quinta-feira, 30 de abril de 2020

3463 - J. EDGAR

Omelete | J. Edgar
Leonardo Di Caprio

      J. EDGAR (USA, 2011) – Clint Eastwood é sempre obrigatório, mas este não é dos seus melhores filmes, apesar da sempre ótima atuação de Leonardo DiCaprio, num papel inesperado: o temível chefe do FBI, J. Edgar Hoover, cujo arquivo secreto era o pesadelo de vários presidentes americanos, principalmente Kennedy e Nixon. Tanto que, quando Edgar morre, a primeira coisa que Nixon faz é ordenar a apreensão de seu arquivo particular. Não consegue porque a secretária de Hoover, Helen Gandy (Naomi Watts), a pedido dele, destrói tudo. O grande problema do filme é a maquiagem, nem sempre convincente na caracterização dos personagens na velhice. Mas Eastwood tem crédito, muito crédito. Clint Eastwood is always obligatory, but this is not one of his best works, despite Leonardo Di Caprio’s remarkable performance, as always, in an unexpected role: the frightening FBI boss, J. Edgar Hoover, whose secret files were the nightmare of many US presidents, namely Kennedy and Nixon, who wanted to get these records immediately after Edgar’s death. He did not succeed because Hoover’s secretary, Helen Gandy (Naomi Watts), at his request, destroyed everything. The problem of the movie is the unconvincing make-up of the characters when they get older. However, Eastwood has credit.  
  

quarta-feira, 29 de abril de 2020

3462 - JANGO – COMO, QUANDO E POR QUE SE DERRUBA UM PRESIDENTE



Kennedy cogitou ação militar contra Goulart - BBC News Brasil
Jango, com Kennedy
JANGO – COMO, QUANDO E POR QUE SE DERRUBA UM PRESIDENTE (BRASIL, 1976) ­– Com muitas imagens do documentário JANGO, de Sylvio Tendler, este traz a reconstituição da trajetória de Goulart é feita através da utilização de imagens de arquivo e de entrevistas com importantes personalidades políticas como Afonso Arinos, Leonel Brizola, Celso Furtado, Frei Betto e Magalhães Pinto, entre outros. O sugestivo slogan do filme foi “Como, quando e por que se derruba um presidente”. O documentário captura a efervescência da política brasileira durante a década de 1960 sob o contexto histórico da Guerra Fria. Jango narra exaustivamente os detalhes do golpe e se estende até os movimentos de resistências à ditadura, terminando com a morte do presidente no exílio e imagens de seu funeral, cuja divulgação foi censurada pelo regime militar. Agora que acabei de ler a biografia de Jango, o documentário teve um outro significado para mim, muito mais profundo.

3461 - BASTARDOS INGLÓRIOS

Bastardos Inglórios é o foco de uma aula sobre criar suspense e ...
Christoph Waltz, um furacão

      BASTARDOS INGLÓRIOS (INGLORIOUS BASTERDS, USA, 2009) – Cada fotograma deste filme de Tarantino vale o ingresso. Perfeito, do início ao fim. Em cada cena, a emoção transborda, numa mistura de vingança e justiça. Os diálogos são simplesmente aulas de cinema, já que abundam referências a outros filmes. Tudo sob a batuta magistral de QT, um diretor que sabe como ninguém colocar seus atores no contexto da história (basta ver ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD...). Mas a grande atração é Christoph Waltz, simplesmente galvanizante no papel de um histriôncio coronel nazista. Each photogram of this Tarantino’s movie is worth buying the ticket. Perefct, from the beginning to the end. In each scene, there is emotion along with revenge and justice. The dialogues are lectures on cinema making, for several references from other movies can be found. Everything under QT’s baton, a director who knows how to insert his actor in the story atmosphere (just see ONCE UPON A TIME IN HOLLYWOOD…). Furthermore, the greatest attraction is Christoph Waltz, simply galvanizing in the role of a histrionic Nazi colonel.  


terça-feira, 28 de abril de 2020

3460 - ROBIN HOOD: PRÍNCIPE DOS LADRÕES


23 years after its release, Robin Hood: Prince Of Thieves is ...
Kevin Costner

     ROBIN HOOD – PRÍNCIPE DOS LADRÕES (ROBIN HOOD: PRINCE OF THIEVES, USA, 1991) – Obrigatórios: Kevin Costner e Morgan Freeman. Apesar de algumas falhas na produção (visíveis, hoje), o filme ainda funciona como entretenimento, além de contar com Costner no auge do estrelato, como Robin Hood, e do auxílio luxuoso de Freeman, no papel de seu leal companheiro. Além disso, Alan Rockman está muito bem como um histérico xerife de Nottingham chegado a bruxarias. E um toque de classe: Sean Connery, nas cenas finais, como King Richard. Obligatory: Kevin Costner and Morgan Freeman. Despite some production flaws (visible today), the movie still works as entertainment, besides counting with Costner, at his stardoom peak, as Robin Hood, sided by Freeman as his loyal companion. Moreover, Alan Rickman is outstanding as the hysterical sheriff of Nottingham. In addition, a touch of class: Sean Connery, in the final scenes, as King Richard. 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

