terça-feira, 31 de março de 2009

768 - JORNADA NAS ESTRELAS, SEXTA TEMPORADA, DISCO 2


JORNADA NAS ESTRELAS, SEXTA TEMPORADA, DISCO 2 – há dois episódios legais: “Segunda infância”, no qual Picard, Ro e Guinan são transformados em crianças de 12 anos de idade, durante um mal funcionamento do transporte da Enterprise; e “Por um punhado de Datas”, sobre uma aventura no holodeck com Worf e seu filho Alexander.

767 - JORNADA NAS ESTRELAS, A NOVA GERAÇÃO, SEXTA TEMPORADA, DISCO 1


JORNADA NAS ESTRELAS, SEXTA TEMPORADA, DISCO 1 – dos quatro episódios, o mais interessante é o quarto, “Relíquias”, no qual a tripulação da Enterprise descobre Scotty (James Doohan, 03 de março de 1920 – 20 de julho de 2005), o engenheiro-chefe do Capitão Kirk. Scotty relembra os velhos tempos com Kirk e faz comparações com os avanços tecnológicos da Enterprise atual.

quinta-feira, 26 de março de 2009

766 - COISAS QUE PERDEMOS PELO CAMINHO


coisas que perdemos pelo caminho (things we lost in the fire, usa 2007) – drama com Hale Berry e Benicio Del Toro. Depois da morte de Bryan (David Duchovny), sua viúva, Aldrey (Berry, 14 de agosto de 1966), passa a conviver com o melhor amigo dele (De Toro, 19 de fevereiro de 1967, Porto Rico), cujo estilo de vida desregrado, totalmente diferente de Dan, provoca profundas modificações na vida da família que, assim, aprende a conviver melhor com a perda. História um pouco arrastada demais que acaba prejudicando a atuação de Hale Berry, mas que dá chance a Del Toro mostrar razoáveis recursos dramáticos. O título, em português, foi o que me chamou a atenção para o filme, embora o em inglês faça mais sentido depois que se conhece a história. Direção de Susane Bier.

quarta-feira, 25 de março de 2009

765 - ESPÍRITOS 2


ESPÍRITOS 2 (ALONE, TAILÂNDIA 2006) - Pim mudou-se para Coréia e espera dar início a uma nova vida ao lado de seu marido. Entretanto, a doença de sua mãe faz com que ela tenha de voltar à Tailândia. Lá ela passa a ter estranhas sensações e a ser aterrorizada pelo espírito de sua irmã siamesa, já morta. Apesar do título brasileiro, a única referência deste filme com Espíritos - A Morte Está ao seu Lado (2004) é que ambos tiveram os mesmos diretores. No mais, é aquilo que já se sabe: menininha morta volta do além para dar sustos numa pessoa em quem ninguém acredita. No entanto, este filme mostra um twist que faz valer a pena.

segunda-feira, 9 de março de 2009

764 - O ASSASSINO


O ASSASSINO (BLIND HORIZON, USA 2003) – Frank (Val Kilmer) aparece, no início do filme, ferido à bala e sem memória, perto de uma cidadezinha no interior dos EUA. A única pista é a suspeita que Frank tem de que o presidente dos EUA vai sofrer um atentado quando passar pela cidade. Faye Dunaway tem um papel pequeno. A história não tem muita originalidade. No elenco, Sam Shepard, Neve Campbel e Amy Smart.

domingo, 8 de março de 2009

763 - DE VENTO EM POPA


DE VENTO EM POPA (BRASIL, 1957) – de Carlos Manga. Oscarito e Sonia Mamede estão num navio que chega ao Brasil com Cyl Farney, rapaz rico mandado para o exterior para estudar energia atômica. No entanto, ele só queria saber de música e de abrir uma boate quando chegasse ao Brasil, coisa que contrariaria o desejo de seu pai. Confusões típicas das chanchadas que, neste filme em especial, ganham um molho diferente em função das antológicas cenas de Oscarito, particularmente a que ele interpreta Elvis Presley. Dóris Monteiro faz o par romântico de Farney com surpreendente atuação.

