quarta-feira, 30 de março de 2011

1062 - OS RITOS SATÂNICOS DE DRÁCULA

OS RITOS SATÂNICOS DE DRÁCULA (THE SATANIC RITES OF DRACULA, UK 1973) – a tentativa de trazer o Drácula de Christopher Lee para os dias mais contemporâneos me pareceu que quase deu certo. Porém, alguma coisa desandou nesta história em que a Scotland Yard investiga uma espécie de seita que mistura os tais ritos satânicos com mulheres nuas e sangue, muito sangue. Peter Cushing é um descendente do clã dos Van Helsing e continua sua nobre tarefa de infernizar a vida (ou a morte) do vampirão interpretado por Lee.


1061 - A FORÇA DO AMOR

A FORÇA DO AMOR (BREATHLESS, USA) – este é um filme talhado para o sex-symbol da época, Richard Gere. Lembro que o que me impressionou, quando assisti, foram as cenas calientes entre ele e Valérie Kaprisky. Claro que esta refilmagem de Acossado, de Godard, não é tão pungente como o original, mas vale pela atuação vibrante e nervosa de Gere, num personagem que desafia as leis e qualquer autoridade que o faça ficar longe de seu amor. No fundo, é uma bonita história sobre o que podemos fazer para ir fundo nos sentimentos. A cena final é memorável.

1060 - ENTERPRISE, THE BROKEN BOW




ENTERPRISE, THE BROKEN BOW - um Klingon é perseguido por Sulibans até acidentar-se com sua nave na Terra. O guerreiro ferido é encaminhado à Frota Estelar, sob cuidados médicos, que decide levá-lo de volta ao seu planeta natal com Archer e sua nave, a Enterprise (NX-01). Este intróito dá bem o tom da série, cujas histórias se passam 10 anos antes da criação da Federação dos Planetas. O piloto é muito bom.


1059 - BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS

BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS (THE DARK KNIGHT, USA 2008) – este é mais violento de todos os filmes da série, especialmente por causa da atuação de Heath Ledger, como o Coringa. A meu ver, Maggie Gyllenhaal não foi a melhor escolha para viver a mocinha, embora seja boa atriz. Não sei, algo nela não combina com a atmosfera do filme. O Batman de Chistian Bale continua sombrio. O gente boa Morgan Freeman é a luz do filme, principalmente numa cena em que está diante de um chantagista – imperdível! Mas é Ledger que rouba os bancos e as cenas, numa atuação visceral que lhe rendeu um Oscar póstumo.

1058 - O MAGNATA GREGO

O MAGNATA GREGO (THE GREEK TYCOON, USA 1978) – se dinheiro compra tudo, até amor verdadeiro, este filme pode confirmar a premissa. A história de Aristóteles Onassis e Jackie Kennedy é vivida aqui pelo grandíssimo Anthony Quinn e Jacqueline Bisset, de uma forma quase didática. Claro que a ênfase está na personalidade wagneriana do armador grego, gênio dos negócios e incurável conquistador das mulheres mais lindas. Bisset está bem no papel da esposa do presidente americano, vivido pelo incônico James Franciscus. Gostei do final emocionante e inesperadamente sutil.

1057 - ZONA VERDE

ZONA VERDE (GREEN ZONE, USA) – de Paul Greengrass. Matt Damon é Roy Miller, um oficial ingênuo que começa a desconfiar que toda a história sobre armas de destruição em massa, que justificaria a guerra no Iraque, foi uma invenção do governo Bush. Fica meio constrangedor ver um excelente ator como Damon fazer um papel de uma pessoa tão desinformada assim. No entanto, ele leva até o fim do filme a imagem do soldado íntegro, leal e crente nos valores democráticos que os americanos quiseram impor à terra de Saddam Hussein. Há muitos subplots na trama, e isso dificulta um entendimento completo do filme.