3459 - RESGATE

Resgate: veja o que esperar do filme da Netflix com astro da Marvel
Chris Hemsworth

      RESGATE (EXTRACTION, USA, 2020) – A Netflix resolveu ir fundo no cinema de ação com este filme. A lógica de videogame se dilui em planos-sequência memoráveis e uma quantidade de mortes idem. A violência estilizada se justifica (vem de uma graphic novel) pelo enredo: Tyler (Chris Hemsworth), um mercenário letal e chegado à bebida, é escalado para resgatar o filho de um narcotrafiante indiano,  e faz literalmente de tudo para cumprir sua missão. No processo, Tyler vai se abrindo emocionalmente – sempre há um trauma, mesmo para Thor. Excelente filme. Netflix invested heavily in this movie whose videogame logic is explained by memorable sequence plans as well as a substantial number of deaths. The stylized violence is justified by the plot: Tyler (Chris Hemsworth), a lethal and drunk mercenary, is called to rescue an Indian narco dealer’s son, and he goes to any lengths to accomplish his mission. In the process, Tyler starts to open himself – there is always a trauma, even for Thor. Great movie.


domingo, 26 de abril de 2020

3458 - PERDIDOS NO ESPAÇO - TEMP. 2

Crítica: Perdidos no Espaço (Lost in Space) – 2ª Temporada ...
A família continua unida

1  PERDIDOS NO ESPAÇO, TEMPORADA 2 (LOST IN SPACE, SEASON 2, USA 2019) - Netflix’s reimagining of the 1965 sci-fi series is still all about problem-solving, and the frequently outrageous scenarios the Robinson family finds themselves in are more varied and engaging this go-around. The goals are simple enough: Get to Alpha Centauri and find Will’s Robot friend, but the stronger focus on the Robinsons working with and against the Resolute’s crew and passengers is more engaging than the ludicrous scenarios the family often put themselves into in the prior season. The Robinsons are all likable enough and given just enough depth to emphasize with, but there’s nothing particularly nuanced about their personalities to cause them to truly stand out. Posey’s Dr. Smith, one of the more maligned aspects of Season 1, also continues to be a mixed bag: Her character still lacks any redeeming aspects and the new flashbacks about her past do nothing other than reiterate information the audience already received, but her actions and relationships with the protagonists are given more meaning and payoff. It’s a convoluted and rushed ending that doesn’t offer much of an emotional payoff, but its teases are interesting enough that series fans will probably be willing to overlook the lack of a resolution. “Lost in Space” stumbles in as many ways as it soars, but with a tighter and more original narrative and more fleshed out characters, the series could become a genuinely great sci-fi adventure if Netflix decides to renew it for a third season.


sábado, 25 de abril de 2020

3457 - O GUARDA-COSTAS

Bodyguard, The Review | Movie - Empire
Costner e Huston, adoráveis

      O GUARDA-COSTAS (THE BODYGUARD, USA, 1997) – Ainda hoje, o filme emociona, principalmente por causa da atuação cool e ao estilo Steve McQueen de Kevin Costner. Sim, é um drama comum, sem nada de excepcional, mas é um daqueles filmes de que gostamos, sem saber bem por quê. É um thriller misturado com aqueles romances impossíveis que, quis o destino, se transformou em um clássico. E é sempre bom ver de novo, em cena, Ralph Waite, o patriarca dos Waltons. Still today, the movie works, chiefly because of Kevin Costner’s cool McQueen-esque performance. Yes, it is a common unexceptional drama, but is one of the movies we love and can not explain why. It is blend of thriller and impossible love stories that has turned out being a classic. Moreover, it is a pleasure to see again Ralph Waite, the Waltons patriarc.


sexta-feira, 24 de abril de 2020

3456 - NOSSAS NOITES

Will Venice hit 'Our Souls at Night' finally win Jane Fonda that ...
Redford e Fonda, lindos até hoje...

      NOSSAS NOITES (OUR SOULS AT NIGHT, USA, 2017) – Escondido no cardápio da Netflix, este filme sensível é sobre Louis, um viúvo que mora numa pequena cidade do Colorado e tem muita dificuldade para dormir. Sempre acordado antes do nascer do sol, ele é mais um homem solitário numa tela de Edward Hooper. Então, sua vizinha, Addie, o convida para dormir com ela. Belo reencontro de Redford e Fonda, que protagonizaram DESCALÇOS NO PARQUE, em 1967.  Louis (Robert Redford) is a widower who lives on the sleepy fringes of small-town Colorado, where he is unable to get much shut-eye of his own. He’s always up before the sun comes up, with the radio on and the newspaper open, just another lonesome old man living an Edward Hopper existence. Then one night there’s a tap on the door and in walks Addie (Jane Fonda), who lives across the street and is in pretty much the same boat. Out of the blue, without preamble, Addie asks Louis if he wouldn’t mind coming over to sleep with her. Not for the sex, just for the company, because she is lonely and the nights are the worst. It’s a terrific opening gambit and Fonda plays it with aplomb. Her appeal is so nakedly sincere that something catches in your chest. Nice reunion of the stars of BAREFOOT IN THE PARK (1967).


