ASAS DO DESEJO (WINGS OF DESIRE, ALEMANHA 1987) - de Wim Wenders. Este é um filme para quem tem dificuldade de sentir. Um dos maiores filmes de todos os tempos, equilibra na sua narrativa poética, questões existenciais de uma forma delicada e incisiva. A grande atuação de Bruno Ganz é memorável. Atenção para a fotografia em preto e branco realçando uma árida Berlim um pouco antes da queda do Muro. A participação de Peter Falk, como ele mesmo, é um toque surreal - e magistral - do grande diretor. É para rever sempre. Ver e pensar este filme é um dos maiores prazeres que alguém pode desfrutar na vida. Os desdobramentos de cada sequência reverberam na alma como pedra num lago calmo, naturalmente. É um convite a quem vive no casulo da própria busca, em qualquer tempo.
sábado, 30 de junho de 2012
1355 - DESEJO E PERIGO
Wang Jiazhi (Wei Tang) é uma jovem chinesa que entra na faculdade durante o período de ocupação japonesa, na 2ª Guerra Mundial. Lá ela participa de um grupo de teatro patriótico, tornando-se rapidamente a artista principal. Entretanto os planos do grupo são mais ambiciosos. Eles decidem assassinar o sr. Yee (Tony Leung Chiu Wai), um colaborador do lado japonês. Wang, então, se transforma em Mak, a fictícia esposa de um mercador. Sua função é se tornar amante do sr. Yee, para facilitar a ação do grupo. Apesar de longo, o filme é uma preciosidade do diretor Ang Lee, com contornos poéticos e dramáticos que transformam a história em uma espécie de embriaguez onírica que envolve quem a assiste. É o único filme que vi no qual as cenas de sexo estão totalmente em consonância com o roteiro. Primoroso!
1354 - STAR TREK, O FILME
JORNADA NAS ESTRELAS, O FILME (STAR TREK, THE MOTION PICTURE, USA 1979) - de Robert Wise. O melhor deste filme é a reunião, num longa-metragem, do elenco original da série dos anos 60. Por outro lado, os efeitos, mesmo para a época, me parecem toscos demais, assim como a história compromete muito em função da dificuldade de resolução de algumas sequências do roteiro.
1353 - ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO
ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO (ALIEN, USA 1979) - de Ridley Scott. Hospedeiro do argumento mais original dos filmes que mostram alienígenas escondidos em naves espaciais, esta obra-prima de Scott ainda mostra força para se manter como um dos melhores filmes do gênero que mistura terror com ficção científica. Apesar dos efeitos especiais precários, a condução das cenas e o crescente suspense fazem do filme um festival de sustos que o espectador degusta como a um vinho raro. O elenco também faz a diferença. São todos ótimos atores, com destaque para Sigourney, John Hurt e Tom Skerrit.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
1352 - 2012
2012 (2012, USA 2009) - finalmente, Roland Emmerich conseguiu o que já sugeria em O Dia Depois de Amanhã e Independence Day: acabar com o mundo, tal qual o conhecemos. Partindo da premissa do apocalipse predito no calendário Maia, segundo o qual o mundo acabará em dezembro de 2012, ele procurou um enredo mostrando um painel que mistura o materialismo exarcebado dos países ricos, a vitimização do terceiro mundo, o conflito entre ciência e política, a iconoclastia em relação aos monumentos mais emblemáticos da Terra e o martírio solidário do presidente negro dos EUA diante de um tsunami que destroi a Casa Branca. Os efeitos são excelentes e sua realização é detalhada nos extras do Blu-Ray, em que o trabalho de Emmerich é exaltado com certo exagero. Atenção para a presença linda e radiante de Amanda Peet. O personagem de John Cusack sobrevive ao fim dos tempos e ainda a reconquista, o que dá a todos a esperança de que amanhã sempre poderá ser muito melhor.
terça-feira, 26 de junho de 2012
1351 - MICHAEL JACKSON: A VIDA DE UM ÍCONE
MICHAEL JACKSON: A VIDA DE UM ÍCONE (MICHAEL JACKSON: THE LIFE OF A AN ICON, USA 2011) - documentário sobre a vida de MJ, com entrevistas com a família e os amigos, realizado e narrado por seu amigo David Gest. A produção é muito bem feita e tem como aspecto original o fato de novamente trazer à cena pública cantores e produtores da Motown que fizeram grande sucesso nos anos 60, mas que acabaram esquecidos, muito por causa do apartheid musical da época, que polarizava o cenário musical entre O R&B e o pop em geral, incluindo o rock. Atenção para a entrevista-bomba de La Toya, condenando o irmão pelo suposto crime sexual com crianças, o extenuante julgamento e o melancólico capítulo final, com a morte do ídolo.
