INIMIGO OCULTO (SAFE HOUSE, USA 1999) – inesperado thriller com Patrick Stewart no papel de um ex-agente da CIA que vive enclausurado em casa, com medo de um suposto atentado. Soma-se a isso, a ameaça do Mal de Alzheimer, que começa a se manifestar, e a desconfiança que sua filha em relação a sua sanidade mental. Há alguns momentos engraçados, que deixam o espectador na dúvida do que se trata o filme, e alguns twists que ajudam a manter o interesse. Kimberly Williams-Paisley, que fez “O Pai da Noiva”, com Steve Martin, tem uma boa atuação.domingo, 31 de outubro de 2010
957 - INIMIGO OCULTO
INIMIGO OCULTO (SAFE HOUSE, USA 1999) – inesperado thriller com Patrick Stewart no papel de um ex-agente da CIA que vive enclausurado em casa, com medo de um suposto atentado. Soma-se a isso, a ameaça do Mal de Alzheimer, que começa a se manifestar, e a desconfiança que sua filha em relação a sua sanidade mental. Há alguns momentos engraçados, que deixam o espectador na dúvida do que se trata o filme, e alguns twists que ajudam a manter o interesse. Kimberly Williams-Paisley, que fez “O Pai da Noiva”, com Steve Martin, tem uma boa atuação.segunda-feira, 18 de outubro de 2010
956 - ÚLTIMA PARADA 174

ÚLTIMA PARADA 174 (BRASIL, 2009) – de Bruno Barreto. Vendo o documentário de José Padilha e, logo em seguida, este “Última Parada 174”, pode-se dizer que, sim, é um bom filme, repleto de proezas técnicas e narrativas dignas de um cineasta veterano, que domina bem o seu ofício. Os méritos são muitos: o elenco desconhecido (e semi-amador) alcança desempenhos brilhantes, fotografia e direção de arte dão ao filme o tom urgente e abrasador que ele necessita para funcionar em um nível emocional alto, o roteiro escrito por Bráulio Mantovani (“Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”, entre outros) capta o vocabulário coloquial e o jeito “pode-ser-ou-tá-difícil” das favelas cariocas. De quebra, a câmera de Bruno Barreto filma com franqueza desconcertante a sexualidade vulcânica de uma juventude sem perspectivas, que transa furiosamente como se não houvesse amanhã. “Última Parada 174” só perde o rumo no terceiro ato, quando flerta desastradamente com toques de melodrama ausentes até então. Ao contrário de José Padilha, que tratou o caso com rigor jornalístico, Bruno Barreto ficcionaliza livremente a trajetória de Sandro (Michel Gomes), inserindo personagens fictícios e tomando diversas licenças poéticas. O resultado é interessante. Uma das boas idéias é a inclusão do briguento Alê Monstro (Marcello Melo Jr), que nunca existiu na realidade. O jovem, que inicia o filme como adversário e termina como melhor amigo do protagonista, parece uma versão endiabrada e com menos cabelo de Zé Pequeno (“Cidade de Deus”), semelhança realçada pela interpretação agressiva e cheia de gírias do ator iniciante que lhe dá vida. A amizade que surge entre os dois é cheia de verdade e paixão, e é desenvolvida com muita densidade e senso de realidade pelo roteiro, assim como a relação afetiva que Sandro mantém com uma prostituta (Gabriela Luiz). A fotografia suja, escura, que valoriza a luz natural e põe os becos estreitos e os barracos imundos das favelas cariocas na tela sem retoques, remete aos filmes do gênero, mas funciona ao longo da narrativa.
Veja: http://www.youtube.com/watch?v=2zfRRlr44Wo
955 - ÔNIBUS 174

ÔNIBUS 174 (BRASIL, 2002) – de José Padilha. Uma investigação cuidadosa, baseada em imagens de arquivo, entrevistas e documentos oficiais, sobre o seqüestro de um ônibus em plena zona sul do Rio de Janeiro. O incidente, que aconteceu em 12 de junho de 2000, foi filmado e transmitido ao vivo por quatro horas, paralisando o país. No filme a história do seqüestro é contada paralelamente à história de vida do seqüestrador, Sandro Nascimento, intercalando imagens da ocorrência policial feitas pela televisão. É revelado como um típico menino de rua carioca transforma-se em bandido e as duas narrativas dialogam, formando um discurso que transcende a ambas e mostrando ao espectador porque o Brasil é um país é tão violento. Claro que se percebe uma certa tendência em não deixar dúvidas sobre a relativa boa índole de Sandro, sufocada por anos e anos de opressão e convívio com a marginalidade.
Veja o JN do dia:http://www.youtube.com/watch?v=MLMkBq--M_A
terça-feira, 12 de outubro de 2010
954 - CÓDIGO DE CONDUTA

