domingo, 27 de outubro de 2019

3365 - CADÊ OS MORGANS?

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Hugh Grant, sempre ótimo...

     CADÊ OS MORGANS? (DID YOU HEAR ABOUT THE MORGANS?, USA, 2009) – Hugh Grant é um dos meus atores favoritos. Invariavelmente, faz, a cada filme, uma versão pouco alterada de si mesmo – o inglês deslocado, tímido, sempre tentando fazer a coisa certa e, claro, se dando mal – e isso é ótimo! Neste filme, ele e a esposa (Sarah Jessica Parker, inadequada para o papel) testemunham um assassinato e são mandados pela polícia para o interior, numa espécie de serviço de proteção à testemunha. A história é previsível, mas divertida, e conta ainda com o maravilhoso Sam Elliot e Mary Steenburgen. Hugh Grant is one of my favorite actors. Invariably, he repeats an unaltered version of himself in every movie – the out-of-place shy British man, always trying to do the right thing and, of course, in the end, blowing everything – and this is great! In this movie, he and his wife (Sarah Jessica Parker, unfitted for the role) witness a murder and are sent by the police to the countryside, in a witness protection program. The story is predictable but fun and it is counts with the wonderful Sam Elliot and Mary Steenburgen.  
                                                    

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

3364 - CORINGA

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Joaquin Phoenix, um monstro...

     CORINGA (JOKER, USA, 2019) – Lôbrego, visceral, chocante e magistralmente ancorado na atuação memorável de Joaquin Phoenix, que sangra, transpira, se desespera e chora em cada segundo de sua magnífica personificação do mais angustiante Coringa já visto. E também ri: um ricto involuntário de insanidade e desesperança que, devo dizer, me acompanha até agora, duas semanas depois de ver o filme. A direção e o roteiro são perfeitos, e o tom sombrio da história torna-se quase palpável do início ao fim. Até porque, em grande medida, estamos todos vivendo uma realidade massacrante que nos transforma em subindivíduos, numa sociedade incapaz de manter níveis aceitáveis de bem-estar social para as classes sociais mais pobres, além de não permitir a estes indivíduos oportunidades de desenvolvimento social, profissional e humano. O ponto fulcral: o filme é totalmente de Joaquin Phoenix, capaz, especialmente nas várias cenas em que permanece em longo e angustiante silêncio, de compor com impressionante verdade um homem destroçado, física e emocionalmente, subtraído de sua alma e esperança e que, na tristeza, loucura e compaixão, vai se tornando monstruoso, como a sociedade em que está inserto. O diretor Todd Phillips presta uma homenagem a Martin Scorsese e a Robert De Niro, emulando a Nova Iorque decadente da década de 70, tão bem representada em TAXI DRIVER. Ao fim, não há como esquecer, entre sangue, desespero, horror e constrangedora constatação, que CORINGA é um retrato muito próximo do desmoronamento sócio, político e existencial do sentido da vida na pós-modernidade. Tragic, visceral, astonishing and masterly anchored in the memorable performance of Joaquin Phoenix, who bleeds, sweats in desperation and cries in every and each second of his magnificent personification of the most anguished Joker ever. And also laughs: an involuntary and despaired laugher that, I should say, has been burnt in my memory for two weeks, after seeing the movie for the first time. The directing and writing is slickly brilliant and the bleak settings and tones are palpable throughout. That’s because, in a certain way, we are all living in a crushing reality that makes us less than individuals, in a society incapable of keeping the welfare for the lower classes and preventing its members from social, professional and existential development. The pivotal aspect of the movie is Joaquin Phoenix’s performance and his ability to keep silent for long and distressing moments to compose the impressive truth of a physically and emotionally devastated man deprived of his soul and hope, who in sadness, insanity and compassion becomes a monster, like the society around him. Director Todd Phillips pays homage to Martin Scorsese and to Robert De Niro, emulating a decaying New York of the 70s, as we can see in TAXI DRIVER. All in all, it cannot be forgotten, among blood, despair, horror, and compelling conclusion, that JOKER is a very close portrait of the social, political and existential sense of life in post-modernity.   
                                                  

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

3363 - FRATURA

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Sam Worthington à procura da família...