sábado, 23 de junho de 2012
1350 - CONFIAR
CONFIAR (TRUST, USA 2010) - dirigido por David Schwimmer, o Ross de Friends, o filme tinha tudo para ser meio clichê, um pouco apelativo, sem muita profundidade. De fato, não foge muito do drama já conhecido do assédio sexual e da pedofilia, especialmente em tempos de Internet. A mensagem é clara e sem muita originalidade, embora verdadeira: não se pode confiar nos relacionamentos on-line, como os que começam em chats, pois nada é o que parece. Na história, os pais de uma adolescente descobrem que ela foi vítima de um ataque sexual perpetrado por um homem de meia-idade que se fazia passar por adolescente. O ótimo Clive Owen interpreta o pai e sua atuação é, de fato, digna do seu talento. No entanto, o filme para aí: as outras atuações são pífias, bem como certas situações do roteiro. Um exemplo disso é a aproximação da menina com o homem, feita meio às pressas, sem convencimento algum.
1349 - TOY STORY
(TOY STORY, USA, 1995) - não foi à toa que John Lasseter, da Pixar, conseguiu a fama de ser um dos pioneiros da animação. Diretor e roteirista, Lasseter lançou Toy Story no momento que o CGI começava a engatinhar e fez uma pequenas obra-prima, para crianças e adultos. O roteiro é um primor de simplicidade: um cowboy de brinquedo fica com ciúmes quando seu dono, Andy, ganha de presente um astronauta, que passa ser o seu preferido. O filme é lindo e merecedor de todas as homenagens.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
1348 - TRAIÇÃO EM HONG KONG
BOARDING GATE (FRANÇA 2007) - confuso no roteiro e impreciso nas atuações, o filme pretende ser um thriller de suspense que tem como pano de fundo uma ardente história de sexo e manipulação. No fim, não consegue ser nada disso. O bom Michael Madsen está completamente perdido num papel raso que nem a mão de um bom diretor poderia ajudar. Isto não se aplica a Olivier Assayas, que também assina o roteiro e construiu uma história pretensamente frenética, guiada pela sensualidade agressiva e exótica de Asia Argento, filha de um diretor de fato, Dario Argento. Assayas faz o filme em torno dela, como um mesmerizado espectador. Asia, uma versão latina de Uma Thurman, não tem lá musculatura dramática para levar um filme sozinha, mas é um daqueles rostos que magnetizam, se tiverem à sua disposição um bom roteiro e um diretor com alguma noção, o que não é o caso aqui.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
1347 - PROMETHEUS
(PROMETHEUS, USA 2012) - o britânico Ridley Scott marcou dois golaços no campo cinematográfico, com dois clássicos de ficção científica - Alien - O Oitavo Passageiro (1979) e Blade Runner (1982). Para quem gosta do gênero, Scott é uma espécie de divindade, especialmente por ter concepções originais, enquanto seus seguidores só conseguiram filmes clonados e reciclados de suas ideias. Agora, com "Prometheus", ele procura dar um prólogo para "Alien" e, ao mesmo tempo, tangenciar as premissas do antológico "Blade Runner". Este novo filme ainda exige um tempo de assimilação para se tornar um marco, como os outros dois, mas não há como negar que estamos diante de um espetáculo visualmente elaborado e intelectualmente estimulante, que flerta com a gênesis humana e as questões ontológicas pertinentes ao tema. O problema intrínseco de ter realizado uma obra seminal, como "Alien", é a dificuldade de fugir aos parâmetros cênicos do original. Portanto, lá estão os sustos, as gosmas, a invasão tentacular do ser desconhecido, os membros da equipe que inocentemente tentam contato com o incógnito, ou seja, todo o arcabouço da história cuja protagonista, Tenente Ripley, rompeu com o machismo heroico dos pioneiros do espaço. A vertente feminista continua agora, com Noomi Rapace e Charlize Theron nos papeis de mais destaque. Neste primeiro momento, não achei os personagens de Michael Fassbender e de Charlize Theron à altura de seus intérpretes: os dois são atores talentosos demais para se limitarem a atuações literalmente robóticas (leve pisada