VAMOS COM CALMA (BRASIL, 1956) – de Carlos Manga. Com Oscarito, Eliana e Cyl Farney, o filme não é dos melhores da safra da Atlândida. Buscapé e Sandra (Oscarito e Eliana) são dois vigaristas que são pegos em flagrante roubando a casa de uma grã-fina, Madame Pixoxó. Instruído por Luís Carlos, um candidato a futuro genro da grã-fina, Buscapé se faz passar por um nobre inglês, Lorde Street Flash, por quem a madame cai de amores. Entra em cena outro falso aristocrata, o príncipe Nico, outro pilantra de olho nas jóias da madame, que supostamente haviam pertencido a Catarina da Rússia, mas, na realidade, eram falsas e pertenciam à empregada da casa. Atenção para Ivon Cury, no papel do príncipe.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
814 - VAMOS COM CALMA
VAMOS COM CALMA (BRASIL, 1956) – de Carlos Manga. Com Oscarito, Eliana e Cyl Farney, o filme não é dos melhores da safra da Atlândida. Buscapé e Sandra (Oscarito e Eliana) são dois vigaristas que são pegos em flagrante roubando a casa de uma grã-fina, Madame Pixoxó. Instruído por Luís Carlos, um candidato a futuro genro da grã-fina, Buscapé se faz passar por um nobre inglês, Lorde Street Flash, por quem a madame cai de amores. Entra em cena outro falso aristocrata, o príncipe Nico, outro pilantra de olho nas jóias da madame, que supostamente haviam pertencido a Catarina da Rússia, mas, na realidade, eram falsas e pertenciam à empregada da casa. Atenção para Ivon Cury, no papel do príncipe.
813 - MENINO DO RIO

MENINO DO RIO (BRASIL, 1982) – de Antonio Calmon. Jovem que ganha a vida fazendo pranchas de surf, Valente (André de Biasi) se apaixona por uma garota da alta sociedade, mas sofre um choque ao descobrir que ela sentia uma forte atração pelo pai dele. Ela não sabia que um era pai do outro, mas está decidida a ficar com filho, que agora não quer saber dela. Assim, ela decide se casar com um antigo noivo, por quem nunca foi apaixonada. Filme totalmente descartável, estereotipando a juventude dos anos 80 da pior maneira possível. As atuações são um desastre.
812 - PERIGO EM BANGKOK

PERIGO EM BANGKOK (BANGKOK DANGEROUS, USA 2008) – o enredo é simples: um assassino profissional, Joe (Nicolas Cage), chega a Bangkok para realizar quatro “trabalhos” e se apaixona por uma atendente de farmácia surda-muda, enquanto protege um ladrão local que trabalha para ele. Joe é um matador sem remorsos, está em Bangkok para executar quatro inimigos de um brutal criminoso chamado Surat. Para ajudá-lo, Joe contrata Kong (Shahkrit Yamnarm), um ladrão de rua, para enviar mensagens para ele com a intenção de cobrir seus passos. A intenção, é claro, seria matá-lo ao fim do serviço. Estranhamente, no entanto, Joe, solitário por natureza, se pega na posição de mentor do garoto, enquanto emenda um romance com uma garota local. Enquanto se apaixona pela beleza quase tóxica de Bangkok, ele começa a questionar sua existência e baixa a guarda…justamente quando Surat decide que é hora de fazer uma limpeza geral. Não é um grande filme, e Cage parece atuar no automático, sem parecer envolvido no papel em hora alguma.
811 - BANQUETE DE AMOR

