domingo, 18 de dezembro de 2011

1217 - TRON, O LEGADO

TRON, O LEGADO (TRON: LEGACY, USA 2010) – o filme fecha a história que começou com o primeiro Tron, de 1982, também com Jeff Bridges. Agora, seu filho consegue entrar no programa criado por seu pai e tentar tirá-lo de lá. A tecnologia atual turbinou, claro, o cenário virtual do filme, mas sem grandes exageros. Há até o personagem rejuvenescido de Bridges, mas que ficou parecendo desenho animado. No mais, a história é fácil de acompanhar e ainda conta com a bela Olívia Wilde (na realidade, Olivia Cockburn –o Wilde é em homenagem a Oscar Wilde). 

sábado, 17 de dezembro de 2011

1216 - TROPA DE ELITE 2 - O INIMIGO AGORA É OUTRO

TROPA DE ELITE 2 – O INIMIGO AGORA É OUTRO (BRASIL, 2010) – de José Padilha. Completando a trilogia que começou com “Ônibus 174”, Padilha não deixa de, mais uma vez, mostrar da maneira mais crua e real o que se passa nos intestinos das forças policiais. Desta vez, a luta é contra a milícia, apoiada pelo governo. O coronel Nascimento de Wagner Moura é agora subsecretário de Segurança, mas logo vê que o tal “sistema” contra o qual sempre lutou possui tentáculos inatingíveis. Ao invés de culpar a classe média que compra drogas e financia o tráfico no país, mesmo que usando apenas uma carreira de pó, a sequência vai além e começa a mostrar que o buraco é mais em cima: os políticos usufruem de qualquer situação para conquistar dinheiro e fama, e recebem apoio dos demais corruptos. Muito boa atuação de Sandro Rocha, como chefe da milícia, e de Milhem Cortaz, sempre trazendo seu personagem entre o ridículo e o perverso. Os piores são Maria Ribeiro, que faz a ex-esposa de Nascimento e André Mattos, numa atuação exagerada e irritante. Valeu ter visto de novo. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

1215 - O ASSASSINO EM MIM

O ASSASSINO EM MIM (THE KILLER INSIDE ME, USA 2010) – O longa é uma adaptação do romance noir de Jim Thompson, publicado em 1952. Dirigido por Michael Winterbottom, o filme se passa no Texas nos anos cinquenta, onde Lou Ford (Casey Affleck) é um jovem xerife de uma pequena cidade do interior. A cidade, com seus aspectos interioranos e com fortes raízes do Texas, cresceu em pouco tempo e guarda uma característica marcante, as aparências valem e muito para a sociedade. Sem ter grandes tarefas, Lou ajuda seus conterrâneos com favores no limite da lei e é com uma dessas ajudas que ele acaba conhecendo Joyce (Jessica Alba, altamente deleitável e com pouca roupa, veja aí no preview), uma prostituta que se envolveu com o filho de um dos homens mais influentes da cidade. Lou recebe a missão de entregar um dinheiro para Joyce e expulsá-la da cidade, mas acaba se envolvendo com ela em uma relação de sexo e violência. O relacionamento faz brotar em Lou um assassino frio e sem pudores, que sem motivos aparentes, começa a se envolver ainda mais com mortes e violência. Há passagens extremamente violentas, mas muito bem filmadas. Os elementos do filme noir estão todos lá: a dama fatal, o crime, o inocente de quem ninguém suspeita. A trama lembra muito a de Psicopata Americano, livro que virou filme com Christian Bale no papel principal. Casey affleck pode entrar, com este personagem, na galeria dos psicopatas clássicos do cinema, como, por exemplo o Norman Bates de Psicose.  O final é meio decepcionante. Quando foi exibido no Festival de Sundance, a estrela Jessica Alba saiu do cinema no meio da exibição. Além dela, várias pessoas se retiraram no cinema.

