TODOS ESTÃO BEM (EVERYBODY’S FINE, USA 2009) – A primeira sequência do filme é muito triste: Frank Goode (Robert De Niro, soberbo), viúvo há poucos meses, prepara um churrasco para os filhos e netos, a ser realizado no fim de semana. Em cima da hora, os filhos cancelam a ida. É de partir o coração a cena em que ele ouve os recados dos filhos na secretária eletrônica. Diante deste fato, Frank decide visitá-los, nas cidades em que residem, sem avisá-los, numa tentativa profundamente autêntica de reecontrar os laços familiares. O mais importante no filme é ver De Niro novamente tendo uma atuação emocionante, voltando a ser o grande ator que sempre foi. Já registrei que não gosto dele fazendo comédias – gênero ao qual ele vem se dedicando ultimamente. No drama, entretanto, ele atinge momentos sublimes, como em diversas cenas deste filme, em que ele só fala com o olhar e a expressão do rosto. A linda Kate Beckinsale faz uma das suas filhas. E ainda há uma canção de Paul McCartney, I WANT TO GO HOME.
sábado, 6 de junho de 2015
2626 - TODOS ESTÃO BEM
TODOS ESTÃO BEM (EVERYBODY’S FINE, USA 2009) – A primeira sequência do filme é muito triste: Frank Goode (Robert De Niro, soberbo), viúvo há poucos meses, prepara um churrasco para os filhos e netos, a ser realizado no fim de semana. Em cima da hora, os filhos cancelam a ida. É de partir o coração a cena em que ele ouve os recados dos filhos na secretária eletrônica. Diante deste fato, Frank decide visitá-los, nas cidades em que residem, sem avisá-los, numa tentativa profundamente autêntica de reecontrar os laços familiares. O mais importante no filme é ver De Niro novamente tendo uma atuação emocionante, voltando a ser o grande ator que sempre foi. Já registrei que não gosto dele fazendo comédias – gênero ao qual ele vem se dedicando ultimamente. No drama, entretanto, ele atinge momentos sublimes, como em diversas cenas deste filme, em que ele só fala com o olhar e a expressão do rosto. A linda Kate Beckinsale faz uma das suas filhas. E ainda há uma canção de Paul McCartney, I WANT TO GO HOME.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
2625 - UMA NOVA CHANCE PARA AMAR
1
UMA NOVA CHANCE PARA AMAR (THE FACE OF
LOVE, USA 2013) – Uma viúva (Anette Benning) se apaixona por um professor de
artes (Ed Harris), que tem uma semelhança física impressionante com seu marido.
A partir desta premissa, o diretor Arie Posin vai construindo uma história da
redescoberta do amor na idade madura, tema que o cinemão mainstream de
Hollywood não costuma dar a devida atenção. A abordagem é delicada e, como não
poderia deixar de ser, dentro dos parâmetros do “amor que quase dá certo”, há
conflitos relativos à situações externas, como a filha que não aceita que a mãe
esteja namorando um homem muito parecido com o pai, e um segredo vital, mantido
até o fim. Para ajudar na carga dramática, Robin Williams está no elenco, num
papel pequeno, meio melancólico e, cáspite!, como ele parece estar triste. O
título em português é de uma pobreza palmar.quinta-feira, 4 de junho de 2015
2624 - ERA UMA VEZ ÉM NOVA IORQUE
ERA UMA VEZ EM NOVA IORQUE (THE IMMIGRANT,
USA, 2013) – Excelente filme com o ótimo
Joaquin Phoenix e a bela e talentosa Marion Cotillard. Em 1921, Ewa (Cotillard),
uma imigrante polonesa, chega a Nova Iorque com a irmã doente, que fica
internada em Ellis Island. Acolhida por Bruno (Phoenix), mas sem perceber, a
princípio, suas verdadeira intenções, ela é obrigada a se prostituir, para
tenta a liberação da irmã. A fotografia monocromática e tensa ajuda a definir o
clima dramático da história. Mais uma vez, Joaquin Phoenix mostra por que é um
dos maiores atores da atualidade, e Marion Cotillard, assim como Juliette
Binoche, vai se tornando mais um dos grandes presentes da França ao mundo da sétima arte. Além de ótima atriz, é de uma beleza tão delicada, que a gente tem a
impressão de estar diante de um epifania. Domina, com graça e donaire, cada
cena em que aparece. O filme tem uma carpintaria cinematográfica estupenda. Um verdadeiro
“chef d'oeuvre” e uma festa para os
sentidos.
2623 - PALAVRAS E IMAGENS
1.
