domingo, 12 de abril de 2009

775 - IRINA PALM


IRINA PALM (INGLATERRA, 2007) - Marianne Faithfull, musa dos anos 1960 e ex-namorada do Rolling Stone Mick Jagger, estrela "Irina Palm", drama que competiu no Festival de Berlim em 2007. Escrito e dirigido por Sam Garbarski ("O tango dos Rashevsky"), "Irina Palm" acompanha a história de Maggie (Marianne Faithfull), uma viúva sessentona que já vendeu até a própria casa para financiar o tratamento de saúde do único neto, Olly (Corey Burke). Todo o dinheiro dos pais da criança, Tom (Kevin Bishop), filho de Maggie, e Sarah (Siobhan Hewlett), é gasto na mesma finalidade. Mas, por algum motivo, o menino não melhora. Uma nova esperança surge num tratamento experimental na Austrália. A avó quebra a cabeça para descobrir como arranjar dinheiro para as caras despesas dessa viagem. Quando procura emprego, pesam contra ela a idade e a falta de experiência profissional da senhora, que foi apenas dona-de-casa e mãe a vida inteira. Tais características não a impedem de conseguir um emprego muito bem-pago num lugar onde não se fazem muitas perguntas, a boate Sex World, dirigida por Mikky (Miki Manojlovic, ator de vários filmes de Emir Kusturica, como "Underground -- Mentiras de guerra"). As mãos macias de Maggie, que adota o pseudônimo de Irina Palm, começam a render-lhe algumas centenas de libras por semana. Entretanto, ela não pode dizer a ninguém, muito menos ao próprio filho ou às amigas, o que anda fazendo em vez de participar das conversas do chá da tarde. Quando se descobre a origem do dinheiro que ela ganha, todo o peso do preconceito contra a tarefa sexual que ela exerce cai sobre seus ombros. Mas é nesse momento também que a personagem de Maggie cresce em dimensão humana. E seu patrão, Mikky, mostra um comportamento surpreendente, que leva a história a caminhos não tão previsíveis. Dica valiosa do Miranda.

sábado, 11 de abril de 2009

774 - GRAN TORINO


GRAN TORINO (USA, 2008) – de Clint Eastwood. Walt Kowalski (Eastwood, 31 de maio de 1930), veterano da Guerra da Coréia, operário aposentado da Ford e um poço de racismo, mostra-se, desde a primeira cena, como um sujeito irascível que rosna e cospe sempre que algo o desagrada. E várias coisas o fazem: os netos egoístas, os filhos gordos e consumistas, o padre que tenta reaproximá-lo da igreja atendendo ao último pedido de sua mulher e os vizinhos asiáticos do bairro de Detroit, onde ele, agora viúvo, mora sozinho com um cão e sua grande paixão, um Ford Gran Torino que Walt ajudou a montar na fábrica. É exatamente aí, ao se deparar com a flébil pele que separa a realidade de seus fantasmas, que Kowalsji se convence da real dimensão de sua solidão. Essa dimensão de exílio existencial começa a se romper quando Thao, um adolescente oriental que mora na casa ao lado, tenta roubar seu carro, por pressão de uma gangue da mesma etnia. Ele o surpreende na garagem, de rifle em punho. Thao foge, e Walt, surpreendentemente, acaba se tornando um herói involuntário para a família do jovem que, em gestos simples e sinceros como convidá-lo para festas e deixar presentes em sua porta, dedica a ele o que seus próprios filhos e netos são incapazes de oferecer: respeito e carinho. Ou seja, os asiáticos, a quem dedica profundo desprezo, cujas raízes estão nos horrores da guerra que tanto o marcou, são os que lhe vêem com respeito e admiração. Estes dois ingredientes formam a base da relação paternal que Walt passa a ter com Thao e com a irmã deste, Sue. O menino, então, se revela trabalhador, educado e ávido por informações que o façam crescer. Torna-se sobremodo pertinaz ressaltar a interpretação magnífica de Eastwood: seu personagem é de uma coerência rígida, um homem agressivo e atrelado visceralmente aos valores em que acredita. É aí que se tangenciam as histórias do veterano de guerra e dos vizinhos hmong: ambos têm valores tradicionais de que não abrem mão e são constantemente desafiados pelas circunstâncias sociais. O turning point da história são os trágicos acontecimentos que se abatem sobre Thao e Sue e, por um momento, tem-se a impressão de que Eastwood não hesitará em reviver Dirty Harry Callahan, o policial linha-dura que o colocou entre os astros de todos os tempos do cinema, e que Walt emula com laivos burlescos. A decisão que seu personagem toma é, em certo modo, um epítome de suas conclusões em relação à violência e uma forma de convidar seus novos amigos a ter uma participação digna num país estrangeiro que, ao mesmo tempo em que os acolhe, os repudia. Gran Torino é uma obra-prima de sensibilidade, cuja maior lição, entre muitas, é mostrar que o passar do tempo não é um empecilho à mudança e que nunca é tarde para vivenciarmos as grandes descobertas da vida, aquelas que verdadeiramente nos fazem humanos de verdade.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

