sábado, 31 de dezembro de 2011
1226 - APERTEM OS CINTOS, O PILOTO SUMIU 2
Há um louco detonador a bordo, o primeiro módulo lunar está para se autodestruir, as máquinas não estão funcionando e o pior de tudo: atripulação descobre que está sem nenhum café! É novamente a grandemaluquice de Apertem os Cintos..., Robert Hays e Julie Hagerty saindototalmente de órbita para recriar seus hilariantes personagensoriginais. Conseguirá Hays salvar o dia outra vez... mesmo sem café?Apertem os cintos para um vôo inesquecível... e boa viagem!
1225 - CLAMOR DO SEXO
CLAMOR
DO SEXO (SPLENDOUR IN THE GRASS, USA 1961) - Elia
Kazan é um dos maiores diretores norte-americanos de todos os tempos, suas
obras são magníficas, abordando sempre temas polêmicos e relevantes. Citando
alguns de seus melhores trabalhos, "A Luz é Para Todos" aborda o
anti-semitismo, trazendo Gregory Peck como um jornalista que se passa por um
judeu; "Sindicato de Ladrões" tem um tema político, estrelando Marlon
Brando como um ex-boxeador que luta contra um sindicato de corruptos;
"Vidas Amargas" retrata o drama de um jovem (James Dean) e sua
dificuldade de relacionamento com o pai e "Uma Rua Chamada Pecado",
com certeza o seu filme com o maior peso dramático, é a película com aspectos
bastante semelhantes ao filme criticado aqui, sexualmente falando, de acordo
com a moral da época. "Clamor do Sexo", depois de "Uma
Rua", é o filme mais polêmico de Kazan. Os belíssimos Bud (Warren Beatty)
e Deani (Natalie Wood) são jovens que formam um casal apaixonado no final dos
anos 20, um ano antes da Grande Depressão. Bud é herdeiro de uma grande
companhia de petróleo, já Deani é filha de um doceiro, mas a diferença
econômica não é nem de longe o principal fator que vai interferir em seu
relacionamento. E qual é então o fator principal? O simples e puro desejo
sexual. Ora, estamos falando dos anos 20, uma época em que uma garota 'de
família' não podia nem cogitar a idéia de transar com seu namorado antes do
casamento, por mais que o desejo aflorasse. Na verdade, o desejo da mulher
tinha que ser totalmente reprimido, como diz a mãe de Deani à filha: - Só
fazemos essas coisas para satisfazer os nossos maridos, para reprodução. A
mulher não sente tanta vontade quanto o homem. Com esse diálogo, vemos que
realmente muita coisa mudou em menos de cem anos, e a década de 20 seria o
ponto de partida para as grandes mudanças ocorridas nesse século.
Devido à essa repressão sexual, Bud começa a ficar cada vez mais e mais frustrado, e ainda tem que enfrentar o dilema entre ir para faculdade e casar com Deani só depois da graduação, ou continuar na cidade e trabalhar como fazendeiro. Ele também sofre uma forte pressão por parte de seu pai, que deseja ter um filho estudado. Esses típicas questões da época que ainda persistem de alguma forma. Para completar, Bud tem uma irmã que é a ovelha negra da família, o oposto de Deani, ela não liga para o que os outros pensam e não tem medo de satisfazer seus desejos, em 1928, uma verdadeira promíscua. As atuações são um dos maiores pontos fortes do filme, e não era de se esperar por menos, vindo de um verdadeiro diretor de atores. Em "Uma Rua Chamada Pecado", Marlon Brando e Vivien Leigh dão um show de intepretação, nesse o desejo sexual entre os dois é claro e confuso ao mesmo tempo, não há amor entre os dois, apenas um desejo carnal e um ódio espiritual. O diretor também tira o melhor de James Dean em um de seus únicos três filmes, Dean é mais que convincente na pele de um jovem atormentado por sua família. Estudante ilustre do Método Strasberg, Kazan desenvolveu com seus atores (principalmente Dean e Brando, esse último consagrado em "Uma Rua") um modo peculiar (para a época) de interpretação: falando de uma maneira mais superficial, o método consistia em fazer com que o ator resgatasse sentimentos (bons ou ruins) de seu passado e assim usá-los em prol do papel que estaria interpretando; um método muito controverso, recebendo pesadas críticas de grandes atores como, por exemplo, o shakesperiano Laurence Olivier, mas isso é outra história.
