quinta-feira, 11 de junho de 2009

788 - DIFÍCL DE MATAR


DIFÍCIL DE MATAR (HARD TO KILL, USA 1990) – depois de sete anos em coma, policial (Steven Seagal, 10 de abril de 1951) vai atrás dos responsáveis pela morte da sua mulher, para isso, conta com a ajuda da enfermeira que tomava conta dele no hospital (Kelly LeBrock, um remédio e tanto). Ação razoável, um pouco superestimada na época, mas que ainda funciona como sobremesa do almoço de domingo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

787 - O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON


O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON (THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON, USA 2008) – de David Fincher, de Clube da Luta e Zodíaco. Para quem acredita na inevitabilidade dos fatos ligados ao amor, esse é o filme certo. Com Brad Pitt e Cate Blanchett nos papéis principais, o filme começa embaralhando o tempo, ao mostrar um relógio que gira ao contrário e ao revelar um menino que nasce velho, mas vai rejuvenescendo durante a vida. Tecnicamente impecável, o filme é uma fábula sobre as interferências do tempo em nossas vidas e obrigatoriamente nos faz repensar a perspectiva linear da existência, que ensina que nascemos jovens e morremos, se possível, velhos. Nem o amor – ou somente ele – é capaz de redimensionar as engrenagens que nos movem em direção ao outro, ou mesmo nos afastam dele. Belo, sensível, comovente. Um curioso caso de como o cinema pode ser, ao mesmo tempo, instigante e delicado.

786 - CASEI COM UM MONSTRO DO ESPAÇO SIDERAL


CASEI COM UM MONSTRO DO ESPAÇO SIDERAL (I MARRIED A MONSTER FROM OUTER SPACE, USA 1958) – ficção dirigida por Gene Fowler Jr, mas bem que poderia ter sido por Ed Wood. Como era de hábito nos filmes desta época, seres do espaço chegam a Terra e tomam o lugar dos humanos. O primeiro a cair nessa é um sujeito que está prestes a casar, como já sugere o inacreditável título do filme. No geral, é uma produção bem mais decente do que outras do gênero, chegando até a aprofundar a indicação que a noiva do título começava a se apaixonar pelo alienígena que havia tomado o lugar do noivo, esquecendo-se do original. Um dos meus favoritos.

785 - A LENDA DO TESOURO PERDIDO – O LIVRO DOS SEGREDOS


A LENDA DO TESOURO PERDIDO – O LIVRO DOS SEGREDOS (NATIONAL TREASURE: BOOK OF SECRETS, USA 2007) – é incrível como o talentoso Nicolas Cage é capaz de fazer filmes medíocres, ainda mais um tão pedestre como esse A Lenda do Tesouro Perdido – O Livro dos Segredos. Se foi uma tentativa de homenagear Indiana Jones, pobre do homenageado, que não merecia um roteiro tão ruim. Além do mais, é de um ufanismo à toda prova e totalmente injustificável: tudo se remete à história dos Estados Unidos, numa trama que inexplicavelmente atribui a autoria do assassinato de Lincoln ao bisavô de Ben Gates (Cage). Aí, o que se vê é um torvelinho de absurdas passagens secretas na Casa Branca, sequências de ação freneticamente editadas e uma cidade de ouro descoberta dentro do Monte Rushmore. São 124 soporíferos minutos agravados pelo excesso de péssimos efeitos de computador. O elenco, desperdiçado, é de primeira grandeza: Helen Mirren, Ed Harris, Harvey Keitel e a bela Diane Kruger. A direção é de Jon Turteltaub, culpado também pelo filme que deu seqüência a este.