773 - DRACULA


DRÁCULA (DRACULA, USA 1979) – de John Badham. Esta versão com Frank Langella (01 de janeiro de 1938), no papel do conde, e com Laurence Olivier (22 de maio de 1907 – 11 de julho de 1989) como o Professor Van Helsing já virou um clássico do cinema de horror, justamente porque foi uma adpatação de uma peça homônima estrelada pelo próprio Langella na Broadway. Além deles, Donald Pleasence compõe o elenco como o Dr. Jack Seward, chefe do manicômio de Londres. A música de John Williams tem os mesmo violinos do filme de Coppola.

772 - ENCURRALADOS


ENCURRALADOS (BUTTERFLY ON A WHEEL, USA 2007) – de Mike Barker. Convenhamos, o roteiro não é um primor de originalidade: uma pacata e feliz família norte-americana é completamente devastada quando a filha pequena é sequestrada por um homem que tem todo o controle da situação. No entanto, o filme funciona, principalmente por causa de Pierce Brosnan (16 de maio de 1953), num inesperado papel de homem mau, exatamente o sequestrador. O casal, ora feliz, é composto da bela Maria Bello (18 de abril de 1967) e de Gerard Butler (13 de novembro de 1969), de 300. O que parece ser um filme previsível, acaba revelando algumas surpresas. O título em inglês vem do ditado “Who breaks a butterfly upon a wheel?”, usado quando se faz um grande esforço para alcançar algum objetivo mínimo. Vale a pena

771 - CLÃ DAS ADAGAS VOADORAS


CLÃ DAS ADAGAS VOADORAS (SHI MIAN MAI FU, CHINA/HONG KONG 2004) – de Zhang Yimou. A primeira faz chun... Assim como HERÓI, do mesmo diretor, CAV é uma sinfonia de imagens poéticas. O enredo é simples: um guerreiro romântico ajuda uma prisioneira cega a fugir e se reencontrar com seus companheiros, que formam o Clã das Adagas Voadoras. Nesta fuga, eles são perseguidos pelos soldados e têm que lutar para sobreviver numa floresta. HERÓI e O CLÃ DAS ADAGAS VOADORAS são filmes opostos e paradoxalmente complementares. Talvez a melhor explicação para tal fato seja o conceito oriental de Yin e Yang, que simbolizam os opostos (luz/trevas, feminino/masculino, lua/sol,etc.), mas que prega que nem tudo é completamente Yin e nem tudo é completamente Yang, e que não há como existir um sem o outro, estando esses opostos em complementaridade. È neste sentido que os dois filmes de Yimou se encaixam um no outro. O CLÃ DAS ADAGAS VOADORAS é um excelente filme. Com personagens fortes e carismáticas, atuações excepcionais, seqüências bem feitas e belas de se ver, fotografia e figurinos exuberantes. A seqüência final, em especial, uma explícita homenagem aos filmes de samurai do mestre Kurosawa, é particularmente marcante, dada principalmente a seu forte apelo dramático. Roger deve ter gostado.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