Em "Clamor", ele dá para Warren Beatty o seu primeiro papel de destaque, e o jovem ator se sai muito bem, mas é Natalie Wood, que já tinha provado ser uma grande atriz no eterno musical "Amor, Sublime Amor" e em "Juventude Transviada, que rouba o filme. A sua depressão gradativa por conta do afastamento de Bud é extraordinário. Esse aspecto não deixa de ser um pouco forçado por parte do roteirista Willian Inge, que exagera melodramaticamente ao internar Deani num hospício muito rapidamente. O exagero é ainda maior, pois não nos é mostrado claramente o afastamento do casal, quando percebemos, Deani já está berrando histericamente na banheira de sua casa. Entretanto, como Wood trabalha com muita competência acabamos nos convencendo e assim tudo se torna mais real. O elenco mais velho também está ótimo, destaque para Pat Hingle que interpreta "Bud's old man", Hingle possuía um carisma natural assim como Burl Ives, que interpretou o durão "Old Man" em "Gata em Teto de Zinco Quente". Um paralelo interessante pode ser feito com "Vidas Amargas" no que diz respeito à relação pais e filhos, em "Vidas" o sofrimento do jovem interpretado por James Dean é diretamente proporcional à indeferença do pai; já em "Clamor" não há culpados, a mãe de Deani apenas a criou como a sua mãe a tinha criado, e assim sucessivamente (um fator explícito na obra em um belo diálogo), era simplesmente a cultura da repressão sexual que predominava nas famílias.
A partir daí o romance acaba e o enredo segue outro rumo. Bud decide-se por ir à faculdade, mas não consegue terminar nem o primeiro ano devido ao seu desajustamento no ambiente acadêmico (- Sempre achei que não são todos que devem frequentar uma universidade, diz o reitor de Yale). Deani se apaixona por um jovem no centro psiquiátrico e quando entramos em 29, a crise financeira mundialmente conhecida afeta às duas famílias, causando um dano trágico para uma delas. Mesmo que parte da tragédia da película seja por conta dessa crise (outro aspecto mal explorado, ainda que não seja o tema principal), é impossível não termos a impressão que todos os acontecimentos são desencadeados pela repressão sexual dos jovens. As frustrações, os medos, as inseguranças, tudo é aumentado por causa disso, no começo de um século que mudaria completamente o jeito de pensar do Ocidente.
Com uma direção correta, filmando algumas cenas com ângulos fora do tradicional (mas já usados em "Vidas"), Kazan é ousado em dirigir uma obra com temas fortes e pouco mostrados no Cinema ainda nos anos 60. Essa década serviu como caminho para o Cinema da década seguinte, que definiria os padrões da Sétima Arte até hoje, os anos 60 estavam aos poucos se libertando das amarras, abandonando as ingenuidades e hipocrisias dos anos anteriores, como o Código Hays (que afetou drasticamente o roteiro original de obras como "O Pecado Mora ao Lado", por exemplo).
Devido à essa repressão sexual, Bud começa a ficar cada vez mais e mais frustrado, e ainda tem que enfrentar o dilema entre ir para faculdade e casar com Deani só depois da graduação, ou continuar na cidade e trabalhar como fazendeiro. Ele também sofre uma forte pressão por parte de seu pai, que deseja ter um filho estudado. Esses típicas questões da época que ainda persistem de alguma forma. Para completar, Bud tem uma irmã que é a ovelha negra da família, o oposto de Deani, ela não liga para o que os outros pensam e não tem medo de satisfazer seus desejos, em 1928, uma verdadeira promíscua. As atuações são um dos maiores pontos fortes do filme, e não era de se esperar por menos, vindo de um verdadeiro diretor de atores. Em "Uma Rua Chamada Pecado", Marlon Brando e Vivien Leigh dão um show de intepretação, nesse o desejo sexual entre os dois é claro e confuso ao mesmo tempo, não há amor entre os dois, apenas um desejo carnal e um ódio espiritual. O diretor também tira o melhor de James Dean em um de seus únicos três filmes, Dean é mais que convincente na pele de um jovem atormentado por sua família. Estudante ilustre do Método Strasberg, Kazan desenvolveu com seus atores (principalmente Dean e Brando, esse último consagrado em "Uma Rua") um modo peculiar (para a época) de interpretação: falando de uma maneira mais superficial, o método consistia em fazer com que o ator resgatasse sentimentos (bons ou ruins) de seu passado e assim usá-los em prol do papel que estaria interpretando; um método muito controverso, recebendo pesadas críticas de grandes atores como, por exemplo, o shakesperiano Laurence Olivier, mas isso é outra história.
Em "Clamor", ele dá para Warren Beatty o seu primeiro papel de destaque, e o jovem ator se sai muito bem, mas é Natalie Wood, que já tinha provado ser uma grande atriz no eterno musical "Amor, Sublime Amor" e em "Juventude Transviada, que rouba o filme. A sua depressão gradativa por conta do afastamento de Bud é extraordinário. Esse aspecto não deixa de ser um pouco forçado por parte do roteirista Willian Inge, que exagera melodramaticamente ao internar Deani num hospício muito rapidamente. O exagero é ainda maior, pois não nos é mostrado claramente o afastamento do casal, quando percebemos, Deani já está berrando histericamente na banheira de sua casa. Entretanto, como Wood trabalha com muita competência acabamos nos convencendo e assim tudo se torna mais real. O elenco mais velho também está ótimo, destaque para Pat Hingle que interpreta "Bud's old man", Hingle possuía um carisma natural assim como Burl Ives, que interpretou o durão "Old Man" em "Gata em Teto de Zinco Quente". Um paralelo interessante pode ser feito com "Vidas Amargas" no que diz respeito à relação pais e filhos, em "Vidas" o sofrimento do jovem interpretado por James Dean é diretamente proporcional à indeferença do pai; já em "Clamor" não há culpados, a mãe de Deani apenas a criou como a sua mãe a tinha criado, e assim sucessivamente (um fator explícito na obra em um belo diálogo), era simplesmente a cultura da repressão sexual que predominava nas famílias.