CÓDIGO DE CONDUTA (LAW ABIDING CITIZEN, USA 2009) - Clyde (Gerard Butler) é um dedicado pai de família que testemunha sua esposa e filha serem assassinadas. Um dos culpados ganha liberdade graças a um acordo feito com o ambicioso promotor Nick (Jamie Foxx). Anos depois o assassino é encontrado morto e Clyde é preso mesmo sem provas contra ele. Seu único objetivo, é denunciar o corrupto sistema judicial nem que para isso tenha que matar um a um, todos os envolvidos. Mas, se Clyde já está na cadeia, como o promotor poderá impedi-lo se ele está sempre um passo a frente de todos? Muito bom thriller de ação e suspense, exagerando um pouquinho na violência, mas com ótimas atuações de Foxx e Butler.
Veja: http://www.youtube.com/watch?v=rA10RDU9quU
953 - O SILÊNCIO DO LAGO

O SILÊNCIO DO LAGO (THE VANISHING, USA 1993) – com uma ainda pouco badalada Sandra Bullock, o filme conta a história de Jeff (Kiefer Sutherland) e Diane (Sandra Bullock), um casal de namorados que decide passar as férias juntos, mas repentinamente ela desaparece em um posto de gasolina. Jeff a procura por três anos, a ponto de ficar obcecado. Após este período Rita (Nancy Travis), a atual namorada de Jeff, decide ajudá-lo a descobrir o que aconteceu, pois deste jeito a relação deles está ficando insustentável. É quando surgem indícios do paradeiro de Diane que, já sabemos, foi sequestrada por Barney (Jeff Bridges, num de seus tipos malucos). Apesar de alguns furos no roteiro, que deixam a história muito inverossímil no final, deu para ver por causa, principalmente, da bela Nancy Travis.
Veja:http://www.youtube.com/watch?v=AmXPYfHAMf4
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
952 - O MONSTRO DE DUAS CABEÇAS
(THE THING WITH TWO HEADS, USA 1972). Um dos subprodutos do movimento Blaxploitation, O Monstro de Duas Cabeças conta a bizarra história de um velho milionário e racista (vivido por Ray Milland) que, devido a uma grave doença, tem sua cabeça transplantada para o corpo de um negro (Rosey Grier, primo da estrela negra Pam Grier, de Jackie Brown). O detalhe é que o negro está vivo e ambas as cabeças precisam conviver com o mesmo corpo. A partir daí, o que se vê na tela é um desfile de situações absurdas, que entrou para a história do cinema como um dos mais divertidos libelos contra o racismo.O protagonista Ray Milland (1905-1986) foi um ator bastante requisitado em Hollywood nas décadas de 40 e 50 (ganhou o Oscar, a Palma de Ouro em Cannes e o Globo de Ouro por sua atuação em Farrapo Humano, de Billy Wilder). A partir dos anos 60, Milland começou a fazer participações frequentes em seriados de TV e produções do cinema B.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
951 - PRESSÁGIO

PRESSÁGIO (KNOWING, USA 2009) – à primeira vista, Presságio é um filme sobre a fé, ou a falta dela. Depois, pode-se achar que se trata de uma ficção científica, com um pé fincado na religiosidade, coisa que já andamos vendo em algumas produções mais recentes do cinemão hollywoodiano. No fundo, creio, o filme de Alex Proyas (também diretor de Eu, Robô/2004) é mais uma tentativa de superar os filmes-catástrofes que, depois de cataclismos locais, resolveram acabar com o mundo, tal qual o conhecemos. E nem isso ele faz com muita competência, embora Presságio prenda a nossa atenção com um ritmo alucinante de descobertas e suspense, até um final decepcionante, com muitos furos no roteiro. Nicolas Cage é um professor que, ao examinar o conteúdo de uma cápsula do tempo, descobre alguns desenhos feitos por alunos de uma escola em 1958. Em uma das folhas, há coordenadas de datas, mortes e desastres que aconteceram nestes 50 anos. Ele conclui que algumas delas ainda não ocorreram e que o mundo acabará em uma semana, mas de alguma forma, ele e seu filho estão relacionados com as tragédias.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
950 - O EFEITO DA FÚRIA

O EFEITO DA FÚRIA (WINGED CREATURES, USA 2008) – bem, antes de tudo, qualquer filme com Kate Beckinsale é obrigatório. Dito isso, vamos à história: depois que um atirador mata um homem numa lanchonete, as pessoas que estavam lá no momento têm suas vidas modificadas de forma intensa. E só sobreviventes do primeiro escalão de Hollywood: da garçonete (Kate Beckinsale) que perde os cuidados com o filho, criando uma obsessão pelo médico que também estava lá (Guy Pearce), o qual quer dar uma de Deus e coloca sua esposa como cobaia para novos experimentos; do azarado (Forest Whitaker) que pensa ter muita sorte por ser sobrevivente e abandona a filha para ir aos cassinos de Las Vegas; da garotinha (Dakota Fanning) que perdeu o pai no tiroteio e se transforma numa subida devota da religião. A reação dos personagens, sempre exacerbada, fica sem explicação, fazendo de um filme que poderia ser um razoável estudo sobre a psique humana um dramalhão depressivo e inexplicável.
Veja:http://www.youtube.com/watch?v=HXSR7geoqYQ&feature=related
949 - GUERRA ENTRE PLANETAS