770 - A MÁSCARA DA TRAIÇÃO


A MÁSCARA DA TRAIÇÃO (BRASIL, 1969) – Janete Clair na tela grande. Este é um daqueles filmes que só foram possíveis porque a década de 60 se permitiu a toda e qualquer imitação daquilo que se considerava sucesso. Pois bem, “A Máscara da Traição” é uma mistura de filmes policiais com tramas rocambolescas de telenovelas, não fosse a presença de Tarcísio Meira, Glória Menezes e Cláudio Marzo encabeçando a história de um roubo da renda de um jogo no Maracanã. César (Marzo), contador da Suderj, é despedido por seu chefe autoritário, Carlos (Tarcísio Meira), ao mesmo tempo em que começa um romance com a esposa deste (Glória Menezes). Para incriminá-lo pelo roubo da renda do jogo, César se faz passar por ele, usando uma máscara de borracha. Tosco e curioso, vale como registro do cinema nacional.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

769 - SENHORES DO CRIME


SENHORES DO CRIME (EASTERN PROMISSES, USA 2007) – de David Cronenberg. Uma adolescente russa dá à luz e morre num hospital em Londres, sob os cuidados de uma enfermeira (Naomi Watts, 28 de setembro de 1968) que, intrigada com um diário que encontra na bolsa da jovem, resolve investigar de onde é sua família. Acaba se envolvendo com um mafioso dono de um restaurante, cujo filho desajustado (Vincent Cassel, soberbo) vive vigiado pelo motorista (Viggo Mortensen, 20 de outubro de 1958, excelente). O filme trata da velha dicotomia entre o bem e o mal e, além disso, lança um olhar benigno sobre a suposta indelével capacidade humana de manter a ética mesmo nas situações mais difíceis. De fato, Cronenberg consegue mostrar isso no filme, sem ser sentimentalista. O personagem de Mortensen parece ser a representação desta possibilidade de remissão. É interessante a forma com que o diretor consegue ir desvendando as facetas dos personagens pouco a pouco.

terça-feira, 31 de março de 2009

768 - JORNADA NAS ESTRELAS, SEXTA TEMPORADA, DISCO 2


JORNADA NAS ESTRELAS, SEXTA TEMPORADA, DISCO 2 – há dois episódios legais: “Segunda infância”, no qual Picard, Ro e Guinan são transformados em crianças de 12 anos de idade, durante um mal funcionamento do transporte da Enterprise; e “Por um punhado de Datas”, sobre uma aventura no holodeck com Worf e seu filho Alexander.

767 - JORNADA NAS ESTRELAS, A NOVA GERAÇÃO, SEXTA TEMPORADA, DISCO 1


JORNADA NAS ESTRELAS, SEXTA TEMPORADA, DISCO 1 – dos quatro episódios, o mais interessante é o quarto, “Relíquias”, no qual a tripulação da Enterprise descobre Scotty (James Doohan, 03 de março de 1920 – 20 de julho de 2005), o engenheiro-chefe do Capitão Kirk. Scotty relembra os velhos tempos com Kirk e faz comparações com os avanços tecnológicos da Enterprise atual.

quinta-feira, 26 de março de 2009

766 - COISAS QUE PERDEMOS PELO CAMINHO


coisas que perdemos pelo caminho (things we lost in the fire, usa 2007) – drama com Hale Berry e Benicio Del Toro. Depois da morte de Bryan (David Duchovny), sua viúva, Aldrey (Berry, 14 de agosto de 1966), passa a conviver com o melhor amigo dele (De Toro, 19 de fevereiro de 1967, Porto Rico), cujo estilo de vida desregrado, totalmente diferente de Dan, provoca profundas modificações na vida da família que, assim, aprende a conviver melhor com a perda. História um pouco arrastada demais que acaba prejudicando a atuação de Hale Berry, mas que dá chance a Del Toro mostrar razoáveis recursos dramáticos. O título, em português, foi o que me chamou a atenção para o filme, embora o em inglês faça mais sentido depois que se conhece a história. Direção de Susane Bier.

