terça-feira, 28 de junho de 2011

1105 - PERVERSA PAIXÃO


PERVERSA PAIXÃO (PLAY MISTY FOR ME, USA 1971) – de Clint Eastwood. Neste filme, Clint ainda se mostra um cineasta um pouco inseguro, com alguns bons momentos. Na época, ele estava ansioso para dirigir seu primeiro filme, e os produtores lhe ofereceram a chance, com a condição que nada lhe seria pago. O resto é História, como sabemos. O filme oscila entre bons momentos de suspense e outros um pouco exagerados, como, por exemplo, a atuação meio over de Jessica Walter, como a fã obcecada por DJ Dave (Clint), que repete a fórmula de “Atração Fatal”.


1104 - CIDADE ARDENTE

CIDADE ARDENTE (CITY HEAT, USA 1984) - Este não é um bom filme de Clint. Apesar de estrelar junto com outro peso-pesado, Burt Reynolds, a história que envolve a Máfia nos anos 30 se perde entre a confusão e o pastelão, sem grandes alcances. Na cidade do Kansas em 1933 Murphy (Burt Reynolds), um detective particular, segue a pista do assassino do seu parceiro. Entretanto o Tenente Speer (Clint Eastwood) da Polícia local não está nada contente com a guerra do submundo que assola a cidade. Os dois detestam-se, o que, naturalmente, faz deles mais uma versão dos parceiros que se odeiam, apesar de trabalharem juntos. Era para ser um daqueles encontros dos sonhos, com dois atores de imensa popularidade, mas que acabaou não dando certo na tela, muito em função do roteiro muito mexido.

1103 - COMO TREINAR SEU DRAGÃO

COMO TREINAR SEU DRAGÃO (HOW TO TRAIN YOUR DRAGON, USA 2010) – a história de um menino viking que se torna amigo de um temível dragão, depois de ajudá-lo a voar novamente, numa sociedade que se jacta de caçá-los como esporte, não tem lá muita originalidade, mas, aqui, funciona muito bem e a gente se delicia do princípio ao fim.

1102 - AS FACES DA VERDADE

AS FACES DA VERDADE (NOTHING BUT THE TRUTH, USA 2008) – de Rod Lurie. Rachel Amstrong (Kate Beckinsale) é uma jovem jornalista política que trabalha em um dos maiores jornais da capital dos EUA. A sorte bate á sua porta quando obtém informações seguras sobre um escândalo sem precedentes que pode abalar toda a estrutura do atual governo que, decidido a descobrir de onde a informação vazou, a obriga a revelar sua fonte. Ela se recusa a dar a informação e trair seus princípios e enfrentará um duro julgamento, comandado pelo procurador Patton (Matt Dillon), para ser presa, deixando sua família para manter sua integridade como jornalista. O filme é muito bom, com todos os ingredientes de um thriller policial e um desfecho surpreendente. Além disso, duas das mais belas e talentosas atrizes do cinema atual – Kate Beckinsale e Vera Farmiga. Atenção para David Schwimmer, o Ross de Friends, aqui num papel dramático, como marido de Kate. Alan Alda também tem uma atuação marcante, como advogado da protagonista.

1101 - O FUGITIVO

O FUGITIVO (THE FUGITIVE, USA 1993) – esta versão do seriado com David Janssen, na década de 60, é excelente, principalmente pela boa atuação de Harrison Ford e de Tommy Lee Jones. Harrison é Richard Kimble, acusado de ter assassinado sua esposa, que tenta de todas as formas provar sua inocência e encontrar o responsável. É aí que o filme tem alguma coisa de diferente – Kimble não se transforma em um herói de ação, como seria Indiana Jones, mas sim uma pessoa comum (ou quase) que consegue superar todos os obstáculos para encontrar a verdade.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