na bola de Scott que, no entanto, tem crédito na casa). Há quem vá achar o filme muito pretensioso, em função de sua abordagem filosófica, cosmológica e teológica, beirando o hermetismo conceitual que costuma ser a armadilha de tais roteiros. Aí, talvez, esteja o ponto nodal da trama: a mistura da curiosidade pelo desconhecido com a fascinação pelo impossível. A criatura primeva - os humanos? os aliens? - realmente causa ojeriza, mas esta repulsa faz parte de um discurso narrativo global que não é apenas prazeroso, mas cujo prazer potencial depende da confirmação da existência do monstro como ser que viola, desafia e problematiza as classificações culturais e metafísicas vigentes. Esperava mais do filme e de Scott, que muito prometeu, mas pouco cumpriu.quinta-feira, 14 de junho de 2012
1346 - TWO AND A HALF MEN - QUINTA TEMPORADA
TWO AND A HALF MEN, QUINTA
TEMPORADA (USA 2008) –esta temporada tem episódios
memoráveis. Um deles é uma paródia do C.S.I., no qual um corpo é encontrado na
cama de Charlie, e a polícia passa a procurar o assassino. Em outros, Charlie
se reinventa como cantor de músicas para crianças. Um muito engraçado é quando
Alan se submete a um teste de um novo remédio e começa a sentir o que ele acha
serem os efeitos colaterais. Nesta temporada, Robert Wagner faz o namorado de
Evelyn.
1345 - O SEGREDO DAS VIÚVAS
O SEGREDO DAS VIÚVAS (LOVE
NEST, USA 1951) – o roteiro é igual a muitos das sitcoms da década de 50:
casal compra um prédio antigo, cheio de problemas estruturais e inquilinos supostamente
engraçados, que causam confusões inesperadas. Nada, porém, que chegue ao nível
de I Love Lucy ou The Dick Van Dyke Show, com Mary Tyler Moore. O que
chama atenção neste filme é a participação
de Marilyn Moore, ainda longe da fama, meio escondida entre o elenco de apoio. No
entanto, aí é que se vê como ela tinha msmo nascido para a lente da câmera e
para o estrelato, apesar de ter sido uma atriz mediana: nas suas poucas cenas,
ela brilha tão intensamente que a gente logo se esquece da protagonista – a nem
tão bonita assim June Haver – e começamos a esperar que ela apareça na cena
seguinte. Numa das sequências, ela aparece de biquini, o que obrigou o diretor
Joseph M. Newman a fechar o set durante a gravação, devido à comoção
compreensivelmente causada.
1344 - GLADIADOR
GLADIADOR (GLADIATOR, USA 2000) – de Ridley Scott. Eis um
filme que ficou melhor ainda em Blu-Ray: a primeira – e impressionante – batalha
cresceu em dramaticidade e impacto, além, claro, das magníficas cenas no
Coliseu, que assumiram uma grandiosidade enebriante com a dosagem titânica de
linhas em alta definição. Agora, tenho um pouco mais de paciência com Joaquin
Phoenix e reconheço que, como Commodus, ele realmente personifica o Mal elevado
à maxima potência, embora estereotipe em algumas cenas. Não há como não se
emocionar com as derradeiras atuações de Richard Harris e Oliver Reed. Outra coisa:
é uma bela história que sublima os clichês do gênero, misturando ótimos efeitos
e diálogos enxutos, para reforçar a intenção de Scott de recriar uma Roma
antiga mais realista. E, acima de tudo, há Russel Crowe, um ator tão visceral e
tão arrebatador em suas performances, que nos põe a dialogar com ele, em cada
cena que aparece.
domingo, 10 de junho de 2012
1343 - O RITO
O RITUAL (THE RITE, USA 2011) – o filme segue, de certa
forma, o mesmo ritual dos filmes de exorcismo: um padre novato, cético, claro,
conhece um bem mais velho (o grande Anthony Hopkins), que o convence da existência
do demônio e o inicia na prática do expurgo dos maus espíritos. O personagem de
Alice Braga não tem muito sentido e fica entre o politicamente correto e a
intenção de passar mensagem alguma. Rutger Hauer tem uma participação pequena, mas
marcante. E é de se lamentar que não se tenha dado mais espaço para Maria
Grazia Cuccinota, a bela italiana do poético O Carteiro e o Poeta. Creio que o
roteiro não se sustentaria sem a presença dramática de Hopkins que, convenhamos,
mereceria filmes melhores.
