quinta-feira, 22 de março de 2012
1300 - O MONSTRO DO MAR REVOLTO
O MONSTRO DO MAR REVOLTO (IT CAME FROM BENEATH
THE SEA, USA 1955) – um
gigantesco polvo ataca a população de São Francisco. Sim, nos anos 50, este era
um argumento perfeito para um filme de ficção científica, ainda mais se
contasse com o mago dos efeitos especiais Harry Harryhausen. Um aspecto
interessante do filme é uma até enfática abordagem feminista: Faith Domergue é
uma dos cientistas encarregados de descobrir por que um polvo gigantesco
apareceu, assim, sem mais nem menos. Ela tem um comportamento firme e não se
deixa subjulgar pelo oficial da Marinha que logo se encanta por ela.
1299 - TUDO PODE DAR CERTO
TUDO PODE DAR CERTO (WHATEVER WORKS, USA 2009) – de Woody Allen. Allen escolheu bem Larry David,
co-criador de Seinfeld, para ser seu alter-ego nesta comédia típica do diretor.
David é Boris Yellnikoff, um rabugento que não tem a mínima preocupação com o
politicamente correto e vive digressando sobre a vida com todos que passam por
seu caminho, inclusive se dirigindo ao espectador. Um dia, conhece Melody (Evan
Rachel Wood, sensualíssima), casa-se com ela e passa a ter uma nova perspectiva
da vida. O filme é divertido, mas soa meio repetitivo para quem conhece a obra
de Woody Allen.
1298 - THE OLD DARK HOUSE
THE OLD DARK HOUSE (USA, 1932) – de James Whale. Mais que uma história de
terror, este filme pode ser considerado uma comédia de costumes, meio macabra,é
verdade, mas com um toque de humor talvez não intencional do diretor James
Whale, que acabara de fazer um grande sucesso com Frankenstein, de 1931, com
Karloff no papel principal. O que acontece aqui é que um grupo de viajantes,
que inclui Melvyn Douglas e Gloria Stuart (que viria a ser a Rose, de Titanic),
por causa de uma tempestade, acaba por ter que passar a noite numa casa estranhíssima,
habitada por gente ainda mais bizarra. Numa análise mais aprofundada,
poder-se-ia dizer que a casa é uma metáfora para o inconsciente e seus
habitantes representantes do ego, id e superego, numa visão freudiana. No elenco,
Charles Laughton e Boris Karloff, outra vez num papel secundário.
1297 - FESTIM DIABÓLICO
FESTIM DIABÓLICO (ROPE, USA
1948) – de
Alfred Hitchcock. Este é um filme diferente de todos – o mestre Hitch filma uma
sequência supostamente sem cortes (há-os, mas muito bem editados: é só prestar
atenção nas tomadas em que a câmera fecha nas costas dos personagens – é aí que
ele muda o rolo de filme), em que o crime acontece logo na primeira cena, com a
revelação do seu autor. Hitchcock também ousa ao mostrar um casal de
homossexuais, em cuja casa acontece o crime. O argumento faz referência ao
Super-Homem, de Nietzsche: Dois jovens brilhantes, Brandon (John Dall) e Phillip (Farley Granger), matam David (Dick Hogan), um colega de
escola, apenas para provar a si mesmos que podem cometer o crime perfeito. Para
desafiar os amigos e a família, resolvem convidá-los para uma reunião no
apartamento deles, e servem a comida em cima de um baú onde está escondido o
corpo da vítima. A crença no “intelecto superior” é a justificativa para
o que consideravam o “crime perfeito”. A
característica dominante do super homem de Nietzsche seria o amor à luta
e ao perigo, deixando a felicidade para a maioria, os meros humanos normais,
pois ao super homem caberia o dever de elevar-se além dos limites estabelecidos
pela normalidade, pois nada mais terrível do que a supremacia das massas,
segundo Nietzsche.