domingo, 31 de maio de 2009

784 - O SUSPEITO


O SUSPEITO (RENDITION, USA 2007) – de David Hood. Depois de um ataque terrorista no Egito que mata um funcionário do governo americano, um egípcio casado com uma americana é impedido de entrar nos Estados Unidos, sob suspeita de estar envolvido com o fato. Ele é levado para uma prisão, onde é cruelmente torturado, sem direito a um advogado, por ordem de Corinne Whitman (Meryl Streep), poderosa autoridade em Washington. No meio disso tudo, Douglas Freeman (Jake Gyllenhaal, 19 de dezembro de 1980), também do governo americano, acompanha todo o sofrimento do suspeito, até desconfiar de que há alguma coisa errada. Muito bom, do começo ao fim, especialmente pelas excelentes atuações de Gyllenhaal e do israelense Yigal Naor, que trabalhou em Munich, de Spielberg. Meryl Streep faz o papel com a competência de sempre, mas acaba lembrando a Miranda Priestly, de O Diabo Veste Prada. Mas ela só pode ter uma nota: 10! Quem já viu o Expresso da Meia-Noite vai ficar impressionado.

783 - PARANÓIA


PARANÓIA (DISTURBIA, USA 2007) – thriller de suspense com Shia LaBeouf (11 de junho de 1986) que presta uma homenagem ao genial Janela Indiscreta, de Hitchcock. Kale (LaBeouf) cumpre pena domiciliar por ter agredido seu professor de espanhol. Sem nada para fazer, acaba por espiar o vizinho, Mr Turner (David Morse) e logo o relaciona ao misterioso assassinato de uma mulher. Com a ajuda de um amigo e de uma bela vizinha, ele tenta de todas as formas provar que Turner é culpado por uma série de mortes. Tudo muito previsível, mas vale a pena ver

782 - CLIENTE MORTO NÃO PAGA


CLIENTE MORTO NÃO PAGA (DEAD MEN DON’T WEAR PLEAD, USA 1982) – de Carl Reiner. Paródia engraçadíssima dos filmes noir, com antigos personagens famosos deste tipo de produção contracenando com um impagável Steve Martin (14 de agosto de 1945) no papel de um detetive, Rigby Reardon, que tem como seu assessor ninguém menos que Philip Marlowe (Humphrey Bogart 25 de dezembro de 1899 – 14 de janeiro de 1957). Reiner faz um trabalho de mestre, aproveitando magistralmente os recursos técnicos da época para inserir as cenas de filmes antigos no roteiro da história. Se fosse feito hoje, o filme poderia ser estragado pelo excesso de CGI e “morphing” que já arruinou os por si só péssimos “A Liga Estraordinária” e “Van Helsing”. As cenas com Ray Milland e Bogart são memoráveis. Atenção para a bela Rachel Ward como a mulher fatal que seduz Readon.

sábado, 30 de maio de 2009

781 - ESTÔMAGO


ESTÔMAGO (BRASIL/ITÁLIA, 2008) – de Marcos Jorge. Presos pelo estômago. De fato, o filme merece a fama que adquiriu: é finíssima iguaria da culinária cinematográfica paranaense, com sabor de quero mais. O cozinheiro nordestino Raimundo Nonato (João Miguel, a cara de Luiz Gustavo, quando jovem), ao chegar na cidade grande, se torna um grande mestre de cozinha, se apaixona pela prostituta Iria (Fabiúla Nascimento, uma delícia) e acaba na cadeia, onde seu talento culinário trar-lhe-á um poder inesperado. Engraçado, trágico, emocionante – a receita certa para um bom filme.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

780 - AMARGO REGRESSO


AMARGO REGRESSO (COMING HOME, USA 1978) – de Hal Ashby, do magnífico Muito Além do Jardim. Enquanto o marido (Bruce Dern) vai para a guerra do Vietnã, Sally (Jane Fonda) se apaixona por Luke (Jon Voight), um soldado que voltou paraplégico do mesmo conflito. Jane e Jon fazem um belo casal – ambos estão jovens e lindos no filme. Entende-se perfeitamente porque Jane está na história – Amargo Regresso é uma crítica ácida à guerra do Vietnã, que acaba se estendendo também a todas as guerras e, vale lembrar, Jane sempre esteve engajada nesta luta. Pena que Voight atualmente seja um desses direitistas aderentes à filosofia burra de Bush, que defendem a invasão do Iraque. Acabou ficando conhecido apenas como o pai de Angelina Jolie, o que não é pouco e injusto para ele, que é imerecedor da honraria. Seu personagem, Luke, faz um libelo contra a guerra, na última cena do filme. Excelente trilha sonora, dos Beatles aos Rolling Stones. E, claro, tem Jane Fonda, linda