       FRATURA (FRACTURED, USA, 2019) – Eficiente thriller de suspense psicológico estrelado por Sam Worthington, embora com alguns twists previsíveis. Bom trabalho de câmera do diretor Brad Anderson, assim como a cinematografia. O ritmo é mantido regularmente até o desfecho, e o roteiro alterna pistas falsas com verdadeiras, mantendo a curiosidade até a última cena: um casal leva a filha de seis anos, com o braço quebrado, para um hospital onde, após a chegada, as duas desaparecem misteriosamente. Sam Worthington tem atuação muito satisfatória. An efficient psychological thriller, starred by Sam Worthington, despite some predictable twists.  Director Brad Anderson was excellent with his camera work, as was the cinematography. The pace is kept until the end, and the plot is OK throwing some obvious and not so obvious curve balls, maintaining the perfect edge-of-your-seat tension and suspense to the last scene: a couple takes their six-year-old daughter with a broken arm to a hospital where, after their arrival, the mother and the kid mysteriously disappear. Sam Worthington has a satisfactory performance. Netflix.  
                                               

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

3362 - FLEABAG


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Phoebe Waller-Bridge, encantadora...

     FLEABAG (UK, 2016) – A série, em duas temporadas curtíssimas, da inimitável, extraordinária e inesperadamente sexy Phoebe Waller-Bridge se constitui, definitivamente, os melhores 300 minutos que o streaming pôde proporcionar nos últimos tempos. Estão ali todas as características do humor inglês – a mordacidade, a ironia, a sutileza – elevadas a décima potência. Phoebe é Fleabag do título (em tradução livre “bagaceira”) e também tudo que o termo implica: inconsequente, um pouco (vá lá) promíscua, egoísta e sem qualquer pejo de meter com vontade o pé na jaca, em todos os sentidos possíveis. Acontece que faz isso de maneira irresistivelmente encantadora e sedutora, dona total do timing das olhadas e comentários que divide com o espectador, botando abaixo a quarta parede dramática. Não é uma série de gargalhadas, mas de sorrisos cúmplices que, de tão verdadeiros e consonantes ao universo de todos aqueles que se lançam na vida, também dá vontade de chorar. Você adoraria ver comigo. Seis Emmys foram pouco para tanto talento. Assista no Prime. The series, divided into two short seasons, starring the inimitable, extraordinary and unexpected sexy Phoebe Waller-Bridge is definitely the best 300 minutes ever streamed. There, all the characteristics of the British humor – mordacity, irony, subtleness – to the power of ten. Phoebe is Fleabag and everything the term implies: inconsequent, a little promiscuous, egotist, and completely inclined to go to any length in any situation. But she does all this in an irresistible and seductive manner, totally master of the sneak timing and the comments divided with the viewer, breaking the dramatic fourth wall. It is not a show for just laughter, but to be an accomplice to that kind of smile, so true and so consonant with the universe of those who take the plunge, that makes us cry. You would love to watch with me. Six Emmys were not enough. Watch on Prime
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domingo, 20 de outubro de 2019

3361 - O LEITOR

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Um romance feito de leituras...

