terça-feira, 31 de agosto de 2010

943 - AUSTIN POWERS E O HOMEM DO MEMBRO DE OURO


AUSTIN POWERS E O HOMEM DO MEMBRO DE OURO (AUSTIN POWERS AND GOLDMEMBER, USA) – depois de 3 anos desde o último confronto entre Austin Powers (Mike Myers) e seu arquiinimigo Dr. Evil (Mike Myers), que fez com que Evil e seu comparsa Mini-Me (Verne Troyer) fossem levados à prisão, a dupla consegue escapar da penitenciária e, juntamente com Goldmember (Mike Myers), elabora mais um arrojado plano de dominação mundial, que envolve uma viagem no tempo e ainda o sequestro de Nigel Powers (Michael Caine), pai de Austin e o mais renomado espião de todos os tempos. Austin também viaja no tempo para deter os planos do trio de vilões, reencontrando em 1975 uma antiga namorada, Foxxy Cleopatra (Beyoncé Knowles), que o ajudará em seus planos. Destaque para a sequência de abertura, com Tom Cruise no papel de Austin.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

942 - ANO UM


ANO UM (YEAR ONE, USA 2009) – de Harold Ramis. A única boa razão para ser assistir a esta produção é a presença da linda Olivia Wilde, como a princesa Inana, incrivelmente magnética quando aparece na tela (é só olhar aí do lado). O resto é mais uma chance para Jack Black repetir o tipo que vem fazendo em diversos filmes: o do gordinho tarado. Pois bem, quando Zed (Jack Black) e Oh (Michael Cera), dois caçadores preguiçosos, são banidos de sua aldeia, eles partem para uma jornada épica pelo mundo antigo, visitando fatos históricos e, claro, arrumando confusões. Há um destaque para Oliver Platt, impagável no papel de um rei tirano, cheio caras e bocas.

941 - AGENTES SECRETOS


AGENTES SECRETOS (FRANÇA, 2006) - O filme está inevitavelmente inserido no gênero suspense, utilizando-se de elementos que preferem a sugestão de um ambiente carregado de constante tensão à apresentação explícita de cenas chocantes, comum em filmes do gênero. O argumento é sucinto: agentes são convocados para uma missão que visa interceptar um comércio de armas que abastece a guerra civil angolana e para isso devem explodir um navio. Apesar de ser uma produção francesa, não passa de um filme norte-americano falado em francês. Os bons atores Mônica Bellucci(Bárbara / Lisa) e Vincent Cassel(Capitão Brisseau) se encarregam de carimbar o filme com o star-system. Eles fisgam o peixe-audiência. É possível, contudo, identificar características peculiares ao cinema francês, como a sutileza dos diálogos e, em outros momentos, a opção pelo não-diálogo, além da relativa simplicidade percebida no conjunto fílmico, aspecto que em nada atrapalha o filme. Monica Bellucci tem o personagem mais complexo (talvez de fato o único complexo) e por essa razão mais interessante, o que contribui para que sua atuação tenha sido a mais verdadeira. A direção de Frédéric Schoendoerffer é pouco ousada e não "aparece" tanto assim no filme, como na leve inclinação do enquadramento na cena da boate. Tamanha é a padronização das possibilidades de câmera no cinema atual, fato que se verifica na maior parte das produções comerciais, que o trabalho de direção poderia ser substituído sem muitos danos por um software desenvolvido para executar as atividades de decupagem de roteiro e organização dos movimentos de câmera. Ao que se propõe - possibilitar o mergulho do espectador nas luzes da tela e envolve-lo com o suspense - Agentes Secretos cumpre seu objetivo, valendo-se para isso de um ritmo cadenciado que se encarrega de criar a atmosfera para o suspense. A iminência de um novo acontecimento está sempre rondando os fatos, tensão que mantém o espectador atento à trama que se desenrola. Um suspense que satisfaz o público atraído pelo gênero, apesar do final chocho e impreciso.