762 - A OUTRA FACE DA RAIVA


A OUTRA FACE DA RAIVA (THE UPSIDE OF ANGER, USA/INGLATERRA, 2005) – Terry (Joan Allen) acabou de ser largada pelo marido e está furiosa. A raiva a vai consumindo lentamente, acompanhada com generosas doses de vodca. Mãe de quatro filhas e sem saber qual rumo tomar na vida, ela acaba se aproximando de Denny (Kevin Costner), outro amigo da garrafa por absoluta falta do que fazer. Unidos a princípio pelo álcool, e depois por empatia, eles acabam descobrindo serem muito mais do que companheiros de carraspana. O final arrumadinho demais quebra um pouco o ineditismo da história, mas vale a pena conferir.

sexta-feira, 6 de março de 2009

761 - AWAKE - A VIDA POR UM FIO


AWAKE, A VIDA POR UM FIO (AWAKE, USA 2007) – quem vê cara não vê coração. Aí está um filme que mexe com o coração da gente: jovem milionário (Hayden Christensen) vai ser operado por seu melhor amigo
(Terrence Howard), na noite em que casa com a namorada (Jéssica Alba), contra a vontade de sua mãe (Lena Olin). Bem, a partir daí, espere o inesperado. Nada de excepcional – apenas um ótimo filme para se ver numa sexta-feira à noite, repleto de sustos, surpresas, reviravoltas e, claro, a beleza de Jéssica Alba. Por outro lado, a história, muito bem engendrada, aponta para várias direções, sendo as mais interessantes, na minha opinião, a influência da dramaturgia de Shakespeare e a abordagem bíblica do personagem principal, Clay, que, em inglês, quer dizer barro, matéria-prima da humanidade, segundo os livros.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

760 - BEE MOVIE - A HISTÓRIA DE UMA ABELHA


BEE MOVIE - A HISTÓRIA DE UMA ABELHA (USA 2007) – de Jerry Seinfeld. Animação sem muita graça que prometia muito antes do lançamento, e acabou decepcionando, mais em função da grife Seinfeld do que do artesanato do produto final. Os 150 milhões de dólares gasto na produção não adiantaram muito. As situações supostamente engraçadas perdem a força quando transportadas para uma trama pouco original: Barry (Seinfeld), um zangão revoltado, desiste de ser um mero operário para viver entre os humanos e combater a exploração do mel.

759 - ANJOS DE CARA SUJA


ANJOS DE CARA SUJA (ANGELS WITH DIRTY FACES, USA 1938) – de Michael Curtiz. Clássico drama contando a história de dois jovens que acabam tendo um futuro distinto: um vira gangster e o outro padre. O gangster, claro, é o papel de James Cagney (17 de julho de 1899 – 30 de março de 1986), e o de padre de Pat O’Brien. Eles se encontram depois de crescidos e as circunstâncias os colocam lados opostos. Humphrey Borgat (25 de dezembro de 1899 – 14 de janeiro de 1957) faz um papel secundário, pois ainda não tinha estourado como astro de primeira grandeza. O final, com Cagney indo para a cadeira elétrica, é clássico.

758 - PREMONIÇÃO


PREMONIÇÃO (FINAL DESTINATION, USA 2000) – depois de prever a explosão do avião em que ia embarcar, juntamente com um grupo de amigos, rapaz começa a perceber que, por algum misterioso motivo, a morte volta para chamar todos os que foram poupados. Terror hemático sem muita novidade, que deu início a uma série tão previsível que nem teríamos necessidade de algum dom premonitório para saber o que vai acontecer. Final pífio. Quer saber? Não caia nessa.

757 - SE EU FOSSE VOCÊ


SE EU FOSSE VOCÊ (BRASIL, 2007) – de Daniel Filho. Carregando nas tintas, o diretor faz uma comédia previsível e, portanto, sem graça. A troca que acontece entre os personagens de Tony Ramos e Glória Pires, além de não ter nada de original, acaba sendo pretexto para uma série de situações desenxabidas e constrangedoras, especialmente por parte da repetitiva e fraca atuação de Glória. Se eu fosse você, não assistia.

756 - O REINO


O REINO (THE KINGDOM, USA 2007) – esse thriller de ação aborda uma questão delicada de forma equivocada, ao assumir uma postura racista e colocar mais lenha na fogueira na cruzada antiislâmica. Ator inexpressivo, o diretor Peter Berg é inábil com a câmera de mão e erra feio ao apelar para a estética documental aos moldes dos trabalhos de Michael Winterbottom (O Preço da Coragem) e Paul Greengrass (Vôo United 93). A história começa num condomínio de estrangeiros na Arábia Saudita, onde dois atentados terroristas fazem mais de 100 vítimas, entre elas um grande número de americanos. Após chantagear o embaixador saudita nos EUA, Ronald Fleury (Jammie Fox), agente do FBI, consegue permissão para levar uma equipe até lá, para encontrar a resistência e a hostilidade da polícia militar árabe.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