quarta-feira, 25 de março de 2009

765 - ESPÍRITOS 2


ESPÍRITOS 2 (ALONE, TAILÂNDIA 2006) - Pim mudou-se para Coréia e espera dar início a uma nova vida ao lado de seu marido. Entretanto, a doença de sua mãe faz com que ela tenha de voltar à Tailândia. Lá ela passa a ter estranhas sensações e a ser aterrorizada pelo espírito de sua irmã siamesa, já morta. Apesar do título brasileiro, a única referência deste filme com Espíritos - A Morte Está ao seu Lado (2004) é que ambos tiveram os mesmos diretores. No mais, é aquilo que já se sabe: menininha morta volta do além para dar sustos numa pessoa em quem ninguém acredita. No entanto, este filme mostra um twist que faz valer a pena.

segunda-feira, 9 de março de 2009

764 - O ASSASSINO


O ASSASSINO (BLIND HORIZON, USA 2003) – Frank (Val Kilmer) aparece, no início do filme, ferido à bala e sem memória, perto de uma cidadezinha no interior dos EUA. A única pista é a suspeita que Frank tem de que o presidente dos EUA vai sofrer um atentado quando passar pela cidade. Faye Dunaway tem um papel pequeno. A história não tem muita originalidade. No elenco, Sam Shepard, Neve Campbel e Amy Smart.

domingo, 8 de março de 2009

763 - DE VENTO EM POPA


DE VENTO EM POPA (BRASIL, 1957) – de Carlos Manga. Oscarito e Sonia Mamede estão num navio que chega ao Brasil com Cyl Farney, rapaz rico mandado para o exterior para estudar energia atômica. No entanto, ele só queria saber de música e de abrir uma boate quando chegasse ao Brasil, coisa que contrariaria o desejo de seu pai. Confusões típicas das chanchadas que, neste filme em especial, ganham um molho diferente em função das antológicas cenas de Oscarito, particularmente a que ele interpreta Elvis Presley. Dóris Monteiro faz o par romântico de Farney com surpreendente atuação.

762 - A OUTRA FACE DA RAIVA


A OUTRA FACE DA RAIVA (THE UPSIDE OF ANGER, USA/INGLATERRA, 2005) – Terry (Joan Allen) acabou de ser largada pelo marido e está furiosa. A raiva a vai consumindo lentamente, acompanhada com generosas doses de vodca. Mãe de quatro filhas e sem saber qual rumo tomar na vida, ela acaba se aproximando de Denny (Kevin Costner), outro amigo da garrafa por absoluta falta do que fazer. Unidos a princípio pelo álcool, e depois por empatia, eles acabam descobrindo serem muito mais do que companheiros de carraspana. O final arrumadinho demais quebra um pouco o ineditismo da história, mas vale a pena conferir.

sexta-feira, 6 de março de 2009

761 - AWAKE - A VIDA POR UM FIO


AWAKE, A VIDA POR UM FIO (AWAKE, USA 2007) – quem vê cara não vê coração. Aí está um filme que mexe com o coração da gente: jovem milionário (Hayden Christensen) vai ser operado por seu melhor amigo
(Terrence Howard), na noite em que casa com a namorada (Jéssica Alba), contra a vontade de sua mãe (Lena Olin). Bem, a partir daí, espere o inesperado. Nada de excepcional – apenas um ótimo filme para se ver numa sexta-feira à noite, repleto de sustos, surpresas, reviravoltas e, claro, a beleza de Jéssica Alba. Por outro lado, a história, muito bem engendrada, aponta para várias direções, sendo as mais interessantes, na minha opinião, a influência da dramaturgia de Shakespeare e a abordagem bíblica do personagem principal, Clay, que, em inglês, quer dizer barro, matéria-prima da humanidade, segundo os livros.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