BANQUETE DE AMOR (FEAST OF LOVE, USA 2007) – Baseado no romance de Charles Baxter, o filme conta a história de uma pequena comunidade no Oregon em que os moradores vivem intrigas amorosas. Um professor e escritor local chamado Harry Stevenson (Morgan Freeman) testemunha tudo de perto. Intrigas entre jovens e velhos, entre pais e amantes, entre o dócil e o selvagem, entre humanos e animais, Harry observa admirado como o amor mistifica, fere, devasta, inspira, faz exigências insanas e molda profundamente as vidas de cada um ao seu redor, incluindo-se aí, ele próprio. A maravilhosa narração do personagem de Morgan Freeman dá um tom meditativo sobre as vicissitudes do amor e suas consequências nem sempre favoráveis.
810 - XEQUE-MATE
XEQUE MATE (LUCKY NUMBER SLEVIN, USA 2006) – Slevin (Josh Hartnett, 21 de julho de 1978) está com problemas: o prédio onde mora foi condenado, sua carteira de identidade foi roubada e ele recentemente flagrou sua namorada na cama com outro. E as coisas só pioram quando ele é confundido com um amigo e se vê obrigado a matar o filho de um dos criminosos mais poderosos de Nova York. De início, tem-se a impressão que se trata de uma comédia de humor negro, um pouco confusa pela inserção de cenas aparentemente desconexas, no início do filme. Porém, como um presente que se vai desembrulhando aos poucos, passamos a entender a história à medida que roteiro se desenrola. O elenco é um convite à parte: Morgan Freeman, Ben Kingsley, Bruce Willis e Stanley Tucci.
sábado, 19 de setembro de 2009
809 - ESPELHOS DO MEDO
ESPELHOS DO MEDO (MIRRORS, USA 2008) - Ben (Kiefer Sutherland, 21 de dezembro de 1966) é um ex-policial que perdeu o emprego após um acidente. Querendo recomeçar, Ben aceita trabalhar como vigia de uma antiga loja incendiada. O lugar esconde muitos mistérios que passam a ir atrás de Ben e sua família e ele terá que correr contra o tempo para salvar a todos. Atenção para Paula Patton, que faz a mulher de Ben – ela fez Denzel Washington volta no tempo em Dejà Vu (2006)e é essa cotia aí do lado. No início do filme as logomarcas dos produtores são exibidas de forma invertida. Após os créditos finais é exibido o título do filme, da mesma maneira. Suspense razoável. Refilmagem de um filme coreano.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
808 - GIA
GIA (GIA, USA 1998) – biografia de Gia Carangi, top model da década de 70, vinda de uma família pobre, que encontrou fama e desgraça no mundo fashion de Nova York. Foi a primeira modelo a desfilar com roupas de homem e aparecer no estúdio de cara lavada, vestindo um velho jeans rasgado no joelho e assumir que era lésbica. Por essas e outras transformou-se num mito. Em menos de um ano, sua beleza quase nua (ela nunca usava maquiagem) foi para as capas das principais revistas de moda. Foi modelo preferida de Diana Von Fustemberg, com a a qual teve uma paixão, fotografou para a Vogue, Cosmopolitan e desfilou com Gianni Versace, designer e amigo com quem dividia suas intimidades. "Nenhuma mulher é verdadeiramente mulher se não for loira". Nesta frase ela se referia a sua namorada, Sandy Linter, com quem teve "o caso de amor" mais famoso e polêmico dos bastidores do mundo da moda. No filme, a vida de Gia é narrada em tom de documentário, beirando, em alguns momentos, um didatismo dispensável, mas não se pode deixar de ressaltar a impressionante atuação de Angelina Jolie no papel principal. Indicação do Miranda.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
807 - RISCO DUPLO

RISCO DUPLO (DOUBLE JEOPARDY, USA 1999) – acusada por ter assassinado o marido, Libby (Ashley Judd, 19 de abril de 1968) fica na cadeia por seis anos e, quando sai, descobre que a morte dele foi uma farsa para ele ficar com o dinheiro do seguro. Planeja, então, procurá-lo à revelia da polícia e reencontrar o filho. Thriller razoável, enfeitado pelo rosto delicado de Judd e reforçado pela presença de Tommy Lee Jones, que acabou encarnando o mesmo personagem que fez em O Fugitivo: o inspetor que persegue um suspeito que, no caso, é a Libby de Judd. Fácil de assistir e mais fácil ainda de esquecer.
806 - FATAL

