terça-feira, 8 de setembro de 2009

805 - O DIVÃ


O DIVÂ (Brasil, 2008) - a transposição da peça de sucesso, estrelada também por Lília Cabral, não foi das mais felizes. Apesar do talento e da espontaneidade da protagonista, o enredo que expõe as dúvidas, contradições e frustrações de uma mulher de meia-idade, casada com Gustavo (José Mayer, excelente), durante as sessões de terapia com o Dr. Lopes (será o Alan?), não funciona e acaba sendo previsível demais, tanto nos desdobramentos da ação quanto no final. Lamentável a performance de Cauã Raymond, por um motivo simples: não sabe atuar.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

804 - HOMEM DE FERRO


HOMEM DE FERRO (IRON MAN, USA 2008) – disparado, a melhor adaptação dos quadrinhos da Marvel para a tela grande, superando os também ótimos Homem Aranha e Batman. Robert Downey Jr (04 de abril de 1965) está perfeito como Tony Stark – cínico, engraçado, arrependido – comprovando como ele é bom ator, coisa que eu já sabia desde que fez Chaplin. É ele que faz o filme soltar faíscas nos seus melhores momentos, especialmente quando parece estar engajado num diálogo instigante com a plateia. Os efeitos especiais não apresentam qualquer falha e estão em consonância com o enredo. Ou seja, a história aparece e só é realçada por eles. Claro, tem também a belíssima Gwyneth Paltrow, como assistente de Stark. O vilão, Obadiah, é Jeff Bridges, e Terrence Howard parece ter se especializado no papel do melhor amigo do protagonista. Não deixe de ver a cena que vem logo depois dos créditos finais.

803 - 007 O AMANHÃ NUNCA MORRE


007 – O AMANHÃ NUNCA MORRE (TOMORROW NEVER DIES, USA 1997) – bem afinado com o final do século midiático, James Bond tem que impedir que um magnata dono de um conglomerado de meios de comunicação comece uma guerra entre China e o Reino Unido, a fim de obter o monopólio da imprensa em todo o mundo. Há uma palavra em inglês que define bem os filmes de James Bond: formulaic (algo como “baseado em uma fórmula”). Pois, neste, há tudo que, até então, habitou o universo bondiano: a cena aventurosa de abertura, as belas mulheres, os cenários luxuosos, carros, perseguições espetaculares e um agente nem tão secreto assim (convenhamos, mesmo nos filmes, todos conhecem Bond), aqui personificado pelo excelente Pierce Brosnan, um dos melhores, juntamente com Sean Connery e Roger Moore. No elenco, a futura dona de casa desesperada, Terry Hatcher (08 de dezembro de 1964), a Penny Parker do Macgyver. O vilão é Jonathan Pryce. Atenção para uma participação do ótimo Vincent Schiavelli, o fantasma do metrô de Ghost, cujo retrato está aí do lado, para quem tem memória com menos de um giga.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

802 - A ÚLTIMA LEGIÃO


A ÚLTIM A LEGIÃO (THE LAST LEGION, UK, ITÁLIA, FRANÇA, TUNÍSIA, 2007) – o filme conta a origem de Excalibur (a espada, não o restaurante), a partir da infância de Romulus (Thomas Sangster, o menino órfão de “Simplesmente Amor”) que, depois do assassinato de seus pais, junta-se a uma legião de romanos, liderados por Aurelius (Colin Firth). Não é um grande filme, mas a fotografia se salva, apesar de algumas escolhas equivocadas para os personagens-chave. Por exemplo, Colin Firth está claramente desconfortável como Aurelius, e Ben Kingsley faz um Ambrosious/Merlin que parece perdido na história. A estrela bollywoodiana, Aishwarya Raí Bachchan, apenas enfeita o cenário, como se vê claramente na foto aí do lado (clique em cima).

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

801 - FOG CITY MAVERICKS


Fog city mavericks (USA 2007) - documentário sobre os cineastas radicados em São Francisco, onde criaram um movimento independente dos padrões de Hollywood. Francis Ford Coppola, George Lucas, Clint Estwood, Philip Kaufman, entre outros, falam sobre a sua insatisfação com o controle que os estúdios de Hollywood querem exercer sobre os diretores e de como conseguiram ter voz própria, longe das engrenagens da indústria do cinemão clássico. Há uma parte sobre a produção de O Poderoso Chefão, na qual Coppola confessa que estava individado e, por isso, aceitou dirigir o filme. Em outra sequência, George Lucas fala da sua união com Steve Jobs para criar a Pixar. Ainda podemos ver uma ótima entrevista com Clint Eastwood.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

