domingo, 31 de maio de 2015

2612 - A CAIXA



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A CAIXA (THE BOX, USA 2009) – Apesar do enredo meio criptografado, o filme funciona como um mix de suspense e ficção científica. Um casal, (James Mardsen e Cameron Diaz) recebe uma caixa e instruções para apertar um botão que a encima, sabendo que, ao fazerem isso, ganharão um milhão de dólares e que uma pessoa, desconhecida deles, irá morrer. A partir daí, se estabelece o dilema moral que vai perpassando em vários outros momentos da história. Sob este aspecto, A CAIXA tem lá sua originalidade, embora não desenvolva a fundo a proposta inicial de levar o ser humano a sucessivos testes de natureza ética. Vale mencionar a presença magnética e talentosa de Frank Langela, que mostra que é um dos maiores atores da atualidade, mesmo atuando com meio rosto (sim, veja e filme e saiba por quê). Cameron Diaz, mais uma vez, mostra que não sabe atuar.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

2611 - THE HOUSE OF FRANKENSTEIN


THE HOUSE OF FRANKENSTEIN (USA, 1944) – On the decline of the Universal Horror era, this production manages to make room for Frankenstein's monster, Dracula, the Wolf Man, and a couple of new recruits. Escaping from prison, mad scientist Boris Karloff continues his diabolical efforts to emulate Dr. Frankenstein's "eternal life" experiments; he also swears vengeance on the men who sent him to prison. In a certain way, we are led to the impression that the producers made a last effort to inject blood (Dracula would love that) in the genre, but the outcome is a little bit disappointing.

terça-feira, 26 de maio de 2015

2610 - MARY TYLER MOORE

MARY TYLER MOORE – 6.a TEMPORADA (MARY TYLER MOORE – 6TH SEASON, USA 1977) - Uma das sitcoms mais importantes da história da TV americana, Mary Tyler Moore/The Mary Tyler Moore Show permanece atual, com um ótimo texto e um bom desenvolvimento de personagens.
A série revolucionou a forma como a mulher é retratada pelas comédias americanas. Com quatro perfis bem distintos, Mary Tyler Moore trabalhou os sonhos e a realidade da mulher solteira, bem como o da mulher frustrada no casamento. Mary (Mary Tyler Moore) representava aquela que todas desejavam ser. Era gentil, preocupada com a sociedade e os relacionamentos, bem como uma profissional dedicada, que busca realizar o melhor trabalho possível, visando à qualidade e seu crescimento. A sexta temporada marca o mudança de Mary para um novo apartamento, e o casamento de Ted com Georgette (Georgia Engel, que fez a mãe de Lyndsey, namorada de Alan em TWO AND A HALF MEN). O episódio abaixo é um dos mais engraçados da temporada. Nele, um palhaço que tinha um programa na emissora de Mary, morre atropelado, e este acontecimento provoca a reações mais inesperadas dos seus colegas, principalmente quando Ted tem que dar a notícia, durante o jornal em que é âncora. A série fazia tanto sucesso que teve a participação da então primeira-dama americana, Betty Ford, em um episódio em que Mary e Lou vão a Washington.


2609 - RICO RI À TOA


RICO RI À TOA (BRASIL, 1957) - Comédia que marca a estreia do diretor Roberto Faria, e ainda com o primeiro trabalho do irmão Reginaldo, como assistente de câmera. Zé Trindade é um chofer de táxi que tem uma verdadeira paixão pelo seu carro e vive discutindo com seus passageiros. Um dia, ele, a esposa e a filha recebem a visita de um advogado, que lhes entrega uma herança de R$ 15 milhões, vinda de um parente desconhecido de Portugal. Mas tudo não passa de um golpe para encobrir o dinheiro do assalto a um banco, ocorrendo a partir daí inúmeras situações típicas deste tipo de produção, além de números musicais. Uma coisa é certa - Zé Trindade era realmente o máximo!

2608 - THIS IS IT

 
THIS IS IT (USA, 2009) - Documentário com imagens de arquivo e dos últimos ensaios de Michael Jackson no Staples Center de Los Angeles e no The Forum, em Inglewood, para a série de shows que faria em julho de 2009, em Londres, além de entrevistas com amigos e colaboradores. O filme é uma homenagem póstuma ao astro pop, que morreu em 25 de junho de 2009, em Los Angeles.