1214 - POESIA

POESIA (CORÉIA DO SUL, 2010) – confesso que, de início, esperava muito mais deste filme, premiado em Cannes, justamente instigado pelo título e pela sinopse. É possível ensinar a escrever poesia? Aparentemente, sim. Num centro cultural numa cidade da Coreia do Sul, um grupo de pessoas senta-se em mesinhas escolares. Seus olhares são ávidos como de crianças no primário à espera de aprender as primeiras letras do alfabeto. O professor, um poeta conceituado, mostra-lhes uma maçã e pergunta se alguém já viu a fruta. Claro, todos já viram, como ele mesmo diz, milhares de maçãs em suas vidas. "Vocês nunca viram uma maçã de verdade", decreta. Mas qual a diferença entre ver e enxergar? Ao centro do drama sul-coreano "Poesia" está exatamente essa questão: o que vemos e o que enxergamos? Mija (Jeong-hie Yun) é uma senhora que cuida do neto, e trabalha como faxineira e uma espécie de enfermeira de um homem que sofreu um derrame (Hira Kim). Ela é a última a se matricular na aula de poesia, e a aluna mais esforçada. Em seu caderninho, faz anotações quando frases e observações lhe ocorrem – não importa onde esteja. A realidade tratará de dar à senhora material para sentir... A avó descobre que o neto que ela sustenta abusou sexualmente, com outros amigos de escola, de uma menina que acaba de se suicidar. Mija precisa juntar dinheiro para calar a mãe - dizem os pais dos outros garotos - mas o que ela ganha cuidando de um velho sequelado por um derrame não é suficiente. E as más notícias estão só começando. É aí que o filme aponta para a dualidade que a protagonista vive: quanto mais se aprofunda no universo mágico da poesia, mais a realidade exterior se mostra em crescente brutalidade e prosaísmo. Não é um filme fácil, adianto-lhes. Aprecia-se a história muito mais no depois, quando tentamos entender o que o diretor, também autor do roteiro, quis dizer, do que no momento em que o vemos. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

1213 - 20.000 LÉGUAS SUBMARINAS

20.000 LÉGUAS SUBMARINAS (20.000 LEAGUES UNDER THE SEA, USA 1954) – de Richard Fleisher. James Mason faz um Capitão Nemo como um heroi trágico, um homem tão à frente do seu tempo, que suas invenções eram vistas como ameaças à humanidade. Desta forma, o grande ator inglês transformou seu personagem numa imagem icônica (a barba, os cabelos grisalhos, a expressão amargurada...), que influenciou a formação do arquétipo do cientista brilhante (nem louco nem excessivamente racional), tão presente em outras produções do gênero (veja Vincent Price, em Rubor, o Conquistador do Mundo, 1961, também de Verne, uma versão aérea de Nemo). Uma nota dissonante do filme é a atuação meio over e estereotipada de Kirk Douglas, como um Ned Land que mais reflete a personalidade, então, exuberante do ator do que a descrição feita por Jules Verne no livro. À parte tudo isso, não há como negar que a obra contém elementos caracteristicamente shakespearianos: a ação, em geral, se passando dentro da mente dos personagens que se analisam mutuamente, a claustrofobia do submarino gerando alucinações, a luta com o polvo gigante emulando os fantasmas criados pelo Bardo. Quase sem muitas falas, Peter Lorre tem uma participação coadjuvante, sem muito brilho. Uma fato curioso sobre ele: quando jovem, foi aluno de Freud, em Viena. 


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

1211 - TROPA DE ELITE

TROPA DE ELITE (BRASIL, 2007) – ao rever este filme, pergunto-me como esses caras (o diretor José Padilha e os autores do livro) tiveram a coragem de mostrar, tão escancaradamente, o perverso submundo da polícia militar, composta, na sua maioria, de acordo com o filme, do que há de pior no universo da corrupção neste país. É realmente um grande filme, muito bem realizado, com elenco de primeira, capitaneado por uma atuação visceral de Wagner Moura, que colocou definitivamente o seu Capitão Nascimento no cenário pop nacional. 