940 - O SENTINELA


SENTINELA (THE SENTINEL, USA 2006) – para quem já fez o papel de presidente dos EUA, no bom Meu Querido Presidente, Michael Douglas desceu um degrau neste filme, ao interpretar um guarda-costas do próprio, que tem na sua ficha o fato de ter sido o agente que, anos antes, havia levado aquele tiro endereçado a Reagan. Bem, este poderia ter sido seu único erro, mas, agora, ele está de caso com a primeira-dama (Kim Bassinger) e tem que provar que não faz parte de um plano para matar o presidente. Enredo frouxo e sem consistência, em que Douglas parece apático, mesmo nas cenas supostamente “calientes” com Bassinger. Kiefer Sutherland também no elenco, e a bela Eva Longoria Parker chama a atenção como sua assistente.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

939 - O PREDADOR 2


O PREDADOR 2 ( predator 2, USA 1990) – de Stephen Hopkins. Claramente inferior ao primeiro Predador, que já não era grande coisa, este aqui traz a criatura alienígena para o centro dos conflitos étnicos de Los Angeles, onde vai enfrentar o tenente Mike Harrigan (Danny Glover), depois que este suspeita que um órgão do governo está observando os movimentos do caçador espacial. Muita violência grátis e um enredo sem consistência ajudam a dar um tom constrangedoramente cômico ao que devia ser supostamente uma abordagem mais séria. Numa das cenas no interior da nave do predador, vê-se o crânio da criatura de Aliens. A cubana Maria Conchita Alonso (29 de junho de 1957) aparece, sem o devido sex-appeal. Bill Paxton faz um papel bobo.

domingo, 22 de agosto de 2010

938 - SEQUESTRO DO METRÔ 123


O SEQUESTRO NO METRÔ 123 (THE TAKING OF PELHAM 123, USA 2009) – de Tony Scott. Neste filme, Denzel Washington estrela como Walter Garber, um controlador de tráfego do metrô da cidade de Nova York, que tem seu dia transformado em caos por um crime audacioso: o sequestro de um dos carros do metrô. John Travolta estrela como Ryder, a mente criminosa, que como líder de uma gangue de bandidos fortemente armados, ameaça executar os passageiros do carro, a menos que um enorme resgate seja pago no prazo de uma hora. Enquanto a tensão aumenta sob seus pés, Garber aplica seu amplo conhecimento do sistema metroviário numa batalha para enganar Ryder e salvar os reféns. Travolta engole um Denzel Washington um tanto perdido no papel. Vale notar o uso homeopático, quase tímido, da violência, ressaltando o perfil psicológico dos personagens.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

937 -O MÁSCARA


O MÁSCARA (THE MASK, USA 1994) – revendo o filme, agora, depois de tantos anos, comprovo que O Máscara é uma diversão da melhor qualidade, com uma história baseada nos cartoons e efeitos especiais excelentes. Jim Carrey faz um dos seus poucos bons papéis e consegue a proeza de ser expressivo (mesmo com as caretas) atrás da máscara verde do herói. Vendo hoje, percebi que há um personagem chamado Dorian, o que nos remete imediatamente à obra de Wilde. Outra coisa que chama a atenção é como Cameron Diaz estava bonita no filme e como está menos atraente hoje em dia. No geral, O Máscara é um grande filme para entreter e explorar a magia da combinação perfeita com as gags das histórias em quadrinhos.

Aqui, a sensacional cena do Cuba Pete: http://www.youtube.com/watch?v=3v4GHqyU8bs