1342 - DEIXE-ME ENTRAR
DEIXE-ME ENTRAR (LET ME IN, USA 2010) – o diretor americano Matt Reeves repetiu, quase que quadro a quadro, a
produção sueca “Deixa Ela Entrar”, de 2008. O que pode parecer falta de
originalidade é, de fato, um sinal de reverência ao diretor Thomas Alfredson,
que pilotou o original com grande talento. Só assim se pode entender uma
refilmagem tão reflexa, que praticamente refaz quase tudo, apenas se limitando às
adaptações necessárias ao entorno americano. Quem viu o filme sueco pode
cotejar as duas produções, sendo que a original tem um tom ligeiramente mais
sombrio. Este é um bom exemplo de como a ficção de horror exerce seu fascínio
no publico, ao caracterizar o personagem principal (a menina Abby) como um ser
impuro, reconhecidamente fora da ordem natural das coisas tal como ela é
estabelecida por nosso esquema conceitual: Abby é a imagem da inocência. Apenas
a imagem. No resto, tudo muito igualzinho. Podia até se chamar “Deixa-me
Refilmar”.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
1341 - TODA FORMA DE AMOR
TODA FORMA DE AMOR (BEGINNERS,
2011) – perto
dos 40 anos, Oliver (Ewan McGregor, estupendo) perde a mãe e seu pai anuncia
que vai se assumir “gay”. Estes fatos o atingem e forma devastadora, o que vai
dar início a uma resconstrução pessoal tendo como contraponto a felicidade
libertária do pai. Christopher Plummer que, aos 82 anos, tornou-se o ator mais
velho a receber o Oscar, tem uma atuação emocionante e inspiradora, sublinhando
com sutilezas as alegrias recém-descobertas, a partir do momento que saiu do
armário e passa a ter contato com a beleza desajeitada da autodescoberta. No entanto,
é o escocês Ewan Mcgregor a alma do filme, no papel do filho que começa a se
descobrir muito menos corajoso que o pai, especialmente diante da possibilidade
de ser feliz com a francesa Ana (Mélaine Laurent, de Bastardos Inglórios). A percepção do passar do tempo se agudiza
dramaticamente quando um fato inesperado abrevia esta fase de descoberta do próprio
pai. E atenção para Arthur, o cachorro de Oliver.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
1340 - UM CONTO CHINÊS
UM CONTO CHINÊS (UM CUENTO
CHINO, ARGENTINA, 2001) – o filme é uma dessas joias que, felizmente, o cinema portenho vem nos
oferecendo há alguns anos. É incrível como os argentinos desenvolveram a
capacidade de contar com simplicidade, bons diálogos e ótimos atores uma história
cotidiana que em mãos menos hábeis não teria o mesmo resultado. “Um Conto Chinês”
prima pelo bom humor e pela capacidade de se fazer bom cinema com donaire, sem
efeitos de câmera publicitária como gostam os diretores brasileiros, e para
grandes plateias. E eles ainda têm a sorte de contar com patrimônio nacional,
que é Ricardo Darín, sustentando sozinho esta comédia dramática do diretor
Sebastián Borensztein. Enxuto no tom, austero na encenação, simples mas preciso
na execução e primorosamente escrito, o filme se alinha a uma corrente que vem
ganhando corpo no cinema argentino: competência no drama sentimental (sem os
arroubos tradicionalmente trágicos em excesso que caracterizam a “anima”
portenha), no realismo intransigente, na
vocação memorialista e no experimentalismo. Aqui, o choque de culturas ganha
novos contornos ao colocar frente a frente, num golpe do destino, um chinês
perdido em Buenos Aires e o metódico e rabugento dono de uma pequena loja de
ferragens, vivido com brilhantismo por Darín. É deste encontro inusitado que
vai aflorar um resgate marcante com emoção perdida nos desvãos das vidas de
duas pessoas tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão idênticas na capacidade de
experimentar a própria dor.
1339 - ARMADILHA DO DESTINO
ARMADILHA DO DESTINO
(WRECKED, USA 2010) – este é um daqueles filmes que começa pelo fim: no meio de um bosque, um
homem (Adrien Brody) acorda dentro de um carro, após um acidente que provoca a morte
dos outros ocupantes, e, muito machucado, não se recorda de nada. Então, tenta
sair das duas prisões – a primeira são as ferragens do próprio carro e a
segunda, a solidão da floresta. Aos poucos, as lembranças vão voltando. É um
roteiro difícil, principalmente para o protagonista, pois ele tem que praticamente
atuar sozinho, com pouquíssimas falas. O que salva o filme é precisamente é a
atuação correta e sensível de Brody que, por sinal, vem se esforçando para
conseguir bons papeis, desde que conseguiu o Oscar, em 2002, por seu trabalho
em O Pianista.