1296 - EDU, CORAÇÃO DE OURO
EDU, CORAÇÃO DE OURO (BRASIL, 1968)
– mais uma crônica carioca de Domingos de
Oliveira, com Paulo José no papel de Edu, como sempre um sujeito boa-praça,
simpático, que se apaixona pela musa e, então, ex-esposa, do diretor, Leila
Diniz, também repetindo o papel de outros filmes: a moça aparentemente bobinha,
mas que traz um vulcão de sensualidade dentro de si. É muito interessante ver o
Rio daquele tempo e a juventude linda de atrizes como Joanna Fomm e Dina Sfat. Não
fez o mesmo sucesso do filme anterior – Todas as Mulheres do Mundo – e foi
acusado de alienado, uma ousadia em tempos tão politizados como o final da década
de 60.
1295 - A ILHA DOS PAQUERAS
A ILHA DOS PAQUERAS (BRASIL, 1970)
– Renato Aragão e Dedé Santana repetem neste
filme o que fizeram em quase todos da dupla: humor pastelão, piadas visuais e
as gags repetitivas mesmo para a época. A fotografia é péssima, assim como o
som, mas tem lá seu apelo para os fãs dos futuros Trapalhões. O filme
envelheceu, assim como o humor sem compromisso, que refletia muito a censura
daquele tempo.
1294 - CASSI JONES - O MAGNÍFICO SEDUTOR
CASSI JONES 0 O MAGNÍFICO
SEDUTOR (BRASIL, 1972) – de Luiz Sérgio Person. Os filmes desta época são
muito deslumbrados com uma sexualidade aparentemente recém-descoberta, com
quase todas as histórias girando em torno de conquistas amorosas e, não raro,
mostando a mulher em condição submissa, apenas como presa dos “espertos”
conquistadores. É o caso do personagem-título, que Paulo José faz da mesma
forma como em outros filmes: meio histriônico, meio ingênuo, o tipo boa praça
que acaba sendo anistiado por todos. Depois de se cansar de tantas conquistas,
Cassi se apaixona pela quase virgem Clara, vivida por Sandra Bréa bem novinha.
domingo, 18 de março de 2012
1293 - ÁGUA PARA ELEFANTES
ÁGUA PARA ELEFANTES (WATER FOR
ELEPHANTS, USA 2011) – depois da morte de seus pais, Jacob (Robert Pattinson, correto, mas
longe de ser um grande ator) está sem dinheiro e sem casa. Acaba se juntando a
um circo, onde tem que enfrentar a maldade do dono (Christoph Waltz, emulando o
papel sensacional que teve em Bastardos Inglórios) e resistir à paixão pela
esposa deste (Reese Witherspoon, feia e desenxabida, parece inadequada ao papel).
Amparada por ótimos figurinos e cenários de época, a direção de Frances
Lawrence (de Eu sou a lenda) é bem-sucedida ao resgatar o charme circense do
passado, no qual as simples acrobacias de um elefante já seriam algo
espetacular. É um filme saudavelmente sem profundidade, desses que a gente
precisa de vez em quando, para passar duas horas entretidos e esquecer depois.
sábado, 17 de março de 2012
1292 - THE STRANGE DOOR
THE STRANGE DOOR (USA 1951) – Charles
Laughton é um nobre que atrai um estranho à sua casa, para que, ao fim de um
plano mirabolante, ele se case com sua sobrinha e a faça infeliz – sim, naquela
época, os casamentos eram para sempre. O motivo é que seu irmão havia casado
com a mulher que ele amava e que morreu no nascimento da filha. Boris Karloff
também está no elenco, num papel secundário, mostrando uma dignidade e
humildade incomuns para um ator da sua craveira. Alan Napier, que na década de
60 seria o mordomo do Batman de Adam West, também está no elenco.
1291 - O SUPER LOBISTA
O SUPERLOBISTA (CASINO JACK,
USA 2010) – um inspirado Kevin Spacey interpreta Jack Abramoff, um lobista de Washington
que construiu um império financeiro particular de maneira ilegal, a partir de
um jogo de influências no Senado. Além de desviar dezenas de milhões de dólares
de tribos indígenas, ainda se envolveu com uma série de investimentos relacionados
à abertura ou à manutenção de cassinos. Boa oportunidade de rever Kelly Preston,
no papel da esposa de Abramoff. O ritmo prende a atenção.