domingo, 24 de maio de 2009

779 - OLHE QUEM ESTÁ FALANDO


OLHE QUEM ESTÁ FALANDO (LOOK WHO’S TALKING, USA 1989) – ainda dá um imenso prazer de assistir a Kirstie Alley e John Travolta contracenando esta história de uma mãe solteira que se envolve com um taxista gente-boa, enquanto o bebê observa o mundo com a voz de Bruce Willis. Kirstie está lindíssima e a química com Travolta funciona que é uma beleza, especialmente nas cenas de aproximação entre os dois. Ele está à vontade no papel, lembrando, inclusive cenas de Os Embalos de Sábado à Noite.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

778 - À PROCURA DE VINGANÇA


À PROCURA DA VINGANÇA (SERAPHIM FALLS, USA 2006) – de David Von Ancken. No final da Guerra Civil Americana, um homem sequioso de vingança (Liam Neeson, 7 de junho de 1952)persegue um ex-militar (Pierce Brosnan, 16 de maio de 1953) com quem tem contas a acertar. Paisagens lindíssimas, assim como a fotografia totalmente equilibrada, ajudam a história se desenrolar com interesse. Atenção para a entrada de Angélica Huston, já no final da história, numa cena inusitada em pleno deserto, dirigindo uma carroça em cuja parte de trás lê-se o nome de seu personagem, remetendo a uma das denominações do diabo. Há várias referências históricas como, por exemplo, o nome do personagem de Brosnan (Gideon) e de Wes Studi (Charon, “Caronte”, em português, o tal que conduziu a barca para o inferno). Grande filme.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

777 - ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE VOCÊ ESTÁ MORTO


ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE VOCÊ ESTÁ MORTO (BEFORE THE DEVIL KNOWS YOU’RE DEAD, USA 2007) – de Sidney Lumet. Dois irmãos, Hank e Andy (Ethan Hawke e Philip Seymour Hoffman) tramam o assalto à joalheria de seus pais, visando lesar a companhia de seguros, mas uma série de acontecimentos leva a situações inesperadas, até o final dramático. A narrativa não-linear explora os diversos pontos de vista dos personagens. Albert Finney faz o pai dos irmãos com uma tensão magnética que acaba roubando a cena. Marisa Tomei, numa explosiva e sensual atuação, é Gina, esposa de Andy, mas que tem um caso com Hank. O título vem de um brinde irlandês: “Que você possa ter comida, roupa e quarenta anos no céu, antes que o diabo saiba que você está morto”.

776 - O ENIGMA DE OUTRO MUNDO


O ENIGMA DE OUTRO MUNDO (THE THING, USA 1982) – de John Carpenter. Cientistas, numa estação científica na Antártida, têm que enfrentar uma criatura alienígena que assume a forma de tudo o que mata. Mesmo depois de tanto tempo, o filme ainda funciona como thriller de terror, que quatro anos mais tarde, em Aliens, de James Cameron, atingiria o seu auge. Bons efeitos especiais, todos mecânicos, perfeitamente ajustados ao roteiro de Bill Lancaster. Kurt Russel (17 de maio de 1951) é o protagonista. Refilmagem de The Thing from Another World (1951). Uma curiosidade: a escolha do nome de dois personagens do filme, Mac e Windows, foi acidental.