GUERRA ENTRE PLANETAS (THIS ISLAND EARTH, USA 1955) - Estranhos fenômenos começam a acontecer com o físico nuclear Cal Meacham. Neste meio tempo Cal aceita trabalhar em um projeto ultra-secreto, entretanto, ele desconfia que algo estranho, de fato, está acontecendo. Lá ele conhece a cientista Ruth Adams e junto dela tenta fugir. Na fuga conhece a pessoa que o contratou, Exeter. Mas a descoberta mais fantástica ainda está por vir, quando ambos ficam sabendo que Exeter, na realidade, é habitante do planeta Metaluna. Exeter quer a ajuda dos cientistas para descobrir uma nova forma de energia para salvar Metaluna dos ataques dos aliens do Planeta Zagon. “Guerra dos Planetas” é diferente de outras “space” óperas porque começa na Terra, na década de 1950, e de lá decola para uma aventura intergalática no espaço exterior. O título original, que significa “Esta ilha, a Terra”, resume a idéia do nosso planeta como uma ilha sideral, perdida na imensidão da galáxia, visitada esporadicamente por viajantes de passagem.
Veja: http://www.youtube.com/watch?v=hR7e3StbXoU
Veja: http://www.youtube.com/watch?v=hR7e3StbXoU
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
948 - A LISTA

A LISTA (DECEPTION, USA 2008) – Jonathan (Ewan McGregor) é um contador solitário que conhece Wyatt Bose (Hugh Jackman), um simpático advogado. Fingindo lhe ajudar, seu novo amigo o encoraja a entrar no mundo do sexo anônimo, conhecido como A Lista. Porém, após se envolver com uma bela garota (Michelle Williams, 09 de setembro de 1980), ele começa a descobrir as reais e perigosas intenções de Bose. O problema é que o roteiro se perde em twists inexplicáveis, especialmente no seu terço final. Ficamos, então, com perguntas sem respostas, e estes furos acabam por tirar todo o interesse pelo filme. Uma coisa boa: uma ponta de Natasha Henstridge.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
947 - PSICOSE (1998)

Psicose (psycho, usa 1998) – muito bem que Gus Van Sant tenha querido fazer uma homenagem ao mestre Hitchcock e procurado fazer uma cópia fiel do original Psicose, de 1960, fotograma por fotograma, mas o resultado, cá pra nós, foi perto do desastroso. Apesar de alguns bons nomes no elenco, como Julianne Moore, William H. Macy, Viggo Mortensen e Rita Wilson, a coisa não funciona, pelo simples fato de o filme original ser um clássico e, também, pela dupla de protagonistas – Vince Vaughn e a fraquíssima Anne Heche. Vaughn nem de longe consegue repetir a inocência que convivia com a maldade dentro do Normam Bates de Anthony Perkins, e Heche, feia, desenxabida, má atriz, é uma desonra à beleza e ao talento de Janeth Leigh, como Marion Crane. Um equívoco, dos maiores, da indústria cinematográfica.
Veja cena do banheiro:http://www.youtube.com/watch?v=PdAJrEgsU70
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
946 - VIDA DE BALCONISTA
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VIDA DE BALCONISTA (BRASIL, 2009) – de Cavi Borges e Pedro Monteiro. O longa (nem tanto – 75 minutos) é um derivativo da série “Mateus, o balconista”, concebida originalmente para celulares e, depois, exibida via YouTube. O Mateus do título, é Mateus Solano, que faz o balconista de uma loja de vídeo, na qual todo tipo de personagem bizarro entra. Lembrou-me um pouco o “Smoke”, de Jim Jarmush, além de Tarantino, claro (Mateus veste, o tempo todo, uma camiseta do Kill Bill. É o velho truque do redimensionamento das situações aparentemente banais do cotidiano, mas funciona, muito por causa da interpretação espontânea de Solano, e dos diálogos engraçados.
Veja o trailer: http://www.youtube.com/watch?v=dY27YJE1Sl4
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
945 - HIGHLANDER 2, A RESSURREIÇÃO