       O LEITOR (THE READER, USA, Alemanha, 2008) – Como não amar um filme cujo um dos temas principais é a leitura de livros? Nos entreatos do amor, o adolescente Michael (David Kross) lê trechos de romances para Hanna (Kate Winslet), sem saber que esta experiência literária haverá de modificar a vida dos dois. Como imaginar o que vai acontecer quando um garoto de 16 anos, com febre, é ajudado por uma mulher mais velha, na Alemanha ocidental, em 1958? Winslet dá ao seu personagem uma mistura de compaixão e dureza abrasiva, especialmente quando transforma seus encontros com Michael em oportunidades tanto redentoras quanto passionais. E Ralph Fiennes está perfeito como o Michael adulto, especialmente quando se pergunta como pôde ter amado uma pessoa sobre a qual conhecia tão pouco. Mas, convenhamos, não é sempre assim? How not to love a movie whose one of the main themes is book reading? In the interstices of lovemaking, teenager Michael (David Kross) reads passages of romances to Hanna (Kate Winslet), unaware that this literary experience will shape their lives. How to imagine what is going to happen when an older woman, in West Germany in 1958, helps a feverish 16-year-old boy? Winslet fills her character with a mixture of compassion and abrasive hardness, especially when transforms her encounters with Michael into redemptive and passionate moments, striking a perfect balance between directness and desire. And Ralph Fiennes is perfect as the adult Michael, especially when he wonders how he could have loved someone about whom he knew so little. But, let’s face it: isn’t it always like that?    
                                

sábado, 19 de outubro de 2019

3360 - O DRONE

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O Drone: um filme remotamente indefinido

      THE DRONE (USA, 2019) -  Com um conceito similar a BONECO ASSASSINO, o filme se perde no absurdo de se ter um drone, assim como um boneco, possuído por um espírito maligno. É a história repisada de bandidos cujos espíritos invadem objetos inanimados. Então, um casal desavisado acaba adotando ( ! ) o aparelho e, a partir daí, o drone toca um terror na sua vida. Diálogos fracos e risíveis, um roteiro que não vai nem pelo horror nem pela comédia, mas que diverte, se você colocar seu cérebro no modo avião (ou drone). Pelo menos, é um trash assumido. It's a similar concept to that of Child's Play, except for some reason it feels completely absurd to suggest a drone could be possessed by an evil spirit and not a doll, which is arguably the wrong way round. So, it's the old tale of bad guy gets killed and his spirit enters a drone. The drone is then found by an unsuspecting couple and becomes part of their family and proceeds to mess up their lives bit by bit. It's packed with cheesy lines and unbelievably silly moments but is in fact quite fun and also funny. It's probably more of a straight comedy than horror or thriller so don't expect a dark movie with black humor - it's very light entertainment, with a few bloody moments but nothing too surprising. Utterly ridiculous but at least self-aware      
                              

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

3359 - O FAVORITO

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Jackman e a bela Vera Farmiga

      O FAVORITO (THE FRONT RUNNER, USA, 2018) – Candidato democrata favorito para ganhar as eleições presidenciais de 1988, o senador Gary Hart viu todo seu futuro presidencial desmoronar, após a imprensa descobrir seu romance com a então modelo Donna Rice, embora ambos, até hoje, neguem que foram amantes. Hugh Jackman (muito mais bonito que o Hart real) faz o papel do senador mulherengo com comedimento e propriedade. Vera Farmiga (muito mais bela que a senhora Hart) explora com dignidade e certa submissão o papel de esposa traída, mas já sabedora das escapadas do marido. As boas atuações do elenco principal (que ainda tem o ótimo J.K. Simmons) não estão em sintonia com o roteiro fraco e, até certo ponto, desnecessariamente confuso e sem sentido. Favorite democratic candidate to win the presidential elections in 1988, Senator Gary Hart had his political future shattered by his extramarital love affairs made public by the press. Hugh Jackman (much more handsome than the real Hart) plays the politician in this famous case of serial philandering. Vera Farmiga (more gorgeous than Mrs. Hart) plays the role of the betrayed wife with dignity and submission for she was fully aware of her husband’s womanizing. Good performances from the leads (besides the great J. K. Simmons), but the screenplay was an underwhelming convoluted mess of many quick irrelevant scenes that dragged on into pointless plot issues.     
                               