quinta-feira, 23 de abril de 2020

3455 - INFILTRADO NA KLAN

Blackkklansman (2018) - Jhonatan Rodrigues - Medium
Adam Driver e John David Washington


       INFILTRADO NA KLAN (BLACKKKLANSMAN, USA, 2018) ­- Parents need to know that director Spike Lee's BlacKkKlansman is a sometimes-absurd account of a real-life black cop's (John David Washington's) undercover mission in the Ku Klux Klan in the 1970s. Expect strong language throughout, as well as mature themes related to racism and terroristic violence -- but the film also portrays courage and cooperation in the face of extreme racial hatred. Though very little violence is actually shown, a particularly sadistic lynching is described in disturbing detail. “BlacKkKlansman” has rightly been praised for connecting its 1970s story about a black police officer’s infiltration of the Ku Klux Klan with clips from last year’s violent Unite the Right march in Charlottesville, Virginia. The closing news footage devastatingly conveys how far we have come

quarta-feira, 22 de abril de 2020

3454 - CARNE TRÊMULA

Live Flesh / Carne Tremula - Film - European Film Awards
Javier Barden e Liberto Rabal
 CARNE TRÊMULA (CARNE TRÉMULA, Espanha, 1997) – Almodóvar fez uma bela paella dramática com todos os ingredientes latinos que tanto nos fascinam: vingança, paixão, ciúmes, sexo e frustração. Sua marca direcional está lá: um roteiro circular em que todos os personagens repetem padrões de comportamentos, cruzando-se os caminhos e, inadvertidamente, replicando suas ações. Coisa de gênio. Javier Barden está primoroso, num personagem que passa a maior parte do tempo numa cadeira de rodas, tentando entender os fantasmas que teimam em voltar de um passado que ele fez de tudo para esquecer. Imperdivel. TC Cult. Almodóvar made a nice dramatic paella with all the Latin ingredients: vengeance, passion, jealousy, sex, and frustration. His directorial trademark, the looping circular plot in which the characters both repeat and vary their pattern of behavior, crossing one another’s paths and inadvertently echoing the actions of others, is completely there. A work of a genius. Javier Barden is outstanding playing a character who spends most of the time in a wheelchair, trying to understand the ghosts from the past, which he tried so hard to forget. Unmissable. TC Cult.



terça-feira, 21 de abril de 2020

3453 - ROCKETMAN

Rocketman (2019) - IMDb
Elton e Taron

   ROCKETMAN (USA, 2019) Seguindo o filão das cinebios musicais que têm tido muito sucesso (o excelente BOHEMIAN RAPSODY prova isso), o filme de Dexter Fletcher é uma tocante (sem trocadilhos) e intensa viagem pela vida de Elton John. Taron Egerton, o motor do filme, está perfeito no papel do artista angustiado, com sérios problemas emocionais em relação aos pais, mas imensamente talentoso. O talento sempre encontra um caminho. Egerton ainda tem uma vantagem rara: tem uma voz excepcional e cantou todas as canções do filme, da linda YOUR SONG a CROCODILE ROCK, sem truques e com impressionante fidelidade ao espectro vocal de Elton. Following the path of musical biopix that have had great success (the outstanding BOHEMIAN RAPSODY is an example of this), Dexter Fletcher’s movie plays up (no pun intended) the facts in Elton John’s life in an intense way. Taron Egerton, the motor of the film, is perfect on the role of the anguished artist, with serious family issues, but immensely talented. Talent always finds a way. Egerton still has a rare advantage: an exceptional voice and he sang all the songs, from the beautiful YOUR SONG to CROCODILE ROCK, without any ticks and with an impressive fidelity to Elton’s vocal scope.  





segunda-feira, 20 de abril de 2020

3452 - SERGIO (2020)

Filme "Sergio", da Netflix, desperdiça Wagner Moura e personagem ...
Ana de Armas e seu olhar. Onde se compra isso?