800 - GARRINCHA, A ALEGRIA DO POVO


GARRINCHA, A ALEGRIA DO POVO (BRASIL, 1962) – de Joaquim Pedro de Andrade. Documentário com a trajetória de Garrincha, com imagens raras dos treinos e de jogos da seleção. É curioso ouvir as narrações esportivas da época. O filme alterna imagens de Garrincha em ação no Botafogo e na Seleção Brasileira, com algumas cenas do cotidiano, a rotina de treinos no Botafogo e a preparação do time para entrar em campo (com aparições dos jogadores da época, como Zagallo, Jairzinho e o goleiro Manga). Garrincha aparece comprando discos na cidade do Rio e depois dançando ao som deles com algumas das suas sete filhas na época ou passeando na sua terra natal, em Pau Grande, distrito de Magé (RJ). Acompanhando as imagens, o narrador Heron Domingues conta fatos sobre a vida do jogador, como o dele morar em uma casa cedida pela industria de tecidos no qual Garrincha e toda a comunidade de Pau-Grande trabalhara ou trabalha. Garrincha é descrito como tendo sido um mau operário, que conseguia dormir mesmo com o barulho das máquinas, mas que não era despedido porque nos fins-de-semana era o destaque nos jogos do time de futebol da fábrica. A narração enfatiza também a história de que Garrincha só soube que suas pernas eram tortas ao ler sobre isso nos jornais. Com rápidos depoimentos de Garrincha sobre a fama que conquistou, e do médico que descreve a anormalidade no seu joelho, o grande destaque do documentário são as cenas clássicas do craque em campo, seus dribles desconcertantes e seus belos gols defendendo o Botafogo e a Seleção Brasileira de Futebol nos Mundiais. Foi o primeiro documentário brasileiro sobre um esportista.

799 - A CAÇADA


A CAÇADA(THE HUNTING PARTY, USA 2008) – Richard Gere é Simon Hunt, um desacreditado correspondente de guerra que, junto com um cameramen e um repórter iniciante, vai atrás do maior criminoso de guerra da Bósnia, por causa de uma recompensa de 5 milhões de dólares. O grupo acaba sendo confundido com agentes da CIA. Algumas reflexões sobre o papel do jornalismo e a interferência militar americana no centro-leste europeu.

798 - OS MAIORAIS


OS MAIORAIS (THE MOGULS, USA 2005) – não dá para perder um filme em que Ted Danson (29 de dezembro de 1947) faz um gay. Por isso, assisti ao filme que também tem Jeff Bridges (04 de dezembro de 1949) liderando um grupo de meia-idade que, em virtude da lastimável situação financeira, decide fazer um filme pornô só com amadores, na pequena cidade em que vivem. A comédia tem bons momentos e só. Atenção a Joe Pantoliano e William Fichtner.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

797 - AGENTE 86


AGENTE 86 (GET SMART, USA 2008) – é claro que ninguém mais do que Steve Carell (16 de agosto de 1962) para fazer o Maxwell Smart de Don Adams, pelo menos aparentemente. Carell tem o physique de role do personagem, a mesma voz fina e aquele ar apalermado do agente 86. Acontece que a versão aqui não funciona. O filme fica a meio caminho da sátira aos agentes secretos e bem longe da comédia. O Smart de Carell é apenas uma repetição dos personagens que ele tem feito ultimamente: uma contrafação do humor a que se propõe. O que é uma pena, pois Steve Carell é excelente, como se pode constatar no papel de âncora de um telejornal em “O Todo-Poderoso”, com Jim Carrey. Anne Hathaway faz uma bela 99, mas não consegue dar o contraponto necessário para que as gags funcionem, como acontecia com Bárbara Feldon. Quem não viveu a série original pode até gostar.