FATAL (ELEGY, USA 2008) - David (Ben Kingsley), um professor universitário, se encanta por uma de suas alunas, a bela Consuela (Penélope Cruz). Eles começam a viver uma intensa paixão, porém o desejo de David por Consuela se torna uma obsessão que será capaz de transformar a sua vida, fazendo-o rever sua postura existencial. Mais que um objeto de desejo,porém, Consuela demonstra uma grande autoconfiança e uma intensidade emocional que o deixa fora de controle. Na realidade, a meu ver, o filme promete mais do que realmente oferece ao espectador, deixando, especialmente no seu terço final, a impressão que as questões levantadas durante o desenvolvimento do relacionamento de David e Consuela (ciúme, posse, confiança, insegurança) foram esquecidas para dar lugar a um drama de outra natureza. Não achei que Ben Kingsley está bem no papel do doutor universitário que pensa que sabe tudo (e como há-os na vida real)e que vê na conquista de uma bela jovem uma forma de se sentir ainda mais poderoso. Acontece que Consuela começa a confrontá-lo com uma série de questões inesperadas para quem já se sentia emocinalmente estabilizado na vida. Aí que acho que o roteiro se perde, ao substituir o amor pelos sentimentos de compaixão e proteção. O filme podia explorar mais o poder que a beleza tem de cegar, revelar e mudar as pessoas. De fato, Penelope Cruz está linda e se entrega com mais verdade ao personagem do que Kingsley.Considero equivocados o título original e o em português. "Elegia", no sentido de uma composição poética triste e geralmente relacionada à morte, não traduz a proposta do filme, pois nos leva a um enfoque reducionista do tema. Já "Fatal", em português, me parece sugerir uma idéia da sedução pela sedução, como na expressão "mulher fatal" que, de modo nenhum, se aplica ao personagem Consuela. Dica do Miranda.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
805 - O DIVÃ

O DIVÂ (Brasil, 2008) - a transposição da peça de sucesso, estrelada também por Lília Cabral, não foi das mais felizes. Apesar do talento e da espontaneidade da protagonista, o enredo que expõe as dúvidas, contradições e frustrações de uma mulher de meia-idade, casada com Gustavo (José Mayer, excelente), durante as sessões de terapia com o Dr. Lopes (será o Alan?), não funciona e acaba sendo previsível demais, tanto nos desdobramentos da ação quanto no final. Lamentável a performance de Cauã Raymond, por um motivo simples: não sabe atuar.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
804 - HOMEM DE FERRO

HOMEM DE FERRO (IRON MAN, USA 2008) – disparado, a melhor adaptação dos quadrinhos da Marvel para a tela grande, superando os também ótimos Homem Aranha e Batman. Robert Downey Jr (04 de abril de 1965) está perfeito como Tony Stark – cínico, engraçado, arrependido – comprovando como ele é bom ator, coisa que eu já sabia desde que fez Chaplin. É ele que faz o filme soltar faíscas nos seus melhores momentos, especialmente quando parece estar engajado num diálogo instigante com a plateia. Os efeitos especiais não apresentam qualquer falha e estão em consonância com o enredo. Ou seja, a história aparece e só é realçada por eles. Claro, tem também a belíssima Gwyneth Paltrow, como assistente de Stark. O vilão, Obadiah, é Jeff Bridges, e Terrence Howard parece ter se especializado no papel do melhor amigo do protagonista. Não deixe de ver a cena que vem logo depois dos créditos finais.
803 - 007 O AMANHÃ NUNCA MORRE

007 – O AMANHÃ NUNCA MORRE (TOMORROW NEVER DIES, USA 1997) – bem afinado com o final do século midiático, James Bond tem que impedir que um magnata dono de um conglomerado de meios de comunicação comece uma guerra entre China e o Reino Unido, a fim de obter o monopólio da imprensa em todo o mundo. Há uma palavra em inglês que define bem os filmes de James Bond: formulaic (algo como “baseado em uma fórmula”). Pois, neste, há tudo que, até então, habitou o universo bondiano: a cena aventurosa de abertura, as belas mulheres, os cenários luxuosos, carros, perseguições espetaculares e um agente nem tão secreto assim (convenhamos, mesmo nos filmes, todos conhecem Bond), aqui personificado pelo excelente Pierce Brosnan, um dos melhores, juntamente com Sean Connery e Roger Moore. No elenco, a futura dona de casa desesperada, Terry Hatcher (08 de dezembro de 1964), a Penny Parker do Macgyver. O vilão é Jonathan Pryce. Atenção para uma participação do ótimo Vincent Schiavelli, o fantasma do metrô de Ghost, cujo retrato está aí do lado, para quem tem memória com menos de um giga.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
802 - A ÚLTIMA LEGIÃO