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

3358 - SERENIDADE

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Tudo ruim de doer

     SERENIDADE (SERENITY, USA, 2019) – O filme é muito ruim: atuações (apesar do bom elenco), roteiro, tudo. Matthew McConaughey esqueceu que ganhou um Oscar (CLUBE DE COMPRAS DALLAS, 2013) e embarcou numa canoa furada, neste filme no qual, sintomaticamente, ele é um pescador/gigolô/alcoólatra que hesita diante do pedido da ex-mulher (Anne Hathaway, loura e sem graça) para matar o atual dela (Jason Clarke, ciente da estupidez dos diálogos de seu personagem). Basta, não? E, lamentavelmente, Diane Lane, num papel para lá de secundário e sem qualquer sentido na trama. The movie is very bad: performances (despite the good cast), plot, everything. Matthew McConaughey forgot his Oscar (Dallas Buyers Club, 2013) in his kitchen cupboard and fell for the role of a fisherman/gigolo/drunk who hesitates when his former wife (Anne Hathaway, blonde and boring) asks him to kill her present husband (Jason Clarke, obviously aware of the foolishness of his dialogues). Enough, right? Regrettably, Diane Lane, in a secondary and senseless role.  
                                 

sábado, 5 de outubro de 2019

3357 - CAPITÃ MARVEL

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Brie Larson

     CAPITÃ MARVEL (CAPITAIN MARVEL, USA, 2019) – Fugindo um pouco do esquema do “filme de origem”, CM agrada, principalmente, por não se levar muito a sério, como aconteceu com o superestimado MULHER-MARAVILHA. Brie Larson é bonita e talentosa, além de ter entendido o clima meio gaiato do personagem, e está em ótima companhia em cena: Samuel L. Jackson e Ben Mendelsohn ajudam o filme fluir com naturalidade, com um roteiro cheio de humor certeiro e brincalhão. No mais, um excesso desnecessário de CGI, que é compensado com boas referências vintage dos anos 90. A little bit out of the “origin movie” script, CM is quite good, mainly for not taking itself seriously, as it happens in the overestimated WONDER WOMAN. Brie Larson, beautiful and talented, understood the unserious mood of the character. Besides, she is sided by two extraordinary actors – Samuel L. Jackson and Ben Mendelsohn. They help the story flow naturally, with a witty plot. The unnecessary excess of CGI is compensated with lively vintage reference to the 90s.    

                            

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

3356 - QUESTÃO DE TEMPO

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Rachel McAdams, mesmerizante, como sempre...

      QUESTÃO DE TEMPO (ABOUT TIME, UK, 2013) – Se você ainda não viu este filme adorável, em todos os sentidos, você realmente não sabe o que está perdendo. Richard Curtis, mais uma vez, acerta um raio de vida na nossa alma e no nosso coração. Além disso, há Rachel McAdams, para nos injetar na veia aquela dose mais que necessária de esperança num mundo melhor (e mais bonito, claro). Tim Lake (Domhnall Gleeson, misturando magistralmente doçura e romantismo), ouve de seu pai (Bill Nighy, grandioso, emocionante) que todos os homens da sua família podem voltar no tempo e mudar alguma coisa que tenha acontecido na sua vida. Então, ele conhece Mary (Rachel McAdams) e se apaixona (vem cá, quem não se apaixonaria?). Como nos filmes de Curtis, os sentimentos mais puros permeiam toda a história e nos fazem lembrar que nenhuma viagem no tempo é capaz de trazer de volta o amor de nossa vida e que viver o presente é a verdadeira mágica. If you have not seen this movie, you really do not know what you are missing. Richard Curtis, once more, makes our heart and soul be struck by a life lightning. Besides, there is Rachel McAdams to inject us with that more than necessary dose of hope of a better – and more beautiful - world. Tim Lake (Domhnall Gleeson, blending masterfully sweetness and romanticism) is told by his father (Bill Nighy, great, touching) that every man in their family can travel in time and changes what has happened in their own lives. Then, he meets Mary (Rachel McAdams) and falls in love with her (be honest: who would not?). As in all Curtis’ movies, the purest feelings pervade the whole story and remind us that no time travel can bring back the love of our lives and that living in the present is the greatest magic.              
                