domingo, 12 de abril de 2009

775 - IRINA PALM


IRINA PALM (INGLATERRA, 2007) - Marianne Faithfull, musa dos anos 1960 e ex-namorada do Rolling Stone Mick Jagger, estrela "Irina Palm", drama que competiu no Festival de Berlim em 2007. Escrito e dirigido por Sam Garbarski ("O tango dos Rashevsky"), "Irina Palm" acompanha a história de Maggie (Marianne Faithfull), uma viúva sessentona que já vendeu até a própria casa para financiar o tratamento de saúde do único neto, Olly (Corey Burke). Todo o dinheiro dos pais da criança, Tom (Kevin Bishop), filho de Maggie, e Sarah (Siobhan Hewlett), é gasto na mesma finalidade. Mas, por algum motivo, o menino não melhora. Uma nova esperança surge num tratamento experimental na Austrália. A avó quebra a cabeça para descobrir como arranjar dinheiro para as caras despesas dessa viagem. Quando procura emprego, pesam contra ela a idade e a falta de experiência profissional da senhora, que foi apenas dona-de-casa e mãe a vida inteira. Tais características não a impedem de conseguir um emprego muito bem-pago num lugar onde não se fazem muitas perguntas, a boate Sex World, dirigida por Mikky (Miki Manojlovic, ator de vários filmes de Emir Kusturica, como "Underground -- Mentiras de guerra"). As mãos macias de Maggie, que adota o pseudônimo de Irina Palm, começam a render-lhe algumas centenas de libras por semana. Entretanto, ela não pode dizer a ninguém, muito menos ao próprio filho ou às amigas, o que anda fazendo em vez de participar das conversas do chá da tarde. Quando se descobre a origem do dinheiro que ela ganha, todo o peso do preconceito contra a tarefa sexual que ela exerce cai sobre seus ombros. Mas é nesse momento também que a personagem de Maggie cresce em dimensão humana. E seu patrão, Mikky, mostra um comportamento surpreendente, que leva a história a caminhos não tão previsíveis. Dica valiosa do Miranda.

sábado, 11 de abril de 2009

774 - GRAN TORINO


GRAN TORINO (USA, 2008) – de Clint Eastwood. Walt Kowalski (Eastwood, 31 de maio de 1930), veterano da Guerra da Coréia, operário aposentado da Ford e um poço de racismo, mostra-se, desde a primeira cena, como um sujeito irascível que rosna e cospe sempre que algo o desagrada. E várias coisas o fazem: os netos egoístas, os filhos gordos e consumistas, o padre que tenta reaproximá-lo da igreja atendendo ao último pedido de sua mulher e os vizinhos asiáticos do bairro de Detroit, onde ele, agora viúvo, mora sozinho com um cão e sua grande paixão, um Ford Gran Torino que Walt ajudou a montar na fábrica. É exatamente aí, ao se deparar com a flébil pele que separa a realidade de seus fantasmas, que Kowalsji se convence da real dimensão de sua solidão. Essa dimensão de exílio existencial começa a se romper quando Thao, um adolescente oriental que mora na casa ao lado, tenta roubar seu carro, por pressão de uma gangue da mesma etnia. Ele o surpreende na garagem, de rifle em punho. Thao foge, e Walt, surpreendentemente, acaba se tornando um herói involuntário para a família do jovem que, em gestos simples e sinceros como convidá-lo para festas e deixar presentes em sua porta, dedica a ele o que seus próprios filhos e netos são incapazes de oferecer: respeito e carinho. Ou seja, os asiáticos, a quem dedica profundo desprezo, cujas raízes estão nos horrores da guerra que tanto o marcou, são os que lhe vêem com respeito e admiração. Estes dois ingredientes formam a base da relação paternal que Walt passa a ter com Thao e com a irmã deste, Sue. O menino, então, se revela trabalhador, educado e ávido por informações que o façam crescer. Torna-se sobremodo pertinaz ressaltar a interpretação magnífica de Eastwood: seu personagem é de uma coerência rígida, um homem agressivo e atrelado visceralmente aos valores em que acredita. É aí que se tangenciam as histórias do veterano de guerra e dos vizinhos hmong: ambos têm valores tradicionais de que não abrem mão e são constantemente desafiados pelas circunstâncias sociais. O turning point da história são os trágicos acontecimentos que se abatem sobre Thao e Sue e, por um momento, tem-se a impressão de que Eastwood não hesitará em reviver Dirty Harry Callahan, o policial linha-dura que o colocou entre os astros de todos os tempos do cinema, e que Walt emula com laivos burlescos. A decisão que seu personagem toma é, em certo modo, um epítome de suas conclusões em relação à violência e uma forma de convidar seus novos amigos a ter uma participação digna num país estrangeiro que, ao mesmo tempo em que os acolhe, os repudia. Gran Torino é uma obra-prima de sensibilidade, cuja maior lição, entre muitas, é mostrar que o passar do tempo não é um empecilho à mudança e que nunca é tarde para vivenciarmos as grandes descobertas da vida, aquelas que verdadeiramente nos fazem humanos de verdade.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