1100 - O SOLTEIRÃO

O SOLTEIRÃO (SOLITARY MAN, USA 2010) – Michael Douglas põe em cheque sua fama de garanhão – nas telas e fora delas, diga-se – na pele de um Don Juan em fim de carreira cuja vida vai naufragando numa cascata de fracassos profissionais e afetivos. O curioso – e fundamental – neste filme é que ele não se arvora em apontar saídas para a redenção e se concentra, numa abordagem bastante assertiva em consequências afetivas e em seus efeitos colaterais, sem o peso do julgamento moral. Destaca-se a atuação convincente de Douglas, que é um mestre em se apresentar com um olhar irresponsável, desleixado, desbocado e sem a mínima preocupação com o politicamente correto. O título em português é um equívoco total.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

1099 - AMOR AOS PEDAÇOS


AMOR AOS PEDAÇOS (LOVE & SEX, USA 2000) – comédia romântica sobre as idas e vindas do casal Kate e Adam (Famke Janssen e Jon Favreau, que agora dirigiu os dois Homem de Ferro). O que mais impressiona no filme é que, claro, a gente espera aquele dejà vu das comédias deste tipo, com todas as situações típicas dos romances que sofrem todo tipo de twists até dar tudo certo no fim, mas a diretora Valerie Breiman dá um ritmo que envolve o espectador e a química entre o Famke e Jon funciona. Neste caso, o título em português é muito melhor do que o original.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

1098 - À PROVA DE MORTE


À PROVA DE MORTE (DEATH PROOF, USA 2007) – de Quentin Tarantino. Fiel às características imanentes à filmografia pregressa do cineasta, Tarantino joga nos nossos olhos um filme explícito de gênero hollywoodiano. Inequivocamente, esbarra-se numa de suas referências mais nítidas - o tributo ao exploitation dos anos 1970, com os seus filmes B repletos de sexo e violência. Destarte, Tarantino compõe o pastiche com personagens caricatos, papo-furado feminino, signos da cultura pop americana e muita ação automobilística, além das alusões aos clássicos do cinema dos anos 70. Sem muito esforço, aparecem as motivações imediatas, as cores primárias, os lugares prosaicos e músicas populares da época: “Baby It´s You” (Burt Bacharach), “Down in Mexico” (The Coasters), “Hold Tight” (Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick & Tich), entre outras da inspirada trilha, que é outro achado. A gente logo percebe que está diante da história manjadíssima (mas Tarantino nunca quis ser original) de um psicopata sádico persegue gostosas descerebradas para trucidá-las em cenas brutais que levam o termo “descerebradas” a ser entendido ao pé da letra. A câmera fetichista abusa nos closes em shortinhos apertados e pés desnudos, com direito à dança erótica (lap dance). Kurt Russell é Stuntman Mike: ex-dublê machão, com cicatriz e tudo, que pilota um Dodge Challenger extraído diretamente de Corrida Contra o Destino (1971). Sem uma gota de culpa a lhe rolar pela face cicatrizada, o assassino ao volante escolhe “namoradas” pela cidade e as mata com o seu muscle car preto. O personagem sublima a falta de amor/sexo de belas mulheres por meio de perseguições e rachas excitantes. Para ele, o possante carro é como extensão fálica, o que o faz, literalmente, penetrar as mulheres com o veículo. O velho charme do efeito retrô, aparece em imagens riscadas, cortes descontínuos, planos perdidos, manchas brancas e pretas, interrupções do áudio e falhas de montagem. O procedimento também serve para desnarrativizar a história e, e certo modo, perturbar o espectador, como quando há o primeiro desastre provocado por Mike. Entretanto, afora essa seqüência, À Prova de Morte é narrado de modo contínuo. Organizado como díptico, divide-se em duas partes de mesma estrutura de personagens e ação, que se antagonizam no desfecho. Se, na primeira, o psicopata motorizado é bem-sucedido em massacrar as três hot girls; na segunda, elas renascem na pele de outras atrizes, para uma vingança adivinhada e, confesso, deliciosa. Eis o tema tarantinesco da mulher poderosa, que faz e acontece, movida à vingança na mais alta octanagem, a exemplo de Jackie Brown (Pam Grier, no filme homônimo), Beatrix Kiddo (Uma Thurman, em Kill Bill) ou Shosana Dreyfus (Melanie Laurent, em Bastardos Inglórios). Todas elas se vingam de homens prepotentes e controladores. É a celebração da alegria na degustação da pura vingança. Se não há moral no universo de Tarantino, existe uma ética da potência, na medida em que os personagens lutam por si mesmos, na relação de forças, para sobrepujar os agressores. Tarantino se equilibra admiravelmente no processo de explorar até a última gota de sangue os lugares-comuns e os estereótipos do cinema da década de 70. No entanto, é exatamente na composição de seus filmes que ele se mostra genial, acrescentando minimalisticamente um e outro detalhe que faz toda a diferença. Os diálogos são superficiais, mas envolventes. Os personagens são caricatos, porém sedutores. Os cenários são pop, mas também pop art, na invocação da participação do espectador, na desmistificação do bom-gosto e do sublime da arte clássica. O diretor trilha o caminho inverso da comunicação de massa e mostra como a arte consegue surrupiar da sociedade hipócrita seus ícones e produtos para, então, jogá-los contra o mesmo sistema que os produziu. Sob esta ótica, À Prova de Morte prescinde de qualquer transcendência. Transcender o gênero seria perder a sua essência e, assim, a sua potência. Por isso, Tarantino desvela fraquezas, inseguranças, repressões exatamente no local que melhor exorciza o medo do abandono – a estrada – espaço onde o cinema americano se reinventou na década de 70, a partir de “Easy rider”. É um prazer degustar o coquetel que Tarantino prepara de referências à cultura pop e a um certo tipo de cinema que não costuma ser visto como obra de arte. O filme não força a idolatria à tipologia para reeditar a história já vista em outras produções ou para cultuar o cinema pelo cinema (religião). Apenas enfia com vontade a agulha na veia do gênero e de seus lugares-comuns, para encher a seringa com um espesso líquido quente que mistura cocotas de shortinho e bermudinha esfiapada ao redor de coxas grossas, close nos pés femininos, perseguições de carro e diálogos enebriantemente longos – tudo isso a serviço do universo tarantinolândico que tanto nos fascina.