1338 - O PODER E A LEI
O PODER E A LEI (LINCOLN
LAYWER, USA 2011) - Michael Haller (Matthew McConaughey,
surpreendentemente bem no papel) um advogado criminal que procura o seu grande caso
para o sucesso mas que no entanto vai aproveitando as oportunidades que lhe
aparece para ganhar algum dinheiro defendendo toda a espécie de clientes. Sem
se esforçar muito aceita na maior parte das vezes casos fáceis de ganhar algum
dinheiro simples tais com motoqueiros, prostitutas, vigarista, motoristas bêbados
e traficantes de droga, de forma a garantir o seu ganho do dia-a-dia, pois para
este advogado a lei raramente é sobre a
culpa ou inocência - é sobre a negociação e a manipulação. Às vezes é até mesmo
sobre a justiça. Mas certo dia o
grande caso da sua vida aparece e tudo aparenta que vai mudar o ruma da sua
carreira, defender um rico playboy que se meteu num grande problema, porque
acaba por ser acusado de violação e tentativa de assassinato de uma prostituta.
Aparentemente o que parecia a Michael mais um caso fácil onde podia ganhar grandes somas de dinheiro fácil, acaba por descobri que afinal não mergulhou no mar de rosas, mas que tudo acaba por muda de figura quando na realidade ele descobre que este caso lhe transforma a vida num louco e perigoso jogo de sobrevivência. Descobre que o cliente mente e encobre uma verdadeira intriga chegando mesmo a identificar que poderá haver ligação com um anterior, estranho e misterioso caso passado pelas suas mãos, cujo ex-cliente compre pena de prisão. Para escapar sem ser queimado, ele deve implementar cada estratégia, despiste, e instinto como sua fiel arma para poder desta vez salvar sua própria vida e de sua família.
Aparentemente o que parecia a Michael mais um caso fácil onde podia ganhar grandes somas de dinheiro fácil, acaba por descobri que afinal não mergulhou no mar de rosas, mas que tudo acaba por muda de figura quando na realidade ele descobre que este caso lhe transforma a vida num louco e perigoso jogo de sobrevivência. Descobre que o cliente mente e encobre uma verdadeira intriga chegando mesmo a identificar que poderá haver ligação com um anterior, estranho e misterioso caso passado pelas suas mãos, cujo ex-cliente compre pena de prisão. Para escapar sem ser queimado, ele deve implementar cada estratégia, despiste, e instinto como sua fiel arma para poder desta vez salvar sua própria vida e de sua família.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
1337 - O MISTÉRIO DA RUA 7
1336 - QUO VADIS
QUO VADIS (QUO VADIS, USA 1951) - Após
três anos em campanha, o general Marcus Vinicius (Robert Taylor) retorna à Roma
e encontra Lygia (Deborah Kerr), por quem se apaixona. Ela é uma cristã e não
quer nenhum envolvimento com um guerreiro, mas apesar de ter sido criada como
romana Lygia é a filha adotiva de um general aposentado e, teoricamente, uma
refém de Roma. Marcus procura o imperador Nero (Peter Ustinov) para que ela lhe
seja dada pelos serviços que ele fez. Lygia se ressente, mas de alguma forma se
apaixona por Marcus. Enquanto isso as atrocidades de Nero são cada vez mais
ultrajantes. Quando ele queima Roma e culpa os cristãos, Marcus salva Lygia e a
família dela. Nero captura os todos os cristãos e os atira aos leões, mas no
final Marcus, Lygia e o cristianismo prevalecerão. O grande barato deste
filme é a atuação de Peter Ustinov como o ensandecido Nero.