A ÚLTIM A LEGIÃO (THE LAST LEGION, UK, ITÁLIA, FRANÇA, TUNÍSIA, 2007) – o filme conta a origem de Excalibur (a espada, não o restaurante), a partir da infância de Romulus (Thomas Sangster, o menino órfão de “Simplesmente Amor”) que, depois do assassinato de seus pais, junta-se a uma legião de romanos, liderados por Aurelius (Colin Firth). Não é um grande filme, mas a fotografia se salva, apesar de algumas escolhas equivocadas para os personagens-chave. Por exemplo, Colin Firth está claramente desconfortável como Aurelius, e Ben Kingsley faz um Ambrosious/Merlin que parece perdido na história. A estrela bollywoodiana, Aishwarya Raí Bachchan, apenas enfeita o cenário, como se vê claramente na foto aí do lado (clique em cima).
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
801 - FOG CITY MAVERICKS

Fog city mavericks (USA 2007) - documentário sobre os cineastas radicados em São Francisco, onde criaram um movimento independente dos padrões de Hollywood. Francis Ford Coppola, George Lucas, Clint Estwood, Philip Kaufman, entre outros, falam sobre a sua insatisfação com o controle que os estúdios de Hollywood querem exercer sobre os diretores e de como conseguiram ter voz própria, longe das engrenagens da indústria do cinemão clássico. Há uma parte sobre a produção de O Poderoso Chefão, na qual Coppola confessa que estava individado e, por isso, aceitou dirigir o filme. Em outra sequência, George Lucas fala da sua união com Steve Jobs para criar a Pixar. Ainda podemos ver uma ótima entrevista com Clint Eastwood.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
800 - GARRINCHA, A ALEGRIA DO POVO

GARRINCHA, A ALEGRIA DO POVO (BRASIL, 1962) – de Joaquim Pedro de Andrade. Documentário com a trajetória de Garrincha, com imagens raras dos treinos e de jogos da seleção. É curioso ouvir as narrações esportivas da época. O filme alterna imagens de Garrincha em ação no Botafogo e na Seleção Brasileira, com algumas cenas do cotidiano, a rotina de treinos no Botafogo e a preparação do time para entrar em campo (com aparições dos jogadores da época, como Zagallo, Jairzinho e o goleiro Manga). Garrincha aparece comprando discos na cidade do Rio e depois dançando ao som deles com algumas das suas sete filhas na época ou passeando na sua terra natal, em Pau Grande, distrito de Magé (RJ). Acompanhando as imagens, o narrador Heron Domingues conta fatos sobre a vida do jogador, como o dele morar em uma casa cedida pela industria de tecidos no qual Garrincha e toda a comunidade de Pau-Grande trabalhara ou trabalha. Garrincha é descrito como tendo sido um mau operário, que conseguia dormir mesmo com o barulho das máquinas, mas que não era despedido porque nos fins-de-semana era o destaque nos jogos do time de futebol da fábrica. A narração enfatiza também a história de que Garrincha só soube que suas pernas eram tortas ao ler sobre isso nos jornais. Com rápidos depoimentos de Garrincha sobre a fama que conquistou, e do médico que descreve a anormalidade no seu joelho, o grande destaque do documentário são as cenas clássicas do craque em campo, seus dribles desconcertantes e seus belos gols defendendo o Botafogo e a Seleção Brasileira de Futebol nos Mundiais. Foi o primeiro documentário brasileiro sobre um esportista.
799 - A CAÇADA
richard_gere_and_terrence_howard_the_hunting_party_movie_image__2_.jpg)
A CAÇADA(THE HUNTING PARTY, USA 2008) – Richard Gere é Simon Hunt, um desacreditado correspondente de guerra que, junto com um cameramen e um repórter iniciante, vai atrás do maior criminoso de guerra da Bósnia, por causa de uma recompensa de 5 milhões de dólares. O grupo acaba sendo confundido com agentes da CIA. Algumas reflexões sobre o papel do jornalismo e a interferência militar americana no centro-leste europeu.
798 - OS MAIORAIS