1210 - THE BIG BANG THEORY - 1A. TEMPORADA - DISCO 1

THE BIG BANG THEORY – PRIMEIRA TEMP. DISCO 1(USA, 2007) - Situada em Pasadena, Califórnia, o show é sobre dois prodígios da Caltech: um físico teórico (Sheldon Cooper) e um físico experimental (Leonard Hofstadter), que moram do outro lado docorredor de uma atraente garçonete loira com aspirações para show-biz (Penny). A "nerdeza" e o intelecto puro de Leonard e Sheldon são comicamente contrastados com as habilidades sociais e o bom-senso de Penny. Leonard enxerga em Penny talvez a única coisa que o mundo racional-radical em que vive não pode lhe oferecer: a possibilidade de um amor. Isto provoca uma interface interessante no andamento dos episódios, nos quais sentimento e razão ficam sempre a um passo de se misturarem. Dois amigos igualmente nerds que estes possuem são Howard e Rajesh, e também são personagens principais. O curioso nesta série é a originalidade do argumento e a forma como os diálogos são construídos, sempre com uma referência pertinente e correta ao mundo científico. 

1209 - MÁRIO FILHO, O CRIADOR DE MULTIDÕES

MÁRIO FILHO, O CRIADOR DE MULTIDÕES (BRASIL. 2010) – de Oscar Maron Filho. O documentário é uma homenagem a Mário Filho o criador da mitologia do futebol brasileiro e maior cronista esportivo de todo os tempos. Os textos de suas crônicas são interpretados com imagens épicas de futebol, Rio de Janeiro e samba. O filme revive também o histórico prefácio de Gilberto Freyre para o livro “O Negro no Futebol Brasileiro” de Mario Filho. Entrevistas com Carlos Heitor Cony, João Máximo e Nelson Rodrigues, entre outros. Vale pelas cenas de jogos no Maracanã, entre os anos 60 e 70 e, principalmente, pelo foco nas partidas do Flamengo.

domingo, 4 de dezembro de 2011

1208 - AS MINAS DO REI SALOMÃO

AS MINAS DO REI SALOMÃO (King Solomon’s Mines, USA 1985) – rever este filme não mudou em nada minha opinião: história fraca, cenas mal feitas e o uso descarado dos elementos de Indiana Jones, a começar pelos personagens do canastrão Richard Chamberlain e de John-Rhys-Davies, que tinha feito o Sallah, em os Caçadores da Arca Perdida (1981). O único motivo para rever este desastre é contemplar Sharon Stone no auge da beleza, porém com uma atuação meio over.  Algumas cenas chegam a ser constrangedoras, como a que Richard e Sharon vão ser cozidos pelos canibais dentro de um caldeirão gigante. Só mesmo para os fãs mais descerebrados de Sharon Stone, nada mais. 

1207 - ATRAÇÃO PERIGOSA

ATRAÇÃO PERIGOSA (THE TOWN, USA 2010) – não se deixe levar pelo título fácil (e totalmente inapropriado) e pela direção de Ben Affleck, um dos piores atores que já vi no cinema. “The Town” é um filmaço, pela história, pelo elenco e – dou o braço a torcer – pela direção inesperadamente brilhante de Affleck, que se cercou de ótimos atores para dar início a uma carreira promissora, digna dos filmes da fase madura de Clint Eastwood. Atenção para a atuação explosiva de Jeremy Renner (de Guerra ao Terror) e para a Rebecca Hall (a Vicky, de “Vicky, Cristina, Barcelona”), muito bonita e igualmente talentosa. No final, a gente tem a certeza que viu uma obra bem cuidada em todos os aspectos. Só falta à história um clássico elemento do clichê hollywoodiano: as cenas de sexo estão praticamente escondidas no pacote dos tiros e explosões. Nada disso tira o brilho do filme, apesar da já esperada atuação de Ben Affleck que, em qualquer cena, faz aquela cara de... Ben Affleck. Como já disse, na direção, entretanto, ele consegue dar um ritmo ágil e surpreendente.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