domingo, 12 de junho de 2011

1097 - W


W (USA 2008) – de Oliver Stone, que apresenta a biografia de George W. Bush, desde de sua época de colégio, incluindo as bebedeiras e o eterno problema com o álcool, além de evidenciar sua relação problemática com o pai, mesmo depois de ser eleito presidente duas vezes. Josh Brolin está perfeito no papel de um Bush apalermado, vacilante, rude ao extremo e dominado por uma crença religiosa que o deixava ainda mais frágil diante das decisões que tomou em relação à guerra do Iraque. O elenco é de alto nível: Richard Dreyfuss é o vice Dick Cheney; Thandie Newton é Condoleezza Rice; Scott Glen é Rumsfeld e Jeffrey Wright é Colin Powell. O personagem principal, vivido por Brolin, é uma caricatura, mas tão verossímil que dá calafrios só de pensar no perigo que representou na Casa Branca.

1096 - O DIRIGÍVEL HINDERBURG


O DIRIGÍVEL HINDERBURG (THE HINDERBURG, USA 1975) – de Robert Wise. O filme narrar a viagem do dirigível Hinderburg, da Europa até os Estados Unidos, até o desastre que ocorre na sua chegada ao território americano. Os efeitos são meio toscos até mesmo para a época, mas acabam funcionando, em função das sequências extremamente lentas que ocorrem dentro da aeronave. Alguns nomes consagrados – como George C. Scott, Anne Bancroft e Charles Durning – reproduzem a estratégia de alguns filmes-catástrofes da época, que também tinham um elenco estelar. No final, há uma discutível edição de imagens, intercalando as da época com as feitas para o filme. Não me pareceu digno de Wise.