773 - DRACULA


DRÁCULA (DRACULA, USA 1979) – de John Badham. Esta versão com Frank Langella (01 de janeiro de 1938), no papel do conde, e com Laurence Olivier (22 de maio de 1907 – 11 de julho de 1989) como o Professor Van Helsing já virou um clássico do cinema de horror, justamente porque foi uma adpatação de uma peça homônima estrelada pelo próprio Langella na Broadway. Além deles, Donald Pleasence compõe o elenco como o Dr. Jack Seward, chefe do manicômio de Londres. A música de John Williams tem os mesmo violinos do filme de Coppola.

772 - ENCURRALADOS


ENCURRALADOS (BUTTERFLY ON A WHEEL, USA 2007) – de Mike Barker. Convenhamos, o roteiro não é um primor de originalidade: uma pacata e feliz família norte-americana é completamente devastada quando a filha pequena é sequestrada por um homem que tem todo o controle da situação. No entanto, o filme funciona, principalmente por causa de Pierce Brosnan (16 de maio de 1953), num inesperado papel de homem mau, exatamente o sequestrador. O casal, ora feliz, é composto da bela Maria Bello (18 de abril de 1967) e de Gerard Butler (13 de novembro de 1969), de 300. O que parece ser um filme previsível, acaba revelando algumas surpresas. O título em inglês vem do ditado “Who breaks a butterfly upon a wheel?”, usado quando se faz um grande esforço para alcançar algum objetivo mínimo. Vale a pena

771 - CLÃ DAS ADAGAS VOADORAS


CLÃ DAS ADAGAS VOADORAS (SHI MIAN MAI FU, CHINA/HONG KONG 2004) – de Zhang Yimou. A primeira faz chun... Assim como HERÓI, do mesmo diretor, CAV é uma sinfonia de imagens poéticas. O enredo é simples: um guerreiro romântico ajuda uma prisioneira cega a fugir e se reencontrar com seus companheiros, que formam o Clã das Adagas Voadoras. Nesta fuga, eles são perseguidos pelos soldados e têm que lutar para sobreviver numa floresta. HERÓI e O CLÃ DAS ADAGAS VOADORAS são filmes opostos e paradoxalmente complementares. Talvez a melhor explicação para tal fato seja o conceito oriental de Yin e Yang, que simbolizam os opostos (luz/trevas, feminino/masculino, lua/sol,etc.), mas que prega que nem tudo é completamente Yin e nem tudo é completamente Yang, e que não há como existir um sem o outro, estando esses opostos em complementaridade. È neste sentido que os dois filmes de Yimou se encaixam um no outro. O CLÃ DAS ADAGAS VOADORAS é um excelente filme. Com personagens fortes e carismáticas, atuações excepcionais, seqüências bem feitas e belas de se ver, fotografia e figurinos exuberantes. A seqüência final, em especial, uma explícita homenagem aos filmes de samurai do mestre Kurosawa, é particularmente marcante, dada principalmente a seu forte apelo dramático. Roger deve ter gostado.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

770 - A MÁSCARA DA TRAIÇÃO


A MÁSCARA DA TRAIÇÃO (BRASIL, 1969) – Janete Clair na tela grande. Este é um daqueles filmes que só foram possíveis porque a década de 60 se permitiu a toda e qualquer imitação daquilo que se considerava sucesso. Pois bem, “A Máscara da Traição” é uma mistura de filmes policiais com tramas rocambolescas de telenovelas, não fosse a presença de Tarcísio Meira, Glória Menezes e Cláudio Marzo encabeçando a história de um roubo da renda de um jogo no Maracanã. César (Marzo), contador da Suderj, é despedido por seu chefe autoritário, Carlos (Tarcísio Meira), ao mesmo tempo em que começa um romance com a esposa deste (Glória Menezes). Para incriminá-lo pelo roubo da renda do jogo, César se faz passar por ele, usando uma máscara de borracha. Tosco e curioso, vale como registro do cinema nacional.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