PALAVRAS E
IMAGENS (WORDS AND PICTURES, USA 2013) – Interessante filme sobre um professor
de literatura (Clive Owen, estupendo) e uma professora de artes (Juliette Binoche,
perfeita) que se veem numa disputa para decidir, diante de sues alunos, numa escola
de segundo grau, o que é mais importante: as palavras ou as imagens. A partir daí,
sem a pretensão de academicismo anódino, o diretor Fred Schepisi vai construindo
uma discussão sobre a natureza da arte, sua percepção e sua importância em nossas
vidas. Na história dos dois professores, podemos ver como eles lidam com seus próprios
limites – ela tem uma doença reumática, e ele tem que lidar com o alcoolismo – usando
sua visão sobre a arte. Belíssimo filme.2622 - CONSPIRAÇÃO XANGAI
1.
CONSPIRAÇÃO XANGAI (USA, 2010) – Excelente noir passado em Xangai, um pouco antes do
ataque a Pearl Harbour, com John Cusack. Os elementos do gênero estão bem apresentados
– a mulher fatal, os assassinatos misteriosos, o voz em off narrando as entrelinhas
do roteiro. Vale a pena, sobretudo, pela presença do grande Ken Watanabe (O ÚLTIMO
SAMURAI e BATMAN BEGINS) e Yun-Fat Chow (O TIGRE E O DRAGÃO). Atenção para a belíssima
Li Gong, a mulher fatal que enfeitiça o personagem de Cusack - dê uma olhada aí do lado. A excelente Franka
Potente (IDENTIDADE BOURNE) está no elenco, mas com um personagem pequeno e que
acaba perdido na trama.2621 - ANJO LOIRO
1.
ANJO LOIRO
(BRASIL, 1973) – Clássico das produções da Boca do Lixo – região paulistana
de onde saiam aqueles filmes eróticos de quinta categoria que abundavam ( ! ) nos
anos 70, durante a ditadura militar, que satisfaziam o apetite por escapismo das
massas naqueles anos de chumbo. Como não poderia deixar de ser, o filme é péssimo
mesmo. Vera Fischer, que mais tarde se tornaria um atriz medianamente aceitável,
apenas balbucia as falas de sua personagem, sem a menor convicção ou talento. Aparece
nua em algumas cenas. O indefectível Mario Bevenutti, figurinha fácil nestes filmes,
está no elenco. quarta-feira, 3 de junho de 2015
2620 - GABRIEL GARCIA MARQUEZ - O PODER DA IMAGINAÇÃO
1.
GABRIEL GARCIA MARQUEZ, O PODER DA IMAGINAÇÃO (2015) – Documentário sobre Gabo, focalizando suas raízes na
Colômbia, o prêmio Nobel ganho em 1992, suas experiências na imprensa e a longa
amizade com Fidel Castro. Bill Clinton dá um depoimento. É um programa curto demais
para cobrir a extensão da importância de Marquez no panorama literário mundial,
mas vale a pena ser visto. É dele o livro mais lindo que já li: O Amor nos Tempos
do Cólera.
2619 - A CASA DE CERA
1.
A CASA DE CERA (HOUSE OF WAX, USA 2005) - Carly
(Elisha Cuthbert), Paige (Paris Hilton), Wade (Jared Padalecki), Nick (Chad
Michael Murray) e mais dois amigos decidem viajar de carro para o maior
campeonato universitário de futebol americano a ser realizado no ano. Durante a
viagem eles decidem acampar à noite, planejando seguir adiante pela manhã. Um
acidente com um motorista de caminhão assusta o grupo, que no dia seguinte
descobre que o carro em que estavam foi danificado. Sem saída, eles aceitam uma
carona até Ambrose, a cidade mais perto do local. Ao chegar, chama a atenção do
grupo a Casa de Cera de Trudy, a principal atração de Ambrose, que possui
várias estátuas de cera bastante parecidas com pessoas de verdade. Tudo indica
um roteiro bem previsível, que remete sempre à mesma situação: um grupo de
jovens, com os hormônios em ebulição, se veem diante de um perigo eminente e
inexplicável. A maior curiosidade é a presença da debiloide e socialite Paris
Hilton, que não sabe atuar, não sabe ficar quieta, não sabe falar. Refilmagem do excelente filme de 1953, com Vincent Price.terça-feira, 2 de junho de 2015
2618 - TEM FOLGA NA DIREÇÃO
1.
TEM FOLGA NA DIREÇÃO (BRASIL, 1976) – A única atração nesta produção barata e extremamente
mal feita é a presença de Zé Trindade encabeçando o elenco. No mais, a história
é tosca, mal dirigida, e os atores são péssimos. Cyl Farney aparece fazendo um galã
da terceira idade, dando em cima de Alcione Mazzeo – isso já dá a ideia da pobreza
do argumento. Talvez influenciado pelo clima da pornochanchada, há cenas e diálogos
sexuais pretensamente engraçados, mas que beiram o mal gosto, sem sintonia com a
figura brejeira e boa praça de Trindade. Ele merecia mais, muito mais.
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