1335 - STAR TREK
STAR TREK (STAR TREK, USA 2009) - James
Tiberius Kirk é um adolescente rebelde de Iowa sempre em busca de emoções, um
líder por natureza à procura de uma causa. Spock cresceu no planeta Vulcano,
excluído por ser metade humano. Ele é um aluno engenhoso e o primeiro de sua
raça a ser aceito na Frota Estelar. Em sua busca para descobrir quem realmente
são e o que têm a oferecer ao mundo, Kirk e Spock logo tornam-se competitivos
cadetes em treinamento. Com estilos drasticamente opostos, um movido por
paixão, o outro, por lógica, tornam-se adversários, fazendo de tudo para estar entre
os escolhidos da mais avançada nave já criada, a U.S.S. Enterprise.
terça-feira, 22 de maio de 2012
1334 - PADRE
PADRE (PRIEST, USA 2011) – thriller
pós-apocalíptico que tem como cenário um mundo alternativo, no qual vampiros e
a humanidade lutam entre si há séculos. O ótimo Paul Bettany faz um padre que é
obrigado a viver numa cidade completamente controlada pela Igreja, até que tem
que entrar em ação contra os vampiros que seqüestraram sua sobrinha. É o tipo
do filme “nem aqui nem lá”, se é que me entendem. Não? Pois é, talvez seja um
filme para não ser levado a sério mesmo, apesar da presença de um ator muito
bom, como Bettany – e de sorte, pois é casado coma Jennifer Connely.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
1333 - SHAME
SHAME (SHAME, INGLATERRA 2011)
– não fosse o diretor Steve McQueen também um
artista plástico, “Shame” não seria o que é: um filme como uma escultura, uma
instalação mais ou menos permeável à interação com o espectador, uma tela onde
convivem tintas fortes e angustiantes. Toda a narrativa do filme gira em torno
de Brandon, magnificamente interpretado por Michael Fassbender, um personagem
que é a própria personificação do que há de mais paradoxal no ser humano.
Brandon é um viciado em sexo. Não alguém que gosta de sexo, ou que apenas faz
muito sexo, mas alguém patologicamente dependente de sexo. Mais que um atalho
escapista, sexo, para ele, é um ritual de auto-humilhação e degradação, como se
sua vida não representasse nada e fosse um vazio niilista que, numa metáfora
ousada, mais se aproxima de um buraco negro, num processo autofágico que
assusta, de tão real. Brandon está numa bolha – todos os dias, a mesma rotina:
metrô, trabalho, sexo, drinques em locais “descolados” em Manhattan e mais
sexo. Sempre imerso numa solidão cósmica que parece não acabar, mesmo com a
chegada de sua irmã (Carey Mulligan), outra solitária, porém mais conectada com
a vida, seja pela música ou pelos desencontros amorosos. Numa cena, Brandon vai
vê-la cantar “New York, New, York”, cuja letra parece refletir o mundo cruel e
competitivo da grande cidade: numa ideologia neoliberal, só não vence quem não
tem competência para isso. Mas o que é “vencer”? O que é essa necessidade
brutal que nos faz correr ansiosos para o futuro, enquanto a vida só está no
presente? Brandon está mergulhado até a raiz dos cabelos cuidadosamente
penteados com gel nesta corrida maluca e acometido por um vício que,
paradoxalmente, envolve o outro, mas só desenvolve o isolamento social e
psíquico. Isso fica claro quando se encontra com Marianne, uma colega de
trabalho e, inesperadamente, brocha – este é o ponto de inflexão decisivo de
“Shame”, pois qualquer rachadura na redoma de sua vida o faz tremer e perder a
suposta segurança que o mantém vivo. Marianne não é uma prostituta ou uma
mulher que ele não verá no dia seguinte, mas sim uma mulher com todas as
qualidades amoráveis que ele não consegue ver e que acredita em
relacionamentos. Ao não conseguir ter sexo com a mulher de quem se aproxima de
forma um pouco mais consistente, o personagem entra em uma espiral que o leva a
uma catarse profunda. Só esta reflexão justifica assistir ao filme que, entre
outras coisas, lida com habilidade incomum e corajosa, com as incoerências que
tanto abominamos em nós e nos outros, mas que – não há como negar – é matéria
inerente à constituição existencial do homem pós-moderno. Sem aprontar
soluções, o filme coloca Brandon, na última sequência do filme, de volta ao
cenário da primeira cena, impecavelmente vestido, dando em cima da mesma
passageira. Um cartaz, dentro do trem, dá um toque ao mesmo tempo irônico e
intrigante, porém bem consonante como o ritmo da selva de pedra e aço:
“Improving, don’t stop” (“Melhorando, não pare”). Talvez aí esteja a sutil
solução – ou o começo dela – para gente como Brandon, em todas as partes do
mundo.
