terça-feira, 16 de junho de 2015

2635 - FRANKIE E JOHNNY


FRANKIE E JOHNNY (USA, 1991) – Este é um dos poucos filmes (o outro, coincidentemente, é JOHNNY E JUNE) que, na minha opinião, mostra a relação amorável como ela deve ser realmente, sem ênfase na dependência afetiva, ou na percepção do outro como remédio para o desamparo. E, claro, tem Al Pacino, ator que faz quase qualquer filme em que esteja obrigatório. Ele é Johnny, um ex - presidiário que arranja um emprego como cozinheiro no restaurante em que trabalha Frankie (Michelle Pfeiffer, tão linda como talentosa), uma garçonete cheia de traumas e reservas com o amor e seus desdobramentos. Claro que Johnny logo se apaixona por ela, mas Frankie o rejeita a princípio, descartando qualquer aproximação, sempre cética e arredia com namoros e envolvimentos. A partir daí, temos momentos inolvidáveis de Pacino e Pfeiffer, como quando ele, falando para ela do seu amor, diz: “Tudo que eu preciso está neste quarto...”. Outro momento marcante é ver como Michelle Pfeiffer pode ser tão encantadora apenas escovando os dentes. O gente-boa, Hector Eliozondo (de PRETTY WOMAN) está no elenco. O roteiro também aborda a vida das pessoas pobres e solitárias, sem glamour, numa Nova Iorque feita de vielas e sarjetas. É um filme delicado, para pessoas sensíveis e que, de uma forma ou de outra, perderam, em algum momento da vida, o caminho que leva ao amor.