755 - O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA


O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA (LOVE IN THE TIME OF CHOLERA, USA 2007) – de Mike Newell, de Quatro Casamentos e um Funeral (1994). Apesar das críticas desfavoráveis que li, o filme é bem feito e muito fiel ao grande livro de Gabriel Garcia Marquez. Belíssima atuação de Javier Bardem como Florentino Ariza. Claro que, em função da história, os personagens falando inglês é uma coisa que destoa à primeira vista, mas não prejudica a percepção do filme. Bela fotografia. Os diálogos mais importantes foram mantidos, felizmente, embora, vez por outra, tenham outro alcance quando vertidos para o inglês. No mais, a história é linda, os personagens são inesquecíveis e a gente fica mesmo com vontade de acreditar que o amor pode mesmo durar para sempre.

sábado, 31 de janeiro de 2009

754 - STAR TREK, A NOVA GERAÇÃO, 5A TEMPORADA DISCO 3


STAR TREK, A NOVA GERAÇÃO, QUINTA TEMPORADA, DISCO 3 (STAR TREK, THE NEXT GENERATION, SEASON 5, 1991/1992) – o disco 3 tem dois episódios razoáveis: “Uma questão de tempo” e “Meu Herói”. No primeiro, um suposto viajante do futuro chega à Enterprise e levanta suspeitas entre a tripulação. No segundo, um menino sobrevivente de uma nave danificada estabelece uma relação simbiótica com Data. Num outro, os pais adotivos de Worf o convencem a ficar com seu filho Alexander, que tem vários problemas de adaptação à rotina da nave.

753 - STAR TREK, A NOVA GERAÇÃO, 5A. TEMPORADA, DISCO 2


STAR TREK, A NOVA GERAÇÃO, QUINTA TEMPORADA, DISCO 2 (STAR TREK, THE NEXT GENERATION, SEASON 5, 1991/1992) – esse segundo disco tem como ponto alto um episódio (“Unificação”) em duas partes com a participação de Spock, que resolve desertar para o Império Romulano, o que obriga Picard e Data a viajar disfarçados de Volcanos a Romulus para descobrir o que aconteceu. No primeiro episódio, “Desastre”, uma fatalidade com a Enterprise, coloca Troi no comando da nave. Essa situação inesperada rende uma boa história. O outro episódio, “Jogo”, é um dos piores da série.

752 - STAR TREK, A NOVA GERAÇÃO, QUINTA TEMPORADA, DISCO 1 (STAR TREK, THE NEXT GENERATION, SEASON 5,


STAR TREK, A NOVA GERAÇÃO, QUINTA TEMPORADA, DISCO 1 (STAR TREK, THE NEXT GENERATION, SEASON 5, 1991/1992) – dos quatro discos da quinta temporada, esse me pareceu o menos interessante. O melhor, talvez, seja o segundo episódio, Darmok, no qual Picard vai a um planeta hostil para duelar com um alienígena cuja língua parece ser uma barreira impossível de transpor. A história apresenta aspectos lingüísticos, com ênfase no discurso metafórico.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

751 - AEONFLUX


AEONFLUX (USA 2005) - Aeon Flux é a história de uma bela assassina (Charlize Theron, 07 de agosto de 1975) enviada para matar o líder de uma sociedade distópica que contém o que restou da humanidade no futuro. Apesar de o roteiro ser um derivado de muitos outros filmes de ficção científica, o filme é bem razoável, principalmente por causa de Charlize (está linda, como sempre) e pela inusitada fotografia psicodélica e pelo ritmo intenso. No mais, Aeonflux é mais uma fantasia futurística do que um exercício de ficção científica cinematográfica, justamente porque se leva a sério demais. A produção havia, primeiramente, planejado usar Brasília como locação, mas desistiu por causa de problemas logísticos.

750 - O TIRO QUE NÃO SAIU PELA CULATRA


O TIRO QUE NÃO SAIU PELA CULATRA (PARENTHOOD, USA 1989) – de Ron Howard. Eis um filme que vai se tornando um clássico, na medida em que você vai ficando mais velho. Ou seja: dependendo da sua fase de vida, você pode ter várias leituras da história. É uma comédia, mas também pode ser vista como um drama envolvendo os diversos estágios existenciais, através das relações familiares. O elenco é excepcional: Steve Martin, Mary Steenburgen, Jason Robards, o sumido Tom Hulce, Dianne Wiest, Keanu Reeves, e Joaquin Phoenix, ainda menino. Atenção para o personagem da talentosíssima Dianne Wiest, um primor de dramaticidade. Acredito que não há como não nos reconhecermos em muitas situações do filme, mesmo que indiretamente.O título em português é um equívoco inexplicável.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