1095 - O CÉU DE OUTUBRO


O CÉU DE OUTUBRO (OCTOBER SKY, USA 1999) – na linha dos filmes que contam a história de alguém que acredita no seu sonho, apesar de todas as dificuldade, O Céu de Outubro cumpre bem o papel de emocionar o espectador, principalmente pela verdadeira atuação de Jake Gyllenhaal e de Chris Cooper, este último se mostrando muito à vontade no recorrente papel de pai severo e intransigente, como fez em Beleza Americana. A tensão entre os personagens de Jake e Chris leva o filme até o final emocionante, que coroa a história real de Homer Hickam, um jovem de uma cidade do interior dos EUA, que tem o sonho de construir um foguete.

sábado, 4 de junho de 2011

1094 - UMA NOITE EM 67


UMA NOITE EM 67 (BRASIL, 2010) – documentário sobre a final do Festiva de Música Brasileira, que a Record promovia nos anos 60. O que é notável é a quantidade de músicas de qualidade, de uma tacada só: Ponteio, a vencedora, Domingo No Parque, Roda-Viva e outras. O melhor da MPB estava lá: Chico, Caetano, Gil, Edu Lobo, Os Mutantes e até um extremamente relaxado Roberto Carlos, que fez até piadinha com o violão que Sérgio Ricardo quebrara momentos antes. A primeira reflexão, depois de assistir ao documentário é constatar que a música brasileira empobreceu de forma irresgatável, se levarmos em conta os grandes nomes acima citados. Os números musicais são entremeados por entrevistas atuais com os mesmos personagens. Dá para sentir a tensão que a violência da ditadura imprimia à competição.


terça-feira, 31 de maio de 2011

1093 - ABBOTT E COSTELLO ENCONTRAM A MÚMIA


Freddie Franklin ( Lou Costello ) e Peter Patterson ( Bud Abbott ) são os americanos que estão retidos no Cairo, Egito. Casualmente eles ouvem o Dr. Gustav Zoomer (Kurt Katch) falar sobre a múmia de Klaris, o guardião do túmulo da Princesa Ara. Aparentemente, a múmia tem um medalhão sagrado, que mostra onde o tesouro da princesa Ara pode ser encontrado. Os seguidores de Klaris, liderados por Semu ( Richard Deacon ), ouvem a conversa de Madame Rontru ( Marie Windsor ), uma mulher de negócios interessado em roubar o tesouro da princesa Ara. Pete e Freddie vão à casa do médico para solicitar a possibilidade de acompanhar a múmia de volta à América. No entanto, dois dos homens da Semu, Iben ( Mel Welles ) e Hetsut (Richard Karlan), matam o médico para tentar roubar o medalhão da múmia antes Pete e Freddie chegarem. No entanto, o medalhão foi deixado para trás e é encontrado por Pete e Freddie, que tentam vendê-lo. Rontru lhes oferece US $ 100, mas Pete sabe que vale mais e pede US $ 5.000, que Rontru concorda em pagar. Ela diz a eles para encontrá-la no Café Cairo, onde Pete e Freddie ficam sabendo por um garçom que o medalhão é amaldiçoado.Eles tentam desesperadamente dar um ao outro, até que acaba caindo no hambúrguer de Freddie e ele engole.Rontru chega e arrasta-os para um consultório médico para poder ver o medalhão através do fluoroscópio. No entanto, ela não consegue ler as instruções inscritas no medalhão, que estão em hieróglifos. Semu chega, afirmando ser um arqueólogo, e se oferece para guiá-los para o túmulo. Enquanto isso, os seguidores de Semu fazem uma cerimônia para Klaris retornar a viver. Eles chegam ao túmulo, onde Freddie descobre os planos de Semu para matar todos.Rontru captura Semu, e um de seus homens, Charlie ( Michael Ansara ), se disfarça de múmia e entra no templo. Pete se disfarça de múmia para livrar Freddie e Semu.Eventualmente, todas as 3 múmias se encontram no mesmo lugar, ao mesmo tempo. Rontru usa dinamite para desenterrar o tesouro e termina destruindo Klaris. Freddie e Pete convencem Semu a transformar o templo em uma boate para preservar a lenda de Klaris.