1056 - ROBIN HOOD

ROBIN HOOD (USA 2010) – claro que, quando se juntam Ridley Scott e Russel Crowe, a gente logo se lembra de Gladiador, de 2000. No entanto, por mais que nos esforcemos para evitar o cotejo, este Robin Hood de agora é inferior àquele, embora conserve as características básicas de um filme de ação e aventuras, mas sem a dramaticidade da história de Maximus. Há, aqui, mais leveza e humor, numa trama que não se parece com qualquer versão de Robin Hood que conhecemos. Crowe parece ter nascido para fazer papéis de homens íntegros e nisso ele é perfeito. Incomodou-me um pouco a fotografia escura demais, na maioria das cenas.

1055 - VIAGEM AO CENTRO DA TERRA

VIAGEM AO CENTRO DA TERRA (JOURNEY TO THE CENTER OF THE EARTH, USA 1959) – a expedição do professor Lindenbrook deve sua fama, além do livro de Jules Verne, ao carisma de James Mason, ao personificar o intrépido explorador que não sossega enquanto não chega ao seu objetivo máximo, o centro da terra. O filme é bem feito, para a época, embora se perca em algumas gracinhas dispensáveis – como os momentos musicais de Pat Boone. Desta vez, ficou-me a impressão de que o filme acaba depressa demais, como se fosse estourar o tempo num desfile de escola de samba. Por outro lado, é muitíssimo melhor do que a versão moderna, de 2008, com Brendan Fraser.

1054 - O DISCURSO DO REI

O DISCURSO DO REI (THE KING SPEECH UK, USA, AUSTRALIA 2010) – o filme tem seus méritos, principalmente na atuação de Colin Firth e Geoffrey Rush. Após ver seu irmão Edward (Guy Pearce) abdicar o trono inglês, o jovem George (Colin Firth) se vê obrigado a assumir o trono da Inglaterra. Por ser gago, o monarca busca a ajuda do terapeuta Lionel Logue (Geoffrey Rush) para se livrar do mal, enquanto comanda o país na Segunda Guerra Mundial. O diretor Tom Hooper, que já fez muita coisa boa, parece meio frouxo na condução do filme, que não tem o punch necessário para justificar os Oscar que ganhou, de Melhor Filme e de Melhor Ator de 2011. Colin Firth está magnífico, oprimido entre as convenções e os códigos da monarquia, que reina e não governa. No entanto, achei o filme simpático, embora quadradinho, certinho demais. Perde, para mim, para “127 Horas”, “Cisne Negro” e “A Rede Social”.

segunda-feira, 28 de março de 2011

1053 - UM LUGAR AO SOL

UM LUGAR AO SOL (A PLACE IN THE SUN, USA 1951) – de George Stevens. O diretor vai fundo na desmistificação do “sonho americano”, construindo com sabedoria a história de George Eastman (Montegomery Cliff), um rapaz pobre que se deslumbra com a vida do Jet set e com o glamour dos milionários de Los Angeles. Apaixona-se pela socialite Angela Vickers (Elizabeth Taylor), mas, ao mesmo tempo enreda-se numa trama da qual tem extrema dificuldade para sair. Fica claro o desprezo que o diretor tinha pelos ricos que humilham a classe trabalhadora. O filme inova em vários elementos estéticos, como a cena do beijo entre George e Angela, e a superposição de imagens para evidenciar realidades contrastantes. A cena do lago (vejam) traz algo de Hitchcok.

1052 - O CORVO

O CORVO (THE RAVEN, USA 1963) – neste embate de grandes do cinema da época, Dr. Bedlo (Peter Lorre, impagável) é transformado em um corvo por um feiticeiro (Boris Karlof) e pede ajuda ao inimigo deste, Dr. Erasmus Craven (Vincent Price), para voltar à sua forma humana. Além disso, ainda temos Jack Nicholson em início de carreira, fazendo papel de galã. As atuações são muito interessantes, porque os grandes acima citados levam a coisa a um passo da paródia escrachada, mas sem perder a classe e a ironia do texto de Edgard Allan Poe.

quarta-feira, 9 de março de 2011

1051 - 127 HORAS


127 HORAS (127 HOURS, USA 2010) – é fantástico o que o diretor Danny Boyle fez com a história de Aron Ralston, um estudante montanhista que, em 2003, sai sozinho, sem avisar ninguém, para desbravar um cânion em Utah. No início, Aron é uma usina humana de energia: corre, pula, pedala, nada, em perfeita consonância com a natureza deslumbrante em sua volta (a fotografia e a montagem, juntamente com a trilha sonora são esplêndidas!). Até que, descendo uma garganta, solta uma rocha de cerca de meia tonelada, que prende seu braço contra a parede do desfiladeiro. Passa cinco dias assim preso, testando saídas infrutíferas, até tomar uma decisão radical, que todo mundo sabe qual é. O bacana nisso tudo é que Boyle faz do clichê da sobrevivência a qualquer custo algo que soa novo e eletrizante. Um filmaço!