1290 - SERGIO
SÉRGIO (SERGIO, USA 2009) –
documentário sobre a vida e morte de Sérgio Vieira de Mello, enfocando seu
trabalho na ONU e sua última missão em Bagdá. Emocionantes depoimentos de
amigos, familiares e, especialmente, de Carolina Larriera, com quem tinha
encontrado, finalmente, o amor, e que, infelizmente, aparece com um cabelo inqualificável. O diretor
Greg Baker enfoca o caráter humanitário do diplomata e sua preocupação com a
paz e o entendimento entre os povos. Numa das cenas, Sérgio, em uma coletiva de
imprensa, deixa bem claro que as Nações Unidas não tinham nada a ver com o
desastroso governo Bush.
1289 - OBRIGADO, SR PRESIDENTE
OBRIGADO, SR PRESIDENTE (THANK
YOU MR PRESIDENT: HELEN
THOMAS AT THE WHITE HOUSE, USA 2009) – documentário sobre Helen Thomas, 80 anos, veterana repórter que cobriu
a Casa Branca, de Kennedy a Bush Jr. A parte mais interessante – e engraçada – é
quando ela diz que nunca teve que usar seu charme de mulher sedutora para
conseguir qualquer matéria com os governantes. Há boas cenas de coletivas de
imprensa, mostrando como Helen sempre foi querida pelos presidentes, sem nunca
perder a autonomia como repórter.
quarta-feira, 14 de março de 2012
1288 - HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN
HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE
AZKABAN (HP AND THE PRISIONER OF AZKABAN, USA, UK, 2004) – o terceiro filmed a série, agora dirigido pelo
mexicano Alfonso Cuarón, reflete a maturidade dos personagens, numa narrativa
que também evolui num clima de heavy metal. A adolescência atinge Harry em
cheio, fazendo-o perder o controle de seus poderes e impulsos, e ele parte
feroz para o confronto com Sirius Black (Gary Oldman), que agora está no
encalço do próprio Harry. As sequências de magia e ação do filme são
impressionantes, nem tanto pela evolução do CGI, desde o primeiro filme, mas
principalmente pela maneira como a fantasia de Rowling dá sentido e graça aos
efeitos especiais, cujas possibilidades já andavam, mesmo na época, meio banalizadas.
Dos três primeiros, é, sem dúvida, o melhor.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
1287 - TWO AND A HALF MEN - SEGUNDA TEMPORADA
TWO AND A HALF MEN – SEGUNDA TEMPORADA – a gente sempre acha que não vai haver uma série
mais sensacional como a última pela qual nos apaixonamos. Aí, aparece esta e
desmonta tudo! Eu já tinha ouvido falar há muito tempo, mas não imaginava que
fosse tão engraçada, principalmente por causa da mitologia que se formou em
volta do seu astro principal, Charlie Sheen, que, no programa, interpreta
talvez uma versão light dele mesmo: mulherengo, beberrão, sem a mínima
consideração com princípios éticos e do que se convencionou chamar de “politicamente
correto”. Jon Cryer, o irmão Alan, e seu filho Jake completam o trio que, nesta
segunda temporada, está ainda mais afinado. 1286 - A HORA DO ESPANTO
A HORA DO ESPANTO (FRIGHT
NIGHT, USA 1985) – o que é mais
sensacional sobre este filme é que ele não envelheceu, assim como os vampiros. A
história continua magnética, com ótimas atuações – principalmente de Roddy McDowall
e Chris Sarandon -, além do excepcional trabalho de maquiagem, que proporciona
efeitos muito superiores aos do CGI dos dias de hoje.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
1285 - O APRENDIZ
O APRENDIZ (APT PUPIL, USA
1998) – baseado num conto de Stephen King, o filme mostra como um rapaz (Brad Renfro
1982 – 2008) chantageia um velho alemão, seu vizinho, quando descobre que ele
fora um oficial nazista. Ian McKellen, britânico até a medula, consegue ter um desempenho
esplêndido como o germânico encurralado pela petulância e violência do rapaz,
características que ele bem conhece, pois ainda as traz latentes no DNA. O roteiro
é bem concatenado pelo diretor Bryan Singer, de X-Men e Operação Valquíria.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
1284 - OS DESCENDENTES
OS DESCENDENTES (THE
DESCENDANTS, USA 2011) – este
é um filme afetuoso, minucioso, bem-humorado, sem excessos e com interpretações
muito bem ajustadas ao tema. Infelizmente, também é uma história previsível na
condução de alguns de seus entrechos – algumas soluções para os conflitos são