   SERGIO (USA, 2020) – A produção da Netflix sobre a vida de Sérgio Vieira de Mello foca nos seus últimos dias no Iraque, onde uma bomba explodiu na sede das Nações Unidas. Flashbacks procuram explicar como ele direcionou sua carreira e, paralelamente, como conheceu Carolina Larriera e se apaixonou por ela. Portanto, o filme é mais um romance do que um olhar mais próximo dos feitos de Sergio na relações internacionais. Wagner Moura está correto, mas apenas isso. Não sei se foi a escolha correta para o personagem principal. Por outro lado, Ana de Armas faz de Carolina uma figura solar, encantadora e decidida, suave e forte, sem perder a delicadeza. Para mais informações, veja o documentário SERGIO, na HBO. This Netflix production about Sérgio Vieira de Mello’s life focuses on his last days in Iraq, where a bomb destroyed the UN offices. Flashbacks try to explain his career and his love relationship with Carolina Larriera. Thus, the movie is more a romance than a closer look at Sergio’s accomplishments in terms of international relations. Wagner Moura is correct in the role, but nothing more. It does not seem to me that he was the best choice for the leading character. On the other hand, Ana de Armas turns Carolina into a solar figure, enchanting and resolute, tender and strong, without losing her delicate persona. For more information, check the documentary SERGIO, on HBO.   


3451 - HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA


    HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA (SPIDER-MAN: FAR FROM HOME, USA, 2019) – Produção: ruim. Elenco: baixo nível. CGIs: ruins. Direção: pouco profissional. Sem mais comentários. Production: lousy. Cast: low level. CGIs: weak. Direction: amateurish. No more comments.

domingo, 19 de abril de 2020

3450 - VESTÍGIOS DO DIA

Anthony Hopkins soulfully disguised a big performance as a small one
Emma Thompson e Anthony Hopkins

      VESTÍGIOS DO DIA (REMAINS OF THE DAY, USA, 1993) – Anthony Hopkins é obrigatório. Neste filme, mais que obrigatório. Seu papel como o mordomo de um lorde inglês é soberba. Incapaz de grandes demonstrações de afeto, ele começa a se apaixonar pela governanta – outra impressionante atuação de Emma Thompson -, sem saber o que fazer com seus sentimentos. Paralelamente, percebe que seu patrão tem ligações com o Nazismo. Outros eventos o colocam em contato com o mundo exterior e, assim, com suas emoções represadas. Filme lindo. Netflix. Anthony Hopkins is obligatory. In this movie, more than obligatory. His performance as a Birtish lord’s butler is mind-blowing. Unable of great affection displays, he falls for the housekeeper – another impressinve performance of Emma Thompson -, without knowing how to deal with his feelings. Parallel to this, he finds that his boss has connections with the Nazi. Other events put him in contact with the outer world and with his repressed emotions.


sábado, 18 de abril de 2020

3449 - BLACULA


Blacula, o Vampiro Negro (1972)
A cena clássica

   BLÁCULA (BLACULA, USA, 1971) - Quando foi lançado, BLÁCULA era uma forma de aproveitar o sucesso decadente dos filmes de horror da Hammer e a ascensão do cinema blaxploitation do início da década de 70, que eu particularmente adorava. A combinação dos dois gêneros resultou num filme quase engraçado, quase aterrorizante, repleta de clichés, mas que funciona. At the time of Blacula's release, studios such as American International and Hammer were pumping out cheap horror flicks for an ever-thirsting legion of young fans (myself included). At the same time, blaxploitation films were also making big bank . . . so why not combine the two genres? It was a pure marketing genius, backed by some of the biggest box offices of 1972. The great Shakespearean actor William Marshall (Dr. Daystrom to you original Star Trek fans) plays the tormented African prince magnificently; asleep for 200 years, he awakes to find an African-American culture riddled with blaxploitation clichés. It's bad enough such a dignified man has the hunger -- he also has to deal with these people in giant heels and 'fros. The juxtaposition works as a statement about what slavery did to African culture, but is never overtly mentioned. . .after all, this is a horror flick too! Extra points for a musical appearance by The Hughes Corporation (before their big hit, "Rock the Boat") and a fine supporting performance by Denise Nicholas, a wonderful actress who should have had a bigger career. More silly than scary, Blacula endures as a unique film and pop-culture time capsule worth seeing.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

3448 - MATAR OU MORRER


Grace Kelly, mais bela impossível
       MATAR OU MORRER (HIGH NOON, USA, 1952) – Este western é um dos clássicos do cinema americano, com Gary Cooper no papel de um xerife recém aposentado, que decide proteger sua cidade pela última vez, logo depois de se casar com Amy (Grace Kelly, estonteantemente bela). Bem, podemos questionar suas razões, mas devo dizer que eu nunca deixaria de viajar em lua de mel com Grace Kelly para enfrentar um bando de vagabundos. O roteiro é bem simples, mas o carisma de Cooper, a beleza irretocável de Grace e a direção segura de Fred Zinnemann garantiram a HIGH NOON um lugar de destaque no panteão dos clássicos do cinema. This western is one of the classics of the American cinema, with Gary Cooper in the role o a newly married sheriff, who decides to protect his town for the last time, after having married Amy (Grace Kelly, stunning gorgeous). Well, we can question his reasons, but I should say that I would never leave Grace Kelly in order to fight a bunch of outlaws. The script is quite simple, but Cooper’s charisma, Grace’s flawless beauty and the firm direction of Fred Zinnemann grant HIGH NOON a noble place in the movie pantheon.   