760 - BEE MOVIE - A HISTÓRIA DE UMA ABELHA


BEE MOVIE - A HISTÓRIA DE UMA ABELHA (USA 2007) – de Jerry Seinfeld. Animação sem muita graça que prometia muito antes do lançamento, e acabou decepcionando, mais em função da grife Seinfeld do que do artesanato do produto final. Os 150 milhões de dólares gasto na produção não adiantaram muito. As situações supostamente engraçadas perdem a força quando transportadas para uma trama pouco original: Barry (Seinfeld), um zangão revoltado, desiste de ser um mero operário para viver entre os humanos e combater a exploração do mel.

759 - ANJOS DE CARA SUJA


ANJOS DE CARA SUJA (ANGELS WITH DIRTY FACES, USA 1938) – de Michael Curtiz. Clássico drama contando a história de dois jovens que acabam tendo um futuro distinto: um vira gangster e o outro padre. O gangster, claro, é o papel de James Cagney (17 de julho de 1899 – 30 de março de 1986), e o de padre de Pat O’Brien. Eles se encontram depois de crescidos e as circunstâncias os colocam lados opostos. Humphrey Borgat (25 de dezembro de 1899 – 14 de janeiro de 1957) faz um papel secundário, pois ainda não tinha estourado como astro de primeira grandeza. O final, com Cagney indo para a cadeira elétrica, é clássico.

758 - PREMONIÇÃO


PREMONIÇÃO (FINAL DESTINATION, USA 2000) – depois de prever a explosão do avião em que ia embarcar, juntamente com um grupo de amigos, rapaz começa a perceber que, por algum misterioso motivo, a morte volta para chamar todos os que foram poupados. Terror hemático sem muita novidade, que deu início a uma série tão previsível que nem teríamos necessidade de algum dom premonitório para saber o que vai acontecer. Final pífio. Quer saber? Não caia nessa.

757 - SE EU FOSSE VOCÊ


SE EU FOSSE VOCÊ (BRASIL, 2007) – de Daniel Filho. Carregando nas tintas, o diretor faz uma comédia previsível e, portanto, sem graça. A troca que acontece entre os personagens de Tony Ramos e Glória Pires, além de não ter nada de original, acaba sendo pretexto para uma série de situações desenxabidas e constrangedoras, especialmente por parte da repetitiva e fraca atuação de Glória. Se eu fosse você, não assistia.

756 - O REINO


O REINO (THE KINGDOM, USA 2007) – esse thriller de ação aborda uma questão delicada de forma equivocada, ao assumir uma postura racista e colocar mais lenha na fogueira na cruzada antiislâmica. Ator inexpressivo, o diretor Peter Berg é inábil com a câmera de mão e erra feio ao apelar para a estética documental aos moldes dos trabalhos de Michael Winterbottom (O Preço da Coragem) e Paul Greengrass (Vôo United 93). A história começa num condomínio de estrangeiros na Arábia Saudita, onde dois atentados terroristas fazem mais de 100 vítimas, entre elas um grande número de americanos. Após chantagear o embaixador saudita nos EUA, Ronald Fleury (Jammie Fox), agente do FBI, consegue permissão para levar uma equipe até lá, para encontrar a resistência e a hostilidade da polícia militar árabe.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

755 - O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA


O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA (LOVE IN THE TIME OF CHOLERA, USA 2007) – de Mike Newell, de Quatro Casamentos e um Funeral (1994). Apesar das críticas desfavoráveis que li, o filme é bem feito e muito fiel ao grande livro de Gabriel Garcia Marquez. Belíssima atuação de Javier Bardem como Florentino Ariza. Claro que, em função da história, os personagens falando inglês é uma coisa que destoa à primeira vista, mas não prejudica a percepção do filme. Bela fotografia. Os diálogos mais importantes foram mantidos, felizmente, embora, vez por outra, tenham outro alcance quando vertidos para o inglês. No mais, a história é linda, os personagens são inesquecíveis e a gente fica mesmo com vontade de acreditar que o amor pode mesmo durar para sempre.