1206 - ENTERPRISE - SEGUNDA TEMPORADA

ENTERPRISE – SEGUNDA TEMPORADA (ENTERPRISE, SECOND SEASON, USA 2002) – a segunda temporada começa com a segunda parte de “Shockwave”, que foi o último episódio da primeira. Archer está numa biblioteca em ruínas, no futuro, junto com o agente Daniels, que já tinha aparecido numa outra história. O segundo episódio é curioso: comemorando o primeiro aniversário de T’Pol a bordo da Enterprise, ela conta a Archer e Trip que sua bisavó e um grupo de vulcanos foram os que realmente chegaram primeiro à Terra. Mas, talvez, o mais curioso episódio é aquele em que T’pol fica no cio, depois de ter sido contaminada com um vírus e dá em cima de Phlox, enquanto eles estão numa câmera de quarentena. Esta temporada traz mais conflitos para Archer – ele, inclusive, é condenado por um tribunal Vulcano. Os personagens vão amadurecendo.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

1205 - MALU DE BICICLETA

MALU DE BICICLETA (BRASIL, 2010) – de Flávio Tambelini. Sem ser muito pretensioso, o filme pode ser considerado um tratado atemporal sobre o ciúme e as formas de como (não) lidar com ele. Marcelo Serrado é Luiz Mário, um daqueles playboys conquistadores que, num belo dia, sente uma irresistível necessidade de pertença ao esbarrar com o sorriso homicida de Malu (Fernanda de Freitas, linda e temperada com pimenta a gosto). O roteiro se desenrola de maneira simples e direta, contando como Luiz Mário se deixa deformar pelo ciúme machadiano que conduz o espectador a uma profunda reflexão sobre a natureza da posse sentimental.

1204 - FLOR DO DESERTO

FLOR DO DESERTO (DESERT FLOWER, UK, ALEMANHA, ÁUSTRIA 2009) – de Sherry Horman. A transposição para o cinema da emocionante autobiografia da top model Waris Dirie, que fugiu da Somália, ainda menina, depois de ter sido submetida à revoltante circuncisão feminina, feita a gilete, quando tinha três anos, funciona muito bem, muito devido à atuação de Liya Kabede e aos flash-backs do roteiro, que nos permite ver – mas nunca entender – a brutalidade com que as mulheres são tratadas em certas regiões da África. No final, há umas catucadas políticas, ao meu ver desnecessárias, mas que, no entanto, não comprometem a mensagem humanista do filme.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

1203 - MEIA-NOITE EM PARIS

MEIA-NOITE EM PARIS (MIDNIGHT IN PARIS, ESPANHA, USA 2011) – podem dizer o que quiserem de Woody Allen, até mesmo que ele já não faz mais filmes com a qualidade de antigamente, mas bata ir ao cinema e assistir a este aqui para ter certeza de que o homem não perdeu a mão na realização de coisas sensíveis. Mesmo que a arquitetura cênica de Meia-Noite em Paris seja um pouco simplista demais para alguns críticos (eu discordo – quem tem Paris como cenário não precisa de mais nada), o roteiro é recheado de simbolismos e alcances aos quais não podemos ficar indiferentes. Foi bom rever Owen Wilson num bom papel, depois da tentativa de suicídio em 2007, por causa de uma depressão. Ele é Gil, um escritor que volta para a Paris dos anos 20, quando chega meia-noite. Agora, mais bela que Paris, ou tanto quanto, está Rachel McAdams, no papel da afetada noiva de Gil. Uma coisa é certa: Woody Allen sabe escolher os mais belos enfeites para suas obras de arte, e Rachel ilumina a tela em todas as suas cenas. Prestem atenção no simbolismo do horário – meia-noite –nem cá nem lá, um instante suspenso, em que se pode optar por estar em qualquer das dimensões temporais que conhecemos – passado, presente, futuro – dependendo dos nossos desejos mais verdadeiros.