936 - O VAMPIRO DA NOITE


O VAMPIRO DA NOITE (HORROR OF DRACULA, UK 1958) – de Terence Fisher. Obra capital do universo draculiano no cinema, com Christopher Lee no papel que lhe deu fama mundial, juntamente com Peter Cushing, o destemido Dr. Van Helsing. Aliás, Cushing, com seu nariz adunco e expressão minimalista também entra para a história como o mais eficaz matador de vampiros de todos os tempos. Uma curiosidade é a presença de Michael Gough, no papel de Arthur, e que viria, décadas depois, viver o mordomo Alfred, nos filmes de Batman, dirigidos por Tim Burton e Joel Schumacher. A Hammer, produtora deste e de outros filmes do gênero, resolvera, na época, refilmar os clássicos de horror da Universal, produzidos nos anos 30, e adaptou a história de Stoker com algumas licenças: The film takes numerous liberties with the story of Bram Stoker's novel, including (SPOILERS FOLLOW): In the novel Dracula can transform into a bat, a wolf, a horde of rats, and a mist, while in the film he does not have these abilities. Dracula is an old man at the beginning of the story in the novel and becomes younger as he feeds on blood, while in the film he stays the same age throughout. Dracula has only one bride in the film and is killed by Jonathan Harker, while in the novel Dracula has three brides and they are killed by Van Helsing. In the film Mina is Arthur's wife and Lucy is Arthur's sister and Jonathan's fiance, while in the novel Mina is Jonathan's fiance and unrelated to Arthur, and Lucy is Arthur's fiance. Dr. Seward, a major character in the novel, appears only briefly in the film. Dracula is killed in the film by Van Helsing, who exposes him to sunlight, while in the novel Dracula is killed by Jonathan Harker and Quincey Morris (a character not included in the film), who cut his throat and impale his heart simultaneously with knives. Sunlight is lethal to vampires in the film, while in the novel it merely reduces their supernatural powers. In the novel Jonathan Harker visits Dracula's castle to sell him real estate, unaware that he is a vampire, while in the film he visits Dracula's castle with the knowledge of his vampire nature and the intention to kill him, posing as a librarian. In the novel Jonathan Harker survives the events of the story, while in the film he is turned into a vampire and killed by Van Helsing. In the novel Dracula's castle is in Transylvania and Jonathan, Mina, Lucy, and Arthur live in England, while in the film Dracula's castle is in Klausenburg and only a short distance from the city in which Jonathan, Mina, Lucy, and Arthur live. In the novel Dracula hides in England in Carfax Abbey, a property he purchased from Jonathan Harker, while in the film he hides in the cellar of Arthur's home. In the novel he transports a large number of crates of his native soil to England via ship, and in the film transports only a single coffin filled with his native soil to Arthur's home via carriage.
Este é o primeiro filme colorido com o conde Drácula e o primeiro protagonizado pelo ator inglês Christopher Lee, que, durante os anos 60 e 70 encarnaria o personagem mais sete vezes —um recorde. O filme se baseia vagamente no livro de Stoker, e a direção de arte parece mais interessada em produzir manchas de sangue, cenários e roupas extremamente coloridos do que em fazer uma reconstrução plausível do século 19. Este é um dos títulos mais famosos dos estúdios Hammer, empresa inglesa de horror responsável por criar um estilo próprio de produções baratas porém visualmente atraentes e com bons atores. O maior destaque do filme são as atuações de Peter Cushing, como o doutor Van Helsing, e de Lee, como um sanguinário implacável, de olhos vermelhos. Se em "Nosferatu" o vampirirsmo é uma metáfora da peste, neste filme ele é comparado a um vício e tratado medicamente, com direito a uma transfusão de sangue caseira. O Van Helsing de Cushing é provavelmente o médico mais heterodoxo do mundo. Depois da transfusão, aconselha a seu aparvalhado paciente: "Tome uma taça de vinho". Outros filmes da Hammer com Lee se seguiram, mas nenhum se compara a este primeiro. "O Conde Drácula" ("Scars of Dracula", 1970) ainda chega a ser interessante por misturar elementos eróticos (e involuntariamente cômicos) que fazem com que se pareça a uma pornochanchada.