796 - AS DUAS FACES DE UM CRIME


AS DUAS FACES DE UM CRIME (PRIMAL FEAR, USA 1996) – de Gregory Hoblit. Richard Gere (31 de agosto de 1949) faz, aqui, um advogado cheio de si que, em cobrar honorários, decide defender um rapaz (o ótimo Edward Norton, na sua estreia no cinema) acusado de assassinar um padre sob cuja custódia vivia, em Chicago. O caso fica ainda mais complicado quando o rapaz revela que poderia ter havido uma terceira pessoa na cena do crime. Bom thriller de tribunal, com excelentes atuações de Gere e do supracitado Norton (18 de agosto de 1969). Laura Linney é uma advogada, caso antigo do personagem de Gere. Miranda deve gostar.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

795 - A CASA DA MÃE JOANA


A CASA DA MÃE JOANA (BRASIL, 2008) – de Hugo Carvana. Três amigos que nunca trabalharam na vida têm agora que se virar para pagar a hipoteca do apartamento em que moram, em Copacabana. A intenção, creio, era fazer uma comédia de costumes, ao estilo daquelas que fizeram fama na década de 60 e 70, mas o resultado aqui chega a ser constrangedor, comprometendo atores com carreira consolidada, como Paulo Betti, José Wilker, Pedro Cardoso e Antonio Pedro, além do respeitado diretor. Carvana apelou para cenas de fácil consumo, com nudez ou pouca roupa de Juliana Paes, que dispensa maiores comentários, e a belíssma Fernanda de Freitas que, ao final, parece ser a única boa surpresa da casa. Até mesmo a atuação de Agildo Ribeiro, como um travesti da terceira idade – papel imaginado para ser memorável – fracassa inapelavelmente. Só vale por Juliana e Fernanda.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

794 - O GAROTO DO FUTURO


O GAROTO DO FUTURO (THE TEEN WOLF, USA 1985) – um adolescente (Michael J. Fox, 09 de junho de 1961) descobre que pode se transformar num lobisomem e, a partir daí, passa a ser o garoto mais popular entre seus amigos e o melhor jogador de basquete do time da escola. Típica comédia dos anos 80, enfatizando os imutáveis valores tradicionalmente americanos como a rivalidade do basquete, o brilhantismo acadêmico, o sucesso com as garotas e a certeza de que é melhor vencer sendo você mesmo do que apelar para poderes especiais. O filme, revisto agora depois de tanto tempo, ficou datado, o que ressalta ainda mais o roteiro simplório e as atuações pífias de quase todo o elenco, à exceção, é claro de Fox. Como o filme foi lançado no Brasil depois de “De Volta para o Futuro”, acabou recebendo esse título que em nada tem a ver com o original.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

793 - MAIS QUE O ACASO


MAIS QUE O ACASO (BOUNCE, USA 2000) – de Don Roos. A história é sobre Buddy Amaral, publicitário que troca sua passagem num vôo com outro homem, que morre na queda do avião. Sentindo-se culpado, procura a viúva e se apaixona por ela. Nada para se admirar: a viúva em questão é a bela e talentosa Gwyneth Paltrow. O problema é o tal Buddy Amaral (que nome meu Deus!!!!), vivido pelo calamitoso Ben Affleck, que compromete qualquer filme em que atue. Natasha Henstridge faz um papel pequeno, infelizmente. A única justificativa para ver "Mais que o Acaso" é Gwyneth. Este é o segundo longa-metragem dirigido por Don Roos, que também é o roteirista da trama. Sua estréia no cinema foi em 1998 com “O Oposto do Sexo”, sucesso de crítica e bilheteria.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

792 - CARNE TRÊMULA


CARNE TRÊMULA (CARNE TRÉMULA, ESPANHA 1997) – de Pedro Almodóvar. Como acontece em quase todos os seus filmes, Almodóvar aposta na falta de lógica do enredo para, a partir disto, provocar sensações diversas no espectador. Neste filme, em particular, essas sensações vão da graça inusitada de alguns personagens (a mulher adúltera do policial, vivida pela experiente Ângela Molina), à lacrimação do drama do marido paraplégico (Javier Bardem, excelente) que vive a dúvida em relação aos sentimentos possivelmente comiserativos da esposa (a bela Francesca Néri, a cara da Michelle Pffeifer, olha aí). Vejo, claramente, que o universo almodovariano possui características marcantes e reconhecíveis em todos os seus filmes.

terça-feira, 30 de junho de 2009

791 - VALENTE


VALENTE (THE BRAVE ONE, USA 2007) – de Neil Jordan. Jodie Foster (19 de novembro de 1962) é Erica Bain, uma mulher traumatizada por um ataque brutal de marginais que resultou na morte de David (Naveen Andrews, o Sayd de Lost), seu namorado, e que a deixou vários dias no hospital. Depois de comprar uma pistola, lança-se, então, numa caçada catarticamente vingativa, matando vários marginais até chegar ao assassino de David. O interessante, neste filme, é a figura do “vigilante-vingador”, popularizada por Charles Bronson na série “Desejo de Matar”, num personagem feminino. Jodie Foster faz uma Erica Bain atormentada com a idéia fixa de tomar para si a responsabilidade de “limpar” a cidade, depois de ir inutilmente à delegacia pedir providências. Os closes mostram como a adolescente espevitada de “Taxi Driver” está envelhecida.