A partir daí o romance acaba e o enredo segue outro rumo. Bud decide-se por ir à faculdade, mas não consegue terminar nem o primeiro ano devido ao seu desajustamento no ambiente acadêmico (- Sempre achei que não são todos que devem frequentar uma universidade, diz o reitor de Yale). Deani se apaixona por um jovem no centro psiquiátrico e quando entramos em 29, a crise financeira mundialmente conhecida afeta às duas famílias, causando um dano trágico para uma delas. Mesmo que parte da tragédia da película seja por conta dessa crise (outro aspecto mal explorado, ainda que não seja o tema principal), é impossível não termos a impressão que todos os acontecimentos são desencadeados pela repressão sexual dos jovens. As frustrações, os medos, as inseguranças, tudo é aumentado por causa disso, no começo de um século que mudaria completamente o jeito de pensar do Ocidente.
Com uma direção correta, filmando algumas cenas com ângulos fora do tradicional (mas já usados em "Vidas"), Kazan é ousado em dirigir uma obra com temas fortes e pouco mostrados no Cinema ainda nos anos 60. Essa década serviu como caminho para o Cinema da década seguinte, que definiria os padrões da Sétima Arte até hoje, os anos 60 estavam aos poucos se libertando das amarras, abandonando as ingenuidades e hipocrisias dos anos anteriores, como o Código Hays (que afetou drasticamente o roteiro original de obras como "O Pecado Mora ao Lado", por exemplo).
1224 - POSSUÍDA
POSSUÍDA
(THE NEW DAUGHTER, USA 2009)
– “Possuída” é um filme de baixo orçamento convencional de casa
assombrada e possessão com um final pavoroso. “Possuída” parece um “enlatado” feito para TV, com personagens e
situações não bem desenvolvidos e uso excessivo de clichês e atitudes nem
um pouco razoável. Louisa é um personagem desagradável desde o início e é
impossível sentir qualquer empatia por ela. Eu não me lembro qual foi
o último bom filme de Kevin Costner, cuja carreira parece estar indo
ladeira abaixo.
1232 - A ALEGRE DIVORCIADA
A ALEGRE DIVORCIADA
(THE GAY DIVORCEE, USA 1934) – esta segunda
parceria de Fred Astaire e Ginger Rogers é um exemplo clássico de um roteiro a
serviço dos números de dança. A história é um clone de “Top Hat”, com aquelas
confusões de identidade totalmente previsíveis. Mas, aqui, o que importa é a
dupla dançando maravilhosamente, e cada vez mais me convenço de que nunca mais
haverá um dançarino como Astaire que, além de tudo, era um ótimo ator. Atenção para
o número de dança em que ele canta “Night and Day”, de Cole Porter. E também a
atuação engraçadíssima de Edward Everett Horton.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
1230 - PERDIDOS NA NOITE
PERDIDOS NA NOITE (MIDNIGHT
COWBOY, USA 1969) - Midnight Cowboy conta a história de dois
homens – Joe Buck (Jon Voight) e Rico “Ratso” Rizzo (Dustin Hoffman) – que ao
final da década de 1960 tentam manter vivas pequenas esperanças, frutos de
vidas que floresceram na marginalidade. Joe é um caubói estilizado e sonhador, além de
fã incondicional de John Wayne, um ícone do “macho man” americano da época.