1050 - AS AMAZONAS NA LUA


AS AMAZONAS NA LUA (AMAZON WOMEN ON THE MOON, USA 1986) – depois de tanto tempo, o filme continua uma delícia de ver, com seu roteiro surreal e repleto de críticas ao american way e aos hábitos da classe média. Dirigida por um time de feras (Joe Dante, John Landis, Carl Gottlieb, Peter Horton e Robert K. Weiss) e dividida em quadros que satirizavam o comportamento da sociedade norte-americana e, principalmente, comerciais e programas de televisão. Um dos momentos mais hilariantes dessa grande gozação era a exibição de um filme falso, supostamente uma ficção científica classe B da década de 50, chamada justamente "Amazon Women on the Moon". Essa parte, claro, ironizava os clichês, as interpretações canastronas e principalmente os defeitos técnicos das produções daquela época. O elenco é o máximo: Michelle Pfeiffer, Arsenio Hall, B.B. King, Griffin Dunne, Joe Pantoliano, Kelly Preston, Steve Forrest, Carrie Fisher, entre outros. Dê uma olhada nesta sequência inicial com Arsenio Hall.

segunda-feira, 7 de março de 2011

1049 - SANTUÁRIO


SANTUÁRIO (SANCTUM, USA, 2010) – o filme chega com as credencias de ter sido filmado com as mesmas lentes desenvolvidas por James Cameron para “Avatar”. E só. Pode muito bem ter funcionado, como espetáculo apenas visual, nos cinemas em 3D, mas em DVD, como vi, ficou chato e totalmente sem sentido. A trama gira em torno de uma expedição que fica presa numa gigantesca caverna, com rios internos e claustrofóbicas passagens exprimidas entre as rochas, para demonstrar, num argumento fraco, o quanto insignificante é o ser humano no cotejo com a natureza. No fundo (entendeu?), não dá nem para ser uma diversão escapista.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

1048 - O LOBISOMEN (1941)