sábado, 13 de junho de 2009

790 - VIVENDO E APRENDENDO


VIVENDO E APRENDENDO (SMART PEOPLE, USA 2008) – gosto de filmes em que o protagonista é professor e, ainda mais, quando é de literatura. Neste, o professor em questão é vivido por Dennis Quaid, viúvo, que se apaixona por uma ex-aluna (Sarah Jéssica Parker) que agora é médica. Dois elementos provocam tensão à história: sua filha (a talentosa Ellen Page), que não aprova o namoro, e seu irmão adotivo, Chuck (Thomas Haden Church, ótimo, como sempre), desempregado e meio doidão. Gostei de uma cena em que Quaid diz à turma que não responderá a qualquer pergunta que não seja precedida de “professor” ou “doutor”, tratamentos sem os quais nenhuma questão inteligente pode ser formulada. O roteiro não é original, mas os diálogos são espirituosos, especialmente na deliciosa contracena entre Page e Church.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

789 - X-MEN - ORIGENS: WOLVERINE


X – MEN ORIGENS: WOLVERINE (X-MEN ORIGINS: WOLVERINE, USA 2009) – de Gavin Hood. A intenção já está no título: mostra como Logan (Hugh Jackman), ainda criança, matou sem querer o pai e, mais tarde, viu a namorada morrer em circunstâncias misteriosas, para depois ganhar poderes fenomenais, após ser submetido a uma experiência ultrassecreta. As tintas, digamos, dramáticas, estão na relação conflituosa com o irmão (Liev Schreiber). Jackman está mais do que à vontade na pele de Wolverine e agarra o papel com garra ( ! ). Não me agradou de todo, mas é diversão decente.

788 - DIFÍCL DE MATAR


DIFÍCIL DE MATAR (HARD TO KILL, USA 1990) – depois de sete anos em coma, policial (Steven Seagal, 10 de abril de 1951) vai atrás dos responsáveis pela morte da sua mulher, para isso, conta com a ajuda da enfermeira que tomava conta dele no hospital (Kelly LeBrock, um remédio e tanto). Ação razoável, um pouco superestimada na época, mas que ainda funciona como sobremesa do almoço de domingo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

787 - O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON


O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON (THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON, USA 2008) – de David Fincher, de Clube da Luta e Zodíaco. Para quem acredita na inevitabilidade dos fatos ligados ao amor, esse é o filme certo. Com Brad Pitt e Cate Blanchett nos papéis principais, o filme começa embaralhando o tempo, ao mostrar um relógio que gira ao contrário e ao revelar um menino que nasce velho, mas vai rejuvenescendo durante a vida. Tecnicamente impecável, o filme é uma fábula sobre as interferências do tempo em nossas vidas e obrigatoriamente nos faz repensar a perspectiva linear da existência, que ensina que nascemos jovens e morremos, se possível, velhos. Nem o amor – ou somente ele – é capaz de redimensionar as engrenagens que nos movem em direção ao outro, ou mesmo nos afastam dele. Belo, sensível, comovente. Um curioso caso de como o cinema pode ser, ao mesmo tempo, instigante e delicado.

786 - CASEI COM UM MONSTRO DO ESPAÇO SIDERAL


CASEI COM UM MONSTRO DO ESPAÇO SIDERAL (I MARRIED A MONSTER FROM OUTER SPACE, USA 1958) – ficção dirigida por Gene Fowler Jr, mas bem que poderia ter sido por Ed Wood. Como era de hábito nos filmes desta época, seres do espaço chegam a Terra e tomam o lugar dos humanos. O primeiro a cair nessa é um sujeito que está prestes a casar, como já sugere o inacreditável título do filme. No geral, é uma produção bem mais decente do que outras do gênero, chegando até a aprofundar a indicação que a noiva do título começava a se apaixonar pelo alienígena que havia tomado o lugar do noivo, esquecendo-se do original. Um dos meus favoritos.