OS MAIORAIS (THE MOGULS, USA 2005) – não dá para perder um filme em que Ted Danson (29 de dezembro de 1947) faz um gay. Por isso, assisti ao filme que também tem Jeff Bridges (04 de dezembro de 1949) liderando um grupo de meia-idade que, em virtude da lastimável situação financeira, decide fazer um filme pornô só com amadores, na pequena cidade em que vivem. A comédia tem bons momentos e só. Atenção a Joe Pantoliano e William Fichtner.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
797 - AGENTE 86

AGENTE 86 (GET SMART, USA 2008) – é claro que ninguém mais do que Steve Carell (16 de agosto de 1962) para fazer o Maxwell Smart de Don Adams, pelo menos aparentemente. Carell tem o physique de role do personagem, a mesma voz fina e aquele ar apalermado do agente 86. Acontece que a versão aqui não funciona. O filme fica a meio caminho da sátira aos agentes secretos e bem longe da comédia. O Smart de Carell é apenas uma repetição dos personagens que ele tem feito ultimamente: uma contrafação do humor a que se propõe. O que é uma pena, pois Steve Carell é excelente, como se pode constatar no papel de âncora de um telejornal em “O Todo-Poderoso”, com Jim Carrey. Anne Hathaway faz uma bela 99, mas não consegue dar o contraponto necessário para que as gags funcionem, como acontecia com Bárbara Feldon. Quem não viveu a série original pode até gostar.
796 - AS DUAS FACES DE UM CRIME

AS DUAS FACES DE UM CRIME (PRIMAL FEAR, USA 1996) – de Gregory Hoblit. Richard Gere (31 de agosto de 1949) faz, aqui, um advogado cheio de si que, em cobrar honorários, decide defender um rapaz (o ótimo Edward Norton, na sua estreia no cinema) acusado de assassinar um padre sob cuja custódia vivia, em Chicago. O caso fica ainda mais complicado quando o rapaz revela que poderia ter havido uma terceira pessoa na cena do crime. Bom thriller de tribunal, com excelentes atuações de Gere e do supracitado Norton (18 de agosto de 1969). Laura Linney é uma advogada, caso antigo do personagem de Gere. Miranda deve gostar.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
795 - A CASA DA MÃE JOANA

A CASA DA MÃE JOANA (BRASIL, 2008) – de Hugo Carvana. Três amigos que nunca trabalharam na vida têm agora que se virar para pagar a hipoteca do apartamento em que moram, em Copacabana. A intenção, creio, era fazer uma comédia de costumes, ao estilo daquelas que fizeram fama na década de 60 e 70, mas o resultado aqui chega a ser constrangedor, comprometendo atores com carreira consolidada, como Paulo Betti, José Wilker, Pedro Cardoso e Antonio Pedro, além do respeitado diretor. Carvana apelou para cenas de fácil consumo, com nudez ou pouca roupa de Juliana Paes, que dispensa maiores comentários, e a belíssma Fernanda de Freitas que, ao final, parece ser a única boa surpresa da casa. Até mesmo a atuação de Agildo Ribeiro, como um travesti da terceira idade – papel imaginado para ser memorável – fracassa inapelavelmente. Só vale por Juliana e Fernanda.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
794 - O GAROTO DO FUTURO

O GAROTO DO FUTURO (THE TEEN WOLF, USA 1985) – um adolescente (Michael J. Fox, 09 de junho de 1961) descobre que pode se transformar num lobisomem e, a partir daí, passa a ser o garoto mais popular entre seus amigos e o melhor jogador de basquete do time da escola. Típica comédia dos anos 80, enfatizando os imutáveis valores tradicionalmente americanos como a rivalidade do basquete, o brilhantismo acadêmico, o sucesso com as garotas e a certeza de que é melhor vencer sendo você mesmo do que apelar para poderes especiais. O filme, revisto agora depois de tanto tempo, ficou datado, o que ressalta ainda mais o roteiro simplório e as atuações pífias de quase todo o elenco, à exceção, é claro de Fox. Como o filme foi lançado no Brasil depois de “De Volta para o Futuro”, acabou recebendo esse título que em nada tem a ver com o original.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
793 - MAIS QUE O ACASO