Os lobisomens foram criaturas que tiveram bem menos atenção no cinema que os vampiros e outros monstros, talvez pelo fato da complexa maquiagem exigida e efeitos especiais que envolviam altos custos e tempo de preparação. E apesar dos outros monstros sagrados do Horror desfilarem durante toda a era do cinema mudo, o primeiro filme apropriado de lobisomem só veio em 1935 pela Universal com “Werewolf of London”. Entretanto, a necessidade do monstro como personagem principal ser simultaneamente simpático e ameaçador ao público, acabou trazendo dificuldades e juntamente com a atuação irregular de Henry Hull como o lobisomem, esse filme acabou sendo um fracasso de bilheteria. Como todos os filmes da Universal das décadas de 1930 e 40, “Werewolf of London” é divertido de se assistir, mas bem abaixo das outras produções da época.
Somente em 1941, a Universal tentou novamente com esse tipo de monstro, e fez “O Lobisomem” (The Wolf Man), que originalmente se chamaria “Destiny”, e foi um grande sucesso, tornando-se um clássico na filmografia de Horror e sendo o principal filme de lobisomem no gênero. Acabou sendo também a última grande criação da Universal, que se juntou aos já consagrados monstros como “Drácula”, a “criatura de Frankenstein”, a “Múmia” e o “Homem Invisível”.
O lobisomem foi interpretado brilhantemente pelo ator Lon Chaney Jr., filho de Lon Chaney, grande artista do cinema mudo e astro de clássicos como “O Corcunda de Notre Dame” (1923), “O Fantasma da Ópera” (1925) e “London After Midnight” (1927). Esse papel de monstro solidificou Lon Chaney Jr. também como um dos importantes atores do Horror e o impulsionou para sua participação em diversos outros filmes posteriores do cinema fantástico, geralmente interpretando monstros ou cientistas loucos. A maquiagem da criatura mista de homem e lobo é um impressionante trabalho de Jack Pierce, maquiador principal da Universal, responsável também por outros monstros sagrados do Horror como a “criatura de Frankenstein” e a “Múmia”, ambos interpretados pelo grande Boris Karloff no início da década de 30. Esse fascinante trabalho consumia pelo menos seis horas caracterizando o ator Lon Chaney Jr. em lobisomem. A maquiagem era tão complexa que as sequências onde ele transformado na fera voltava a ser homem, levaram vinte e duas horas de filmagens, com sua maquiagem sendo removida pouco a pouco em vinte e uma cenas consecutivas. Um enorme trabalho, não imaginado pelo público, e que levava apenas alguns segundos no filme.
“O Lobisomem”, que curiosamente ao longo do filme a criatura nunca era chamada de “werewolf” (o mais comum) e sim de “wolf man”, foi um grande sucesso de público. Além do eficiente roteiro do prestigiado escritor Curt Siodmak, com um belo trabalho de uso de antigos mitos e folclores, o filme contou com impressionantes cenários com castelos góticos e sequências filmadas à noite em florestas com espessas e intensas névoas, misturadas à árvores fantasmagóricas. Apesar dessas sequências noturnas serem poucas e curtas com a presença do lobisomem, o filme foi um sucesso pelo conjunto de toda a obra, desde a música, cenários, maquiagens, direção de arte e principalmente pelo extraordinário elenco formado por, entre outros, Bela Lugosi, Claude Rains e Lon Chaney Jr..
Assim como em “The Black Cat” (1934), Lugosi (de “Drácula”, 1931) também recebeu um pequeno papel, interpretando um cigano visionário chamado Bela (que coincidência!), e que à noite se transformava em lobisomem. Apesar da pequena participação e morte prematura, Lugosi teve uma grande performance, onde explorou muito bem a tragédia de seu personagem, possuído por uma terrível e incontrolável sede de matar, e que transferiu sua maldição para Larry Talbot (Lon Chaney Jr.) antes de ser morto por ele. Lugosi também foi suportado pelo grande elenco, incluindo Maria Ouspenskaya, que interpretou sabiamente sua idosa mãe cigana Maleva, autora dos seguintes versos, sempre ditos quando um lobisomem morre: “O caminho que trilhaste foi espinhoso, embora não por tua própria culpa. Como a chuva entra no solo, o rio corre para o mar, as lágrimas correm para o fim predestinado. Teu sofrimento acabou, agora vai achar paz pela eternidade.”
Já Claude Rains interpretou, entre outros, os personagens homônimos em “O Fantasma da Ópera” (1943) e “O Homem Invisível” (1933). E em “O Lobisomem” foi Sir John Talbot, o pai do personagem amaldiçoado de Lon Chaney Jr..
A história desse clássico começa com a chegada de Larry Talbot (Chaney), um jovem estudante, que retorna a sua cidade natal no ancestral castelo de sua família, após muitos anos distante. Num passeio noturno à lua cheia, ele vê um lobo matar uma mulher e ao tentar salvá-la acaba matando o animal com sua bengala com a ponta de prata. Porém, é mordido pela fera, que na verdade é um lobisomem (o cigano Bela, interpretado por Lugosi). A maldição do lobisomem se manifesta sempre na visão de um pentagrama na palma da mão da futura vítima da criatura. E o jovem Talbot acaba descobrindo sua nova condição de monstro e após matar alguns inocentes em seus passeios noturnos, é finalmente morto num confronto com seu pai.
O popular “lobisomem” de Lon Chaney Jr. ainda apareceu em outros quatro filmes posteriores, “Frankenstein Meets the Wolf Man” (43), “House of Frankenstein” (44), “House of Dracula” (45) e “Abbott and Costello Meet Frankenstein” (48). Porém, todos eles suportados pela presença de outro grande monstro do Horror. E também inspirou outros estúdios a realizar incontáveis imitações como “The Mad Monster” (PRC) e “Undying Monster” (Fox), ambos imediatamente posteriores, de 1942.
Enfim, “O Lobisomem” (The Wolf Man, 1941) é o principal filme desse instigante personagem do Horror e que marcou intensamente sua importância na galeria das grandes obras cinematográficas desse gênero.