HIGHLANDER 2: A RESSURREIÇÃO (USA, 1991) – não é à toa que essa é considerada a pior sequência de todos os tempos, principalmente pelo fato de o primeiro filme ser um clássico que cativou toda uma geração, com um roteiro inteligente e instigante. Conseguiram reunir novamente o diretor Russel Mulcahy e os astros Christopher Lambert e Sean Connery. Mas não tinha mesmo como funcionar um roteiro que tenta dar continuidade aos eventos descritos pelo primeiro filme, mesmo porque ele terminava de forma definitiva sem deixar portas abertas para seqüência. O jeito foi inventarem um "prólogo" que explica como os heróis tornaram-se imortais em primeiro lugar. Sean Connery reprisa seu personagem Ramirez e, obviamente, divertiu-se muito durante as filmagens realizadas na Argentina (para cortar custos). Felizmente (para ele), seu tempo em cena é curto e, claro, totalmente sem lógica. É difícil entender porque Connery aceitou participar desta droga. Nem por muito dinheiro. Um destaque – talvez, o único – é a presença da bela Virginia Madsen (11 de setembro de 1961).
Veja o grande Connery com Christopher Lambert: http://www.youtube.com/watch?v=YbTATwUxiSI
944 - O ASSALTO AO TREM PAGADOR

O ASSALTO AO TREM PAGADOR (BRASIL, 1962) – DE ROBERTO FARIAS. Filme clássico do cinema brasileiro. No interior do Estado do Rio de Janeiro, em 14 de junho de 1960, cinco mascarados armados de metralhadoras e revólveres, liderados por Tião Medonho, assaltaram o trem pagador da estrada de ferro Central do Brasil. A maioria dos assaltantes, com exceção de Grilo Peru, Edgar e Tonho, são negros favelados do Rio de Janeiro. Para não despertar suspeitas da polícia, eles decidem só gastar no máximo dez por cento do produto roubado. Entretanto, alguns acontecimentos começam a prejudicar o plano de sigilo dos assaltantes. Grilo Peru (Reginaldo Faria), mentor do assalto, jovem branco, se entrega ao luxo da zona sul e não aceita as restrições impostas por Tião Medonho. Tenta fugir do País, mas é morto pelo negro favelado. Finalmente, Miguel, compadre de Tião Medonho, trai a quadrilha, denunciando os favelados. A polícia fecha o cerco sobre os assaltantes, até chegar em Tião Medonho. Baseado em fatos reais, Roberto Faria expõe, através deste filme, clivagens de classe e de raça que atingem a sociedade brasileira. A maioria dos assaltantes do trem pagador, com exceção do mentor intelectual do crime são negros e favelados, buscando com o dinheiro obter meios de trabalho e oportunidades de vida digna (ao contrário, por exemplo, do jovem branco da zona sul, mentor intelectual do crime, Peru Grilo, que gasta o dinheiro com luxo). Existe uma clara divisão hierárquica do trabalho, baseada na posição de classe e na raça - os negros favelados, liderados por Tião Medonho executaram o crime e Peru Grilo, que se diz emissário de um suposto Engenheiro, é o mentor intelectual da operação criminosa. Com os favelados, a policia age com vigor, transgredindo direitos e espaço privado, obcecada em encontrar o dinheiro do assalto e seus executores. Os jornalistas aparecem movidos pelo puro sensacionalismo, desprezando o drama humano e social que existe por trás da noticia do assalto ao trem pagador. A situação de pária dos favelados está pressuposta na narrativa de Roberto Faria, inclusive na idéia de que o assalto ao trem pagador só poderia ser obra de estrangeiros, pois brasileiros não seriam capazes de executar tamanha proeza. Na realidade, é um ótimo filme, com bom ritmo e atuações convincentes. Grande Otelo tem um papel pequeníssimo, que mal aparece. Jorge Dória é o chefe de polícia, incansável na sua busca pelo dinheiro roubado.
Aqui, a cena em que Grilo humilha Tião Medonho: http://www.youtube.com/watch?v=-zupaVSVBdg
terça-feira, 31 de agosto de 2010
943 - AUSTIN POWERS E O HOMEM DO MEMBRO DE OURO

AUSTIN POWERS E O HOMEM DO MEMBRO DE OURO (AUSTIN POWERS AND GOLDMEMBER, USA) – depois de 3 anos desde o último confronto entre Austin Powers (Mike Myers) e seu arquiinimigo Dr. Evil (Mike Myers), que fez com que Evil e seu comparsa Mini-Me (Verne Troyer) fossem levados à prisão, a dupla consegue escapar da penitenciária e, juntamente com Goldmember (Mike Myers), elabora mais um arrojado plano de dominação mundial, que envolve uma viagem no tempo e ainda o sequestro de Nigel Powers (Michael Caine), pai de Austin e o mais renomado espião de todos os tempos. Austin também viaja no tempo para deter os planos do trio de vilões, reencontrando em 1975 uma antiga namorada, Foxxy Cleopatra (Beyoncé Knowles), que o ajudará em seus planos. Destaque para a sequência de abertura, com Tom Cruise no papel de Austin.
Beyoncé arrasa: http://www.youtube.com/watch?v=SwB0ZJbwmpw
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
942 - ANO UM