simplistas demais. George Clooney merece a indicação para melhor ator no Oscar
de 2012 (que não levou) com uma atuação contida e, ao mesmo tempo,
dolorosamente verdadeira, na pele de um quase viúvo tendo que acolher suas
desorientadas filhas, diante da iminência da morte da esposa, em coma, depois
de um acidente de barco. 1283 - HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA
HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA
(USA, UK, ALEMANHA 2002) – este
segundo filme da série começa a ficar sombrio, cortejando vários arquétipos das
histórias de terror. É quando Harry e Roni têm que enfrentar um campo repleto
de aranhas gigantes, que foi a cena que me ficou na memória, na primeira vez
que assisti ao filme. Fi-lo, na época, com certa má vontade, tenho que agora
confessar. Todas as premissas do primeiro filme ainda estão lá, agora mais
chegadas ao universo juvenil, pois, claro, Harry e seus amigos já estão
notadamente mais crescidinhos. Há uma luta, na parte final do filme com um
basilisco, descrito, em algumas obras, como uma serpente fantástica. Leonardo
da Vinci e Percy Shelley fizeram referências a ele. O segundo livro/filme da
série Harry Potter apresenta o monstro temente ao canto dos galos e é temido principalmente pelas aranhas. As chatas cenas de Quadribol quase não aparecem neste filme.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
1282 - SUPERMAN (1948)
SUPERMAN (1948 - 1950) – Kirk
Alyn (1910 – 1999) foi o primeiro ator a personificar o Homem de Aço nas telas,
nesta produção em quinze capítulos apresentada antes das atrações principais
dos cinemas. As histórias sempre terminam com o gancho do próximo capítulo,
como nos seriados da Republic. O único ponto fraco da série é o voo do
Super-Homem feito em animação, o que corta um pouco o clima. De qualquer forma,
é uma preciosidade para os mais fãs, como Jerry Seinfeld, e para quem se
interessa pelas produções desta época, como é o meu caso. Vale menção o fato de
a série ter tornado famosa Noel Neill, como Lois Lane, que depois também apareceria
em As Aventuras de Superman, com George Reeves.
1281 - UM HOMEM MISTERIOSO
UM HOMEM MISTERIOSO (THE
AMERICAN, USA 2010) –
George Clooney, aqui, surpreende todo mundo. O bom ator que é aparece numa
atuação minimalista, silenciosa, quase misturada à bela fotografia do interior
da Itália, onde se passa a ação. Mas ação no sentido europeu, claro. Tudo é
muito lento, como se o diretor holandês Anton Corbijin quisesse que degustássemos
cada cena como se fosse um vinho italiano raro. Clooney é Jack, um assassino de
aluguel e artesão de armas tão refinado, que trabalha sob o mais absoluto
sigilo. Para evitar mortes banais, Jack escapa de qualquer contato mais íntimo.
Até ser obrigado a se esconder na região de Abruzzo, com suas belas paisagens,
onde conhece duas pessoas que modificam
a sua vida: um típico padre bonachão que logo sente o cheiro do pecado, e
Clara, a prostituta que ele escolhe para passar as noites e que lhe mostrará a
possibilidade de viver algo além do transitório. Atenção para a suave beleza
sensual de Violante Placido, que faz o papel de Clara. Nem mesmo um homem
misterioso, armado e perigoso como Jack é capaz de resistir àquele olhar
devastador. Filme excelente.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
1280 - CONTRA O TEMPO
CONTRA O TEMPO (SOURCE CODE,
USA 2011) – o diretor Ducan Jones, filho de David Bowie,
faz um grande trabalho neste filme que conta a história de um piloto militar
(Jake Gyllenhaal) que desperta num trem rumo a Chicago sem saber direito por
que está lá. Aí, ele descobre que está numa missão para encontrar um terrorista
que planeja uma série de atentados, graças a um avançado aparato tecnológico
que o leva a experimentar os últimos oito minutos de uma das vítimas. Atrás de
pistas para a tragédia, ele refaz a mesma sequência de eventos várias vezes,
alterando um ou outro fator, até descobrir a identidade do criminoso. Uma edição
primorosa, que apresenta de forma convincente o mesmo espaço de tempo sob
diversos ângulos, faz este filme um dos melhores do ano. Ah, e tem Vera Farmiga,
dona dos mais belos olhos verdes do cinema contemporâneo.