Acompanhado por um simples rádio de pilha, sai do Texas e desembarca em Nova
Iorque com um sonho: ser gigolô de mulheres ricas. Mas, a cidade das
“oportunidades” não lhe oferece nada mais que dissabores. Em meio à decepção, conhece Ratso, um
vagabundo que lhe aplica um golpe e pega seu dinheiro. Mais tarde quando voltam
a se encontrar, Joe cobra a grana usurpada por Ratso. Porém, logo se compadece
desse sujeito tuberculoso e habitante de um prédio abandonado, que retrata as
condições sub-humanas que a grande metrópole esconde em suas vísceras. Surge,
daí, uma sólida amizade – o
único valor que sobra para os dois – e, unidos, perambulam entre os
arranha-céus sem dinheiro, comida e condições de higiene. Nesse território
nova-iorquino, Joe e Ratso se transformam em duas almas perdidas e errantes,
embora ainda crentes nos seus sonhos trincados. O filme mostra como a terra da “liberdade” pode
escravizar na miséria ingênuos sonhadores. Na qual a alternativa – escolhida em
desespero – é o roubo, a prostituição ou a penhora de um bem, mesmo que este
seja o simples rádio de pilha. As sequências dramáticas dirigidas por John
Schlesinger são surpreendentes e bem
criativas, tangenciando uma estética mais realista, na qual os dramas das
grandes cidades começavam a ser mostrados em cores cruas . Numa das cenas, por
exemplo, Joe e Ratso recebem um convite para uma festa. Nela, o final da década
de 1960, nos EUA, é mostrada como os primórdios da liberação sexual e da disseminação
das drogas. Midnight Cowboy, entretanto, não se baseia apenas
nas angústias de seus protagonistas. Apesar do sofrimento, ainda se é possível encontrar
um certo humor amargo. Joe, por exemplo, não abandona sua “pose” de John
Wayne, sendo motivo de risos para as pessoas. Não deixa de ser engraçado um
take em que Ratso sai mancando atrás de Joe pelas ruas da cidade, como a
mostrar a diferença nem tão profunda assim dos seus mundos. Mas há ainda os
planos que os mantêm vivos: Joe de conquistar sua primeira cliente. E Ratso por
uma nova vida em Miami. É exatamente isso que dá ao filme seu profundo grau de
dramaticidade.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
1229 - O GRANDE TRUQUE
O GRANDE TRUQUE (THE
PRESTIGE, USA 2006) – Os filmes de Christopher
Nolan costumam falar de homens movidos por obsessões. Desde o grande suspense
de inversão temporal Amnésia até o
filme noir Insônia e o
épico Batman Begins, Nolan vem descrevendo uma trajetória que o
conduziu naturalmente a O Grande Truque, um filme em que a obsessão domina tudo. A história gira em torno da rivalidade entre
dois mágicos londrinos na virada do século 20 (Hugh Jackman e Christian Bale). Cada um é obcecado pelos segredos e o sucesso
profissionais do outro. A obsessão é como uma droga: quanto mais mergulham
nela, mais a desejam. Assim como os mágicos costumam serrar uma mulher ao
meio em alguns números, os personagens deste filme também aparecem todo tempo
divididos. Um
truque de mágica pode parecer simples para os leigos, mas não é bem assim,
principalmente na virada do século, em Londres, período em que é ambientada a
história. O filme explica que são necessários três atos para constituir uma boa
mágica: A Promessa, no qual o mágico
apresenta um objeto comum que, geralmente, não é; A Virada, em que esse
objeto comum será transformado em algo extraordinário, momento em que todos
tentam descobrir o segredo; e O Grande Truque, no qual ocorre a mudança e a grande surpresa para a platéia
que sempre fica estarrecida com o resultado. E é nessa mesma seqüência que os
fatos vão acontecendo no filme, com um final surpreendente. E por falar em mágica, ainda tem Scarlett Johansson, tão bela, mas tão
bela, que a gente custa a acreditar que seja de verdade.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
1228 - O PLANETA DOS MACACOS - A ORIGEM
O PLANETA DOS
MACACOS, A ORIGEM (RISE OF THE PLANET OF THE APES, USA 2011) – o que mais impressiona no filme é a fantástica caracterização de Andy
Serkis como Caesar, graças a produtora neozelandeza Weta. A evolução do
chimpanzé, desde a sua infância até o momento em que lidera a revolução que fez
surgir o mundo que Charlton Heston encontrou no filme de 1968, é de fascinar,
ao mesmo tempo em que aterroriza. Depois de mais de 40 anos, a ideia de
destruição em função do húbris – a presunção do homem de se achar senhor do
destino ou da criação – permanece intocável. Claro que o filme original é muito
mais impactante. Este, apenas, cumpre uma função burocrática de explicar o que
poderia ter ocorrido e capricha nos efeitos especiais, em especial, como já
disse, na criação de Ceasar, cujo último olhar em cena é tão marcante que por
si só dá o tom sombrio do filme.
1227 - ROOKIE, UM PROFISSIONAL DO PERIGO
ROOKIE, UM PROFISSIONAL
DO PERIGO (ROOKIE, USA 1990) – de Clint Eastwood.
A velha fórmula do policial veterano (Clint) às voltas com um novo parceiro de investigações
(Charlie Sheen), que não se dão bem no início, mas acabam ficando grandes
amigos no final, depois de derrotarem um bandido meio caricato, vivido por Raul
Julia. Aliás, o aspecto interessante neste filme é a presença de Sonia Braga,
como uma vilão femme fatale, cuja única cena de certo destaque é a sedução
imposta a um Clint Eastwood amarrado em uma cadeira. A fotografia é muito
escura na maior parte das cenas. Dirty Harry no melhor estilo.
domingo, 25 de dezembro de 2011
1226 - MEGAMENTE
MEGAMENTE
(MEGAMIND, USA 2010) - Megamente (Will Ferrell) ganhou uma
reputação de ser o supervilão mais brilhante que o mundo já conheceu. Ao longo
dos anos, ele tentou conquistar Metro City em todos os sentidos imagináveis.
Cada tentativa foi um fracasso colossal, graças ao super-herói conhecido como
"Metro Man" (Brad Pitt), , desde os seus
dias em fraldas. De repente,
apesar de ter derrotado seu inimigo, Megamente percebe que ele não tem nenhuma
finalidade, tornando-se um supervilão sem um super-herói. Ele se dá conta de que
alcançar a ambição de sua vida é a pior coisa que já aconteceu com ele.