1047 - AMOR SEM ESCALAS

Na trama, o ator é Ryan Bingham, um consultor contratado por empresas para assumir a árdua tarefa de demitir os funcionários que já não são mais necessários. Considerando a atual conjuntura mundial, não é difícil concluir que ele é um profissional bastante requisitado. Mas, apesar do emprego que a maioria consideraria nada animador, Ryan leva a vida desprovido de preocupações. Tanto que ministra palestras motivacionais ensinando a pessoas como não carregar o peso do mundo nas costas. Assim, o executivo passa a maior parte do ano viajando de cidade em cidade para levar a má notícia para alguém. Confortável no estilo de vida que adotou, Ryan não se importa de não ter muito contato com a família ou amigos. Sua meta é juntar o máximo de milhas possível. Quando confrontado sobre ter se tornado um eremita moderno, ele responde que "está sempre rodeado de pessoas". Porém, uma reestruturação na empresa em que trabalha está prestes a mudar tudo. A fim de cortar custos, seu chefe (Jason Bateman) resolve adotar um plano de demissão por meio de videoconferências. Para piorar a situação, Ryan recebe a missão de ensinar à novata Natalie (Anna Kendrick), responsável pelo tal projeto de reestruturação, o ofício de demitir desconhecidos. Em meio a isso, ele conhece Alex (Vera Farmiga), uma versão feminina de si mesmo. Com esse cenário, é inevitável que o protagonista logo se veja imaginando como seria a vida com todo o peso do mundo que até então evitava. Apesar de a princípio parecer um filme despretensioso, "Amor Sem Escalas" consegue tocar, com muita sensibilidade, em uma série de assuntos cruciais, desde a família até a atual situação mundial de trabalho pós-crise. O título em português, aliás, contribui para que o longa soe - erroneamente - como uma comédia romântica. Longe disso. "Up in the Air", o título original, é uma expressão em inglês para definir que as coisas estão "no ar", ou seja, indefinidas. Mais ou menos como a vida do protagonista.

1046 - BATMAN E ROBIN (1949)

A segunda aparição de Batman nos cinemas acontece em maio de 1949, quando a Columbia Pictures volta a produzir mais um seriado no mesmo estilo de 1943, denominado “Batman and Robin”, só que dessa vez com mudanças na direção, produção e até no elenco. Outros atores foram contratados e também novos personagens passaram a incorporar o filme como a fotógrafa Vicki Vale e o Comissário Gordon. Nessa série o uniforme de Batman não sofreu muitas modificações do em relação ao de 1943. Somente a marca do peito de Batman ficou um pouco maior e com mais detalhes, as orelhas continuavam parecendo mais chifres do que orelhas de morcego e o nariz é excepcionalmente longo e pontudo. Nessa série Batman foi interpretado por Robert Lowery e Robin por John Duncan, que tinha um pouco mais de musculatura o que certamente amedrontava um pouco mais os seus inimigos. Alfred passou a ser interpretado por um ator com cabelos grisalhos, mais comportado e cavalheiro e dessa vez usava o sobrenome correto, Pennworth, mas era raramente visto. O orçamento para a produção como na vez passada continuava muito restrita, mas era um pouco melhor. A batcaverna por exemplo era muito maior e mais agradável de se ver. Também havia cenas com aviões, explosões, submarinos e algumas coisas mais. Mas cenas de lutas continuavam praticamente iguais, só que desta vez eles não apanhavam o tempo todo e as cenas de brigas eram bem mais curtas e logo terminava. Bruce Wayne morava nos subúrbios de Gothan City numa casa simples de classe média, mas muito agradável e não numa mansão como vemos atualmente. Batman e Robin tinham o seu próprio carro e Alfred continuava a ser o motorista deles. Era um carro preto, embora não fosse chamado de batmóvel era um bom carro da época. Agora Batman e Robin eram vigilantes e não mais agentes do governo, entretanto eles ajudavam a polícia. Também havia o Comissário Gordon que não se parecia em nada com o comissário dos filmes atuais, mas era um grande aliado de Batman.Pela primeira vez é utilizado o bat-sinal para a policia chamar Batman e Robin, mas ele não era um refletor enorme sobre um edifício como a conhecemos atualmente. Era uma máquina que o Comissário Gordon usava de sua janela dando um flash, mas o princípio era o mesmo, chamar Batman. Dessa vez o vilão era chamado de Wizard (Mago) embora não fosse um personagem cômico e nem lembrasse o outro vilão Dr. Daka de 1943, usava uma fantasia o tempo todo. Ele usava roupa toda preta com capuz que parecia um guarda chuva. Curiosamente 48 anos depois, um outro filme com o mesmo nome "Batman e Robin" foi produzido, agora com interpretações de George Clooney como Batman e Chris O´Donnell como Robin, mas o enredo dos filmes são completamente diferentes. As semelhanças param por aí.

