quatro casamentos e um funeral (four weddings and a funeral, uk 1994) – Como ser solteiro sábado, 2 de agosto de 2008
638 - QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL
quatro casamentos e um funeral (four weddings and a funeral, uk 1994) – Como ser solteiro 637 - MAD MAX ALÉM DA CÚPULA DO TROVÃO
mad max além da cúpula do trovão (mad Max behond thunderdome, autralia/usa 1985) – Cinema poeira. De George Miller. Esta terceira incursão de Mel Gibson como o capitão Walker, diante da imensidão do deserto australiano depois do apocalipse que varreu a civilização como conhecemos da face da Terra. Aqui, fica evidente que o personagem de Gibson é uma espécie de Messias, que é levado à liderança de uma comunidade de jovens que, ao final do filme, enfrenta a gangue liderada por Auntie (Tina Turner), na já famosa e característica batalha de carros na empoeirada imensidão do interior da Austrália. Mas o filme é chato, meio parado demais, sem o frescor do primeiro da série e a contundência do anterior a este.
636 - PODER ABSOLUTO
poder absoluto (absolute power, usa 1997) – de Clint Eastwood (31 de maio de 1930). Interessante e envolvente thriller policial com três maravilhosos atores: Clint, Gene Hackman e Ed Harris. Clint é um ladrão de jóias que, involuntariamente, testemunha o assassinato de uma mulher pelos guarda-costas do presidente americano (Hackman). Harris é o policial que investiga o caso, mas seu papel não corresponde ao talento do protagonista de Pollock. Em meio a isso tudo, Clint tenta resgatar o amor da filha (Laura Linney, de Simplesmente Amor), uma advogada que passa a ser perseguida pelos agentes do governo. Mais uma vez, assim como fez em Dívida de Sangue, Clint retrata maravilhosamente as limitações da velhice sem cair em pieguices ou lugares-comuns, além de explorar com delicadeza as dores das relações familiares. Mais uma vez, excele na capacidade de dirigir um filme com sensibilidade.
635 - SEABISCUIT
seabiscuit (biscuit, usa 2003) – a história - verdadeira, segundo créditos iniciais – de um conjunto hípico desacreditado, um jóquei brigão (Tobey Maguire) e um cavalo sem os padrões hípicos exigidos para as corridas, serve de suporte para a reafirmação dos valores americanos maniqueístas do vencedor e do perdedor, da vitória apesar das adversidades, da esperança versus a descrença generalizada. Como o filme se passa durante a Grande Depressão americana, fica claro que as corridas de cavalo serviam como sublimação dos desejos que escoaram pelo ralo por causa da crise econômica. Excelente, como sempre, Chris Cooper ganhou o Oscar de Ator Coadjuvante neste ano pela atuação como o treinador de cavalos meio desacreditado que é contratado por um milionário do ramo automobilístico (Jeff Bridges) que perdeu seu filho pequeno num trágico acidente de carro. Maguire é um jovem que vive metido em brigas, mas que mostra suficiente ambição e coragem para fazer de um cavalo aparentemente inferior um campeão. Os conflitos são muito bem trabalhados pelo diretor que, ao invés de focar o lado fácil das competições, resolve sublinhar as lutas internas de seus personagens. Adorei o papel do ótimo William H. Macy, o homem com aparelhos nos dentes em Magnólia, como o narrador das corridas que passa a torcer descaradamente por Seabiscuit. Bridges também está ótimo, especialmente nas cenas em que chora a morte do filho segurando um dos brinquedos dele. Direção de Gary Ross.
634 - OS VIGARISTAS
633 - COLD MOUNTAIN

sexta-feira, 1 de agosto de 2008
632 - TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
teoria da conspiração (conspiracy theory, usa 1997) – filme estranho com Mel Gibson (03 de janeiro de 1956) fazendo um dos seus papéis de “neurótico de plantão”, o off-beat character, com tiques que lembram o Riggs de Máquina Mortífera. Tanto que a direção é do mesmo Richard Donner. Neste roteiro, ele é Jerry, um motorista de táxi 631 - HERE COMES MR JORDAN
here comes mr jordan (usa, 1941) – uma das coisas que me chamaram a atenção neste filme é a presença de Robert Montgomery, pai da Feiticeira Samantha (Elizabeth Montgomery). Ele é Joe Pendleton, um lutador de boxe que morre num acidente com seu avião. Constatado o engano no céu – ele não deveria morrer naquele momento – ele exige sua volta ao mundo dos vivos. Mas há um problema: a esta altura, já cremaram seu corpo, o que o obriga a voltar na pele de um milionário que estava preste a ser assassinado pela mulher e o amante. Montgomery está excelente num papel difícil, no qual tem que se valer apenas da expressão facial para representar o falecido Joe e o dono do corpo atual. Houve uma versão recente com Warren Beatty como protagonista, em “O Céu Pode Esperar”. Fique esperto para ver Lloyd Bridges bem novinho, fazendo uma ponta, logo no início do filme.