Megamente decide que a única maneira de sair de sua rotina é criar um novo
herói chamado Titan a partir de um ex-cinegrafista chamado Hal (Jonah Hill), que tem uma
paixão amarga e incorrespondida pela repórter Rosana (Tina Fey). Titan inicialmente promete ser maior, melhor e
mais forte do que Metro Man sempre foi. Rapidamente Titan começa a pensar que é
muito mais divertido ser um bandido do que um cara bom, mas Titan não quer
dominar o mundo, ele quer acabar com ele e com quem fica em seu caminho.
Megamente, auxiliado por seu companheiro de infância Minion (David Cross), em seguida, pede
para parar Titan, iniciando um caminho para a redenção do processo. Muito divertido.
1225 - FREUD, ALÉM DA ALMA
FREUD, ALÉM DA
ALMA (FREUD, USA, 1962) – de John Huston. Huston havia
chamado Sartre para escrever o roteiro do filme, mas os dois acabaram se
desentendendo e o diretor acabou finalizando a produção sozinho, o que talvez
tenha dado mais dramaticidade à história de Freud e de suas descobertas sobre o
inconsciente e a teoria dos sonhos. Além disso, há a extraordinária atuação de
Montgomery Cliff (1920 – 1966), em que o drama da sua vida real se reflete: ele
havia sofrido um acidente de carro em 1956, durante a gravação de “A Àrvore da
Vida”, quando teve seu rosto desfigurado. No filme, veem-se claramente s
cicatrizes. Ademais, é sabido que Huston o perseguia no set de filmagens,
aludindo de maneira negativa à sua homossexualidade. O que resulta daí é um
Freud tenso, amargurado e, ao mesmo tempo, fascinado com suas descobertas. Susannah
York é a sua paciente no filme e está lindíssima como a frágil Cecily.
1224 - HOMEM DE FAMÍLIA
O HOMEM DE FAMÍLIA (THE FAMILY MAN, USA 2000) – como faço todos os anos, na época do Natal, assisto a este filme, que já se tornou um clássico que evoca desde de Frank Capra (em “A felicidade não se compra”) até o tradicional conto de Charles Dickens sobre a importância da família na vida de qualquer ser humano. Jack Cambell, o homem do título, é um executivo muito bem sucedido profissionalmente, mas completamente imerso numa solidão que a todo custo tenta disfarçar. Depois de intervir num assalto, na véspera do Natal, ele acorda em outra realidade no dia seguinte: está casado com a namorada de colégio (a belíssima Téa Leoni), é pai de suas crianças, e leva uma vida típica de classe média em Nova Jersey. Aí, vêm as reflexões sobre as escolhas que fazemos na vida. Um filme fascinante.
1223 - EM BUSCA DO OURO
EM BUSCA DO OURO (THE GOLD RUSH, USA 1925) – este clássico de Chaplin foi relançado em 1940, com a narração do próprio, o que não tira nem um pouco o brilho e a genialidade da produção. Há cenas que se eternizaram na história do cinema, como, por exemplo, a refeição que Chaplin faz com a bota, o delírio em que Chaplin se transforma num frango e a impressionante dança com os pãezinhos, que mistura simplicidade e mágica - veja aí em baixo. Um dos raros filmes de Chaplin em que há um final feliz.
1222 - A GAROTA DA VITRINE
A GAROTA DA VITRINE (SHOPGIRL, USA 2005) – apesar da presença de
Steve Martin, este filme é um drama e não é dos melhores. Além disso, é
assustador o rosto de Martin, evidentemente arredondado com Botox. Parecia um
boneco de cera. No filme, ele, um milionário playboy, se aproxima de uma moça
que trabalha como balconista na Saks da Quinta Avenida, atuação razoável de
Claire Danes. Ao mesmo tempo, entra em cena um rapaz meio perdido na vida,
Jeremy (Jason Schwartzman, de Bored to Death), e o triângulo se forma. O filme
se arrasta nestas idas e vindas, sem grandes surpresas. O roteiro foi baseado
num romance escrito pelo próprio Martin. Na tela, faltam substância e
profundidade, e sobra saudade do histrionismo que ele emprestava aos seus
filmes antigos.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
1221 - A MULHER DE 15 METROS
A MULHER DE 15
METROS DE ALTURA (THE ATTACK OF THE 50 FOOT WOMAN, USA 1958) – o filme foi lançado na esteira de outros na época que exploraram histórias
com personagens e outros seres com alterações de tamanho, principalmente por
causa da radiação atômica, a grande paranóia daquele tempo, como, por exemplo “The
War of the Colossal Beast” e o “O Incrível Homem que encolheu”. Só que este
aqui é, talvez, o mais campy de todos, já que a mulher em questão se agiganta
em função de um contato com uma nave alienígena, totalmente inexplicada,
diga-se, e vai atrás do marido que a está traindo com uma garota de programa. Os
efeitos são paupérrimos, mesmo para os padrões da época, devido às evidentes
restrições orçamentárias. O curioso é que o cartaz do filme mostra uma cena que
não existe na história, mas que passou a ser mais conhecida do que o próprio
filme (olhe aí do lado). Em 1980, houve um remake com Daryl Hannah, que fiz questão de esquecer.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
1220 - CAPITÃO AMÉRICA, O PRIMEIRO VINGADOR
CAPITÃO AMÉRICA,
O PRIMEIRO VINGADOR (CAPTAIN AMERICA, THE FIRST AVENGER USA 2011) – bem, o filme é talvez a mais ousada exaltação do americanismo levada
ao mais alto grau de paroxismo. Se você não levar isso muito a sério, dá para
curtir e muito o filme sobre um jovem franzino cujo maior sonho é servir ao exército
dos EUA na Segunda Guerra. Depois de submetido a uma experiência científica
patrocinada pelo exército americano para formar super soldados, ele passa a ser
a principal propaganda do governo para os famosos bônus de guerra. Bom, logo
depois, se transforma num verdadeiro herói, como era de se esperar. A produção é
caprichada, mas, a meu ver, erraram na escolha da mocinha, a fraca Hayley
Atwell. Chris Evans nasceu para o papel-título.