769 - SENHORES DO CRIME


SENHORES DO CRIME (EASTERN PROMISSES, USA 2007) – de David Cronenberg. Uma adolescente russa dá à luz e morre num hospital em Londres, sob os cuidados de uma enfermeira (Naomi Watts, 28 de setembro de 1968) que, intrigada com um diário que encontra na bolsa da jovem, resolve investigar de onde é sua família. Acaba se envolvendo com um mafioso dono de um restaurante, cujo filho desajustado (Vincent Cassel, soberbo) vive vigiado pelo motorista (Viggo Mortensen, 20 de outubro de 1958, excelente). O filme trata da velha dicotomia entre o bem e o mal e, além disso, lança um olhar benigno sobre a suposta indelével capacidade humana de manter a ética mesmo nas situações mais difíceis. De fato, Cronenberg consegue mostrar isso no filme, sem ser sentimentalista. O personagem de Mortensen parece ser a representação desta possibilidade de remissão. É interessante a forma com que o diretor consegue ir desvendando as facetas dos personagens pouco a pouco.

terça-feira, 31 de março de 2009

768 - JORNADA NAS ESTRELAS, SEXTA TEMPORADA, DISCO 2


JORNADA NAS ESTRELAS, SEXTA TEMPORADA, DISCO 2 – há dois episódios legais: “Segunda infância”, no qual Picard, Ro e Guinan são transformados em crianças de 12 anos de idade, durante um mal funcionamento do transporte da Enterprise; e “Por um punhado de Datas”, sobre uma aventura no holodeck com Worf e seu filho Alexander.

767 - JORNADA NAS ESTRELAS, A NOVA GERAÇÃO, SEXTA TEMPORADA, DISCO 1


JORNADA NAS ESTRELAS, SEXTA TEMPORADA, DISCO 1 – dos quatro episódios, o mais interessante é o quarto, “Relíquias”, no qual a tripulação da Enterprise descobre Scotty (James Doohan, 03 de março de 1920 – 20 de julho de 2005), o engenheiro-chefe do Capitão Kirk. Scotty relembra os velhos tempos com Kirk e faz comparações com os avanços tecnológicos da Enterprise atual.

quinta-feira, 26 de março de 2009

766 - COISAS QUE PERDEMOS PELO CAMINHO


coisas que perdemos pelo caminho (things we lost in the fire, usa 2007) – drama com Hale Berry e Benicio Del Toro. Depois da morte de Bryan (David Duchovny), sua viúva, Aldrey (Berry, 14 de agosto de 1966), passa a conviver com o melhor amigo dele (De Toro, 19 de fevereiro de 1967, Porto Rico), cujo estilo de vida desregrado, totalmente diferente de Dan, provoca profundas modificações na vida da família que, assim, aprende a conviver melhor com a perda. História um pouco arrastada demais que acaba prejudicando a atuação de Hale Berry, mas que dá chance a Del Toro mostrar razoáveis recursos dramáticos. O título, em português, foi o que me chamou a atenção para o filme, embora o em inglês faça mais sentido depois que se conhece a história. Direção de Susane Bier.

quarta-feira, 25 de março de 2009

765 - ESPÍRITOS 2


ESPÍRITOS 2 (ALONE, TAILÂNDIA 2006) - Pim mudou-se para Coréia e espera dar início a uma nova vida ao lado de seu marido. Entretanto, a doença de sua mãe faz com que ela tenha de voltar à Tailândia. Lá ela passa a ter estranhas sensações e a ser aterrorizada pelo espírito de sua irmã siamesa, já morta. Apesar do título brasileiro, a única referência deste filme com Espíritos - A Morte Está ao seu Lado (2004) é que ambos tiveram os mesmos diretores. No mais, é aquilo que já se sabe: menininha morta volta do além para dar sustos numa pessoa em quem ninguém acredita. No entanto, este filme mostra um twist que faz valer a pena.