Veja o topete despenteado de Christopher Lee: http://www.youtube.com/watch?v=_ICNmswcK0I

domingo, 15 de agosto de 2010

935 - MONSTROS VS ALIENÍGENAS


MONSTROS VS. ALIENÍGENAS (USA, 2009) – a DreamWorks quis dar um afago às mulheres, quando pôs uma no protagonismo desta que é a primeira animação inteiramente em 3-D. No caso, a mocinha é Susan Murphy (voz de Reese Witherspoon), que se transforma em uma gigante, após a queda de um meteoro bem na véspera de seu casamento. Capturada pelo governo, ela vai para uma instalação secreta, onde são mantidos monstros coletados pelas autoridades nos últimos 50 anos: um anfíbio de 20 mil anos, um inseto gigante transformado por radiação, um monstro gelatinoso indestrutível e uma barata superinteligente. Eles se juntam para combater uma invasão alienígena, tirando um sarro com antigos filmes de ficção científica. Atenção para a engraçadíssima performance do presidente dos EUA.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

934 - BAGUNCEIRO ARRUMADINHO


BAGUNCEIRO ARRUMADINHO (DISORDELY ORDELY, USA 1964) - Jerome Littlefield (Jerry Lewis) é um jovem com excelente coração, que trabalha como atendente em um hospital. Entretanto, Jerome não consegue estudar Medicina, pois é afetado por todos os males que atingem os pacientes. Com esse pingo de argumento, o diretor Frank Tashlin fez uma pequena obra-prima da comédia americana da década de 60. Lewis está no seu auge, sem caretas em excesso e calibrando o personagem com a mistura exata de doçura, ingenuidade e pastelão. É hilária e memorável a cena em que insiste em escovar os dentes de um paciente idoso, só percebendo depois que a dentadura do coitado estava num copo à cabeceira da cama. Outra atração é Alice Pierce, que faz a paciente falastrona, que vive se queixando de suas dores nos rins e fazendo Jerome se contorcer por causa de sua empatia. Ela foi também a engraçadíssima Sra. Kravitz, a vizinha fofoqueira de A Feiticeira. Um clássico.

Delicie-se com a cena da escovação de dentes: http://www.youtube.com/watch?v=v7R0V2UQyEU

quarta-feira, 28 de julho de 2010

933 - TEMPOS DE PAZ


TEMPOS DE PAZ (BRASIL, 2009) – a adaptação da peça de Bosco Brasil para a tela grande funciona, sobretudo, na força do diálogo entre seus dois protagonistas, Dan Stulbach e Tony Ramos. De resto, fica mesmo a sensação desconfortável de assistir teatro filmado. Contudo, a força da história do imigrante polonês que vem para o Brasil exatamente num período pós guerra, no qual as autoridades ainda não sabem como lidar com as novas diretrizes em tempos de paz, é capaz de manter o interesse do expectador até o fim.Segismundo, interrogador alfandegário e ex-torturador da polícia política de Getúlio Vargas, com o ex-ator polonês Clausewitz, confundido com um nazista fugitivo, se desenrola na sala de imigração do porto do Rio de Janeiro. Tudo porque o fim da Guerra, por ironia do destino, é o que tira a paz de Segismundo. Ele teme a vingança de seus ex-prisioneiros. E hoje chefe da imigração na Alfândega do Rio de Janeiro, Segismundo é quem decide quem entra ou não no país. Clausewitz terá que usar todo o seu talento de ator para provar que não é um seguidor de Hitler. O filme retrata um período crítico da história brasileira e fala do maniqueísmo e da luta pela vida.

Veja o monólogo de Segismundo: http://www.youtube.com/watch?v=v7R0V2UQyEU

terça-feira, 27 de julho de 2010

932 - JEAN CHARLES


JEAN CHARLES (BRASIL, 2009) – “Jean Charles” é baseado no mundialmente conhecido caso do brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado no metrô de Londres por agentes do serviço secreto britânico em julho de 2005, ao ser confundido com um terrorista. O filme revela os últimos meses da vida do eletricista mineiro, a partir da chegada a Londres de sua prima Vivian, que vai morar com ele e os primos Alex e Patrícia. A trágica morte de Jean Charles abala seus primos, que precisam reconstruir suas vidas após a dolorosa perda, em meio à luta por justiça. O filme não é tão elucidativo como propagaram. Claro que Selton Melo tem atuação destacada, como sempre acontece, mas seu personagem, por si, não traduz tanta carga dramática a ponto de torná-lo uma figura interessante, a não ser para o noticiário policial. Boa atuação contida de Vanessa Giácomo (Vivian). Quem tem o melhor papel, entretanto, é Luiz Miranda (Alex).