sábado, 31 de janeiro de 2009

754 - STAR TREK, A NOVA GERAÇÃO, 5A TEMPORADA DISCO 3


STAR TREK, A NOVA GERAÇÃO, QUINTA TEMPORADA, DISCO 3 (STAR TREK, THE NEXT GENERATION, SEASON 5, 1991/1992) – o disco 3 tem dois episódios razoáveis: “Uma questão de tempo” e “Meu Herói”. No primeiro, um suposto viajante do futuro chega à Enterprise e levanta suspeitas entre a tripulação. No segundo, um menino sobrevivente de uma nave danificada estabelece uma relação simbiótica com Data. Num outro, os pais adotivos de Worf o convencem a ficar com seu filho Alexander, que tem vários problemas de adaptação à rotina da nave.

753 - STAR TREK, A NOVA GERAÇÃO, 5A. TEMPORADA, DISCO 2


STAR TREK, A NOVA GERAÇÃO, QUINTA TEMPORADA, DISCO 2 (STAR TREK, THE NEXT GENERATION, SEASON 5, 1991/1992) – esse segundo disco tem como ponto alto um episódio (“Unificação”) em duas partes com a participação de Spock, que resolve desertar para o Império Romulano, o que obriga Picard e Data a viajar disfarçados de Volcanos a Romulus para descobrir o que aconteceu. No primeiro episódio, “Desastre”, uma fatalidade com a Enterprise, coloca Troi no comando da nave. Essa situação inesperada rende uma boa história. O outro episódio, “Jogo”, é um dos piores da série.

752 - STAR TREK, A NOVA GERAÇÃO, QUINTA TEMPORADA, DISCO 1 (STAR TREK, THE NEXT GENERATION, SEASON 5,


STAR TREK, A NOVA GERAÇÃO, QUINTA TEMPORADA, DISCO 1 (STAR TREK, THE NEXT GENERATION, SEASON 5, 1991/1992) – dos quatro discos da quinta temporada, esse me pareceu o menos interessante. O melhor, talvez, seja o segundo episódio, Darmok, no qual Picard vai a um planeta hostil para duelar com um alienígena cuja língua parece ser uma barreira impossível de transpor. A história apresenta aspectos lingüísticos, com ênfase no discurso metafórico.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

751 - AEONFLUX


AEONFLUX (USA 2005) - Aeon Flux é a história de uma bela assassina (Charlize Theron, 07 de agosto de 1975) enviada para matar o líder de uma sociedade distópica que contém o que restou da humanidade no futuro. Apesar de o roteiro ser um derivado de muitos outros filmes de ficção científica, o filme é bem razoável, principalmente por causa de Charlize (está linda, como sempre) e pela inusitada fotografia psicodélica e pelo ritmo intenso. No mais, Aeonflux é mais uma fantasia futurística do que um exercício de ficção científica cinematográfica, justamente porque se leva a sério demais. A produção havia, primeiramente, planejado usar Brasília como locação, mas desistiu por causa de problemas logísticos.

750 - O TIRO QUE NÃO SAIU PELA CULATRA


O TIRO QUE NÃO SAIU PELA CULATRA (PARENTHOOD, USA 1989) – de Ron Howard. Eis um filme que vai se tornando um clássico, na medida em que você vai ficando mais velho. Ou seja: dependendo da sua fase de vida, você pode ter várias leituras da história. É uma comédia, mas também pode ser vista como um drama envolvendo os diversos estágios existenciais, através das relações familiares. O elenco é excepcional: Steve Martin, Mary Steenburgen, Jason Robards, o sumido Tom Hulce, Dianne Wiest, Keanu Reeves, e Joaquin Phoenix, ainda menino. Atenção para o personagem da talentosíssima Dianne Wiest, um primor de dramaticidade. Acredito que não há como não nos reconhecermos em muitas situações do filme, mesmo que indiretamente.O título em português é um equívoco inexplicável.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