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

3355 - TÃO FORTE, TÃO PERTO

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Filho e pai, numa relação sempiterna

   TÃO FORTE, TÃO PERTO (EXTREMELY LOUD & INCREDIBLY CLOSE, USA, 2011) – Baseado no livro de Jonathan Safran Foer, o filme é uma sugestão preciosa de Joe. Com o cenário do pós 11 de setembro, a história conta a jornada de um menino de 11 anos para manter viva a lembrança – e a presença – de seu pai (Tom Hanks, magnífico). Está tudo no roteiro: a dificuldade de se relacionar com o mundo, a sensação dolorosíssima de perder alguém que se ama muito, a saudade inominável, o esforço para resgatar as recordações, a necessidade de ouvir e ser ouvido. Sensível, emocionante e, ao mesmo tempo, perpassado de uma contagiante sensação de esperança. Max Von Sidow toca seu coração sem dar uma palavra. Obrigado, Joe. Based on Jonathan Safran Foer’s book, o film is a precious suggestion from Joe. With the 9/11 scenario, the story is about an 11-year-old boy’s journey to keep his father (Tom Hanks, magnificent) alive in his memory. Everything is in the plot: being an outsider in the world, the painful sensation of losing someone you love too much, the unnamable absence, the effort to rescue memories, the need to hear and to be heard. Sensitive, touching and, at the same time, intertwined with a contagious sensation of hope. Max von Sidow touches your heart without uttering a single word. Thanks, Joe.


terça-feira, 1 de outubro de 2019

3354 - YESTERDAY

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Himesh Patel e Lily James

      YESTERDAY (UK, Rússia, China, 2019) - O roteirista Richard Curtis, de Quatro Casamentos e Um FuneralUm Lugar Chamado Notting HillSimplesmente Amor e Questão de Tempo, é um apaixonado pelo cinema para apaixonados, ou seja, gente assim como todo mundo, que ri, chora, sofre, se alegra e sonha. O longa não é só um tributo aos Beatles, mas ao poder da gentileza, da honestidade e do romantismo, características sempre presentes na obra de Curtis. Nesta altura, todos já sabem: depois de um apagão global, o mundo recomeça com a existência do quarteto de Liverpool totalmente apagada da história. Jack (Himesh Patel, a cara, o jeito e até a voz de Raj, de THE BIG BANG THEORY), aparentemente, é o único que ainda se lembra de Paul, John, Ringo e George e da monumental obra do quarteto. Então, aproveita a deixa e se passa pelo autor dos sucessos, alcançando a fama rapidamente. No meio desta história, a doce Ellie (Lily James, mais encantadora do que nunca) torna-se a referência existencial mais importante para Jack. O filme é uma homenagem aos Beatles, mas também se presta a uma atitude meio esquecida e fundamental: o exercício de redescobrir o mundo, como se fosse a primeira vez, todos os dias, ao passarmos por esta longa e sinuosa estrada. The director/writer Richard Curtis (FOUR WEDDINGS AND A FUNERAL, NOTTING HILL, LOVE ACTUALLY and ABOUT TIME) is a lover of cinema for lovers - that is people like us, who laugh, cry, suffer, and dream. The movie is not only a homage to The Beatles, but also to the power of kindness, honesty, and romance – traits that are always present in Curtis’ work. By this time, everyone knows: after a global blackout, the memory of the quartet from Liverpool is completely erased from history. Jack (Himesh Patel, the face, the look and even the voice of Raj, from THE BIG BANG THEORY), apparently is the only person who remembers the Beatles hits. He then pretends to be the author of the songs, reaching success overnight. In the midst of this, the sweet Ellie (Lily James, more enchanting than ever) becomes the existential reference for Jack. The movie is not only a tribute for the Beatles but also rescues a fundamental attitude: the practice of rediscovering the world with fresh eyes, every day, while we walk along this long and winding road.