terça-feira, 20 de julho de 2010

931 - ARRASTE-ME PARA O INFERNO


ARRASTE-ME PARA O INFERNO (DRAG ME TO HELL, USA 2009) – de Sam Raimi. Na mão de um diretor tarimbado como Raimi, esta história de terror indecente, despudorado e manipulador de clichês atinge plenamente o seu objetivo de dar sustos na platéia, enquanto passa a mensagem subliminar para que não levem muito a sério o que veem. O filme conta a história de uma bancária (Alison Lohman) que, no afã de receber uma promoção, nega um empréstimo a uma velha sinistra (Lorna Raver). Como resultado, recebe uma maldição: será perseguida por um espírito do mal, na forma de uma cabra. É a ironia a serviço da diversão.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

930 - METEORO


METEORO (METEOR, USA 1979) – como era comum na década de 70, os produtores achavam que era só escalar um elenco famosíssimo para garantir o sucesso de um filme. O tempo mostrou que estavam completamente errados. Meteoro é um exemplo clássico disso. Afinal, quem não ficaria interessado num filme com Sean Connery (25 de agosto de 1930), Natalie Wood (20 de julho de 1938 – 29 de novembro de 1981), Karl Malden (22 de março de 1912 – 01 de julho de 2009), Marin Landau (20 de junho de 1928) e Henry Fonda (16 de maio de 1905 – 12 de agosto de 1982)? Pois é, mas Meteoro é mesmo um desastre muito além do roteiro, que coloca a Terra em perigo, quando um imenso meteoro se aproxima em rota de colisão. Estados Unidos e Rússia se juntam para lançar seus mísseis atômicos de suas bases orbitais. Connery é um cientista que intermédia tudo isso e ainda flerta com Natalie Wood, intérprete do premier russo. Malden é o assessor boa-praça do presidente (Henry Fonda), que tem que aturar um militar colérico que acha que toda a situação pode ser contornada sem maiores transtornos. Este papel ridículo ficou com o talentoso Martin Landau, o que é lamentável. Tudo é ruim, dos efeitos toscos, mesmo para a época, passando pelas atuações, até os diálogos. He momentos em que a história parece um convite irresistível ao sono. O grande desastre preconizado no filme acaba sendo o irreparável desperdício de talento destes grandes atores.

Veja a ena da colisão do meteoro em Nova York: http://www.youtube.com/watch?v=6GMAq43mh8w

sábado, 17 de julho de 2010

929 - O HOMEM COM OLHOS DE RAIO X


O HOMEM COM OLHOS DE RAIOS-X (THE MAN WITH X-RAY EYES, USA 1963) – de Roger Corman. Mórbida, mas genial, atuação de Reginald Alfred John Truscott-Jones (1905 – 1986), mais conhecido como Ray Milland, no papel do Dr. James Xavier, cujas pesquisas levam à criação de um colírio capaz de lhe conceder visão de raio-x. Gradativamente, seus poderes comprometem sua sanidade mental, mais ou menos na mesma forma de O Homem Invisível. A sequência da festa na qual Xavier vê os convidados sem roupa é um dos momentos clássicos do cinema. Enquanto a maioria do elenco era relativamente desconhecida, Don Rickles se destaca com um papel inesperadamente dramático. Um clássico do cinema de ficção científica da época que, mesmo com sérias restrições orçamentárias, acabou se tornando um sucesso, especialmente pela narração de Milland e pelo bizarro ponto de vista do protagonista. O roteiro de Robert Dillon e Ray Russel, repleto de reflexões epistemológicas é o grande trunfo deste projeto de Corman, rodado ao custo de US$250 mil.