sábado, 12 de maio de 2012
1332 - EU SOU O NÚMERO QUATRO
EU SOU O NÚMERO QUATRO (I AM
NUMBER FOUR, USA 2011) - aula de matemática - nove alienígenas fugiram do planeta Lorien, onde eram
conhecidos por números, para se esconder na Terra. O objetivo era se esconder
dos Mogadorians, inimigos que precisam eliminar todos eles - e na ordem certa -
para que poderes especiais não possam ser usados contra eles no futuro. A
caçada já começou e os números Um, Dois e Três já foram assassinados. O número
Quatro vive disfarçado entre os humanos, como John Smith (Alex Pettyfer),
ajudado por seu protetor Henri (Timothy Olyphant) na tranquila cidade de Paradise,
em Ohio. Enquanto descobre seus novos poderes, Smith conhece a estudante Sarah
Hart (Dianna Agron) e se apaixona por ela, colocando em risco a vida de ambos e
o futuro de sua raça, porque o inimigo já o localizou. A sua sorte é que a
número Seis (Teresa Palmer) também o encontrou e ela pode ajudar na batalha.
Há uma série de coisas mal explicadas no roteiro deste filme fraco, baseado numa premissa sem
sentido – daí os furos, pois fica muita coisa sem explicação. Alguns efeitos
razoáveis e uma bela atriz, Diana Agron, de Glee.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
1331 - A SUPREMA FELICIDADE
A SUPREMA FELICIDADE (BRASIL, 2011)
– Arnaldo Jabor volta a filmar, depois de 25
anos. Necessariamente, um bom diretor não perde a mão, se deixar de botar a
mesma na massa cinematográfica por tanto tempo, mas esta retomada me deixou um
pouco perdido em relação ao que o filme realmente se relacionava. Há um certo
descompasso entre a proposta memorialista/nostálgica e a tentativa de emular a
estética felliniana. Notei uma teatralidade forçada nos diálogos – muito talvez
porque Jabor venha sendo muito mais um escritor do que um diretor de cinema nos
últimos tempos. A verborragia dos personagens os descaracteriza da humanidade
que o diretor/autor pretendeu, quando costurou sua colcha de retalhos das
lembranças de sua vida durante os anos 40 e 50. A
edição retalha com mão muito pesada o espaço temporal do filme em um vai-e-vem
que só prejudica a evolução do personagem central. Há, entretanto, algumas luzes que
prendem a atenção e que, não por acaso, são oriundas mais das atrizes do que
dos seus personagens: Maria Flor sequestra nossa atenção em apenas duas cenas,
e Tammy Di Calafiori, que começa apenas como um clone de Marilyn Monroe e, na
cena seguinte, num dos raros bons diálogos do filme, faz o espectador se dar
conta de que está diante de uma atriz que promete.
terça-feira, 1 de maio de 2012
1330 - ADRENALINA 2
ADRENALINA 2 (CRANK: HIGH VOLTAGE, USA 2009) – se o primeiro filme até que tinha uma boa
premissa – homem envenenado precisa estar sempre “pilhado” para que o veneno
não o mate - , esta sequência descamba para o esculacho geral, na trama que
conta como Chev Chelios (Jason Statham) sobreviveu à queda de um helicóptero
(!) e teve o coração roubado, literalmente, por uma gangue chinesa, que queria
o órgão para ser implantado num chefão mafioso. Pois é, nada mais louco, não? Acontece
que, neste tipo de filme, não dá para sermos lógicos ou coerentes. O que vale é
o conceito, e basta aceitar que uns podem gostar e outros não. Nada de
mergulhos radicais em interpretações mirabolantes sobre o que o diretor quis
dizer. Embarca-se na trama como se entra numa montanha russa, esperando apenas
sustos e excitação visual. É isso que o filme propõe, e nada mais devemos
esperar dele. A simpática Amy Smart volta ao papel da esposa de Chelios e dá ao
filme charme e a sensualidade que os aficionados pelo gênero também apreciam. Uma
surpresa; David Carradine aparece numa cena rápida, como um chinês idoso, numa
referência clara a Kung Fu.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
1329 - O MANTO SAGRADO