630 - TODO MUNDO EM PÂNICO 3
todo mundo em pânico 3 (scary movie 3) – mais uma das besteiras de que só o cinema americano é capaz. A única atração do filme é a presença de Leslie Nielsen, como o presidente americano. Como sempre, há citações de vários filmes recentes como, por exemplo, O Chamado e Sinais. O problema com este tipo de roteiro é que nem todo mundo reconhece os filmes satirizados. Pamela Anderson faz uma participação por causa dos seus, digamos, atributos físicos, é claro
629 - MEDO X
medo x (fear x, usa 2003) – suspense psicológico com o excelente John Turturro (28 de fevereiro de 1957), que faz um guarda de shopping cuja mulher foi assassinada misteriosamente. Depois de analisar várias fitas do circuito interno, ela acaba chegando numa cidade, onde começa a procurar o responsável, a partir de uma foto de uma mulher com uma criança. O filme vai bem até ao meio, mas, depois, fica completamente sem sentido, como se o diretor quisesse terminar logo. É pena, porque Turturro é ótimo ator, mas não consegue salvar a história, que termina de inopino, nos deixando no ar. Direção de Nicolas Winding Refn.
628 - TUDO EM FAMÍLIA
tudo em família (it runs in the family, usa 2003) – é um daqueles filmes sobre três gerações da mesma família, com os conflitos de sempre. Neste caso, a pedra de toque é a família Douglas, Kirk e Michael, pai e filho também na história. Infelizmente, o velho Kirk (09 de dezembro de 1916) não estava mesmo em condições de atuar – seu rosto está deformado e, nitidamente, tem sérias dificuldades para falar. Michael (25 de setembro de 1944) está claramente orgulhoso de prestar uma homenagem ao pai, mas o filme, com aquelas já conhecidas neuroses dos americanos, não funciona, tanto na execução e na originalidade do roteiro. A história, inclusive, lembra aquele último filme de Burt Lancaster, grande companheiro de Kirk na vida real. Há, inclusive, a presença de Rory Culkin, irmão de Macauley, que também era neto de Lancaster no outro filme. Diana Douglas, mãe verdadeira de Michael, e de quem Kirk se separou quando ele era muito pequeno, faz a mãe dele no filme. Cameron Douglas, filho de Michael, também faz seu filho no filme. Direção de Fred Schepisi
627 - WATCH THE SKIES
watch the skies (usa, 2005) – documentário de Richard Schickel sobre os filmes de ficção científica dos anos 50 que influenciaram três grandes diretores: Steven Spielberg, James Cameron e George Lucas. Os três comentam trechos de filmes clássicos. Spielberg, por exemplo, diz que a melhor parte de O dia 626 - UMA ONDA NO AR
uma onda no ar (brasil, 2002) – bom filme de Helvécio Ratton, contando a história da formação da Rádio Favela, uma rádio pirata numa comunidade pobre 625 - BOOGIE NIGHTS
boggie nights (boggie nights, usa 1997) – bastidores do cinema pornô americano nas décadas de 70 e 80. Burt Reynolds faz Jack Horner um diretor destes filmes e está excelente. Mark Wahlberg tem um papel aparentemente baseado na vida do lendário John Holmes. Julianne Moore, a musa do Miranda, é uma atriz do cinema adulto que sofre por não ter a guarda do filho. Uma curiosidade: quase todo o pessoal de Magnólia está no filme: a própria Julianne, John Philip Hoffman, John C. Reilly e William Macy. Basicamente, é a história de Dirk Diggler (Wahlberg), astro pornô que conheceu as glórias do sucesso e o ostracismo, juntamente com o submundo das drogas. Heather Graham é Rollergirl, uma aspirante à atriz pornô que, como o nome já diz, só anda de patins. Leonardo di Caprio estava cotado para fazer o papel de Wahlberg, mas preferiu Titanic à época. Nina Hartley faz uma participação como a esposa depravada de Macy.