ANO UM (YEAR ONE, USA 2009) – de Harold Ramis. A única boa razão para ser assistir a esta produção é a presença da linda Olivia Wilde, como a princesa Inana, incrivelmente magnética quando aparece na tela (é só olhar aí do lado). O resto é mais uma chance para Jack Black repetir o tipo que vem fazendo em diversos filmes: o do gordinho tarado. Pois bem, quando Zed (Jack Black) e Oh (Michael Cera), dois caçadores preguiçosos, são banidos de sua aldeia, eles partem para uma jornada épica pelo mundo antigo, visitando fatos históricos e, claro, arrumando confusões. Há um destaque para Oliver Platt, impagável no papel de um rei tirano, cheio caras e bocas.
Quer ver Olivia? http://www.youtube.com/watch?v=372IlaY0e-8
941 - AGENTES SECRETOS

AGENTES SECRETOS (FRANÇA, 2006) - O filme está inevitavelmente inserido no gênero suspense, utilizando-se de elementos que preferem a sugestão de um ambiente carregado de constante tensão à apresentação explícita de cenas chocantes, comum em filmes do gênero. O argumento é sucinto: agentes são convocados para uma missão que visa interceptar um comércio de armas que abastece a guerra civil angolana e para isso devem explodir um navio. Apesar de ser uma produção francesa, não passa de um filme norte-americano falado em francês. Os bons atores Mônica Bellucci(Bárbara / Lisa) e Vincent Cassel(Capitão Brisseau) se encarregam de carimbar o filme com o star-system. Eles fisgam o peixe-audiência. É possível, contudo, identificar características peculiares ao cinema francês, como a sutileza dos diálogos e, em outros momentos, a opção pelo não-diálogo, além da relativa simplicidade percebida no conjunto fílmico, aspecto que em nada atrapalha o filme. Monica Bellucci tem o personagem mais complexo (talvez de fato o único complexo) e por essa razão mais interessante, o que contribui para que sua atuação tenha sido a mais verdadeira. A direção de Frédéric Schoendoerffer é pouco ousada e não "aparece" tanto assim no filme, como na leve inclinação do enquadramento na cena da boate. Tamanha é a padronização das possibilidades de câmera no cinema atual, fato que se verifica na maior parte das produções comerciais, que o trabalho de direção poderia ser substituído sem muitos danos por um software desenvolvido para executar as atividades de decupagem de roteiro e organização dos movimentos de câmera. Ao que se propõe - possibilitar o mergulho do espectador nas luzes da tela e envolve-lo com o suspense - Agentes Secretos cumpre seu objetivo, valendo-se para isso de um ritmo cadenciado que se encarrega de criar a atmosfera para o suspense. A iminência de um novo acontecimento está sempre rondando os fatos, tensão que mantém o espectador atento à trama que se desenrola. Um suspense que satisfaz o público atraído pelo gênero, apesar do final chocho e impreciso.
Monica, claro: http://www.youtube.com/watch?v=zSCAPjlCgv8
940 - O SENTINELA

SENTINELA (THE SENTINEL, USA 2006) – para quem já fez o papel de presidente dos EUA, no bom Meu Querido Presidente, Michael Douglas desceu um degrau neste filme, ao interpretar um guarda-costas do próprio, que tem na sua ficha o fato de ter sido o agente que, anos antes, havia levado aquele tiro endereçado a Reagan. Bem, este poderia ter sido seu único erro, mas, agora, ele está de caso com a primeira-dama (Kim Bassinger) e tem que provar que não faz parte de um plano para matar o presidente. Enredo frouxo e sem consistência, em que Douglas parece apático, mesmo nas cenas supostamente “calientes” com Bassinger. Kiefer Sutherland também no elenco, e a bela Eva Longoria Parker chama a atenção como sua assistente.
Veja um trecho: http://www.youtube.com/watch?v=6ABWJAX9EhQ
terça-feira, 24 de agosto de 2010
939 - O PREDADOR 2

O PREDADOR 2 ( predator 2, USA 1990) – de Stephen Hopkins. Claramente inferior ao primeiro Predador, que já não era grande coisa, este aqui traz a criatura alienígena para o centro dos conflitos étnicos de Los Angeles, onde vai enfrentar o tenente Mike Harrigan (Danny Glover), depois que este suspeita que um órgão do governo está observando os movimentos do caçador espacial. Muita violência grátis e um enredo sem consistência ajudam a dar um tom constrangedoramente cômico ao que devia ser supostamente uma abordagem mais séria. Numa das cenas no interior da nave do predador, vê-se o crânio da criatura de Aliens. A cubana Maria Conchita Alonso (29 de junho de 1957) aparece, sem o devido sex-appeal. Bill Paxton faz um papel bobo.
domingo, 22 de agosto de 2010
938 - SEQUESTRO DO METRÔ 123