1219 - A MULHER DE MEU AMIGO
A MULHER DO MEU AMIGO (BRASIL, 2008) – de Cláudio Torres. Filme conta a história do bem-sucedido homem de negócios Thales (Marcos
Palmeira), que está em crise com sua profissão. Casado com a rica, bonita e
mimada Renata (Mariana Ximenes), ele trabalha no escritório do poderoso e
amoral empresário Augusto (Antônio Fagundes) que, além de chefe, é também seu
sogro. Durante uma temporada de férias, desfrutada numa casa de campo com sua
esposa e os amigos de longa data Rui (Otávio Müller) e Pamela (Maria Luisa
Mendonça), Thales decide que vai parar de trabalhar. A resolução, aparentemente
pessoal e intransferível, acaba afetando a vida de todos que o cercam e
desencadeando uma série de confusões, como uma improvável troca entre os
casais. Pois é, mas o filme não presta, apesar da presença radiante de Mariana
Ximenes.
domingo, 18 de dezembro de 2011
1218 - CAMILLE, UM AMOR DE OUTRO MUNDO
CAMILLE, UM AMOR
DE OUTRO MUNDO (CAMILLE, USA, UK, 2008) – o filme é uma
fantasia amorável que se sustenta principalmente pelas atuações dos
protagonistas, James Franco e Sienna Miller. Os dois saem para sua lua de mel,
nas Cataratas do Niágara, com motivações aparentemente diferentes: ela está
apaixonada, e ele apenas quer ter a chance de fugir do país, já que está em
condicional, por causa de pequenos furtos. A partir daí, a fábula começa,
flertando com a comédia e a seara sobrenatural, com um final previsível. No elenco,
David Carradine (08 de dezembro de 1936 – 03 de junho de 2009).
1217 - TRON, O LEGADO
TRON, O LEGADO
(TRON: LEGACY, USA 2010) – o filme fecha a história
que começou com o primeiro Tron, de 1982, também com Jeff Bridges. Agora, seu
filho consegue entrar no programa criado por seu pai e tentar tirá-lo de lá. A tecnologia
atual turbinou, claro, o cenário virtual do filme, mas sem grandes exageros. Há
até o personagem rejuvenescido de Bridges, mas que ficou parecendo desenho
animado. No mais, a história é fácil de acompanhar e ainda conta com a bela Olívia
Wilde (na realidade, Olivia Cockburn –o Wilde é em homenagem a Oscar Wilde).
sábado, 17 de dezembro de 2011
1216 - TROPA DE ELITE 2 - O INIMIGO AGORA É OUTRO
TROPA DE ELITE 2 –
O INIMIGO AGORA É OUTRO (BRASIL, 2010) – de José Padilha. Completando
a trilogia que começou com “Ônibus 174”, Padilha não deixa de, mais uma vez,
mostrar da maneira mais crua e real o que se passa nos intestinos das forças policiais.