1092 - A FÚRIA DA CARNE


Wild is the Wind” conta a história do viúvo Gino, criador de ovelhas na América, que traz a cunhada Gióia da Itália para substituir sua falecida Rossana, no leito e no coração. Só que Gióia, em mais uma interpretação memorável de Anna Magnani, não é a ovelha que o personagem de Anthony Quinn esperava. Selvagem como os cavalos que defende dos tiros do esposo, Gióia não aceita o papel que este lhe impõe, de clone da irmã. Começam os problemas. Culpado pela perda da esposa no parto do bebê que ele insistira em ter, contra a orientação médica, Gino projeta na segunda mulher a raiva que sente de si próprio.

1091 - ATRAÇÃO SEM LIMITE


ATRAÇÃO SEM LIMITE (COLD HEART, USA 2001) - Linda Cross (Nastassia Kinski, linda mesmo, fazer o quê?) é uma mulher atraente que é confiante em sua vida profissional e amorosa. Seu mundo desaba quando suspeita que seu marido Phil esteja tendo um caso extraconjugal. Transtornada, ela busca consolo no recém-contratado colega de trabalho Sean, mas posteriormente descobre que suas suspeitas sobre o marido eram infundadas. Disposta a salvar seu casamento, ela tenta afastar Sean de sua vida. Mas isso não é tão simples quanto parece, pois Sean é um psicopata capaz de qualquer coisa para manter Linda ao seu lado. Thriller eficiente, fluente e com o auxílio luxuoso da bela Nastassia.

1090 - O ZUMBI


O ZUMBI (THE GHOUL, UK 1933) – Este raríssimo filme estrelado por Boris Karloff (Frankenstein) só foi lançado nos EUA recentemente. Agora, finalmente chega ao Brasil! O Zumbi era dado como perdido até que, em 1969, em Nova York, foi achada uma cópia dele. Trata-se do primeiro filme britânico de Karloff, que interpreta o professor Morlant. Um excêntrico egiptólogo inglês obcecado pelos poderes dos antigos deuses do Egito. Em seu leito de morte, ele ordena que seu serviçal, Laing (Thesiger), cole uma jóia sagrada conhecida como a luz eterna em sua mão, prevenindo-o de que, caso ela seja removida dali, ele deixará sua tumba em busca de vingança... A presença de Karloff e o excelente elenco criam a atmosfera perfeita para este clássico do terror.

1089 - FRIENDS, disco 1 - 1a. Temporada


FRIENDS (DISCO 1º TEMPORADA) – a primeira temporada de Friends começa com a apresentação dos personagens que, naturalmente, ainda não estavam com suas características definidas, como em qualquer primeira temporada de qualquer série. No entanto, alguns toques originais, como a maneira de se referir aos episódios como “Aquele da...”, começa a enfeitiçar o espectador. O fato é que os diálogos são caprichados, e se tem a impressão de que foram mesmo escritos para cada ator, individualmente, como se entre eles e os personagens não houvesse uma diferença de personalidade. Por exemplo, mesmo como um iniciante na série, não consigo imaginar um outro ator para Ross do que David Schwimmer (02 de novembro de 1966), ou uma atriz diferente para Phoebe, a não ser a hilariante – e totalmente sem noção, no bom sentido – Lisa Kudrow. Courtney Cox, inicialmente, iria fazer a Rachel de Jennifer Aniston, mas optou pela Monica, depois de ler o script. Neste primeiro disco, meu episódio favorito é “Aquele com o sabão em pó da Alemanha”, em que Ross tenta se aproximar de Rachel, indo com ela a uma lavanderia.Claro que, como todas as séries famosas, Friends possui uma mitologia própria e fascinante, facilmente assimilável quando se é guiado por seus meandros por uma mão tão especial.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

1088 - O ESTRANHO SEM NOME


O ESTRANHO SEM NOME (HIGH PLAINS DRIFTER, USA 1973) – de Clint Eastwood. Um cavaleiro emerge da paisagem desértica e, lentamente, entra na pequena cidade de Lago, no Arizona. Atravessa a rua principal, atraindo olhares curiosos. Desmonta e vai até o saloon, onde pede uma cerveja e uma garrafa de uísque. Assim começa o segundo filme dirigido por Clint (o primeiro, Perversa Paixão, é de 1971) e, pode-se dizer, é ótimo, principalmente pelo clima meio sobrenatural da história e das belíssimas paisagens que o lago, em cujas margens a cidade foi erguida, proporciona. A sensação é de quentura em todas as sequências, mesmo as noturnas, o que sublinha a ironia de a cidade ter seu nome trocado para “hell”.