Se seus olhos são normais, veja: http://www.youtube.com/watch?v=Z3S_yap6428

segunda-feira, 12 de julho de 2010

928 - INDEPENDENCE DAY


INDEPENDENCE DAY (USA, 1996) – de Roland Emmerich. Já revi este filme algumas vezes e cada vez o acho pior. A coisa se resume apenas em propaganda americana, acentuando o maniqueísmo de outras produções. Bill Pullman está ridículo como presidente dos EUA, e a cena em que Will Smith dá um soco num alienígena, dentro de caça que acabou de cair, é, no mínimo risível. Claro que o filme perde muito, nas suas cenas de ação, se visto na tela pequena. Diálogos bobos e situações que em nada contribuem, como o ciúme que o personagem de Jeff Goldblum sente da sua esposa com o presidente. Há uma versão com cenas adicionais no DVD.

domingo, 11 de julho de 2010

927 - THIS IS IT!


THIS IS IT! (USA, 2009) – este documentário sobre os ensaios daquela que iria ser a última turnê de Michael Jackson emociona os fãs, mas deixa na dúvida se o astro estaria mesmo em condições de enfrentar a maratona de 50 shows programados para, na realidade, sanear suas dívidas astronômicas também. Confesso que não me convenci de que ele estaria mesmo apto a enfrentar os esforços físicos e vocais que tal empreitada exigiria. Há boas cenas de coreografia e entrevistas com a equipe de produção.

sábado, 10 de julho de 2010

926 - INTRIGA DE ESTADO


INTRIGA DE ESTADO (STATE OF PLAY, USA 2009) – de Kevin MacDonald. Uma equipe de repórteres investigativos (Russel Crowe e Rachel McAdams) tenta descobrir o que está atrás do assassinato da amante de um congressista (Ben Affleck, péssimo, como sempre). A trama é magnética, embora sem muita originalidade. A história também aborda, levemente, as novas diretrizes da migração da mídia impressa para a plataforma virtual.A excelente Hellen Mirren (26 de julho de 1945) faz a editora poderosa do jornal onde Crowe trabalha. Jeff Daniels (19 de fevereiro de 1955) tem um papel pequeno, aquém de seu talento. A bela Robin Wright Penn continua um encanto no vídeo, juntamente com Rachel McAdams.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

925 - CAMPO DOS SONHOS


CAMPO DOS SONHOS (FIELD OF DREAMS, USA 1989) – de Phil Alden Robinson. O filme é uma homenagem aos que ainda são capazes de sonhar. Ray Kinsella (Kevin Costner) ouve uma voz misteriosa que o manda construir um campo de beisebal em sua fazenda. A partir daí, ele passa a ter uma série de reencontros com ídolos do seu passado, incluindo um escritor recluso, Terrence Mann (James Earl Jones). O filme não envelheceu e continua sendo uma delicada fábula contemporânea sobre a esperança e os sonhos. É emocionante a participação de Burt Lancaster.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

924 - NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI


NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI (BRASIL, 2007) – de Claúdio Manoel. Documentário que reavalia a importância artística do cantor Wilson Simonal e procura jogar luzes sobre o episódio que lhe deu a fama de colaborador do Dops, a polícia política da ditadura. Uma das melhores cenas do filme é o maravilhoso dueto com Sarah Vaughan, juntamente com um depoimento precioso do meu saudoso Arthur da Távola. Boas imagens da televisão da década de 60.

domingo, 6 de junho de 2010

923 - MINHA AMADA IMORTAL


MINHA AMADA IMORTAL (IMMORTAL BELOVED, USA 1994) – de Bernard Rose. Ao morrer, Beethoven deixa uma carta para uma mulher misteriosa, que ele diz ser o grande amor de sua vida. Seu secretário, Schindler (Jeroen Krabbé), passa, então, a procurar essa mulher, a fim de satisfazer o último pedido do seu grande amigo que, em suas próprias palavras, “havia nos dado tanto em vida”. A grande atração do filme é a atuação estupenda de Gary Oldman, como Beethoven, intensa, visceral e emocionante. No elenco, a bela Isabella Rossellini e Valeria Golino.