O SEQUESTRO NO METRÔ 123 (THE TAKING OF PELHAM 123, USA 2009) – de Tony Scott. Neste filme, Denzel Washington estrela como Walter Garber, um controlador de tráfego do metrô da cidade de Nova York, que tem seu dia transformado em caos por um crime audacioso: o sequestro de um dos carros do metrô. John Travolta estrela como Ryder, a mente criminosa, que como líder de uma gangue de bandidos fortemente armados, ameaça executar os passageiros do carro, a menos que um enorme resgate seja pago no prazo de uma hora. Enquanto a tensão aumenta sob seus pés, Garber aplica seu amplo conhecimento do sistema metroviário numa batalha para enganar Ryder e salvar os reféns. Travolta engole um Denzel Washington um tanto perdido no papel. Vale notar o uso homeopático, quase tímido, da violência, ressaltando o perfil psicológico dos personagens.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
937 -O MÁSCARA

O MÁSCARA (THE MASK, USA 1994) – revendo o filme, agora, depois de tantos anos, comprovo que O Máscara é uma diversão da melhor qualidade, com uma história baseada nos cartoons e efeitos especiais excelentes. Jim Carrey faz um dos seus poucos bons papéis e consegue a proeza de ser expressivo (mesmo com as caretas) atrás da máscara verde do herói. Vendo hoje, percebi que há um personagem chamado Dorian, o que nos remete imediatamente à obra de Wilde. Outra coisa que chama a atenção é como Cameron Diaz estava bonita no filme e como está menos atraente hoje em dia. No geral, O Máscara é um grande filme para entreter e explorar a magia da combinação perfeita com as gags das histórias em quadrinhos.
Aqui, a sensacional cena do Cuba Pete: http://www.youtube.com/watch?v=3v4GHqyU8bs
936 - O VAMPIRO DA NOITE

O VAMPIRO DA NOITE (HORROR OF DRACULA, UK 1958) – de Terence Fisher. Obra capital do universo draculiano no cinema, com Christopher Lee no papel que lhe deu fama mundial, juntamente com Peter Cushing, o destemido Dr. Van Helsing. Aliás, Cushing, com seu nariz adunco e expressão minimalista também entra para a história como o mais eficaz matador de vampiros de todos os tempos. Uma curiosidade é a presença de Michael Gough, no papel de Arthur, e que viria, décadas depois, viver o mordomo Alfred, nos filmes de Batman, dirigidos por Tim Burton e Joel Schumacher. A Hammer, produtora deste e de outros filmes do gênero, resolvera, na época, refilmar os clássicos de horror da Universal, produzidos nos anos 30, e adaptou a história de Stoker com algumas licenças: The film takes numerous liberties with the story of Bram Stoker's novel, including (SPOILERS FOLLOW): In the novel Dracula can transform into a bat, a wolf, a horde of rats, and a mist, while in the film he does not have these abilities. Dracula is an old man at the beginning of the story in the novel and becomes younger as he feeds on blood, while in the film he stays the same age throughout. Dracula has only one bride in the film and is killed by Jonathan Harker, while in the novel Dracula has three brides and they are killed by Van Helsing. In the film Mina is Arthur's wife and Lucy is Arthur's sister and Jonathan's fiance, while in the novel Mina is Jonathan's fiance and unrelated to Arthur, and Lucy is Arthur's fiance. Dr. Seward, a major character in the novel, appears only briefly in the film. Dracula is killed in the film by Van Helsing, who exposes him to sunlight, while in the novel Dracula is killed by Jonathan Harker and Quincey Morris (a character not included in the film), who cut his throat and impale his heart simultaneously with knives. Sunlight is lethal to vampires in the film, while in the novel it merely reduces their supernatural powers. In the novel Jonathan Harker visits Dracula's castle to sell him real estate, unaware that he is a vampire, while in the film he visits Dracula's castle with the knowledge of his vampire nature and the intention to kill him, posing as a librarian. In the novel Jonathan Harker survives the events of the story, while in the film he is turned into a vampire and killed by Van Helsing. In the novel Dracula's castle is in Transylvania and Jonathan, Mina, Lucy, and Arthur live in England, while in the film Dracula's castle is in Klausenburg and only a short distance from the city in which Jonathan, Mina, Lucy, and Arthur live. In the novel Dracula hides in England in Carfax Abbey, a property he purchased from Jonathan Harker, while in the film he hides in the cellar of Arthur's home. In the novel he transports a large number of crates of his native soil to England via ship, and in the film transports only a single coffin filled with his native soil to Arthur's home via carriage.
Este é o primeiro filme colorido com o conde Drácula e o primeiro protagonizado pelo ator inglês Christopher Lee, que, durante os anos 60 e 70 encarnaria o personagem mais sete vezes —um recorde. O filme se baseia vagamente no livro de Stoker, e a direção de arte parece mais interessada em produzir manchas de sangue, cenários e roupas extremamente coloridos do que em fazer uma reconstrução plausível do século 19. Este é um dos títulos mais famosos dos estúdios Hammer, empresa inglesa de horror responsável por criar um estilo próprio de produções baratas porém visualmente atraentes e com bons atores. O maior destaque do filme são as atuações de Peter Cushing, como o doutor Van Helsing, e de Lee, como um sanguinário implacável, de olhos vermelhos. Se em "Nosferatu" o vampirirsmo é uma metáfora da peste, neste filme ele é comparado a um vício e tratado medicamente, com direito a uma transfusão de sangue caseira. O Van Helsing de Cushing é provavelmente o médico mais heterodoxo do mundo. Depois da transfusão, aconselha a seu aparvalhado paciente: "Tome uma taça de vinho". Outros filmes da Hammer com Lee se seguiram, mas nenhum se compara a este primeiro. "O Conde Drácula" ("Scars of Dracula", 1970) ainda chega a ser interessante por misturar elementos eróticos (e involuntariamente cômicos) que fazem com que se pareça a uma pornochanchada.
Veja o topete despenteado de Christopher Lee: http://www.youtube.com/watch?v=_ICNmswcK0I
domingo, 15 de agosto de 2010
935 - MONSTROS VS ALIENÍGENAS