1202 - ANALISANDO O AMOR

ANALISANDO O AMOR (THE SHRINK IN ME, USA 2001) – o que me levou a assistir a este filme foi a presença de Courtney Cox, no auge da beleza e da fama alcançada em FRIENDS. A história é simples, mas bem realizada, embora contenha muitos dos clichês das comédias românticas americanas, especialmente quando o protagonista se faz passar por outra pessoa para conquistar seu objeto de amor (Fred Astaire já fazia isso há muito tempo...). Entretanto, o sorriso cativante de Cox e seu timing perfeito para comédia fazem tudo valer a pena. Só não posso deixar de registrar minha imensa tristeza pelo fato de Courtney esteja praticamente com a boca deformada de botox hoje em dia. Uma das mais belas (e talentosas) atrizes americanas não merecia ter sucumbido ao péssimo e inútil hábito de tentar deter o ritmo inexorável do tempo.

1201 - AMOR POR ACASO

AMOR POR ACASO (BED&BREAKFAST, USA 2010) - Juliana Paes interpreta Ana, supervisora de uma loja de departamentos no Rio de Janeiro que recebe como herança de seu pai uma dívida de 500 mil reais. Desesperada, encontra esperança para seus problemas na escritura de um imóvel na Califórnia, achada por seu advogado (Julian Stone). Os dois então embarcam para os Estados Unidos para verificar se o valor do imóvel é suficiente para cobrir a dívida, mas descobrem que a casa foi transformada em pousada por Jake Sullivan (Dean Cain), que também a recebeu como herança e se julga dono do lugar. O conflito entre os dois é inevitável - e a resolução totalmente absurda. O que se esperar quando se tem Márcio Garcia como diretor? Se nem como ator ele pode ser considerado, como deixaram que ele cometesse esse desatino? Só se salva a bela estampa de Juliana Paes (falando um inglês bem razoável) e só. Tudo constrangedor, principalmente pela ponta que o diretor sem-noção faz no final. Evite, se não quiser se aborrecer.

domingo, 20 de novembro de 2011

1200 - A GENERAL (1926)

A GENERAL (THE GENERAL, USA 1926) – de Buster Keaton. Johnnie é apaixonado por sua locomotiva, a General, e também pela bela Annabelle Lee. Quando a Guerra Civil tem início, ele não é aceito como combatente porque seria mais útil como engenheiro da ferrovia. Porém, Annabelle passa a considerá-lo um covarde por não lutar. É quando a General e Annabelle são raptadas por espiões da União, e Johnnie deve correr atrás de ambas, numa aventura movimentada, bem ao estilo "stone face" de Keaton.

1199 - SEDE DE VINGANÇA

SEDE DE VINGANÇA (DOLAN’S CADILLAC, USA 2009) – o roteiro não é nada original: homem que tem a esposa assassinada por integrantes de uma máfia de escravas sexuais planeja cuidadosamente sua vingança contra o chefe da gangue (Christian Slater, exagerado no papel). O marido é vivido por Wes Bentley, de Beleza Americana, e a esposa, Elizabeth, por uma atriz belíssima, Emmanuelle Vaugier (dê uma olhada aí do lado e confira o impacto), que fez Jogos Mortais e o delicado Lições Para Toda Vida (2003). Muita violência e pouca performance – vai para o lixo, como alguns filmes que vi este ano.

sábado, 19 de novembro de 2011

1198 - SEM LIMITES

SEM LIMITES (LIMITLESS, USA 2011) – aí está um filme excelente para quem está deprimido – afinal, mesmo sem estar no fundo do poço, quem não gostaria de tomar um comprimido e usar 100% da capacidade de seu cérebro. Pois o filme é exatamente sobre isso: um escritor sem inspiração (Bradley Cooper) toma uma droga recém-inventada e passa ser “o cara” – sucesso profissional, mulheres bonitas, autoestima na estratosfera, mas sem considerar os possíveis efeitos colaterais. Ritmo perfeito, efeitos bem empregados, um roteiro original – que mais para fazer um ótimo filme?