785 - A LENDA DO TESOURO PERDIDO – O LIVRO DOS SEGREDOS


A LENDA DO TESOURO PERDIDO – O LIVRO DOS SEGREDOS (NATIONAL TREASURE: BOOK OF SECRETS, USA 2007) – é incrível como o talentoso Nicolas Cage é capaz de fazer filmes medíocres, ainda mais um tão pedestre como esse A Lenda do Tesouro Perdido – O Livro dos Segredos. Se foi uma tentativa de homenagear Indiana Jones, pobre do homenageado, que não merecia um roteiro tão ruim. Além do mais, é de um ufanismo à toda prova e totalmente injustificável: tudo se remete à história dos Estados Unidos, numa trama que inexplicavelmente atribui a autoria do assassinato de Lincoln ao bisavô de Ben Gates (Cage). Aí, o que se vê é um torvelinho de absurdas passagens secretas na Casa Branca, sequências de ação freneticamente editadas e uma cidade de ouro descoberta dentro do Monte Rushmore. São 124 soporíferos minutos agravados pelo excesso de péssimos efeitos de computador. O elenco, desperdiçado, é de primeira grandeza: Helen Mirren, Ed Harris, Harvey Keitel e a bela Diane Kruger. A direção é de Jon Turteltaub, culpado também pelo filme que deu seqüência a este.

domingo, 31 de maio de 2009

784 - O SUSPEITO


O SUSPEITO (RENDITION, USA 2007) – de David Hood. Depois de um ataque terrorista no Egito que mata um funcionário do governo americano, um egípcio casado com uma americana é impedido de entrar nos Estados Unidos, sob suspeita de estar envolvido com o fato. Ele é levado para uma prisão, onde é cruelmente torturado, sem direito a um advogado, por ordem de Corinne Whitman (Meryl Streep), poderosa autoridade em Washington. No meio disso tudo, Douglas Freeman (Jake Gyllenhaal, 19 de dezembro de 1980), também do governo americano, acompanha todo o sofrimento do suspeito, até desconfiar de que há alguma coisa errada. Muito bom, do começo ao fim, especialmente pelas excelentes atuações de Gyllenhaal e do israelense Yigal Naor, que trabalhou em Munich, de Spielberg. Meryl Streep faz o papel com a competência de sempre, mas acaba lembrando a Miranda Priestly, de O Diabo Veste Prada. Mas ela só pode ter uma nota: 10! Quem já viu o Expresso da Meia-Noite vai ficar impressionado.

783 - PARANÓIA


PARANÓIA (DISTURBIA, USA 2007) – thriller de suspense com Shia LaBeouf (11 de junho de 1986) que presta uma homenagem ao genial Janela Indiscreta, de Hitchcock. Kale (LaBeouf) cumpre pena domiciliar por ter agredido seu professor de espanhol. Sem nada para fazer, acaba por espiar o vizinho, Mr Turner (David Morse) e logo o relaciona ao misterioso assassinato de uma mulher. Com a ajuda de um amigo e de uma bela vizinha, ele tenta de todas as formas provar que Turner é culpado por uma série de mortes. Tudo muito previsível, mas vale a pena ver

782 - CLIENTE MORTO NÃO PAGA


CLIENTE MORTO NÃO PAGA (DEAD MEN DON’T WEAR PLEAD, USA 1982) – de Carl Reiner. Paródia engraçadíssima dos filmes noir, com antigos personagens famosos deste tipo de produção contracenando com um impagável Steve Martin (14 de agosto de 1945) no papel de um detetive, Rigby Reardon, que tem como seu assessor ninguém menos que Philip Marlowe (Humphrey Bogart 25 de dezembro de 1899 – 14 de janeiro de 1957). Reiner faz um trabalho de mestre, aproveitando magistralmente os recursos técnicos da época para inserir as cenas de filmes antigos no roteiro da história. Se fosse feito hoje, o filme poderia ser estragado pelo excesso de CGI e “morphing” que já arruinou os por si só péssimos “A Liga Estraordinária” e “Van Helsing”. As cenas com Ray Milland e Bogart são memoráveis. Atenção para a bela Rachel Ward como a mulher fatal que seduz Readon.

sábado, 30 de maio de 2009

781 - ESTÔMAGO


ESTÔMAGO (BRASIL/ITÁLIA, 2008) – de Marcos Jorge. Presos pelo estômago. De fato, o filme merece a fama que adquiriu: é finíssima iguaria da culinária cinematográfica paranaense, com sabor de quero mais. O cozinheiro nordestino Raimundo Nonato (João Miguel, a cara de Luiz Gustavo, quando jovem), ao chegar na cidade grande, se torna um grande mestre de cozinha, se apaixona pela prostituta Iria (Fabiúla Nascimento, uma delícia) e acaba na cadeia, onde seu talento culinário trar-lhe-á um poder inesperado. Engraçado, trágico, emocionante – a receita certa para um bom filme.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