922 - O AMANTE


O AMANTE (THE OTHER MAN, USA 2008) – acho que o ótimo Liam Neeson desperdiçou uma ótima chance de ficar em casa, sem se expor num filme que em nada contribui à sua exitosa carreira. Viúvo, descobre que a mulher (a excelente Laura Linney) mantinha um romance com um homem (Antonio Banderas), na Itália. Passa, então, a tentar descobrir sua identidade. Não consegui entender as razões pelas quais ele se lança neste esforço. Há algumas surpresas – poucas, porém – na segunda parte do filme, mas nada que justifique ver de novo.

sábado, 5 de junho de 2010

921 - DRACULA


DRACULA (DRACULA, USA 1931) – de Tod Browning. Revendo o filme, percebo que ele é feito de algumas sutilezas que me passaram despercebidas das outras vezes. Como convinha à época, não há cenas violentas, e o máximo de sangue que se vê é uma simples gota que escorre do dedo de Reinfeld (Dwight Frye, 22 de fevereiro de 1899 – 07 de novembro de 1943), ainda no castelo do conde, ao se cortar com a pena com a qual escrevia. No mais, Lugosi exagera mesmo nas caras e esgares. O diretor aproveita isso nas tomadas em close-up do protagonista. Os sets são lúgubres e em perfeita consonância com o clima da história. Destaque para a atuação perturbadora de Frye, que também fez o Fritz, ajudante de Victor, em Frankenstein (1931) e Wilmer Cook, em o Falcão Maltês, do mesmo ano. Há bons extras no DVD. Detalhe curioso foi a filmagem paralela da versão em espanhol do filme, feita à noite, nos mesmos cenários, para o público latino, como uma jogada de marketing e também porque a dublagem, à época, era muito incipiente. No entanto, a versão latina sofre com a falta de um Drácula icônico, coisa que Lugosi, com seu sotaque húngaro, conseguiu meio sem querer. Pré-histórico em suas técnicas cinematográficas e preso a um roteiro limitado, o filme de Browning ainda consegue conservar boa parte da atmosfera gótica do romance de Stoker: o filme começa de forma magnífica, com um trecho de "O Lago dos Cisnes" e uma carruagem caindo aos pedaços levando Reinfeld para o castelo infestado de teias de aranhas e animais - há um tatu dentro de uma cripta! Browning desaponta com um clímax fraco, em que o vampiro é derrotado com muita facilidade e sem cores dramáticas.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

920 - AMANTES


AMANTES (TWO LOVERS, USA 2008) – cuidado com as loiras!!!! De James Gray. Depois de ter sido abandonado pela noiva, um deprimido Leonard (Joaquin Phoenix, 28 de outubro de 1974) se vê dividido entre duas mulheres: Sandra, doce filha do sócio de seu pai, e Michelle (Gwyneth Paltrow, 27 de setembro de 1972), sua vizinha do andar de cima, viciada em drogas e amante de um rico advogado. Boa atuação de Phoenix, já especializado em personagens esquisitos, não fosse seu comentado desbunde em 2009. Gwyneth Paltrow está linda e suave, como sempre.James Gray. Depois de ter sido abandonado pela noiva, um deprimido Leonard (Joaquin Phoenix, 28 de outubro de 1974) se vê dividido entre duas mulheres: Sandra, doce filha do sócio de seu pai, e Michelle (Gwyneth Paltrow, 27 de setembro de 1972), sua vizinha do andar de cima, viciada em drogas e amante de um rico advogado. Boa atuação de Phoenix, já especializado em personagens esquisitos, não fosse seu comentado desbunde em 2009. O filme é um retrato sincero e ‘real’, digamos assim, do quão complicado podem ser as relações amorosas entre as pessoas. O fato de o elenco trabalhar muito bem e de Joaquin Phoenix ser um ator que se entrega bastante em seus papéis, torna toda a trama bastante afetiva e convincente. Não se trata de uma obra preocupada com modismos ou com reviravoltas geniais, é um filme sem grandes pretensões e que, talvez por isso, tenha agradado a tanta gente. Gwyneth Paltrow está linda e suave, como sempre.