624 - CON DUZINDO MISS DAISY
conduzindo miss daisy (driving miss daisy, usa 1989) – comovente história de uma senhora judia (Jessica Tandy) e a amizade que acontece entre ela e seu motorista (o excelente Morgan Freeman). É impressionante a doçura que Freeman dá ao personagem e constrói, juntamente com Jessica, o retrato de uma amizade profunda e improvável entre um negro e uma senhora preconceituosa, num momento histórico altamente racista nos Estados Unidos.
623 - DIÁRIO DE UMA PAIXÃO
diário de uma paixão (the notebook, usa 2004) – de Nick Cassavettes. Maravilhoso filme dois jovens que viveram um amor, no verão de 1940, se separam por causa da família dela, mas que se reencontram para a vida inteira. Rachel McAdams, que fez Garota Veneno. Mais uma bela história sobre o reencontro de duas pessoas que se amam.
622 - HOPE SPRINGS
hope springs (usa, 2003) – comédia com o excelente Colin Firth e a bela Heather Graham. A história é simpática: depois de uma desilusão amorosa, o britânico Colin (Firth) atravessa o Atlântico para curar o sofrimento na cidade de Hope Springs, exatamente por causa do nome. Lá conhece Heather, uma esfuziante jovem que o cativa por ser o oposto da sua fleumática personalidade. Ele se apaixona por ela, o que, fique bem claro, não é nada difícil. Pouco teriam a sorte de encontrar uma Heather Graham disponível e disposta a curar qualquer dor de cotovelo. Neste ponto, o filme explora muito bem as diferenças culturais entre Inglaterra e EUA. Previsivelmente, a noiva (Minnie Driver) que o largara vem à cidade, arrependida e querendo reatar o noivado. Gosto muito de Colin Firth e do seu jeito contido, bem britânico, aliás, de atuar.
621 - DESAPARECIDAS
desaparecidas (the missing, usa 2003) – de Ron Howard. Faroeste com Cate Blanchett e Tommy Lee Jones. Cate é Maggie, uma médica que vive com as filhas numa fazenda no Novo México, quando recebe a visita de seu pai (Jones) que, depois de viver um tempo com os índios, aparece como um deles. A princípio, ela o rejeita, mas, depois de ter uma das filhas raptadas por um bando de índios, aceita sua ajuda para resgatá-la. Dois grandes atores numa história que começa bem, mas que desanda um pouco do meio para o final
620 - SOB O SOL DA TOSCANA
sob o sol da toscana (under the tuscan sun, usa italy, 2003) – ótimo filme com Diane Lane (22 de janeiro de 1965) fazendo uma escritora que, depois de uma desilusão no amor, faz uma viagem a Itália e resolve comprar uma casa na Toscana e reconstruir sua vida. Diane Lane está muito bem no papel, bonita e convincente no processo de redimensionamento de valores na sua vida. É tipicamente um filme feminino, sem ser feminista. Audrey Wells, a diretora, não vitimizou a protagonista, nem a transformou 619 - SELENA
selena (selena, usa 1997) – de Gregory Nava. Biografia da cantora Mexicana, protagonizada por Jennifer Lopez, numa ótima atuação, num filme que me surpreendeu do meio para o fim. Edward James Olmos está excelente como o pai de Selena e empresário que comandava o grupo formado pelos filhos com autoridade. O filme começa com Selena ainda menina e a descoberta de seu talento musical, o que leva seu pai, um cantor frustrado dos anos 618 - A IDENTIDADE BOURNE
a identidade bourne (the bourne 617 - IDENTIDADE
identidade (identity, usa 2003) – de James Mangold. Thriller interessante sobre um grupo de pessoas que se vê aparentemente por acaso obrigado a pernoitar num motel em uma noite de chuvas torrenciais. O elenco impressiona, a começar pela belíssima Amanda Peet (11 de janeiro de 1972) que, devo confessar, foi o motivo principal de eu ter me interessado em assistir a este filme. Mas o restante também é competente: John Cusak, Ray Liotta, Alfred Molina, Rebecca De Mornay, e Pruitt Taylor Vince, aquele gordinho careca que fazia um jornalista em Simone, e que é um ótimo ator. Pois bem, nesta noite chuvosa, acontece uma série de assassinatos misteriosos, e todos do grupo são suspeitos. O roteiro é eficiente, nos deixa grudados até o fim que, infelizmente, é um pouco decepcionante e não está à altura da história. Mas tem Amanda Peet e ela pode tudo.