quinta-feira, 16 de abril de 2020

3447 - THE BOOK OF ELI

Is 'The Book of Eli' available to watch on Canadian Netflix? - New ...
Mauricio Pinheiro

1     O LIVRO DE ELI (THE BOOK OF ELI, USA, 2010) – Denzel Washington é obrigatório. Neste filme, ainda mais. Com um clima distópico turbinado com uma belíssima fotografia esmaecida, Eli (DW) vai atravessando uma vastidão desértica, depois que uma hecatombe atômica dizimou quase toda a civilização. Restaram algumas boas pessoas e a grande maioria do que há de mais sórdido na raça humana. À parte qualquer hermenêutica apressada em relação à religião ou outra abordagem metafísica, é uma história sobre a importância dos livros na vida das pessoas, e é exatamente por isso que o filme é profundamente belo. Especialmente agora, num período de trevas, desgovernados por um genocida, além do medo real da pandemia que se espalha pelo mundo, um filme como THE BOOK OF ELI é tão obrigatório quanto o seu protagonista. E Mila Kunis prova que ainda pode haver esperança para quem sabe ver. HBO. Denzel Washington is obligatory. In this movie, more than never. The dystopian atmosphere is boosted with a spectacular faded photography, and Eli (DW) crosses the desert vastness after humankind was destroyed by an atomic hecatomb. What is left is only some good people and the scum of the mankind. Apart any rush hermeneutics about religion or any other metaphysics approach, it is a story about the importance of books in people’s lives, and that is why the movie is so beautiful. Especially now, in this dark ages, ungoverned by a genocidal president, besides the actual fear for the pandemics that is spread throughout the world, THE BOOK OF ELI is as obligatory as its protagonist. Moreover, Mila Kunis proves that there might be hope for those who can really see. HBO.   
    

quarta-feira, 15 de abril de 2020

3446 - INVASORES

4 The Invasion HD Wallpapers | Background Images - Wallpaper Abyss
Nicole Kidman, desconfiada...

1.     INVASORES (THE INVASION, USA 2007) – Nada de especial neste sci-fi com Nicole Kidman e Daniel Craig: um vírus alienígena toma conta das pessoas, como em OS INVASORES DE CORPOS, de 1956. A única coisa interessante aqui é que Craig, no meio da filmagem, recebeu uma chamada de Barbara Broccoli dizendo que ele fora escolhido para interpretar James Bond. Nicole Kidman está com o rosto bem menos plastificado neste filme, o que pode ser considerado um de seus pontos positivos. Fora isso, nada demais. Nothing special in this sci-fi with Nicole Kidman and Daniel Craig: an alien virus takes control of the people, as in THE INVASION OF THE BODY SNATCHERS (1956). The only interesting thing here is that Craig, in the middle of the shooting, got a phone call from Barbara Broccoli informing him he had won the role of James Bond. Nicole Kidman has a less plasticized face in this movie, which can be considered one of its highlights. Apart from this, nothing else.


3445 - BONECA INFLÁVEL

Air Doll - movie: where to watch streaming online
A boneca

1     BONECA INFLÁVEL (AIR DOLL, Japão, 2009) – Mistura poética de Blade Runner, A.I., Pinocchio e Toy Story, o filme do diretor Hirokazo Koreeda parte de uma premissa que pode dar uma ideia equivocada sobre o roteiro: um garçom solitário compra uma boneca inflável para mitigar sua solidão e, um dia, ela se percebe com um coração e uma incontrolável curiosidade de conhecer o mundo. De forma poética (as cenas de Tóquio são primorosas), lento e lindamente fotografado, o filme mostra o grande vazio das grandes cidades. Vê-se que, assim como a boneca, as pessoas também são vazias, solitárias e, em muitos casos, também facilmente substituíves. Há também a discussão sobre o papel da mulher numa sociedade extremamente machista como a japonesa e as relações descartáveis e tão pouco valorizadas que quase nem se nota quando as jogamos, literalmente, no lixo. Poetic mixture of BLADE RUNNER, A.I., PINOCCHIO and TOY STORY, the movie of Hirokazo Koreeda shows a premise about a plot that can be misunderstood: a solitary waiter purchases an air doll to mitigate his loneliness and, one day, she realizes that she has a heart and an uncontrollable desire to discover the world. In a poetic way (the scenes of Tokio are gorgeous), unhurried and beautifully photographed, the movie displays the immense emptiness of the great cities. It is known that, like the dolls, people are also shallow, solitary and, in many cases, easily replaced. There is also a discussion about the women’s role in an extremely sexist society as Japan and the disposable and underrated relationships that nobody notices when they are literally thrown in the garbage. Petras Belas Artes.     