segunda-feira, 9 de março de 2009

764 - O ASSASSINO


O ASSASSINO (BLIND HORIZON, USA 2003) – Frank (Val Kilmer) aparece, no início do filme, ferido à bala e sem memória, perto de uma cidadezinha no interior dos EUA. A única pista é a suspeita que Frank tem de que o presidente dos EUA vai sofrer um atentado quando passar pela cidade. Faye Dunaway tem um papel pequeno. A história não tem muita originalidade. No elenco, Sam Shepard, Neve Campbel e Amy Smart.

domingo, 8 de março de 2009

763 - DE VENTO EM POPA


DE VENTO EM POPA (BRASIL, 1957) – de Carlos Manga. Oscarito e Sonia Mamede estão num navio que chega ao Brasil com Cyl Farney, rapaz rico mandado para o exterior para estudar energia atômica. No entanto, ele só queria saber de música e de abrir uma boate quando chegasse ao Brasil, coisa que contrariaria o desejo de seu pai. Confusões típicas das chanchadas que, neste filme em especial, ganham um molho diferente em função das antológicas cenas de Oscarito, particularmente a que ele interpreta Elvis Presley. Dóris Monteiro faz o par romântico de Farney com surpreendente atuação.

762 - A OUTRA FACE DA RAIVA


A OUTRA FACE DA RAIVA (THE UPSIDE OF ANGER, USA/INGLATERRA, 2005) – Terry (Joan Allen) acabou de ser largada pelo marido e está furiosa. A raiva a vai consumindo lentamente, acompanhada com generosas doses de vodca. Mãe de quatro filhas e sem saber qual rumo tomar na vida, ela acaba se aproximando de Denny (Kevin Costner), outro amigo da garrafa por absoluta falta do que fazer. Unidos a princípio pelo álcool, e depois por empatia, eles acabam descobrindo serem muito mais do que companheiros de carraspana. O final arrumadinho demais quebra um pouco o ineditismo da história, mas vale a pena conferir.

sexta-feira, 6 de março de 2009

761 - AWAKE - A VIDA POR UM FIO


AWAKE, A VIDA POR UM FIO (AWAKE, USA 2007) – quem vê cara não vê coração. Aí está um filme que mexe com o coração da gente: jovem milionário (Hayden Christensen) vai ser operado por seu melhor amigo
(Terrence Howard), na noite em que casa com a namorada (Jéssica Alba), contra a vontade de sua mãe (Lena Olin). Bem, a partir daí, espere o inesperado. Nada de excepcional – apenas um ótimo filme para se ver numa sexta-feira à noite, repleto de sustos, surpresas, reviravoltas e, claro, a beleza de Jéssica Alba. Por outro lado, a história, muito bem engendrada, aponta para várias direções, sendo as mais interessantes, na minha opinião, a influência da dramaturgia de Shakespeare e a abordagem bíblica do personagem principal, Clay, que, em inglês, quer dizer barro, matéria-prima da humanidade, segundo os livros.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

760 - BEE MOVIE - A HISTÓRIA DE UMA ABELHA


BEE MOVIE - A HISTÓRIA DE UMA ABELHA (USA 2007) – de Jerry Seinfeld. Animação sem muita graça que prometia muito antes do lançamento, e acabou decepcionando, mais em função da grife Seinfeld do que do artesanato do produto final. Os 150 milhões de dólares gasto na produção não adiantaram muito. As situações supostamente engraçadas perdem a força quando transportadas para uma trama pouco original: Barry (Seinfeld), um zangão revoltado, desiste de ser um mero operário para viver entre os humanos e combater a exploração do mel.

759 - ANJOS DE CARA SUJA


ANJOS DE CARA SUJA (ANGELS WITH DIRTY FACES, USA 1938) – de Michael Curtiz. Clássico drama contando a história de dois jovens que acabam tendo um futuro distinto: um vira gangster e o outro padre. O gangster, claro, é o papel de James Cagney (17 de julho de 1899 – 30 de março de 1986), e o de padre de Pat O’Brien. Eles se encontram depois de crescidos e as circunstâncias os colocam lados opostos. Humphrey Borgat (25 de dezembro de 1899 – 14 de janeiro de 1957) faz um papel secundário, pois ainda não tinha estourado como astro de primeira grandeza. O final, com Cagney indo para a cadeira elétrica, é clássico.