919 - TRAMA INTERNACIONAL


TRAMA INTERNACIONAL (THE INTERNATIONAL, USA) – um agente da Interpol (Clive Owen) tenta descobrir o verdadeiro papel de um banco internacional no contrabando de armas. Boa sequência de tiroteio dento do Guggenheim de Nova York. Bom thriller policial, com o sempre competente Owen e ainda com Naomi Watts num papel pequeno que não se define.

918 - MINHA ESPERANÇA É VOCÊ


MINHA ESPERANÇA É VOCÊ (A CHILD IS WAITING, USA 1963) – neste filme, Burt Lancaster (02 de novembro de 1913 – 20 de outubro de 1994) é um psicólogo e diretor de uma escola para crianças especiais, e Judy Garland (10 de junho de 1922 – 22 de junho de 1969) é uma voluntária que chega para tentar dar um sentido à sua vida (este aspecto, contudo, não é explorado pelo roteiro). Ela acaba se afeiçoando pelo pequeno Reuben, cujos pais se recusam visitá-lo no dia marcado, as quartas-feiras à tarde. É um tema raro nas produções da época, ainda mais com duas estrelas como Garland e Lancaster. As crianças, na sua maioria, são reais, o que dá um peso dramático inesperado à história. Direção e John Cassavetes, que faz uma ponta não creditada como um dos adultos do manicômio que caminham em direção à câmera. No elenco, Billy Mumy, o Will Robinson de Perdidos no Espaço e Gena Rowlands.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

917 - PARQUE DOS DINOSSAUROS


Milionário cheio de idéias resolve construir um Parque Temático Jurássico em uma ilha isolada da Costa Rica, com diferentes espécies de dinossauros através da Engenharia Genética e DNA de fósseis. A doutora Ellie Sattler (Laura Dern) leva ao parque um cientista (Sam Neil), um matemático cético (Jeff Goldblum) e o velho milionário (Richard Attenborough), que fracassa em seus delirantes sonhos de grandeza para conhecê-lo. A visita tinha tudo para ser espetacular, mas acaba se transformando num pesadelo, com mortes, sustos e ataques de surpresa. Criaturas de um mundo perdido, os dinossauros são os verdadeiros protagonistas desse filme que tem impressionantes efeitos visuais e sonoros.

916 - MÁQUINA MORTÍFERA


MÁQUINA MORTÍFERA (LETHAL WEAPON, USA 1987) – de Richard Donner. Um policial ensandecido (Mel Gibson), que está sempre no seu limite, e um outro tranquilo (Danny Glover), que espera apenas a sua aposentadoria chegar, tornam-se parceiros para lutar contra uma quadrilha de traficantes de drogas, composta por ex-militares da guerra do Vietnã. A velha fórmula dos parceiros antagônicos funciona muito bem nesta produção que, infelizmente, gerou sequências que não ficaram à altura deste primeiro filme.

915 - KING KONG (2005)


KING KONG (KING KONG, NOVA ZELÂNDIA, 2005) – de Peter Jackson. Revendo o filme, agora, percebo que os efeitos especiais são muito irregulares. As cenas de Kong, na ilha, são quase todas irrepreensíveis, mas notei que aquela em que luta com os tiranossauros apresenta imperfeições que dificilmente permaneceriam se a montagem fosse mais cuidadosa. Há falha, também, nas cenas em Nova York, só se salvando a excelente sequência do Empire State.

domingo, 23 de maio de 2010

914 - O MUNDO EM PERIGO


O MUNDO EM PERIGO (THEM!, USA 1954) – ficção científica. No Novo México, uma criança vaga em choque, uma loja é saqueada e um cadáver está irreconhecível com ácido o bastante para matar 20 homens. Isso é o início de uma luta que atravessa o deserto e chega à Los Angeles, onde homens em menor número e, bem menos estatura, tentarão combater a horda de insetos. A partir deste filme outros surgiram sobre criaturas radioativas. ''O Mundo em Perigo'' é um marco do cinema sobre formigas gigantes alteradas pela radiação. Indicado para o Oscar de efeitos especiais.