1197 - TETRO

TETRO (TETRO, USA, ARGENTINA, ESPANHA, 2009) – de Francis Ford Coppola. O que mais impressiona neste filme sobre relações familiares – no caso, dois irmãos – é a excelente fotografia em preto e branco, mais até que a trama em si: o irmão mais novo vai procurar o mais velho, que se exilou em Buenos Aires e até trocou de nome, e descobre que ele havia escrito uma peça de teatro que poderia explicar o drama de suas vidas. O personagem-título é vivido por Vincent Gallo, que mais parece um clone de William Dafoe. Coppola é um dos grandes do cinema, claro, mas parece que exagerou na abordagem e no clima intimista da história. Fez que eu lembrasse dos filmes de Fellini.

1196 - OS FUGITIVOS

OS FUGITIVOS (LONELY HEARTS, USA 2006) – John Travolta e James Gandolfini são detetives, na década de 40, que perseguem um casal de assassinos (Jared Leto e Salma Hayek) que atrai viúvas de guerras para roubá-las e, eventualmente, matá-las. Bom thriller policial, no gênero Bonnie e Clyde, com atuações convincentes de Travolta e, principalmente Leto e Hayek. Esta última está altamente provocante como comparsa neurótica que instiga o companheiro na sua ambição desmedida. Vale ver.

1195 - DEMÔNIO

DEMÔNIO (DEVIL, USA 2010) – a história é simples: cinco pessoas ficam presas num elevador e uma delas é o diabo. O que aparentemente é um roteiro sem o menor apelo acaba ficando interessante pelo modo enxuto com que o diretor John Erick Dowdle, que fez Quarentena, em 2008, com uma temática bem parecida. Claro que não é o supra-sumo do suspense de horror, e nem um pouco original, mas pode funcionar se você não estiver com sono nem fizer questão de uma obra-prima.

1194 - É HEXA!

HEXA (BRASIL, 2010) – documentário sobre o hexacampeonato do Flamengo em 2009. A melhor parte é a ênfase no trabalho de Andrade, que pegou o time na metade da competição e o levou à conquista. Boa entrevista de Pet. Ainda há cenas dos cinco primeiros campeonatos nacionais, com alguns gols narrados pelo inesquecível Jorge Cury.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

1193 - ENTERRADO VIVO

ENTERRADO VIVO (BURIED, USA 2010) – de Rodrigo Cortés. Apesar do tema assustador que o título claustrofóbico sugere, o filme é um dos melhores thrillers de suspense dos últimos tempos. Ryan Reynolds acorda dentro de um caixão enterrado dentro do deserto do Iraque e só tem um celular e um isqueiro para tentar sair daquela situação. Tudo muito enxuto, do roteiro ao elenco com um único astro a fazer excepcionalmente um papel difícil. Bom exemplo de uma história sem efeitos especiais que prende a atenção do início ao fim.

1192 - O IMPÉRIO DO SOL

O IMPÉRIO DO SOL (THE EMPIRE OF THE SUN, USA 1987) – de Steven Spielberg. Cada vez que revejo este filme, acho-o ainda mais emocionante. É impressionante a atuação de Christian Bale, como uma criança que se perde dos pais, durante a invasão japonesa a Xangai, em 1941, e tem que enfrentar os horrores da guerra, num campo de concentração. Sua paixão pelos aviões é o que o mantém vivo. Não me lembrava de um pequeno papel de Ben Stiller. É um filme fantástico, uma obra-prima do grandíssimo Spielberg.