1045 - ABBOTT E COSTELLO MEET FRANKENSTEIN

Chick Young e Wilbur Grey são funcionários de uma transportadora em LaMirada, Flórida. Eles recebem duas enormes caixas encomendadas pelo Museu do Horror, de propriedade do senhor McDougal. Quando o agente da seguradora chega com McDougal para investigar o conteúdo das caixas, eles percebem que os corpos do Conde Drácula e da criatura de Frankenstein que deveriam estar nas mesmas, desapareceram. O que aconteceu foi que o Conde Drácula acordou e levou a criatura para um castelo em uma ilha, onde é recebido pela Doutora Mornay. Culpando Chick e Wilbur pelo desaparecimento, o senhor McDougal faz com que a dupla seja presa por "roubo". A investigadora do seguro, Joan Raymond, paga a fiança e passa a seguir a dupla, fingindo interesse em Wilbur. Wilbur também é assediado pela Doutora Mornay, que na verdade quer atraí-lo para o seu castelo para que seu cérebro seja retirado e colocado na criatura de Frankenstein, a mando do Conde Drácula. Chick e Wilbur, contudo, recebem a ajuda de Larry Talbot, o Lobisomem, que descobriu o plano de Drácula e quer impedi-lo.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

1044 - SOBRE CAFÉ E CIGARROS


SOBRE CAFÉ E CIGARROS (COFFEE AND CIGARETTES USA, 2003) – de Jim Jarmusch. O longa é uma reunião de 11 curtas-metragens sobre diversos personagens que, bebendo café e fumando cigarros, discutem os mais variados temas, tais como picolés com cafeína, Abbott & Costello, a ressurreição de Elvis Presley, a forma correta de se preparar um chá inglês, desentendimentos familiares, Paris nos anos 1920, música e o uso da nicotina como inseticida. Isso tudo é misturado num clima bem nonsense, típico do cinema de Jarmush. O elenco é excelente: Bill Murray, Steve Buscemi, Cate Blanchet e outros grandes. Atenção para a vinheta em que aparece Renné French.

1043 - ZUMBILÂNDIA

ZUMBILÂNDIA (ZOMBIELAND, USA 2009) – só me interessei em ver o filme por causa de Woody Harrelson, que não costuma entrar em roubada. Mas, nessa, entrou. Zumbilândia era para ser um daqueles filminhos feitos para se tornarem cult, uma mistura de comédia crítica com terror raso. Só consegue ser chato e cansativo, do início ao fim, a não ser pelos dez minutos em que Bill Murray aparece fazendo o papel de si próprio – é quando temos um lampejo de alguma coisa engraçada. O resto, pobre Woody, é um desperdício do seu talento, como do carisma do mais recente queridinho de Hollywood, Jesse Eisenberg, o Mark Zuckerberg, do cotadíssimo ao Oscar deste ano, A Rede Social.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

1042 - HELP!