terça-feira, 14 de abril de 2020

3444 - HEADHUNTERS

Headhunters - Film (2011) - SensCritique
Thriller nórdico

     HEADHUNTERS (Noruega, 2011) – O complexo de Napoleão que acomete o personagem principal logo nas primeiras cenas dá o tom deste excelente thriller de suspense norueguês. Kleber tinha razão. O filme é ótimo, apesar de alguns furos num roteiro, que é bem diferente dos clichês hollywoodianos. É um bom exemplo do cinema nórdico, combinando uma direção segura, boas atuações e um realismo repleto de violência gráfica. Os twists não são tão surpreendentes, porém são realizados com estilo e classe. Kleber was right. It is a terrific example of skilled Nordic filmcraft at its best, which combines good directing, credible acting, dark realism and intelligent story, which all together make it overall a very enjoyable package. There were some script quirks and the pace of the film at times was breathtaking, but nothing major to gripe about. Even though the cast is small, they are well used and the story rattles along at a pace that keeps the viewer involved at every turn. There are some satisfying developments that don't really qualify as twists, and there is nothing radical here, but it is done with style and panache.



segunda-feira, 13 de abril de 2020

3443 - SE MEU APARTAMENTO FALASSE

MacLaine e Lemmon, na cena do espelho

     SE MEU APARTAMENTO FALASSE (THE APARTMENT, USA, 1960) – Poucos filmes conseguiram um equilíbrio tão perfeito entre drama e comédia quanto este clássico de Billy Wilder. O título em português, caprichando no subjuntivo malandro, que apenas sugere a safadeza que tinha lugar quando a porta se fechasse, é um dos poucos que ficaram melhor na língua de Camões e Drummond do que no original em inglês, simples demais para dar ideia do que o roteiro bolado por Wilder e I.A.L. Diamond tem a oferecer. Era uma história ousada para o início da década de 60: C.C. Baxter (Jack Lemmon) oferece seu apartamento para que os diretores da empresa em que trabalha se encontrem com suas amantes, na esperança de conseguir uma promoção profissional. Simples, ingênuo, quase simplório, Baxter se apaixona por uma das ascensoristas do enorme prédio onde é um modesto contador. Interpretada por Shirley MacLaine (linda, suave, encantadora), Fran tem um caso secreto com o dono da companhia (Fred McMurray), até que um espelho quebrado inadvertidamente releva a Baxter a verdade de sua vida. A cena é magistral. Wilder habilidosamente vai despindo a história do humor inicial, camada por camada, até focar na desolação e solidão que habita a vida de todos os personagens. Lemmon está perfeito num papel difícil, que só um ator do seu calibre poderia fazer. Shirley MacLaine, com todo o seu talento, nunca esteve tão bela num personagem literalmente partido. Few films could reach a so perfect balance between drama and comedy as this Billy Wilder’s classic. The title in Portuguese, focusing on the streetwise subjunctive that just suggests the twisted atmosphere inside four walls, is much better than the original, which is too simple to give the clue to what the script concocted by Wilder and I.A.L. Diamond has to offer. It was a bold story to be told at that time: C.C. Baxter (Jack Lemmon) is a young employee trying to climb the greasy pole of success in a huge Manhattan insurance company, who lends his apartment to the company directors to have their extramarital affairs. Simple, naïve, almost gullible, Baxter falls in love for an elevator operator of the building. Played by Shirley MacLaine (beautiful, tender and charming), Fran has also a secret affair with one of the high-ups (Fred McMurray), until a broken mirror inadvertently exposes the truth to Baxter. The scene is a masterpiece. Wilder masterfully strips the story from its humor, layer by layer, until the desolation and loneliness of the characters are left. Lemmon is perfect on a difficult role that only an actor of his caliber could play. The talented Shirley MacLaine has never been so mesmerizing in a character that is literally torn apart. TC Cult.


domingo, 12 de abril de 2020

3442 - JOHN & YOKO: ABOVE US ONLY SKY

Military Shirt - John Lennon | John lennon and yoko, John lennon ...
John e Yoko - um grande amor

       JOHN AND YOKO – ABOVE US ONLY SKY (USA, 2019) – Documentário sobre a produção do icônico álbum IMAGINE, de John Lennon. Seguindo o padrão dos gêneros, temos várias entrevistas e imagens da intimidade de Lennon e Yoko. Além disso, a música de Lennon é maravilhosa, com trechos de cada faixa do álbum ilustrando as histórias daquele período. Documentary about the production of the iconic album IMAGINE. Following the pattern of the genre, there are many interviews and images of John and Yoko’s intimacy. Moreover, Lennon’s music is terrific, with snippets of every track from the album illustrating the stories of the time. Netflix.