1279 - NOVA YORK NOS FILMES
NEW YORK AT THE MOVIES (USA
2002) – este é um documentário excelente sobre Nova
York como personagem principal de alguns dos mais famosos filmes americanos. É interessante
o enfoque dado ao período dos anos 70, quando o filme tipicamente nova-iorquino
floresceu, graças ao incentivo que a prefeitura dava para que as locações
fossem feitas na cidade. Há uma sequência dedicada aos três cineastas que mais
se identificam com a Big Apple: Woody Allen, Spike Lee e Martin Scorsese, um
judeu, um descendente de italiano e um afro-americano, que simbolizam a variedade
étnico-cultural da cidade. A narração é de Meryl Streep.
1278 - CASO 39
CASO 39 (CASE 39, USA 2009) – apesar da atuação bem abaixo de qualquer
apreciação de Renée Zellweger, o thriller de suspense funciona, embora, como
sempre, apresente todos aqueles manjados cacoetes manjados que o genro inspira.
Renée é uma assistente social que resolve ficar com a guarda de uma menina
supostamente maltratada pelos pais. Para quem tem alguma experiência nestas
histórias, tudo o que vem depois é previsível, apesar de bem executado. No fundo, é mais uma história do gênero "criança do mal", como em "A Órfã". Só um toque: o final derruba o filme.domingo, 19 de fevereiro de 2012
1277 - TAMARA
TAMARA (TAMARA, USA 2005) – este filme não em nada de
original nas suas premissas vingativas: uma menina feia, desprezada por um
bando de universitários descebrados, é acidentalmente morta por eles, numa
festa preparada para ridicularizá-la. Só que ela tem algum pacto com o demônio
(o roteiro não explica bem) e volta da morte como uma mulher fatal (entenderam
a sutil ironia?) e passa a se vingar daqueles que a humilharam. Chato, previsível,
dispensável. Para quem gosta de horror hematológico é um prato cheio – de sangue,
claro.
1276 - BRONCO BILLY
BRONCO BILLY (BRONCO BILLY, USA
1980) - de
Clint Eastwood. Clint
faz aqui uma comédia leve, mas com aspectos profundamente sérios, sobre um
cowboy moderno que lidera sua trupe de artistas mambembes que vão de cidade a
cidade apresentar seu show numa tenda improvisada. Em cima deste argumento,
Clint Eastwood constrói uma história simpática, com mensagens positivas sobre a
amizade e a lealdade e, além de tudo, a persistência na busca de um sonho. A maluca
da Sondra Locke está no elenco, mas não atrapalha.