1087 - MACGYVER – CONSPIRAÇÃO INTERNACIONAL


MACGYVER – CONSPIRAÇÃO INTERNACIONAL (MACGYVER: TRAIL TO DOOMSDAY, USA 1994) - Um amigo próximo de MacGyver é assassinado. Em busca de uma razão para este assassinato MacGyver descobre uma instalação secreta de armas nucleares no centro da Grã-Bretanha. Para os fãs, esta produção para a TV, com jeito de longa, mas com as mesmas características dos episódios, é imperdível. Atenção para Beatie Edney, que foi a Heather McCloud, de Highlander.


domingo, 29 de maio de 2011

1086 - ABBOTT E COSTELLO MEET DR. JEKILL E MR. HYDE (USA, 1953)


ABBOTT E COSTELLO MEET DR. JEKILL E MR. HYDE (USA, 1953) – desta vez, os dois estão em Londres, onde conhecem Dr. Jekill (Boris Karloff, numa participação inesperada), e acabam sendo expulsos da polícia, por razões óbvias. Uma das melhores comédias dos dois, nesta série de “encontros” com os grandes monstros da Universal. A fotografia em preto e branco é impressionante – em algumas cenas, não se tem a impressão de se tratar de uma comédia. Atenção para a hilariante cena em que Costello se transforma em um rato e cria confusão no bar. Helen Westcott impressiona pela beleza.

1085 - PIRATAS DO CARIBE: NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS

PIRATAS DO CARIBE: NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS (PIRATES OF THE CARIBBEAN: ON STRANGER TIDES USA 2011) – de Rob Marshall. Jack Sparrow, agora, está à procura de uma fonte da juventude, juntamente como Barbossa (Geoffrey Rush, excelente). Apesar de bem cuidada, como sempre, a história destoa do clima de ação dos três filmes anteriores, apostando mais na comédia. Em alguns momentos, até que dá certo (como quando Keith Richards aparece como pai de Jack), mas acaba perdendo força no restante do filme. Penélope Cruz enfeita com uma atuação segura e com mais sangue do que a mocinha anterior (Keira Knightley). O 3-D do cinema não ajuda nas cenas em que a fotografia está muito escura – e isso se repete em vários momentos. Os três primeiros foram mais divertidos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

1084 - O EFEITO DOMINÓ







EFEITO DOMINÓ (THE TRIGGER EFFECT, USA 1996) – favor não confundir este filme com o homônimo, de 2008, que ainda não vi, mas que deve ser muito melhor do que este. Temos aqui um exemplo de uma boa ideia combinada com um diretor incompetente: não raro, em casos assim, a história não sobrevive, e o resultado é a frustração. De repente, há um blecaute na cidade, e a vida do casal Matt e Annie (Kyle MacLachlan e Elisabeth Shue) começa a sofrer sérios abalos: a sensação de insegurança, a falta de comida e de remédios e a crescente animosidade entre os habitantes da cidade. Diz o diretor David Koepp – autor dos roteiros de Jurassic Park e O Homem Aranha – que seu interesse foi mostrar como os seres humanos foram ficando dependentes de coisas criadas pela tecnologia – a luz elétrica, o telefone etc. Quando se vêem fragilizadas, as pessoas tendem à violência. Sem aquilo a que estão habituadas no dia-a-dia, os confortos cotidianos, proporcionados pela energia elétrica, por exemplo, se reduzem a animais brigando pelo básico, diante de um universo que não conseguem compreender.