HELP (HELP, UK 1965) – desta vez, tem-se a impressão de que os Beatles são apenas coadjuvantes no seu filme, ao contrário do que aconteceu com A Hard’s Day Night, onde eram o próprio filme. Em Help, tudo que era graça antes passa a ser um amontoado de sequências sem sentido – e sem graça – costuradas, é bem verdade, por clássicos como Help!, A Ticket to Ride, The Night Before e outros. Na verdade, os quatro parecem meio deslocados no filme – leio, na biografia de Lennon, que estavam todos chapados – e não há a eletricidade do filme anterior. É tudo surreal demais como, aliás, estava bem de acordo com a fase dos Beatles naquela época. Há muitas cenas que, mais tarde, apareceriam em Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968), de Roberto Farias.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

1041 - STAR WARS, EPISÓDIO III – A VINGANÇA DOS SITH

STAR WARS, EPISÓDIO III – A VINGANÇA DOS SITH (THE REVENGE OF THE SITH, USA 2002) – este derradeiro episódio tem tudo que uma novela de TV usa para prender o telespectador: traições, romances proibidos, twists efetivos, drama, sangue, vingança – tudo isso misturado num cadinho mal temperado por George Lucas, principalmente em relação aos diálogos, que quase sempre soam engessados e sem inspiração. No entanto, o Episódio III é um esplendor de efeitos especiais, a começar com a sequência inicial de batalha, em pleno espaço. Depois, vemos como o jovem Skywalker (Hayden Christensen, mal na fita, de novo) cede ao lado negro da Força e o nascimento dos gêmeos Luke e Lea. Aí, que o filme esbarra no folhetim barato, como se Lucas quisesse amarrar todas as pontas soltas. No entanto, como resultado final, A Vingança dos Sith satisfaz, mas deixa os fãs com a sensação de que a Força ainda não encontrou o equilíbrio.


1040 - STAR WARS, EPISÓDIO II – O ATAQUE DOS CLONES


STAR WARS, EPISÓDIO II – O ATAQUE DOS CLONES(STAR WARS – THE ATTACK OF THE CLONES, USA 2001) – de George Lucas. Este Segundo episódio da saga tem seus méritos, principalmente quando mostra como Anakin Skywalker (Hayden Christensen) começa a dar indícios de que o lado negro da Força está tomando conta de sua personalidade. O ator mostra isso com competência e alguma sutileza, mas o personagem perde energia ao contracenar com uma fulgurante Natalie Portman, agora Senadora Amidala. Ela, belíssima no filme e com uma atuação convincente, oblitera até mesmo a luz dos sabres dos Jedis. Dois outros trunfos: a presença de Christopher Lee e de Samuel L. Jackson, perfeitos. Os CGIs estão a um passo do exagero e chegam a saturar o olhar mais atento, embora não comprometam o resultado final.

1039 - STAR WARS, EPISÓDIO I – A AMEAÇA FANTASMA


STAR WARS, EPISÓDIO I – A AMEAÇA FANTASMA (THE PHANTON MENACE, USA 1999) – nesta retomada da saga, conhecemos Darth Vader menino: Anakin Skywalker é o Wonder boy das galáxias e é descoberto pelo Jedi Qui-Gon Jinn (Liam Neeson, ótimo, como sempre), também mestre de Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor). De fato, este filme é meio infantilizado, um pouco na onda de O Retorno dos Jedi, e não segue um equilíbrio narrativo, só retomado no último episódio. Mesmo num futuro distante, fica difícil acreditar que Anakin, tão criancinha, seja capaz de derrotar adultos em várias competições, mesmo ele sendo o Escolhido. Bons efeitos, que só chegariam ao auge no último filme.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

1038 - OS REIS DO IÊ, IÊ, IÊ


OS REIS DO IÊ-IÊ-IÊ (A HARD’S DAY NIGHT, ENGLAND 1964) – de Richard Lester. No início da Beatlemania, esse filme reflete fielmente o impacto que a música pop mundial sofreu com a chegada dos quatro rapazes de Liverpool. O roteiro de Alun Owen retrata os Beatles simplesmente sendo os Beatles, perpetuamente em fuga de fãs ululantes e entrando em conflito ocasional – e sempre triunfantemente – com os pomposos representantes do Establishment britânico. Cada beatle recebeu a sua justa cota de atenção da câmera – Paul, o encantador; George, o lacônico; Ringo, o filhotinho de cão de olhos tristes; e John com um toque de absurdo ou irreal, como quando, numa sequência improvisada, ele aparece num banho de espuma, mexendo em um submarino e imitando um oficial alemão. Todo o nonsense possível a serviço do melhor do rock’n’roll.