MONSTROS VS. ALIENÍGENAS (USA, 2009) – a DreamWorks quis dar um afago às mulheres, quando pôs uma no protagonismo desta que é a primeira animação inteiramente em 3-D. No caso, a mocinha é Susan Murphy (voz de Reese Witherspoon), que se transforma em uma gigante, após a queda de um meteoro bem na véspera de seu casamento. Capturada pelo governo, ela vai para uma instalação secreta, onde são mantidos monstros coletados pelas autoridades nos últimos 50 anos: um anfíbio de 20 mil anos, um inseto gigante transformado por radiação, um monstro gelatinoso indestrutível e uma barata superinteligente. Eles se juntam para combater uma invasão alienígena, tirando um sarro com antigos filmes de ficção científica. Atenção para a engraçadíssima performance do presidente dos EUA.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
934 - BAGUNCEIRO ARRUMADINHO

BAGUNCEIRO ARRUMADINHO (DISORDELY ORDELY, USA 1964) - Jerome Littlefield (Jerry Lewis) é um jovem com excelente coração, que trabalha como atendente em um hospital. Entretanto, Jerome não consegue estudar Medicina, pois é afetado por todos os males que atingem os pacientes. Com esse pingo de argumento, o diretor Frank Tashlin fez uma pequena obra-prima da comédia americana da década de 60. Lewis está no seu auge, sem caretas em excesso e calibrando o personagem com a mistura exata de doçura, ingenuidade e pastelão. É hilária e memorável a cena em que insiste em escovar os dentes de um paciente idoso, só percebendo depois que a dentadura do coitado estava num copo à cabeceira da cama. Outra atração é Alice Pierce, que faz a paciente falastrona, que vive se queixando de suas dores nos rins e fazendo Jerome se contorcer por causa de sua empatia. Ela foi também a engraçadíssima Sra. Kravitz, a vizinha fofoqueira de A Feiticeira. Um clássico.
Delicie-se com a cena da escovação de dentes: http://www.youtube.com/watch?v=v7R0V2UQyEU
quarta-feira, 28 de julho de 2010
933 - TEMPOS DE PAZ

TEMPOS DE PAZ (BRASIL, 2009) – a adaptação da peça de Bosco Brasil para a tela grande funciona, sobretudo, na força do diálogo entre seus dois protagonistas, Dan Stulbach e Tony Ramos. De resto, fica mesmo a sensação desconfortável de assistir teatro filmado. Contudo, a força da história do imigrante polonês que vem para o Brasil exatamente num período pós guerra, no qual as autoridades ainda não sabem como lidar com as novas diretrizes em tempos de paz, é capaz de manter o interesse do expectador até o fim.Segismundo, interrogador alfandegário e ex-torturador da polícia política de Getúlio Vargas, com o ex-ator polonês Clausewitz, confundido com um nazista fugitivo, se desenrola na sala de imigração do porto do Rio de Janeiro. Tudo porque o fim da Guerra, por ironia do destino, é o que tira a paz de Segismundo. Ele teme a vingança de seus ex-prisioneiros. E hoje chefe da imigração na Alfândega do Rio de Janeiro, Segismundo é quem decide quem entra ou não no país. Clausewitz terá que usar todo o seu talento de ator para provar que não é um seguidor de Hitler. O filme retrata um período crítico da história brasileira e fala do maniqueísmo e da luta pela vida.
Veja o monólogo de Segismundo: http://www.youtube.com/watch?v=v7R0V2UQyEU
terça-feira, 27 de julho de 2010
932 - JEAN CHARLES