2607 - OS DEZ MANDAMENTOS


OS DEZ MANDAMENTOS (THE TEM COMMANDMENTS, USA 1956) – Clássico com Charlton Heston como Moisés, dirigido por Cecil B. DeMille, e elenco grandioso, como convém a uma superprodução característica desta época em Hollywood. As quase quatro horas de duração se diluem numa narrativa quase didática, bem chegada ao drama exagerado, principalmente nas marcações teatrais. De qualquer forma, Heston era mesmo o ator talhado – pela voz, pelo físico e pela presença cênica – para viver o personagem bíblico.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

2606 - O ATAQUE DA MULHER DE 15 METROS

O ATAQUE DA MULHER DE 15 METROS (THE ATTACK OF THE 50 FT WOMAN, USA 1958) – Um dos clássicos do cinema “B” dos anos 50, acabou tenho notoriedade por seu poster ter ficado muito mais famoso do que o filme. Uma esposa bêbada, em apuros com o marido mulherengo, tem sua vida mudada depois de um encontro com um alienígena gigante. A partir daí, a mulher passa a crescer até atingir a altura de 50 pés e sai em perseguição ao marido infiel, destruindo a cidade, até o final trágico, no bar onde o indigitado encontrava sua amante. O roteiro fraquíssimo é só pano de fundo para uma sucessão de efeitos bens ruins – não costumo criticar a turma dos efeitos especiais dos filmes desta época, porque, com toda limitação técnica e orçamentária, em muitas produções, conseguiram resultados bem legais, o que não foi o caso deste filme. É uma versão feminina do sensacional AMAZING COLOSSAL MAN, um dos filmes mais assustadores de todos os tempos.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

2605 - NÓS NUNCA TEREMOS PARIS



1.     NÓS NUNCA TEREMOS PARIS (WE’LL NEVER HAVE PARIS, USA 2014) Escrito e dirigido por Simon Helberg, o Howard de THE BIG BANG THEORY, o filme é sobre as tentativas de Quinn (Helberg) de reconquistar a noiva Devon (Melanie Lynskey, a Rose de TWO AND A HALF MEN), que vai para Paris, depois de uma crise no seu relacionamento. A história nos remete ao universo dos filmes de Woody Allen, embora sem o brilhantismo deste. Infelizmente, Helberg não consegue que o tom de comédia se mantenha, principalmente porque o argumento é muito fraco, e ele, como protagonista, repete os maneirismos adoráveis, mas não eficientes aqui, do seu personagem em THE BIG BANG THEORY.
O título é uma referência trocada a Ricky e Elsa, no inesquecível CASABLANCA.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

2604 - QUEM MATOU KENNEDY?

 
QUEM MATOU KENNEDY? (KILLING KENNEDY, USA 2013) – Produção feita para TV sobre os anos da administração Kennedy e a trajetória de Lee Oswald, até o dia do assassinato, em Dallas. Rob Lowe surpreende com uma personificação quase perfeita do presidente. O roteiro chapa-branca está totalmente alinhado com o Relatório Warren, apontando Oswald como único responsável pelo assassinato, sem deixar qualquer alternativa a ser considerada. Baseado no livro homônimo de Bill O’Reilly e produzido pelo History Channel. 

terça-feira, 19 de maio de 2015

2603 - O SINAL

 
O SINAL (LA SEÑAL, ARGENTINA, 2007) – Um filme com Ricardo Darín não pode deixar de ser assistido, ainda mais se tratando de sua estreia como diretor. No estilo noir americano – o roteiro não deixa dúvidas de que segue a cartilha de Robert Siodmak e Fritz Lang -, o filme deixa um pouco a desejar, especialmente na ambientação de Buenos Aires dos anos 50, que mais parece uma cidade fantasma, dado o número reduzido de pessoas na rua, e na previsibilidade do roteiro. Todos os clichês do gênero noir estão lá: da excelente fotografia meio sépia, passando pelos personagens soturnos à, claro, mulher fatal. A ruína de todo detetive de filme noir começa quando a mulher fatal entra pela porta de seu escritório. Essa ruína não tem mais volta a partir do momento em que os dois trocam o dramático primeiro beijo na boca. Nesta história, o beijo entre Corvalán (Darín) e Gloria (Julieta Diáz) acontece, não por coincidência, dentro de um cinema. Puristas dizem que todo filme noir pós-58 já deve ser visto como releitura. Aí se encaixam exemplares daquilo que se convencionou chamar neo-noir: desde a exacerbação da perversão de Chinatown (1974) até a exacerbação da própria exacerbação da perversão em Veludo Azul (1986). O futurismo de Blade Runner (1982) e a desconstrução de AMNÉSIA (2000) não deixam de ser, também, releituras do noir. A questão é saber se O SINAL contribui com o gênero noir ou apenas o reverencia. Talvez nem uma coisa nem outra – dentro do cenário político do peronismo (o forte do cinema argentino) o filme cumpre sua missão de resgatar valores de uma sociedade que então, e ainda hoje, convenhamos, se divide entre a política e o machismo.