Desta vez, a luta é contra a milícia, apoiada pelo governo. O coronel
Nascimento de Wagner Moura é agora subsecretário de Segurança, mas logo vê que
o tal “sistema” contra o qual sempre lutou possui tentáculos inatingíveis. Ao invés de culpar a classe média que compra drogas e financia o tráfico no país, mesmo que usando apenas uma
carreira de pó, a sequência vai além e começa a mostrar que o buraco é mais em
cima: os políticos usufruem de qualquer situação para conquistar dinheiro e
fama, e recebem apoio dos demais corruptos. Muito boa atuação de Sandro Rocha, como chefe da milícia,
e de Milhem Cortaz, sempre trazendo seu personagem entre o ridículo e o
perverso. Os piores são Maria Ribeiro, que faz a ex-esposa de Nascimento e André
Mattos, numa atuação exagerada e irritante. Valeu ter visto de novo.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
1215 - O ASSASSINO EM MIM
O
ASSASSINO EM MIM (THE KILLER INSIDE ME, USA 2010) – O longa é uma adaptação do romance noir de Jim Thompson, publicado em 1952. Dirigido por Michael Winterbottom, o filme se passa no Texas nos anos cinquenta,
onde Lou Ford (Casey Affleck) é um jovem xerife de uma pequena cidade do interior. A cidade, com seus
aspectos interioranos e com fortes raízes do Texas, cresceu em pouco tempo e
guarda uma característica marcante, as aparências valem e muito para a
sociedade. Sem ter grandes tarefas, Lou ajuda seus conterrâneos com favores no
limite da lei e é com uma dessas ajudas que ele acaba conhecendo Joyce (Jessica
Alba, altamente deleitável e com pouca roupa, veja aí no preview), uma prostituta que se envolveu com o filho de um dos homens mais influentes
da cidade. Lou
recebe a missão de entregar um dinheiro para Joyce e expulsá-la da cidade, mas
acaba se envolvendo com ela em uma relação de sexo e violência. O
relacionamento faz brotar em Lou um assassino frio e sem pudores, que sem
motivos aparentes, começa a se envolver ainda mais com mortes e violência. Há
passagens extremamente violentas, mas muito bem filmadas. Os elementos do filme
noir estão todos lá: a dama fatal, o crime, o inocente de quem ninguém suspeita.
A trama lembra muito a de “Psicopata Americano”, livro que virou filme com Christian Bale no papel principal. Casey affleck pode entrar, com este personagem, na galeria dos psicopatas clássicos do cinema, como, por exemplo o Norman Bates de Psicose. O final é meio decepcionante. Quando foi exibido no Festival de Sundance, a
estrela Jessica Alba saiu do cinema no meio da exibição.
Além dela, várias pessoas se retiraram no cinema.
1214 - POESIA
POESIA
(CORÉIA DO SUL, 2010) – confesso
que, de início, esperava muito mais deste filme, premiado em Cannes, justamente
instigado pelo título e pela sinopse. É possível ensinar a
escrever poesia? Aparentemente, sim. Num centro cultural numa cidade da Coreia
do Sul, um grupo de pessoas senta-se em mesinhas escolares. Seus olhares são
ávidos como de crianças no primário à espera de aprender as primeiras letras do
alfabeto. O professor, um poeta conceituado, mostra-lhes uma maçã e pergunta se
alguém já viu a fruta. Claro, todos já viram, como ele mesmo diz, milhares de
maçãs em suas vidas. "Vocês nunca viram uma maçã de verdade",
decreta. Mas qual a diferença entre ver e enxergar? Ao centro do drama
sul-coreano "Poesia" está exatamente essa questão: o que vemos e o
que enxergamos? Mija
(Jeong-hie Yun) é uma senhora que cuida do neto, e trabalha como faxineira e
uma espécie de enfermeira de um homem que sofreu um derrame (Hira Kim). Ela é a
última a se matricular na aula de poesia, e a aluna mais esforçada. Em seu
caderninho, faz anotações quando frases e observações lhe ocorrem – não importa
onde esteja. A realidade tratará de dar à senhora material para
sentir... A avó descobre que o neto que ela sustenta abusou sexualmente, com
outros amigos de escola, de uma menina que acaba de se suicidar. Mija precisa
juntar dinheiro para calar a mãe - dizem os pais dos outros garotos - mas o que
ela ganha cuidando de um velho sequelado por um derrame não é suficiente. E as
más notícias estão só começando. É aí que o filme
aponta para a dualidade que a protagonista vive: quanto mais se aprofunda no
universo mágico da poesia, mais a realidade exterior se mostra em crescente
brutalidade e prosaísmo. Não é um filme fácil, adianto-lhes. Aprecia-se a
história muito mais no depois, quando tentamos entender o que o diretor, também
autor do roteiro, quis dizer, do que no momento em que o vemos.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
1213 - 20.000 LÉGUAS SUBMARINAS
20.000
LÉGUAS SUBMARINAS (20.000 LEAGUES UNDER THE SEA, USA 1954) – de Richard Fleisher. James Mason faz um Capitão Nemo como um heroi trágico,
um homem tão à frente do seu tempo, que suas invenções eram vistas como ameaças
à humanidade. Desta forma, o grande ator inglês transformou seu personagem numa
imagem icônica (a barba, os cabelos grisalhos, a expressão amargurada...), que
influenciou a formação do arquétipo do cientista brilhante (nem louco nem
excessivamente racional), tão presente em outras produções do gênero (veja
Vincent Price, em Rubor, o Conquistador do Mundo, 1961, também de Verne, uma
versão aérea de Nemo). Uma nota dissonante do filme é a atuação meio over e estereotipada
de Kirk Douglas, como um Ned Land que mais reflete a personalidade, então,
exuberante do ator do que a descrição feita por Jules Verne no livro. À parte
tudo isso, não há como negar que a obra contém elementos caracteristicamente shakespearianos:
a ação, em geral, se passando dentro da mente dos personagens que se analisam
mutuamente, a claustrofobia do submarino gerando alucinações, a luta com o
polvo gigante emulando os fantasmas criados pelo Bardo. Quase sem muitas falas,
Peter Lorre tem uma participação coadjuvante, sem muito brilho. Uma fato
curioso sobre ele: quando jovem, foi aluno de Freud, em Viena.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
1211 - TROPA DE ELITE
TROPA
DE ELITE (BRASIL, 2007) – ao
rever este filme, pergunto-me como esses caras (o diretor José Padilha e os
autores do livro) tiveram a coragem de mostrar, tão escancaradamente, o
perverso submundo da polícia militar, composta, na sua maioria, de acordo com o
filme, do que há de pior no universo da corrupção neste país. É realmente um
grande filme, muito bem realizado, com elenco de primeira, capitaneado por uma
atuação visceral de Wagner Moura, que colocou definitivamente o seu Capitão
Nascimento no cenário pop nacional.