MAIS QUE O ACASO (BOUNCE, USA 2000) – de Don Roos. A história é sobre Buddy Amaral, publicitário que troca sua passagem num vôo com outro homem, que morre na queda do avião. Sentindo-se culpado, procura a viúva e se apaixona por ela. Nada para se admirar: a viúva em questão é a bela e talentosa Gwyneth Paltrow. O problema é o tal Buddy Amaral (que nome meu Deus!!!!), vivido pelo calamitoso Ben Affleck, que compromete qualquer filme em que atue. Natasha Henstridge faz um papel pequeno, infelizmente. A única justificativa para ver "Mais que o Acaso" é Gwyneth. Este é o segundo longa-metragem dirigido por Don Roos, que também é o roteirista da trama. Sua estréia no cinema foi em 1998 com “O Oposto do Sexo”, sucesso de crítica e bilheteria.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
792 - CARNE TRÊMULA

CARNE TRÊMULA (CARNE TRÉMULA, ESPANHA 1997) – de Pedro Almodóvar. Como acontece em quase todos os seus filmes, Almodóvar aposta na falta de lógica do enredo para, a partir disto, provocar sensações diversas no espectador. Neste filme, em particular, essas sensações vão da graça inusitada de alguns personagens (a mulher adúltera do policial, vivida pela experiente Ângela Molina), à lacrimação do drama do marido paraplégico (Javier Bardem, excelente) que vive a dúvida em relação aos sentimentos possivelmente comiserativos da esposa (a bela Francesca Néri, a cara da Michelle Pffeifer, olha aí). Vejo, claramente, que o universo almodovariano possui características marcantes e reconhecíveis em todos os seus filmes.
terça-feira, 30 de junho de 2009
791 - VALENTE

VALENTE (THE BRAVE ONE, USA 2007) – de Neil Jordan. Jodie Foster (19 de novembro de 1962) é Erica Bain, uma mulher traumatizada por um ataque brutal de marginais que resultou na morte de David (Naveen Andrews, o Sayd de Lost), seu namorado, e que a deixou vários dias no hospital. Depois de comprar uma pistola, lança-se, então, numa caçada catarticamente vingativa, matando vários marginais até chegar ao assassino de David. O interessante, neste filme, é a figura do “vigilante-vingador”, popularizada por Charles Bronson na série “Desejo de Matar”, num personagem feminino. Jodie Foster faz uma Erica Bain atormentada com a idéia fixa de tomar para si a responsabilidade de “limpar” a cidade, depois de ir inutilmente à delegacia pedir providências. Os closes mostram como a adolescente espevitada de “Taxi Driver” está envelhecida.
sábado, 13 de junho de 2009
790 - VIVENDO E APRENDENDO

VIVENDO E APRENDENDO (SMART PEOPLE, USA 2008) – gosto de filmes em que o protagonista é professor e, ainda mais, quando é de literatura. Neste, o professor em questão é vivido por Dennis Quaid, viúvo, que se apaixona por uma ex-aluna (Sarah Jéssica Parker) que agora é médica. Dois elementos provocam tensão à história: sua filha (a talentosa Ellen Page), que não aprova o namoro, e seu irmão adotivo, Chuck (Thomas Haden Church, ótimo, como sempre), desempregado e meio doidão. Gostei de uma cena em que Quaid diz à turma que não responderá a qualquer pergunta que não seja precedida de “professor” ou “doutor”, tratamentos sem os quais nenhuma questão inteligente pode ser formulada. O roteiro não é original, mas os diálogos são espirituosos, especialmente na deliciosa contracena entre Page e Church.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
789 - X-MEN - ORIGENS: WOLVERINE