3441 - JOHN WICK 3: PARABELLUM

John Wick Chapter 3 Parabellum behind the scenes combat training ...
Persona estoica de Reeves

      JOHN WICK 3: PARABELLUM (USA, 2019) – Keanu Reeves aproveita sua persona estoica ao máximo nesta terceira edição da série de violência tão extravagante quanto cômica – numa das cenas, ele despacha um adversário com um livro. John Wick vaga por Nova Iorque, fugindo dos membros dos assassinos que querem o prêmio de 14 milhões de dólares por sua cabeça. Visto agora pela segunda vez, achei o pior da trilogia. Keanu Reeves makes the best of his stoic persona in this third edition of this series as extravagant as comic – in one of the scenes, he kills an adversary with a book. John Wick wanders throughout New York, escaping from the assassins who want the 14 million dollar prize for his head. Seen now for the second time, I consider this one the worst of the trilogy. Prime.


sábado, 11 de abril de 2020

3440 - AMOR, SUBLIME AMOR

Anita and Bernardo | West side story, Anita west side story, Rita ...
Natalie Wood e Rita Moreno, comandando a massa

       AMOR, SUBLIME AMOR (WEST SIDE STORY, USA, 1961) – Robert Wise e Jerome Robbins trazem para as ruas de Nova Iorque a tragédia de Romeu e Julieta em forma de coreografia, canções e gangues de rua. Tudo dá certo, principalmente por Natalie Wood, devastadoramente bela, e pelo furacão Rita Moreno, namorada de Marlon Brando, na época. Apesar de longo demais, o musical impressiona pela visível energia do elenco, a graça da maioria das canções e pela ousadia da adaptação. Robert Wise and Jerome Robbins bring to the streets of New York the tragedy of Romeo and Juliet through choreography, songs and feuding street gangs. Everything works, chiefly due to Natalie Wood – she is devastating gorgeous – and the hurricane Rita Moreno, Marlon Brandon’s girlfriend at the time. Despite being too long, the musical impresses by the visible energy of the cast, the graceful songs and the boldness of the adaptation.  


sexta-feira, 10 de abril de 2020

3439 - O CRIADO (1963)

The Importance of the Ending and the Case of The Servant (1963 ...
Bogarde em cena - imperdível

      O CRIADO (THE SERVANT, UK, 1963)Jovem rico (James Fox que, anos mais tarde, faria VESTÍGIOS DO DIA) acaba de comprar residência no centro de Londres e contrata criado (Dick Bogarde) para lhe auxiliar. A relação dos dois vai se tornando complexa e, aos poucos, a insubordinação começa a tomar proporções catastróficas, que resultam em uma estranha inversão de papeis. Experienced manservant Barrett starts working for foppish aristocrat Tony. Barrett slowly insinuates himself in the house and manipulates his master by slyly rearranging the décor. The arrival of Barrett's alluring and sexually permissive 'sister' fatally severs the class barriers and the boundaries between master and servant, as Tony succumbs to the will of his stronger adversary.


quinta-feira, 9 de abril de 2020

3438 - CORRIDA CONTRA O DESTINO

Vanishing Point - A Driver's Fantasy Explained
Irresistível

       CORRIDA CONTRA O DESTINO (VANISHING POINT, USA, 1971) Um dos maiores clássicos da década de 70, VANISHING POINT é um dos melhores road-movies de todos os tempos. Todos os elementos da contracultura da época estão lá: o carro como símbolo de liberdade, os hippies, a polícia repressora e falsamente moralista (veja a cena em que um policial assedia uma mulher dentro da sua viatura – novamente o carro como instrumento de poder), a estrada como mundo primal a ser explorado, o rock na veia (além de outras substâncias estupefacientes). Barry Newman – talvez um parente de Dustin Hoffman – é o motorista que, depois de tantas derrotas na vida, se propõe a levar um carro em tempo recorde do Colorado a São Francisco, na Califórnia e é ajudado por um DJ cego (Cleavon Little, estupendo). É um filme que te dirige (entendeu, entendeu?) para os sonhos que compuseram os anos 70 nos Estados Unidos. One of the greatest classics of the 70s, VANISHING POINT is one of the best road-movies ever. All the countercultural elements of the time are present: the car as a symbol of freedom, the hippies, the repressive and falsely moralist police force (check the scene of a police officer harassing a woman inside his vehicle – again the car a tool of power), the road as a primal world to be explored. In addition, rock and roll pumped into the veins (besides other stupefacient substances). Barry Newman – maybe an unknown relative of Dustin Hoffman - is the driver, beaten by so many losses in life, decides to take a car in a record time from Colorado to San Francisco, California, helped by a blind DJ (Cleavon Littlem superb). The movie drives (no pun intended) you to the dream that made the 70s so fascinating in America.   