Nos últimos anos do reinado de Tibério (Ernest Thesiger), quando Roma era a "dona do mundo", Marcellus Gallio (Richard Burton) é um tribuno que está sempre envolvido com jogos ou mulheres. Além disto tem uma rixa pessoal com Calígula (Jay Robinson), o herdeiro do trono. A situação se complica quando Marcellus oferece, em um leilão de escravos, a absurda quantia de três mil moedas de ouro por Demétrio (Victor Mature), que também estava sendo disputado por Calígula. Ao se ver derrotado por Marcellus, Calígula encara isto como uma afronta pessoal e então manda o tribuno ir servir imediatamente em Jerusalém, na Palestina, considerado o pior lugar do império. Entretanto, devido a motivos políticos, após pouco tempo em Jerusalém o tribuno é chamado de volta por Tibério. Mas, antes de partir, recebe a missão de supervisionar a execução de uma sentença: a crucificação de Jesus Cristo. Finda a tarefa, ele e outros soldados disputam em um jogo de dados próximo à cruz a posse do manto vermelho usado pelo mártir. Marcellus vence mas o manto fica com Demetrius, pois quando Gallio tentou usar o manto algo o afligiu de forma indescritível. Demétrio, que já tinha se tornado um cristão, lhe tirou o manto e disse que jamais o serviria novamente, pois ele tinha crucificado seu mestre. Em seu retorno Gallio fala frases sem sentido, como se algo muito forte o atormentasse. Já em Capri, onde estava o imperador e Diana (Jean Simmons), que Gallio ama e é correspondido, alguns membros da corte e o próprio Tibério, vendo que Gallio se portava de modo estranho, ouvem por horas o que aconteceu com o tribuno em Jerusalém. Tibério acha que o tribuno pode ter perdido a razão, mas quando Gallio atribui que a aflição que sente só aconteceu após se cobrir com o manto de Jesus, então o adivinho da corte conclui que o manto estava enfeitiçado e precisa ser destruído. Isto parece lógico tanto para Tibério como para Marcellus, então o tribuno irá retornar à Palestina para destruir o manto e descobrir os nomes dos cristãos, mas esta viagem irá afetar profundamente sua vida.
1328 - TWO AND A HALF MEN - TERCEIRA TEMPORADA
TWO AND A HALF MEN, TERCEIRA TEMPORADA – esta terceira temporada tem os seguintes episódios
destacados: Charlie arranja uma namorada adoradora de Satã, e Alan embarca na
mesma história; Martin Sheen aparece como o pai de Rose e, depois, cai de
amores pela mãe de Charlie; Emmanuelle Vauguier faz o papel de Mia, professora
de dança por quem Charlie se apaixona, mas que tenta mudar o seu estilo de vida;
Alan começa a se envolver com a descerebrada Kandi, até se casar com ela em Las
Vegas.
1327 - O HOMEM SEM SOMBRA
O HOMEM SEM SOMBRA (HOLLOW MAN,
USA 2000) – este
interessante filme do holandês Paul Verhoeven vai muito além da ficção científica
carregadas nas tintas sanguinolentas do horror. Ao se desumanizar, a ponto de
se achar acima do bem e do mal e cometer os mais atrozes crimes, Sebastian Caine
(Kevin Bacon, eletrizante), descobre, com sua equipe, a fórmula a
invisibilidade e a aplica em si próprio. A abordagem existencial começa aí: a
discussão de como o suposto poder da invisibilidade é capaz de transformar o
homem até destituí-lo das mais civilizadas características humanas. Isto também
acontece no filme seminal com Claude Rains, de 1933, de James Whale. Numa sequência,
o personagem de Caine diz: “Você não pode imaginar o poder de alguém que não vê
sua imagem no espelho”. Claro que, quem me conhece, não deixaria de imaginar
que eu atrelaria esta fala ao meu norte temático desde os tempos de mestrado: O
Retrato de Dorian Gray. Ou seja, O Homem sem Sombra é mais uma releitura do
romance de Wilde, cujo personagem principal também passa a nãos e ver no
retrato que lhe foi pintado fielmente. O título – Hollow man – é perfeito: “hollow”,
em inglês, significa “vazio”, “oco”. Pois bem, o personagem, a partir do
momento em que se torna invisível, perde também os sentimentos, as emoções, os
valores, se tornando uma pessoa literalmente vazia, oca. A reflexão imediata é
claríssima: o ser humano só o é quando o seu interior é continente daquilo que compõe
a humanidade. Em termos de roteiro, o filme começa muito bem, mas acaba como um
banal arremedo de um filme de terror de segunda categoria. Os efeitos especiais
são excelentes e deveriam ser aproveitados numa aula de Biologia. Paralelamente,
temos Elizabeth Shue no auge da beleza, o que não faz mal em ninguém.
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