749 - BRASÍLIA 18%


BRASÍLIA 18% (BRASIL, 2005) – de Nelson Pereira dos Santos. Olavo Bilac (Carlos Alberto Riccelli) é um renomado médico legista, que trabalha em Los Angeles. Bilac é convidado pelo Instituto Médico Legal de Brasília a dar seu parecer na perícia de identificação de uma ossada, que supostamente pertence à jovem economista Eugênia Câmara (Karine Carvalho), desaparecida há meses. A decisão de Bilac é cercada de expectativa, já que se for constatado que a ossada é de Eugênia isto significa que ela foi morta por seu namorado, o cineasta Augusto dos Anjos (Michel Melamed), que foi a última pessoa a vê-la antes de seu desaparecimento. Entretanto há interesses para que Augusto permaneça na cadeia, devido a acusações por ele feitas a políticos. É quando, em meio às pesquisas através de fotos, vídeos e de comentários contraditórios, Bilac termina se apaixonando por Eugênia. O título Brasília 18% é uma referência à baixa taxa de umidade da cidade e também ao número de filmes de ficção feitos pelo diretor Nélson Pereira dos Santos.

748 - UM MUNDO PERFEITO


UM MUNDO PERFEITO (A PERFECT WORLD, USA 1993) – de Clint Eastwood. Um garoto de oito anos, Philip (T.J. Lowther) desenvolve profunda amizade com seu seqüestrador, Butch Haynes (Kevin Costner), um perigoso criminoso perseguido pelo chefe de polícia do Texas, Chefe Red Garnett (Clint Eastwood). A partir daí, a direção de Clint Eastwood constrói um delicado resgate de valores e emoções, numa relação que vai além dos clichês que se esperaria de um filme com essas características. É também um road movie, durante o qual Butch se encarrega de dar liberdade às emoções de Philip que, por sua vez, apenas reage com expressões faciais. Grande exemplo de ótima atuação dos dois atores. Possivelmente, o melhor elemento do filme. Especialmente interessante é o fato de o menino sonhar com uma fantasia de Gasparzinho, que ele eventualmente consegue durante a viagem, num claro contraponto com a dramaticidade da situação.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

747 - PERGUNTE AO PÓ


PERGUNTE AO PÓ (ASK THE DUST, USA 2006) – eis um belo filme que teve menos prestígio do que realmente merecia. Roteirista de Uma Rajada de Balas e de Chinatown, Robert Towne dirige essa história baseada no livro homônimo do escritor John Fante (1909 – 1983): o jovem Arturo Bandini (Colin Farrel), com aspirações literárias, que começa a enfrentar dificuldades ao se apaixonar a bela e problemática Camilla (Salma Hayek). No entanto, o principal personagem dessa história é a empoeirada e hostil cidade de Los Angeles dos anos 30, que dá o tom “noir” desta atração que não recebeu a devida atenção quando exibida nos cinemas.

746 - UM LUGAR PARA RECOMEÇAR


UM LUGAR PARA RECOMEÇAR (AN UNFINISHED LIFE, USA/ALEMANHA 2005) – este filme do sueco Lasse Hallström proporciona uma parceria inédita entre Morgan Freeman – no seu habitual papel de amigo e conselheiro – e Robert Redford, como um rancheiro amargo e taciturno, que não diferiu a morte do único filho num acidente de carro e que se vê obrigado a dar abrigo à nora (Jennifer Lopez) e à neta (a promissora Becca Gardner). Redford está magistral, assim como Freeman, e os dois fazem o filme valer a pena. Claro que Jennifer se esforça, mas seus poucos recursos dramáticos ficam evidentes diante desses dois gigantes.

745 - BORAT


BORAT: O SEGUNDO MELHOR REPÓRTER DO GLORIOSO PAÍS CAZAQUISTÃO VIAJA À AMÉRICA (BORAT..., USA 2006) – Borat Sagdiyev (Sasha Baron Cohen), um jornalista de TV da ex-URSS, vai aos Estados Unidos para fazer um documentário, mas abandona a obrigação quando assiste a um episódio de Baywatch e se apaixonar pela, acha ele, virginal Pámela Anderson. A partir daí, o que temos é uma longa pegadinha, com americanos revelando as entranhas de seus preconceitos, através de câmeras escondidas. Este falso documentário mistura humor gastrintestinal e cenas autênticas que, como espetáculo cinematográfico, valem muito pouco. No entanto, as imagens e a cara de pau de Sasha contribuem para uma olhada crítica em comportamentos universalmente incômodos.