780 - AMARGO REGRESSO


AMARGO REGRESSO (COMING HOME, USA 1978) – de Hal Ashby, do magnífico Muito Além do Jardim. Enquanto o marido (Bruce Dern) vai para a guerra do Vietnã, Sally (Jane Fonda) se apaixona por Luke (Jon Voight), um soldado que voltou paraplégico do mesmo conflito. Jane e Jon fazem um belo casal – ambos estão jovens e lindos no filme. Entende-se perfeitamente porque Jane está na história – Amargo Regresso é uma crítica ácida à guerra do Vietnã, que acaba se estendendo também a todas as guerras e, vale lembrar, Jane sempre esteve engajada nesta luta. Pena que Voight atualmente seja um desses direitistas aderentes à filosofia burra de Bush, que defendem a invasão do Iraque. Acabou ficando conhecido apenas como o pai de Angelina Jolie, o que não é pouco e injusto para ele, que é imerecedor da honraria. Seu personagem, Luke, faz um libelo contra a guerra, na última cena do filme. Excelente trilha sonora, dos Beatles aos Rolling Stones. E, claro, tem Jane Fonda, linda

domingo, 24 de maio de 2009

779 - OLHE QUEM ESTÁ FALANDO


OLHE QUEM ESTÁ FALANDO (LOOK WHO’S TALKING, USA 1989) – ainda dá um imenso prazer de assistir a Kirstie Alley e John Travolta contracenando esta história de uma mãe solteira que se envolve com um taxista gente-boa, enquanto o bebê observa o mundo com a voz de Bruce Willis. Kirstie está lindíssima e a química com Travolta funciona que é uma beleza, especialmente nas cenas de aproximação entre os dois. Ele está à vontade no papel, lembrando, inclusive cenas de Os Embalos de Sábado à Noite.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

778 - À PROCURA DE VINGANÇA


À PROCURA DA VINGANÇA (SERAPHIM FALLS, USA 2006) – de David Von Ancken. No final da Guerra Civil Americana, um homem sequioso de vingança (Liam Neeson, 7 de junho de 1952)persegue um ex-militar (Pierce Brosnan, 16 de maio de 1953) com quem tem contas a acertar. Paisagens lindíssimas, assim como a fotografia totalmente equilibrada, ajudam a história se desenrolar com interesse. Atenção para a entrada de Angélica Huston, já no final da história, numa cena inusitada em pleno deserto, dirigindo uma carroça em cuja parte de trás lê-se o nome de seu personagem, remetendo a uma das denominações do diabo. Há várias referências históricas como, por exemplo, o nome do personagem de Brosnan (Gideon) e de Wes Studi (Charon, “Caronte”, em português, o tal que conduziu a barca para o inferno). Grande filme.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

777 - ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE VOCÊ ESTÁ MORTO


ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE VOCÊ ESTÁ MORTO (BEFORE THE DEVIL KNOWS YOU’RE DEAD, USA 2007) – de Sidney Lumet. Dois irmãos, Hank e Andy (Ethan Hawke e Philip Seymour Hoffman) tramam o assalto à joalheria de seus pais, visando lesar a companhia de seguros, mas uma série de acontecimentos leva a situações inesperadas, até o final dramático. A narrativa não-linear explora os diversos pontos de vista dos personagens. Albert Finney faz o pai dos irmãos com uma tensão magnética que acaba roubando a cena. Marisa Tomei, numa explosiva e sensual atuação, é Gina, esposa de Andy, mas que tem um caso com Hank. O título vem de um brinde irlandês: “Que você possa ter comida, roupa e quarenta anos no céu, antes que o diabo saiba que você está morto”.

776 - O ENIGMA DE OUTRO MUNDO


O ENIGMA DE OUTRO MUNDO (THE THING, USA 1982) – de John Carpenter. Cientistas, numa estação científica na Antártida, têm que enfrentar uma criatura alienígena que assume a forma de tudo o que mata. Mesmo depois de tanto tempo, o filme ainda funciona como thriller de terror, que quatro anos mais tarde, em Aliens, de James Cameron, atingiria o seu auge. Bons efeitos especiais, todos mecânicos, perfeitamente ajustados ao roteiro de Bill Lancaster. Kurt Russel (17 de maio de 1951) é o protagonista. Refilmagem de The Thing from Another World (1951). Uma curiosidade: a escolha do nome de dois personagens do filme, Mac e Windows, foi acidental.