1275 - HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL
HARRY POTTER E A PEDRA
FILOSOFAL (HARRY POTTER AND THE SORCERER’S STONE, USA 2001) – este é o primeiro filme da
saga de HP, contando como Harry saiu da casa de seus tios malvados e foi para Hogwarts School for
Witchcraft and Wizardry, como o auxílio de Rubeus Hagrid, até conhecer
seus amigos Rony e Hermione. Desde o início, o clima de mágica e encantamento
prevalece em todos os momentos. Em Hogwarts, Harry descobre sua
verdadeira história e seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em
que terá que enfrentar a pior força do mal, o homem que assassinou seus pais. O
menino de olhos verde, magricela e desengonçado, tão habituado à rejeição,
descobre, também, que é um herói no universo dos magos. Potter fica sabendo que
é a única pessoa a ter sobrevivido a um ataque do tal bruxo do mal e essa é a
causa da marca em forma de raio que ele carrega na testa. Ele não é um garoto
qualquer, ele sequer é um feiticeiro qualquer; ele é Harry Potter, símbolo de
poder, resistência e um líder natural entre os sobrenaturais. A fábula,
recheada de fantasmas, paredes que falam, caldeirões, sapos, unicórnios,
dragões e gigantes, não é, entretanto, apenas um passatempo. Harry Potter
conduz a discussões metafísicas, aborda o eterno confronto entre o bem e o mal,
evidencia algumas mazelas da sociedade, como o preconceito, a divisão de
classes através do dinheiro e do berço, a inveja, o egoísmo, a competitividade
exacerbada, a busca pelo ideal - a necessidade de aprender, nem que seja à
força, que a vida é feita de derrotas e vitórias e que isso é importante para a
formação básica de um adulto. É um belo começo.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
1274 - PROVA FINAL
PROVA FINAL (FACULTY, USA 1998) – estava na cara que este era um filme do Robert
Rodriguez! Como não vi logo de início? O roteiro, absurdo e irrealizável nas mãos
de qualquer outro diretor, acaba ficando até interessante na sua proposta de
assustar e derramar boas litragens de sangue. Numa high school tipicamente
americana, um grupo de alunos suspeita que seus professores são alienígenas e
partem para o confronto. Pobre, não? Não para Rodriguez, que consegue dar
alguma seriedade a um festival de situações que vão além do absurdo. E que
cabelo é aquele de Josh Harnett? O futuro Frodo Elijah Wood é um dos heróis
adolescentes.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
1273 - RIO
RIO (RIO, USA 2011) – Carlos Saldanha fez um trabalho muito competente
em termos técnicos com Rio, mas, ao final, tive a sensação de que faltou alguma
coisa para o filme se tornar aquele esplendor que seu diretor pensou para ele. Não
sei, mas achei um pouco exagerada a tipificação tradicional do carioca, meio
malandrão, meio carnavalesco demais, com exagero em tudo. Claro que a mensagem
politicamente correta sobre o crime de contrabando de animais é um gancho
interessante, mas insuficiente para manter meu interesse até o fim.
1272 - ESPOSA DE MENTIRINHA
ESPOSA DE MENTIRINHA (JUST GO WITH IT, USA 2011)
– o roteiro não promete: um cirurgião plástico
(Adam Sandler) convence sua assistente (Jennifer Aniston) a se fingir de
esposa, para conquistar uma garota bem mais jovem (que nem de longe chega aos pés de Aniston). Basta, não? A história é
fraca, a atuação de Sandler idem, e só mesmo Aniston para animar a plateia com
sua já consabida simpatia e uma e outra cena de biquíni. Além disso, a trilha
com músicas do Sting se encaixa bem em algumas situações engraçadas, mas não
consegue fazer do filme algo que valha a pena. Mesmo como passatempo descompromissado não funciona. Um horror o título em português, convenhamos.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
1271 - BIRD
BIRD (BIRD, USA 1988) - Clint Eastwood nutre um amor antigo pelo jazz e sua dedicação rendeu-lhe
um Globo de Ouro de melhor diretor por
esta emocionante história de
pioneirismo baseada na vida do jazzista Chalie
\"Yardbird\" Parker, um gênio que floresceu nas condições mais
adversas. Como a melodia que
só o jazz tem, passado e futuro revezam-se
à medida que
o filme explora a habilidade construtiva de Bird e, ao mesmo tempo seus
excessos destrutivos. Vencedor do prêmio de melhor ator no Festivalde Cinema de Cannes por
sua performance, Forest Whitaker,
magnético no papel-título confere à sua interpretação toda a paixão que Bird exprimia através da
música. Diane Venora também é destaque no filme
como sua incansável mulher, Chan Parker, que esteve do
seu lado até o fim. A fotografia, muito
escura, como era de se esperar cansa um pouco, depois de 161 minutos de filme. Nas mãos de Eastwood, Bird esplendidamente vive.
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