JEAN CHARLES (BRASIL, 2009) – “Jean Charles” é baseado no mundialmente conhecido caso do brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado no metrô de Londres por agentes do serviço secreto britânico em julho de 2005, ao ser confundido com um terrorista. O filme revela os últimos meses da vida do eletricista mineiro, a partir da chegada a Londres de sua prima Vivian, que vai morar com ele e os primos Alex e Patrícia. A trágica morte de Jean Charles abala seus primos, que precisam reconstruir suas vidas após a dolorosa perda, em meio à luta por justiça. O filme não é tão elucidativo como propagaram. Claro que Selton Melo tem atuação destacada, como sempre acontece, mas seu personagem, por si, não traduz tanta carga dramática a ponto de torná-lo uma figura interessante, a não ser para o noticiário policial. Boa atuação contida de Vanessa Giácomo (Vivian). Quem tem o melhor papel, entretanto, é Luiz Miranda (Alex).
terça-feira, 20 de julho de 2010
931 - ARRASTE-ME PARA O INFERNO

ARRASTE-ME PARA O INFERNO (DRAG ME TO HELL, USA 2009) – de Sam Raimi. Na mão de um diretor tarimbado como Raimi, esta história de terror indecente, despudorado e manipulador de clichês atinge plenamente o seu objetivo de dar sustos na platéia, enquanto passa a mensagem subliminar para que não levem muito a sério o que veem. O filme conta a história de uma bancária (Alison Lohman) que, no afã de receber uma promoção, nega um empréstimo a uma velha sinistra (Lorna Raver). Como resultado, recebe uma maldição: será perseguida por um espírito do mal, na forma de uma cabra. É a ironia a serviço da diversão.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
930 - METEORO

METEORO (METEOR, USA 1979) – como era comum na década de 70, os produtores achavam que era só escalar um elenco famosíssimo para garantir o sucesso de um filme. O tempo mostrou que estavam completamente errados. Meteoro é um exemplo clássico disso. Afinal, quem não ficaria interessado num filme com Sean Connery (25 de agosto de 1930), Natalie Wood (20 de julho de 1938 – 29 de novembro de 1981), Karl Malden (22 de março de 1912 – 01 de julho de 2009), Marin Landau (20 de junho de 1928) e Henry Fonda (16 de maio de 1905 – 12 de agosto de 1982)? Pois é, mas Meteoro é mesmo um desastre muito além do roteiro, que coloca a Terra em perigo, quando um imenso meteoro se aproxima em rota de colisão. Estados Unidos e Rússia se juntam para lançar seus mísseis atômicos de suas bases orbitais. Connery é um cientista que intermédia tudo isso e ainda flerta com Natalie Wood, intérprete do premier russo. Malden é o assessor boa-praça do presidente (Henry Fonda), que tem que aturar um militar colérico que acha que toda a situação pode ser contornada sem maiores transtornos. Este papel ridículo ficou com o talentoso Martin Landau, o que é lamentável. Tudo é ruim, dos efeitos toscos, mesmo para a época, passando pelas atuações, até os diálogos. He momentos em que a história parece um convite irresistível ao sono. O grande desastre preconizado no filme acaba sendo o irreparável desperdício de talento destes grandes atores.
Veja a ena da colisão do meteoro em Nova York: http://www.youtube.com/watch?v=6GMAq43mh8w
sábado, 17 de julho de 2010
929 - O HOMEM COM OLHOS DE RAIO X
O HOMEM COM OLHOS DE RAIOS-X (THE MAN WITH X-RAY EYES, USA 1963) – de Roger Corman. Mórbida, mas genial, atuação de Reginald Alfred John Truscott-Jones (1905 – 1986), mais conhecido como Ray Milland, no papel do Dr. James Xavier, cujas pesquisas levam à criação de um colírio capaz de lhe conceder visão de raio-x. Gradativamente, seus poderes comprometem sua sanidade mental, mais ou menos na mesma forma de O Homem Invisível. A sequência da festa na qual Xavier vê os convidados sem roupa é um dos momentos clássicos do cinema. Enquanto a maioria do elenco era relativamente desconhecida, Don Rickles se destaca com um papel inesperadamente dramático. Um clássico do cinema de ficção científica da época que, mesmo com sérias restrições orçamentárias, acabou se tornando um sucesso, especialmente pela narração de Milland e pelo bizarro ponto de vista do protagonista. O roteiro de Robert Dillon e Ray Russel, repleto de reflexões epistemológicas é o grande trunfo deste projeto de Corman, rodado ao custo de US$250 mil.
Se seus olhos são normais, veja: http://www.youtube.com/watch?v=Z3S_yap6428
segunda-feira, 12 de julho de 2010
928 - INDEPENDENCE DAY

INDEPENDENCE DAY (USA, 1996) – de Roland Emmerich. Já revi este filme algumas vezes e cada vez o acho pior. A coisa se resume apenas em propaganda americana, acentuando o maniqueísmo de outras produções. Bill Pullman está ridículo como presidente dos EUA, e a cena em que Will Smith dá um soco num alienígena, dentro de caça que acabou de cair, é, no mínimo risível. Claro que o filme perde muito, nas suas cenas de ação, se visto na tela pequena. Diálogos bobos e situações que em nada contribuem, como o ciúme que o personagem de Jeff Goldblum sente da sua esposa com o presidente. Há uma versão com cenas adicionais no DVD.
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