sábado, 21 de maio de 2011

1083 - TOP GANG, ASES MUITO LOUCOS

TOP GANG, ASES MUITO LOUCOS (HOT SHOTS, USA 1991) – o impressionante é que o filme continua como uma das melhores paródias de todos os tempos. Vale constatar que Charlie Sheen é, de fato, um bom ator, especialmente em comédias. Aqui, ele faz uma versão do personagem de Tom Cruise em Ases Indomáveis. Uma cena memorável é com Valeria Golino, sobre cuja barriga ele frita um ovo com bacon. Juntamente com Top Secret e Apertem is Cintos, o Piloto Sumiu, uma das melhores comédias do cinema. O almirante maluco de Lloyd Bridges e hilariante! No final, há uma alusão ao dentista de Laurence Olivier, em Maratona da Morte.

terça-feira, 17 de maio de 2011

1082 - TENDERNESS, NA TRILHA DO ASSASSINO


TENDERNESS, NA TRILHA DO ASSASSINO (TENDERNESS, USA 2009) – Lori Cranton (Sophie Traub) é uma adolescente confusa que, ao fugir de casa, se envolve com Eric (John Foster), rapaz recém-liberado de um centro de detenção com um passado marcado pelo assassinato dos pais. Juntos, eles embarcam em uma viagem e começam a se envolver. Enquanto isso, um policial (Russel Crowe) cuja esposa está em coma, não acredita na reabilitação de Eric e começa a segui-lo por desconfiar que ele pode voltar a matar. Infelizmente, o papel de Crowe não faz jus ao seu talento, mas isto não compromete de todo o filme.

1081 - VIROU BAGUNÇA



VIROU BAGUNÇA (BRASIL, 1960) – de Watson Macedo. Chanchada com os elementos típicos do gênero: um trio vocal (Trio Irakitan) chega ao Rio, para tentar a vida artística e vão para numa emissora de TV, onde conhecem uma vedete maluca (Nadia Maria, hilariante). Participação de Chacrinha, Emilinha Borga e César de Alencar. Cenas curiosas do funcionamento de uma televisão, na época. Aparece o prédio da TV Rio, em Copacabana (olhe aí embaixo). Boas cenas das ruas do centro do Rio. O gordinho do Trio é uma figura e, fácil, a melhor atuação do filme.






1080 - ALÉM DA VIDA


ALÉM DA VIDA (HEREAFTER, USA 2010) – DE Clint Eastwood. Mostrando que é um diretor que se renova, Eastwood dá mais uma mostra de seu talento ao abordar um tema difícil – a vida depois da morte. Sem fazer qualquer referência religiosa, ele entrelaça três histórias, cujos protagonistas têm uma estreita relação com a morte, seja a sua própria, como a de alguém bem próximo. O filme gira em torno de três pessoas que são afetadas pela morte de maneiras diferentes. George (Matt Damon) é um operário norte-americano que tem uma conexão especial com o além. Em outro ponto do planeta, a jornalista francesa Marie (Cécile De France, lindíssima) acaba de passar por uma experiência de quase-morte que muda sua visão diante da vida. E, quando Marcus (Frankie/ George McLaren), um garoto londrino, perde uma pessoa muito próxima, começa uma procura desesperada por respostas. Enquanto cada um segue o caminho em busca da verdade, suas vidas se cruzam e são transformadas para sempre pelo que eles acreditam que possa existir, ou realmente exista - a vida após a morte. Belo, sensível, maravilhoso, como tudo que Clint Eastwood faz.

