtado. Sherlock genérico. Duca (Darlan Cunha) vive com a família de classe média (Aílton Graça e Dira Paes) e é apaixonado por uma colega da escola. Quando seu tio Éder (Lázaro Ramos) é preso por ter matado o ex-marido da namorada Soraia (Déborah Secco), ele passa a investigar o caso e desvendar o mistério, na convicção de que Éder é inocente. Sempre com a narração em off do próprio Duca, essa comédia policial passa uma sensação de falta de originalidade, lembrando muito O Homem que Copiava (melhor do que este), do mesmo diretor e com Lázaro Ramos também.

265 - A IRMANDADE


a irmandade (the order, eua, 2002) – Rudy (Jean-Claude Van Damme) negocia relíquias roubadas com colecionadores. Seu pai é arqueólogo e está atrás de uma escritura sagrada que originou uma ordem secreta. Quando ele é raptado, Rudy vai a Israel procurá-lo e tem que enfrentar policiais corruptos que, claro, estão atrás do tesouro. O curioso, nesta produção de segunda, é a presença de Charlton Heston, num pequeno papel.