1191 - GRANDES ESPERANÇAS

GRANDES ESPERANÇAS (GREAT EXPECTATIONS, USA 1998) – o filme é uma adaptação de um conto de Charles Dickens, trazida para Nova York, onde um pintor (Ethan Hawke) se reencontra com o amor de sua infância (Gwyneth Paltrow). O que mais impressiona neste filme é a beleza de Gwyneth, que personifica aquela mulher inatingível, uma torre, algo que não se pode ter. Hawke é o rapaz de bom coração e sentimentos puros, totalmente tomado pela paixão. Ou seja, o filme trata desta perversa relação entre a dominadora e o dominado, entre o que espera o a que se faz esperar. No elenco, o auxílio luxuoso de Anne Bancroft e Robert De Niro.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

1190 - BELA LUGOSI MEETS THE BROOLYN GORILLA

BELA LUGOSI ENCONTRA O GORILA DO BROOKLYN (USA, 1952) – este talvez seja o maior mico (gorila?) que Lugosi já pagou nos seus anos decadentes, quando qualquer papel podia lhe garantir o aluguel e as drogas que o levaram à morte em 1956. De fato, este filme faz até os de Ed Wood parecerem obras-primas da sétima arte. Para piorar a situação, há uma dupla que copia descaradamente Jerry Lewis e Dean Martin, sucessos da época. Lewis, inclusive, mandou um processo em cima de Sammy Pretrillo, acusando de plágio performático, ou coisa do gênero, pois, pasmem, havia planos para uma série com a dupla “fake”. Lugosi, com a participação neste filme, acabou de vez com o que restava de sua reputação (aqui, uma nota: apesar de estereotipado com O Drácula de Tod Browing, Lugosi fez bons papéis, numa carreira pouco divulgada). O problema é que quiseram misturar horror com comédia e não conseguiram nem uma coisa nem outra, além de tornar este desperdício de celulóide uma curiosidade excêntrica, que só os interessados na história do cinema podem querer ver.

domingo, 13 de novembro de 2011

1189 - DE PERNAS PARA O AR

DE PERNAS PARA O AR (BRASIL, 2010) – a dupla Ingrid Guimarães e Maria Paula tinha tudo para dar certo como uma daquelas duplas que esbanjam química quando contracenam. Neste filme, isso quase dá certo, mas como geralmente acontece, as expectativas foram um pouco além da realidade. O ar de empreendedorismo que se pretendeu dar a uma executiva de sex-shop ficou sem o mínimo apelo, no meio de um roteiro previsível e atuações burocráticas.

1188 - CILADA.COM

CILADA.COM (BRASIL, 2010) – assim como os longas de Os Normais, A Grande Família e outros egressos da televisão, essas adaptações não funcionam na tela grande. Parece que os diretores esticam o que seria um episódio de meia hora, até que a história fique monótona, sem graça, repetitiva. É o que acontece com Cilada.com. Na TV, Bruno Mazzeo está ótimo, com o timing perfeito para aquele formato. No cinema, no entanto, tudo isso se perde, além da originalidade, pois várias gags que já foram vistas no programa da Multishow, se repetem aqui. Palavrões exagerados e sem sentido, situações grotescas (como a reunião dos homens com problemas de ejaculação precoce), personagens forçados e desenxabidos (como o de Sérgio Loroza), tudo isso transforma o filme numa verdadeira cilada para o espectador.

1187 - RED

RED – APOSENTADOS E PERIGOSOS (RED, USA 2010) – de Robert Schwentke, que dirigiu Plano de Voo, com Jodie Foster. É um daqueles filmes com aquele tom meio sarcástico, quase levado na brincadeira pelos atores, mas que funciona como diversão. Bruce Willis faz um papel de um ex-agente da CIA, que vive uma vida tranquila, até que um dia um assassino aparece com a intenção de matá-lo. Claro que o ex-agente não vai ficar esperando sua morte chegar, então resolver montar sua antiga equipe e voltam à ativa para se manter vivos. Tenho por norma assistir a qualquer filme que tenha Morgan Freeman no elenco, portanto, na podia deixar de RED de fora de minha lista. Só não gostei de Mary-Louise Parker, que não estava à altura dos outros atores.