1079 - A MÚMIA (1958)


A MÚMIA (THE MUMY, USA 1958) – de Terence Fisher. Nesta nova versão, Christopher Lee no papel-título como a múmia que volta a vida em busca de vingança contra os que profanaram a tumba de sua amada. Peter Cushing também presente como um sobrevivente da expedição que encontrou a tumba, num papel que apresenta um viés romântico, o que é inesperado, assim como, de certa forma, também é ter Lee como a múmia. Mas, no fim tudo funciona, como aconteceu com Boris Karkof, no mesmo papel, em 1932.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

1078 - PIRANHA


PIRANHA (USA, 2010) – de Alexandre Aja. Não há como não achar que este novo produto do cinema sanguinolento americano é um filme tão cafajeste que não encontra paralelo no gênero, pois combina caminhões de sangue cenográfico com adolescentes descerebrados, num resort californiano – onde mais? Esse pessoal, que durante o spring break, a semana em que os estudantes americanos se acabam de beber e praticar sexo como se não houvesse amanhã (o cotejo entre o título e a gíria brasileira para moças fáceis é uma associação inevitável...), de repente, se vê às voltas com vorazes peixes pré-históricos que um terremoto liberta do fundo de um lago. Acontece que o mau gosto campeia entre uma ou outra cena bem feita, e isso pode escandalizar as plateias ávidas pelas barbaridades que esse tipo de gênero geralmente propicia. Curiosa a aparição relâmpago de Richard Dreyfuss, logo no comecinho, a emular uma cena com o próprio em Tubarão (1976). Elisabeth Shue não convence muito como a xerife do local, embora ainda esteja bonita.


domingo, 15 de maio de 2011

1077 - VÍCIO FRENÉTICO


VÍCIO FRENÉTICO (THE BAD LIEUTENANT: PORT OF CALL - NEW ORLEANS, USA 2009) - Terence (Nicolas Cage) era um bom policial mas se considerava acima da lei. Lutando contra ladrões e traficantes ele acaba por se render à corrupção e às drogas que o cercam. Mas às vezes uma coisa ruim leva à outra, e à outra... Agora ele e sua namorada (Eva Mendes) têm apenas um ao outro para se livrar desta armadilha do destino. Assim, juntos eles mergulham num mundo frenético de desejo e compulsão. É certo que raras vezes Cage teve a oportunidade de desfilar seu repertório de esquisitices em um só personagem, a começar pelo inacreditável corte de cabelo. Por outro lado, Eva Mendes compensa a falta de estética.


1076 - VOCÊ VAI CONHECER O HOMEM DOS SEUS SONHOS


VOCÊ VAI CONHECER O HOMEM DOS SEUS SONHOS (YOU WILL MEET A TALL DARK STRANGER, USA/ESPANHA 2010) – de Woody Allen. No filme, apenas um personagem tem certeza de como, quando e onde tomar alguma atitude: Helena (Gemma Jones) que, separada de Alfie (Anthony Hopkins), se consulta com uma cartomante que lhe norteia a existência, com previsões sobre o futuro e conselhos acerca do presente. Aí é que está a questão interessante sobre a história – os outros protagonistas, Alfie incluso, Sally (Naomi Watts) e Roy (Josh Brolin) não conseguem encontrar sentido nas suas vidas. Como de costume, o genial diretor não quer explicar porque estamos no mundo; ela apenas nos lembra que não há resposta para esta pergunta. Ou melhor, até que há, e precisamente, no caso do filme, numa situação metafísica absurda, como nas previsões de uma cartomante. É como se quisesse dizer que se queremos achar algum sentido para a vida, ou se apela para as crendices e superstições, ou estamos perdidos. Esta desilusão está presente nos personagens e nos diálogos bem construídos, traço característico do cinema woodyalleniano. Ou seja – é um filme pessimista, não adianta chorar. Indica, a cada cena, que não adianta procurar uma razão na vida, a não ser em crença nas cartas e outras mágicas que o homem criou para se iludir. É assim com Helena, que também tem seus sonhos, mas que acaba dando mais valor ao que a cartomante diz e, surpreendentemente, vai encontrar o que os outros personagens não conseguem. A ambientação londrina não se impõe como um fator determinante. Os tipos supracitados são encontráveis em Nova York, Paris ou Friburgo, mas apenas Woody Allen é um dos poucos a saber retratá-los com ironia e inteligência, aquele witty que faz os gênios, situando-os no universo pragmático e individualista da sociedade contemporânea, sem tropeçar na caricatura. Recomenda-se assistir com uma estrela ao lado, como eu fiz.