749 - BRASÍLIA 18%


BRASÍLIA 18% (BRASIL, 2005) – de Nelson Pereira dos Santos. Olavo Bilac (Carlos Alberto Riccelli) é um renomado médico legista, que trabalha em Los Angeles. Bilac é convidado pelo Instituto Médico Legal de Brasília a dar seu parecer na perícia de identificação de uma ossada, que supostamente pertence à jovem economista Eugênia Câmara (Karine Carvalho), desaparecida há meses. A decisão de Bilac é cercada de expectativa, já que se for constatado que a ossada é de Eugênia isto significa que ela foi morta por seu namorado, o cineasta Augusto dos Anjos (Michel Melamed), que foi a última pessoa a vê-la antes de seu desaparecimento. Entretanto há interesses para que Augusto permaneça na cadeia, devido a acusações por ele feitas a políticos. É quando, em meio às pesquisas através de fotos, vídeos e de comentários contraditórios, Bilac termina se apaixonando por Eugênia. O título Brasília 18% é uma referência à baixa taxa de umidade da cidade e também ao número de filmes de ficção feitos pelo diretor Nélson Pereira dos Santos.

748 - UM MUNDO PERFEITO


UM MUNDO PERFEITO (A PERFECT WORLD, USA 1993) – de Clint Eastwood. Um garoto de oito anos, Philip (T.J. Lowther) desenvolve profunda amizade com seu seqüestrador, Butch Haynes (Kevin Costner), um perigoso criminoso perseguido pelo chefe de polícia do Texas, Chefe Red Garnett (Clint Eastwood). A partir daí, a direção de Clint Eastwood constrói um delicado resgate de valores e emoções, numa relação que vai além dos clichês que se esperaria de um filme com essas características. É também um road movie, durante o qual Butch se encarrega de dar liberdade às emoções de Philip que, por sua vez, apenas reage com expressões faciais. Grande exemplo de ótima atuação dos dois atores. Possivelmente, o melhor elemento do filme. Especialmente interessante é o fato de o menino sonhar com uma fantasia de Gasparzinho, que ele eventualmente consegue durante a viagem, num claro contraponto com a dramaticidade da situação.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

747 - PERGUNTE AO PÓ


PERGUNTE AO PÓ (ASK THE DUST, USA 2006) – eis um belo filme que teve menos prestígio do que realmente merecia. Roteirista de Uma Rajada de Balas e de Chinatown, Robert Towne dirige essa história baseada no livro homônimo do escritor John Fante (1909 – 1983): o jovem Arturo Bandini (Colin Farrel), com aspirações literárias, que começa a enfrentar dificuldades ao se apaixonar a bela e problemática Camilla (Salma Hayek). No entanto, o principal personagem dessa história é a empoeirada e hostil cidade de Los Angeles dos anos 30, que dá o tom “noir” desta atração que não recebeu a devida atenção quando exibida nos cinemas.

746 - UM LUGAR PARA RECOMEÇAR


UM LUGAR PARA RECOMEÇAR (AN UNFINISHED LIFE, USA/ALEMANHA 2005) – este filme do sueco Lasse Hallström proporciona uma parceria inédita entre Morgan Freeman – no seu habitual papel de amigo e conselheiro – e Robert Redford, como um rancheiro amargo e taciturno, que não diferiu a morte do único filho num acidente de carro e que se vê obrigado a dar abrigo à nora (Jennifer Lopez) e à neta (a promissora Becca Gardner). Redford está magistral, assim como Freeman, e os dois fazem o filme valer a pena. Claro que Jennifer se esforça, mas seus poucos recursos dramáticos ficam evidentes diante desses dois gigantes.