quarta-feira, 8 de abril de 2020

3437 - JOHN WICK: CHAPTER 2


John Wick 2, em análise | Magazine.HD
O melhor amigo do cachorro

      JOHN WICK: CHAPTER 2 (JOHN WICK: CHAPTER 2, USA, 2017) - Keanu Reeves não é um grande ator dramático. Nem precisa. Seu “star quality” já basta para que ele preencha a tela e galvanize os espectadores. Esse é um dos aspectos mais fascinantes do cinema. Na série JOHN WICK, Reeves entrega o que promete: um ar de mistério, um jeito meio arredio, uma inconformidade com a violência do mundo que, paradoxalmente, é combatida, meio a contragosto por ele, com mais violência ainda. Ademais, Reeves é quem melhor esterça os carros que dirige, e isso é uma atração à parte. Keanu Reeves is not a great dramatic actor, and there is no need for that. His star quality is enough for him to fulfill the screen and galvanize the viewers. This is one of the most fascinating aspects of the cinema. In the JOHN WICK series, Reeves delivers what is expected: mystery, a kind of aloofness, inconformity with the violence of the world that he paradoxally and unwillingly fights off. Moreover, Reeves’ driving is an extra attraction.   

terça-feira, 7 de abril de 2020

3436 - JANGO, O FILME

Pressão de Brizola radicalizou discurso de Jango — Senado Notícias
Jango e Brizola - resistência

     JANGO, O FILME (BRASIL, 1984) – O documentário de Silvio Tendler refaz a trajetória política de João Goulart, o 24° presidente brasileiro, que foi deposto por um golpe militar nas primeiras horas de 1º de abril de 1964. O documentário captura a efervescência da política brasileira durante a década de 1960 sob o contexto histórico da Guerra Fria. JANGO narra exaustivamente os detalhes do golpe e se estende até os movimentos de resistências à ditadura, terminando com a morte do presidente no exílio e imagens de seu funeral, cuja divulgação foi censurada pelo regime militar. Silvio Tendler’s documentary shows João Goulart’s political career, the 24th Brazilian president, unseated by a military coup in the first hours of April 1st 1964. The production captures the boiling political scenario of the national politics during the 60s from the historical context of the Cold War. The movie gives an accurate account of the coup and of the resistance movements to the dictatorship and show images of Jango’s funeral, whose coverage was censured by the military regime.


segunda-feira, 6 de abril de 2020

3435 - ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD

Once Upon a Time … in Hollywood' Review: We Lost It at the Movies ...
Leo e Pitt, costurando as cenas

      ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD (ONCE UPON A TIME IN HOLLYWOOD, USA, 2019) – Emocionante homenagem de Tarantino ao ambiente cinematográfico de Los Angeles e ao período em que o cinema americano claudicava diante de novos desafios profissionais e estéticos. Os personagens de Leonardo Di Caprio e Brad Pitt vão costurando as histórias quase banais, até a noite em que Sharon Tate (Margot Robbie, com um sorriso que deveria estar no Guiness), com todos os elementos da contracultura que marcou o fim dos anos 60. Ainda não consegui entender as críticas negativas a um filme que, no fundo, é uma homenagem aos sonhos que o cinema inspira. Heartfelt homage to the cinematographic environment of Los Angeles and to the period in which the American cinema staggered because of the new aesthetic and professional challenges. Leonardo Di Caprio and Brad Pitt’s characters interweave almost banal stories that lead to the night of the assassination of Sharon Tate (played by Margot Robbie, whose smile should be registered on the Guinness Book), with all the contra cultural elements that marked the end of the 60s. I still cannot understand the negative reviews of a movie that is, after all, a deference to the dreams inspired by the cinema.  

    

domingo, 5 de abril de 2020

3434 - PROJETO FLÓRIDA

The Florida Project
Dafoe e a incrível Brooklynn

      PROJETO FLÓRIDA (THE FLORIDA PROJECT, USA, 2017) Em meio aos motéis baratos e coloridos dos arredores da Disneyworld, famílias fragmentadas tentam sobreviver, apesar das precárias condições de um mundo desolador – sim, são poucos os filmes em que vemos a pobreza terceiro mundista grassando em pleno solo americano. PROJETO FLÓRIDA (esse era o nome inicial da antiga Disneylândia) é apresentado sob o ponto de vista de uma menina de seis anos (a incrivelmente talentosa Brooklynn Kimberly Prince) que, com sua vivacidade incomum, vai levando o espectador através da profusão de cores e movimento que caracteriza a maior parte do filme, até o desfecho previsível, mas intensamente emocionante para quem já viveu perdas na vida. Willem Dafoe, num papel de gente comum (o que é incomum para ele) tem um belíssimo desempenho, que foi indicado ao Oscar de coadjuvante. Amidst cheap and colorful motels in the Disneyworld whereabouts, fragmented families try to survive, despite de poor conditions of a decadent world – only in a few movies; the American poverty is openly shown. THE FLORIDA PROJECT (this is the first name for Disneyland) is presented from a six-year-old girl’s point of view (the incredibly talented Brooklynn Kimberly Prince), the movie leads the viewer through a profusion of colors and movements until the predicable but poignant end, especially for those who had losses in life. Willem Dafoe, in a role of an ordinary man (which is uncommon for him) has a touching performance for which he has an Oscar nomination.