1210 - THE BIG BANG THEORY - 1A. TEMPORADA - DISCO 1
THE
BIG BANG THEORY – PRIMEIRA TEMP. DISCO 1(USA, 2007) - Situada em Pasadena, Califórnia, o show é sobre dois prodígios da Caltech: um físico teórico (Sheldon Cooper) e um físico experimental (Leonard Hofstadter), que moram do outro lado docorredor de uma atraente garçonete loira com aspirações para
show-biz (Penny). A "nerdeza" e o intelecto puro de Leonard e Sheldon
são comicamente contrastados com as habilidades sociais e o bom-senso de Penny.
Leonard enxerga em Penny talvez a única coisa que o mundo racional-radical em
que vive não pode lhe oferecer: a possibilidade de um amor. Isto provoca uma
interface interessante no andamento dos episódios, nos quais sentimento e razão
ficam sempre a um passo de se misturarem. Dois amigos igualmente nerds que estes possuem são Howard e Rajesh, e também são
personagens principais. O curioso nesta série é a originalidade do
argumento e a forma como os diálogos são construídos, sempre com uma referência
pertinente e correta ao mundo científico.
1209 - MÁRIO FILHO, O CRIADOR DE MULTIDÕES
MÁRIO FILHO, O CRIADOR DE MULTIDÕES (BRASIL. 2010) – de Oscar Maron Filho. O documentário é uma homenagem a Mário Filho o criador da mitologia do futebol brasileiro e maior cronista esportivo de todo os tempos. Os textos de suas crônicas são interpretados com imagens épicas de futebol, Rio de Janeiro e samba. O filme revive também o histórico prefácio de Gilberto Freyre para o livro “O Negro no Futebol Brasileiro” de Mario Filho. Entrevistas com Carlos Heitor Cony, João Máximo e Nelson Rodrigues, entre outros. Vale pelas cenas de jogos no Maracanã, entre os anos 60 e 70 e, principalmente, pelo foco nas partidas do Flamengo.
domingo, 4 de dezembro de 2011
1208 - AS MINAS DO REI SALOMÃO
AS
MINAS DO REI SALOMÃO (King Solomon’s
Mines, USA 1985) – rever
este filme não mudou em nada minha opinião: história fraca, cenas mal feitas e
o uso descarado dos elementos de Indiana Jones, a começar pelos personagens do
canastrão Richard Chamberlain e de John-Rhys-Davies, que tinha feito o Sallah,
em os Caçadores da Arca Perdida (1981). O único motivo para rever este desastre
é contemplar Sharon Stone no auge da beleza, porém com uma atuação meio over. Algumas cenas chegam a ser constrangedoras, como a que Richard e Sharon vão ser cozidos pelos canibais dentro de um caldeirão gigante. Só mesmo para os fãs mais descerebrados de Sharon Stone, nada mais.
1207 - ATRAÇÃO PERIGOSA
ATRAÇÃO PERIGOSA (THE TOWN, USA 2010) – não se deixe levar pelo título fácil (e totalmente inapropriado) e pela direção de Ben Affleck, um dos piores atores que já vi no cinema. “The Town” é um filmaço, pela história, pelo elenco e – dou o braço a torcer – pela direção inesperadamente brilhante de Affleck, que se cercou de ótimos atores para dar início a uma carreira promissora, digna dos filmes da fase madura de Clint Eastwood. Atenção para a atuação explosiva de Jeremy Renner (de Guerra ao Terror) e para a Rebecca Hall (a Vicky, de “Vicky, Cristina, Barcelona”), muito bonita e igualmente talentosa. No final, a gente tem a certeza que viu uma obra bem cuidada em todos os aspectos. Só falta à história um clássico elemento do clichê hollywoodiano: as cenas de sexo estão praticamente escondidas no pacote dos tiros e explosões. Nada disso tira o brilho do filme, apesar da já esperada atuação de Ben Affleck que, em qualquer cena, faz aquela cara de... Ben Affleck. Como já disse, na direção, entretanto, ele consegue dar um ritmo ágil e surpreendente.
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