X – MEN ORIGENS: WOLVERINE (X-MEN ORIGINS: WOLVERINE, USA 2009) – de Gavin Hood. A intenção já está no título: mostra como Logan (Hugh Jackman), ainda criança, matou sem querer o pai e, mais tarde, viu a namorada morrer em circunstâncias misteriosas, para depois ganhar poderes fenomenais, após ser submetido a uma experiência ultrassecreta. As tintas, digamos, dramáticas, estão na relação conflituosa com o irmão (Liev Schreiber). Jackman está mais do que à vontade na pele de Wolverine e agarra o papel com garra ( ! ). Não me agradou de todo, mas é diversão decente.
788 - DIFÍCL DE MATAR

DIFÍCIL DE MATAR (HARD TO KILL, USA 1990) – depois de sete anos em coma, policial (Steven Seagal, 10 de abril de 1951) vai atrás dos responsáveis pela morte da sua mulher, para isso, conta com a ajuda da enfermeira que tomava conta dele no hospital (Kelly LeBrock, um remédio e tanto). Ação razoável, um pouco superestimada na época, mas que ainda funciona como sobremesa do almoço de domingo.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
787 - O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON

O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON (THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON, USA 2008) – de David Fincher, de Clube da Luta e Zodíaco. Para quem acredita na inevitabilidade dos fatos ligados ao amor, esse é o filme certo. Com Brad Pitt e Cate Blanchett nos papéis principais, o filme começa embaralhando o tempo, ao mostrar um relógio que gira ao contrário e ao revelar um menino que nasce velho, mas vai rejuvenescendo durante a vida. Tecnicamente impecável, o filme é uma fábula sobre as interferências do tempo em nossas vidas e obrigatoriamente nos faz repensar a perspectiva linear da existência, que ensina que nascemos jovens e morremos, se possível, velhos. Nem o amor – ou somente ele – é capaz de redimensionar as engrenagens que nos movem em direção ao outro, ou mesmo nos afastam dele. Belo, sensível, comovente. Um curioso caso de como o cinema pode ser, ao mesmo tempo, instigante e delicado.
786 - CASEI COM UM MONSTRO DO ESPAÇO SIDERAL

CASEI COM UM MONSTRO DO ESPAÇO SIDERAL (I MARRIED A MONSTER FROM OUTER SPACE, USA 1958) – ficção dirigida por Gene Fowler Jr, mas bem que poderia ter sido por Ed Wood. Como era de hábito nos filmes desta época, seres do espaço chegam a Terra e tomam o lugar dos humanos. O primeiro a cair nessa é um sujeito que está prestes a casar, como já sugere o inacreditável título do filme. No geral, é uma produção bem mais decente do que outras do gênero, chegando até a aprofundar a indicação que a noiva do título começava a se apaixonar pelo alienígena que havia tomado o lugar do noivo, esquecendo-se do original. Um dos meus favoritos.
785 - A LENDA DO TESOURO PERDIDO – O LIVRO DOS SEGREDOS

A LENDA DO TESOURO PERDIDO – O LIVRO DOS SEGREDOS (NATIONAL TREASURE: BOOK OF SECRETS, USA 2007) – é incrível como o talentoso Nicolas Cage é capaz de fazer filmes medíocres, ainda mais um tão pedestre como esse A Lenda do Tesouro Perdido – O Livro dos Segredos. Se foi uma tentativa de homenagear Indiana Jones, pobre do homenageado, que não merecia um roteiro tão ruim. Além do mais, é de um ufanismo à toda prova e totalmente injustificável: tudo se remete à história dos Estados Unidos, numa trama que inexplicavelmente atribui a autoria do assassinato de Lincoln ao bisavô de Ben Gates (Cage). Aí, o que se vê é um torvelinho de absurdas passagens secretas na Casa Branca, sequências de ação freneticamente editadas e uma cidade de ouro descoberta dentro do Monte Rushmore. São 124 soporíferos minutos agravados pelo excesso de péssimos efeitos de computador. O elenco, desperdiçado, é de primeira grandeza: Helen Mirren, Ed Harris, Harvey Keitel e a bela Diane Kruger. A direção é de Jon Turteltaub, culpado também pelo filme que deu seqüência a este.
Assinar:
Postagens (Atom)