1037 - MATADORES DE VAMPIRAS LÉSBICAS

MATADORES DE VAMPIRAS LÉSBICAS (LESBIAN VAMPIRES KILLERS, USA 2010) – claro que o filme era para tirar um sarro com as supostamente sérias produções do gênero, mas tudo sai errado aqui: do roteiro aos atores, do visual inadequado ao clima totalmente sem graça. A única coisa que realmente valha a pena é a beleza (sem talento) de Ashley Mulheron, e é só. Não dá para se perder tempo com um filme como esse.


1036 - O LOBISOMEN

O LOBISOMEN (THE WOLFMAN, USA 2010) – não adianta chorar, ou uivar: o filme não presta. Apesar de tentar reviver o horror gótico reproduzindo a sua equação original, que funde horror à paixão e o desejo à repulsa, o filme do diretor Joe Johnston é apenas um arremedo mal feito dos clássicos da Universal dos anos 30. Benicio Del Toro nem de longe tem a intensidade dramática de Lon Chaney e sua atuação fica perdida na escura fotografia e nos exageros gráficos da CG. As referências à licantropia são quase nulas, e o fraticídio aparece como uma teoria psicanalítica rasa que piora ainda mais ao se deparar com um atuação surpreendentemente bizarra e egoística do grande Anthony Hopkins. A mocinha, Emily Blunt, também não convence.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

1035 - O TURISTA


O TURISTA (THE TOURIST, USA 2010) – neste filme, Angelina Jolie mais parece atuar como se fosse um buraco negro, engolindo – negativamente - tudo que está à sua volta, inclusive um grande ator (Johnny Depp) e o diretor do magistral A Vida dos Outros, o alemão Florian Henckel von Donnersmarck. A história não funciona, apesar das belas locações em Veneza, e se tem a impressão que Angelina tem uma onipresença em todo o filme que acaba enjoando quem assiste. Isso causa estragos: sempre um ator instigante, Depp aqui parece apenas anódino. Parece que a personalidade forte da atriz passou como um panzer sobre o que sobrou do script e da (boa) vontade do elenco.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

1034 - MONSTER, DESEJO ASSASSINO


MONSTER, DESEJO ASSASSINO (MONSTER, USA 2003) – o Oscar que a linda e talentosa Charlize Theron recebeu por este filme é mais do que merecido. Afinal, ela seria a candidata mais improvável para interpretar a prostituta Aileen Wuornos, a primeira serial killer a ser executada nos Estados Unidos. Além disso, Aileen era feia, gorda e com uma postura arrogante que daria medo aos mais perigosos bandidos das favelas cariocas. No entanto, à custa de maquiagem, lentes de contato, um regime de engorda e, claro, muito talento, Charlize consegue ter uma atuação vulcânica e arrebatadora, apesar de alguns preciosismos na reprodução dos tiques da verdadeira Aileen. Por outro lado, o filme da diretora Patty Jenkins, ainda tem o mérito de mostrar o panorama físico e espiritual desolado da chamada middle America, o centrão sem graça dos EUA, de lugarejos que só inspiram desejo de ir embora o mais rápido possível. Outro destaque é Christina Ricci, que faz a namorada de Aileen e que acaba entregando-a à polícia em troca de sua liberdade.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

1033 - O MUNDO A SEUS PÉS


O MUNDO A SEUS PÉS (ONCE IN A LIFETIME, USA 2006) – Em Nova York, verão de 1977, quando o futebol ainda não é tão popular e concorre com esportes como o basquete e o futebol americano, o empresário Steve Ross decide transformar o Cosmos em um grande time da cidade. Mestre do marketing, Ross começa contratando Pelé, o Atleta do Século, além de craques como Beckenbauer, Carlos Alberto Torres e Chinaglia. O futebol vira uma febre, atraindo mais de 70 mil pessoas aos estádios norte-americanos. O documentário mostra as farras que os jogadores faziam no Studio 54 e as regalias que eles tinham em todos os lugares. Há um enfoque especial em Chinaglia e na disputa que ele tinha com Pelé.