2602 - MESMO SE NADA DER CERTO

MESMO SE NADA DER CERTO (BEGIN AGAIN, USA 2014) – Um dos filmes mais sensíveis e emocionantes dos últimos tempos. Conta a história de Gretta (Keira Knightley), uma compositora que canta com uma voz delicada, num dos inúmeros bares de Nova Iorque, e chama a atenção de um produtor musical caído em desgraça (Mark Ruffalo), que vê nela o que ninguém mais vê: alguém cantando verdadeiramente com o coração. A partir daí, eles experimentam uma conexão profunda que começa pela música e invade e modifica todos os aspectos da vida deles, mas que provavelmente não poderá existir senão na forma platônica da colaboração artística. O diretor irlandês John Carney deixa tudo muito nas mãos do acaso: a luz natural da cidade, seus ruídos, os personagens que estão pela rua e são incorporados à cena, os músicos que tocam de fato o que se está ouvindo (Keira inclusive). E o resultado é um filme para amar. Além disso, acerta naquilo que não se pode prever: a reação epidérmica, espontânea e elétrica entre Keira e Ruffalo. A cena em que os dois andam por Times Square, ouvindo o playlist dela através de um splitter é uma das imagens que não se esquece e que queremos que aconteça com a gente.


 

 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

2601 - A ASCENÇÃO DO IMPÉRIO


300 – A ASCENÇÃO DO IMPÉRIO (300 – RISE OF THE EMPIRE, USA, 2014) - Ainda que seja bastante competente em emular a estética do primeiro 300, em especial o alto contraste e as câmeras lentas estilosas, assinatura de Zack Snyder, o filme não chega nem perto do festival de testosterona do longa de 2007. Se o original cativou o público com ação e frases de efeito tão cortantes quanto os golpes de Leônidas, falta bravata e sobram discursos professorais à sequência. O único aspecto interessante é a presença magnética de Eva Green, que arrebata tanto pela força quanto pelo fato de ser tão bela. Ela também já tinha roubado o filme em SIN CITY, A DAMA FATAL. Rodrigo Santoro, com mais cenas e mais falas, mostra como surgiu Xerxes.


2600 - O BARBEIRO QUE SE VIRA


O BARBEIRO QUE SE VIRA (BRASIL, 1958) – Chanchada com Arrelia, como um barbeiro de uma cidadezinha, onde realiza várias funções, entre as quais a de cupido. O trocadilho explícito faz referência à famosa ópera ''O Barbeiro de Sevilha'', o que mostra, de certa maneira, que o público-alvo destes filmes, à época, tinha informação suficiente para entender a piada no título. Foi a estreia de Paulo Goulart no cinema.
 

domingo, 17 de maio de 2015

2599 - TERRA DE SOMBRAS



1.     TERRA DE SOMBRAS (SHADOWLANDS, USA 1993) – O filme conta a história real envolvendo o escritor C.S.Lewis (Anthony Hopkins), o mesmo de AS CRÔNICAS DE NÁRNIA, e a escritora americana Joy Gresham (Debra Winger), admiradora literária de Lewis. Desta aproximação, nasce a história de amor entre os dois, numa época em que as pessoas se procuravam para falar de poesia. O roteiro e a presença de Hopkins nos remetem a um filme com temática similar – NUNCA TE VI, SEMPRE TE AMEI. Na primeira parte do filme, dá-se uma ênfase nas diferenças culturais entre a Inglaterra e os Estados Unidos, especialmente quando os personagens principais contracenam. Muito triste no seu terço final, o filme é mais uma oportunidade de ver como Anthony Hopkins é um dos maiores atores de todos os tempos.