616 - INIMIGO DE ESTADO
inimigo do estado (enemy of thestate) – excelente filme de Tony Scott com Will Smith, John Voight e Gene Hackman. Ação e suspense em doses certas, como se fosse um Hitchcock com ares modernos. Smith é um advogado que passa a ser perseguido pela CIA, por ser involuntariamente portador da gravação do assassinato de um importante senador (Jason Roberts) por um diretor da agência de inteligência (John Voight). O roteiro totalmente excelente trata da paranóia (bem atual, aliás) da invasão de privacidade, especialmente por órgãos do governo, sob alegação de manter a segurança das instituições. O ritmo é alucinante, do princípio ao fim. A bela Lisa Bonet (16 de novembro de 1967), que fez a filha de Mickey Rourke 615 - OS PÁSSAROS
os pássaros (the birds, usa 1963) – um dos grandes filmes de Hitch na minha opinião. Cada fotograma é feito com cuidado e revela a mão do gênio do suspense. As pausas, os efeitos especiais usados com impressionante parcimônia e mesmo a atuação pífia de Tippi Hedren fazem do filme um momento de transe na história do cinema. Rod Taylor (11 de janeiro de 1930), um dos meus atores favoritos, está magnífico como Mitch Brenner, o solteirão convicto que se deixa abalar pela abordagem meio agressiva de Melaine (Hedren), que o persegue até a casa da mãe possessiva (a ótima Jessica Tande), 614 - CRADLE 2
cradle 2 the grave (usa, 2003) – pancadaria urbana. Jet Li, agente da polícia chinesa, é uma mistura de James Bond com ninja que junta forças a um ladrão de jóias (o rapper DMX) que, depois de ter o resultado de seu furto (valiosos diamantes negros – não o chocolate, claro) roubado por um traficante local de Los Angeles, ainda precisa resgatar a filha pequena seqüestrada por um outro chinês que chefia uma gangue.
613 - AEROPORTO 75
aeroporto 75 (airport 75, usa 1974) – sem querer fazer graça, mas este é mais um desastre, tal como sua seqüência, de 612 - LÁGRIMAS DO SOL
611 - SHERLOCK HOLMES E O CASO DAS MEIAS DE SEDA
sherlock holmes e o caso das meias de seda (sherlock holmes and the case of the silk stockings, uk 2004) – de Simon Cellan Jones. Holmes (Rupert Everett) e Watson (Ian Hart) tentam solucionar o caso de uma série de assassinatos de moças que aparecem com uma meia de seda na boca. Everett é excelente ator, mas está blasé demais nesta produção da BBC para a TV. Em alguns momentos, ele parece se distanciar tanto da história que dá a impressão que não mais vai voltar na próxima cena. Seu vício em heroína e o hábito de tocar violino quando preocupado continuam presentes, além da consabida aversão às mulheres. Ian Hart repete o papel de Watson que já havia feito 610 - O DIA SEGUINTE
o dia seguinte (the day after, usa 1983) – ainda hoje, este filme estrelado por Jason Roberts ainda impressiona pela narrativa seca e objetiva, que suplanta, em dramaticidade, os efeitos especiais acanhados até mesmo para a época. Uma das curiosidades deste filme é que, produzido para a TV, não teve nenhum patrocinador no comercial que sucede à explosão nuclear. Daquele ponto em diante, foi mostrado sem intervalos. Atmosfera tensa e deprimente como não podia deixar de ser. O anódino Steven Gutenberg também está no elenco. Direção de Nicholas Meyer.
609 - SOB A NÉVOA DA GUERRA
sob a névoa da guerra (the fog of war, eleven lessons from the life of robert S. mcnamara, usa 2003) – documentário sobre os anos de Robert S. McNamara à frente do Departamento de Defesa dos EUA nos governos de Kennedy e Lyndon Johnson. Um dos intelectuais mais brilhantes de sua geração, Robert Strange McNamara conheceu o auge de sua carreira à frente do Dept. de Defesa dos EUA e sua derrota administrativa durante os anos do Vietnã. Ele reconhece que cometeu erros na condução das operações de guerra, mas em nenhum momento se desculpa pela morte de 50 mil americanos e ouros tantos milhões de vietnamitas. Ele se defende dizendo que só queria servir ao presidente eleito pelo povo americano. Aos 84 anos, ele se emociona ao lembrar da morte de John Kennedy. Gostei muito. Direção de Errol Morris.
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