744 - CAVALEIROS DO AR


CAVALEIROS DO AR (CHEVALIERS DU CIEL, FRANÇA 2005) – com geniais cenas de ação, esta produção francesa é muito melhor do que qualquer outro filme do gênero. As espetaculares cenas aéreas, todas feitas na raça, sem ajuda de computação gráfica, são acentuadas pelo ótimo uso do cenário natural europeu. O título meio brega não atrapalha a história empolgante dos dois pilotos da força aérea francesa que acabam descobrindo um plano terrorista que implica a graduação de pilotos da aviação civil para a militar. Belos aviões (incluindo aí as pilotas, claro), cenas vertiginosas, surpresas e umas pitadas de humor fazem desta versão francesa de Top Gun um filmaço que não se pode perder.

743 - ANTES DE PARTIR


ANTES DE PARTIR (THE BUCKET’S LIST, USA 2007) – com Jack Nicholson e Morgan Freeman. A fórmula é infalível: dois excelentes atores, boas deixas para situações cômicas e chances para lágrimas, além de um diretor tarimbado, Rob Reiner. Assim como se tem filmes de autor, aqui temos um filme de atores, as feras em questão: Nicholson e Freeman. Por mais inverossímil que o roteiro possa ser, não há desculpa para não se emocionar com a história de dois doentes terminais que, ao se tornarem amigos no hospital, se lançam numa viagem pelo mundo, como se não houvesse amanhã, conforme dizem os americanos.

742 - NOVA YORK SITIADA


NOVA YORK SITIADA (THE SIEGE, USA 1998) – revisto agora, depois dos atentados de 11 de setembro, o filme se reveste de um tom profético, pois trata exatamente de ameaças de terrorismo em Nova York, que provocam paranóia e extremismo. Denzel Washington é o detetive que procura investigar as ações com bom senso e prudência. Acaba batendo de frente com um oficial graúdo do exército (Bruce Willis), mais chegado a medidas violentas e radicais. Papel pequeno para o talento de Annette Bening.

741 - O CAVALEIRO DAS TREVAS


O CAVALEIRO DAS TREVAS (THE DARK KNIGHT, USA 2008) – de Christopher Nolan. Esta seqüência de Batman Begins se caracteriza muito mais pelas atuações do excelente elenco do que pela frenética pirotecnia dos efeitos especiais. O clima pesa nesta produção tragicamente marcada pela morte de Heath Ledger, em janeiro deste ano. Seu Coringa tem toda a amargura e crueldade que se espera de um vilão enlouquecido e Ledger se esmera ao compor o personagem com uma voz angustiante e trejeitos esquizofrênicos. Christian Bale continua sendo o melhor Batman do cinema, mas a dupla romântica com Maggie Gyllenhaal não funciona. Excepcionais continuam Michael Caine, como Alfred, e Morgan Freeman, como Lucius Fox e Gary Oldman, como o Comissário Gordon.

740 - WALL.E


WALL.E (USA, 2008) – direção de Andrew Stanton. Essa animação da Pixar mistura Woody Allen, Chaplin e Buster Keaton, num movimento nervoso de câmera que dá vida às imagens geradas por computador. Wall.E é um robô inventado pelos homens para compactar o lixo produzido pelos humanos. Acontece que, há 700 anos, a Terra virou um lixão inabitável por causa de uma hecatombe ecológica. Em função disso, a população fugiu para o espaço numa espaçonave gigantesca, filosoficamente chamada de Axiom. Por aqui, só restou ferro-velho, uma barata e Wall.E, que cumpre sua rotina de recolher lixo até a chegada de Eve, uma robô charmosa e inteiramente focada na sua missão de descobrir se os homens já podem voltar à Terra. Então, Wall.E se apaixona por ela, numa das seqüências mais delicadas do filme que, apesar de sua mensagem ecológica e politicamente correta, possui uma leveza que galvaniza a atenção de crianças e adultos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

739 - OS FUGITIVOS


OS FUGITIVOS (LONELY HEARTS, USA 2006) – John Travolta e James Gandolfini são dois detetives que procuram um casal (Jared Leto e Salma Hayek) que dão golpes em viúvas de guerra que receberam indenizações e mulheres solteiras com dinheiro na poupança. Leto é Raymond Fernandez, que se apresenta como um latin lover, seduzindo as mulheres até roubá-las e matá-las impiedosamente, com a ajuda de Martha (Hayek, 02 de setembro de 1966), que se passa como sua irmã. Excelente atuação de Travolta, assim como de Gandolfini, mas o destaque vai mesmo para Salma Hayek e sua assustadora femme fatale perfeitamente ajustada neste filme noir – provavelmente sua melhor atuação em sua carreira nos EUA. Leto não convence muito como sedutor, mas como o filme é muito bom (roteiro, trilha sonora, direção), seu personagem evolui naturalmente.