domingo, 20 de outubro de 2019

3361 - O LEITOR

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Um romance feito de leituras...

       O LEITOR (THE READER, USA, Alemanha, 2008) – Como não amar um filme cujo um dos temas principais é a leitura de livros? Nos entreatos do amor, o adolescente Michael (David Kross) lê trechos de romances para Hanna (Kate Winslet), sem saber que esta experiência literária haverá de modificar a vida dos dois. Como imaginar o que vai acontecer quando um garoto de 16 anos, com febre, é ajudado por uma mulher mais velha, na Alemanha ocidental, em 1958? Winslet dá ao seu personagem uma mistura de compaixão e dureza abrasiva, especialmente quando transforma seus encontros com Michael em oportunidades tanto redentoras quanto passionais. E Ralph Fiennes está perfeito como o Michael adulto, especialmente quando se pergunta como pôde ter amado uma pessoa sobre a qual conhecia tão pouco. Mas, convenhamos, não é sempre assim? How not to love a movie whose one of the main themes is book reading? In the interstices of lovemaking, teenager Michael (David Kross) reads passages of romances to Hanna (Kate Winslet), unaware that this literary experience will shape their lives. How to imagine what is going to happen when an older woman, in West Germany in 1958, helps a feverish 16-year-old boy? Winslet fills her character with a mixture of compassion and abrasive hardness, especially when transforms her encounters with Michael into redemptive and passionate moments, striking a perfect balance between directness and desire. And Ralph Fiennes is perfect as the adult Michael, especially when he wonders how he could have loved someone about whom he knew so little. But, let’s face it: isn’t it always like that?    
                                

sábado, 19 de outubro de 2019

3360 - O DRONE

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O Drone: um filme remotamente indefinido

      THE DRONE (USA, 2019) -  Com um conceito similar a BONECO ASSASSINO, o filme se perde no absurdo de se ter um drone, assim como um boneco, possuído por um espírito maligno. É a história repisada de bandidos cujos espíritos invadem objetos inanimados. Então, um casal desavisado acaba adotando ( ! ) o aparelho e, a partir daí, o drone toca um terror na sua vida. Diálogos fracos e risíveis, um roteiro que não vai nem pelo horror nem pela comédia, mas que diverte, se você colocar seu cérebro no modo avião (ou drone). Pelo menos, é um trash assumido. It's a similar concept to that of Child's Play, except for some reason it feels completely absurd to suggest a drone could be possessed by an evil spirit and not a doll, which is arguably the wrong way round. So, it's the old tale of bad guy gets killed and his spirit enters a drone. The drone is then found by an unsuspecting couple and becomes part of their family and proceeds to mess up their lives bit by bit. It's packed with cheesy lines and unbelievably silly moments but is in fact quite fun and also funny. It's probably more of a straight comedy than horror or thriller so don't expect a dark movie with black humor - it's very light entertainment, with a few bloody moments but nothing too surprising. Utterly ridiculous but at least self-aware      
                              

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

3359 - O FAVORITO

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Jackman e a bela Vera Farmiga

      O FAVORITO (THE FRONT RUNNER, USA, 2018) – Candidato democrata favorito para ganhar as eleições presidenciais de 1988, o senador Gary Hart viu todo seu futuro presidencial desmoronar, após a imprensa descobrir seu romance com a então modelo Donna Rice, embora ambos, até hoje, neguem que foram amantes. Hugh Jackman (muito mais bonito que o Hart real) faz o papel do senador mulherengo com comedimento e propriedade. Vera Farmiga (muito mais bela que a senhora Hart) explora com dignidade e certa submissão o papel de esposa traída, mas já sabedora das escapadas do marido. As boas atuações do elenco principal (que ainda tem o ótimo J.K. Simmons) não estão em sintonia com o roteiro fraco e, até certo ponto, desnecessariamente confuso e sem sentido. Favorite democratic candidate to win the presidential elections in 1988, Senator Gary Hart had his political future shattered by his extramarital love affairs made public by the press. Hugh Jackman (much more handsome than the real Hart) plays the politician in this famous case of serial philandering. Vera Farmiga (more gorgeous than Mrs. Hart) plays the role of the betrayed wife with dignity and submission for she was fully aware of her husband’s womanizing. Good performances from the leads (besides the great J. K. Simmons), but the screenplay was an underwhelming convoluted mess of many quick irrelevant scenes that dragged on into pointless plot issues.     
                               

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

3358 - SERENIDADE

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Tudo ruim de doer

     SERENIDADE (SERENITY, USA, 2019) – O filme é muito ruim: atuações (apesar do bom elenco), roteiro, tudo. Matthew McConaughey esqueceu que ganhou um Oscar (CLUBE DE COMPRAS DALLAS, 2013) e embarcou numa canoa furada, neste filme no qual, sintomaticamente, ele é um pescador/gigolô/alcoólatra que hesita diante do pedido da ex-mulher (Anne Hathaway, loura e sem graça) para matar o atual dela (Jason Clarke, ciente da estupidez dos diálogos de seu personagem). Basta, não? E, lamentavelmente, Diane Lane, num papel para lá de secundário e sem qualquer sentido na trama. The movie is very bad: performances (despite the good cast), plot, everything. Matthew McConaughey forgot his Oscar (Dallas Buyers Club, 2013) in his kitchen cupboard and fell for the role of a fisherman/gigolo/drunk who hesitates when his former wife (Anne Hathaway, blonde and boring) asks him to kill her present husband (Jason Clarke, obviously aware of the foolishness of his dialogues). Enough, right? Regrettably, Diane Lane, in a secondary and senseless role.  
                                 

sábado, 5 de outubro de 2019

3357 - CAPITÃ MARVEL

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Brie Larson

     CAPITÃ MARVEL (CAPITAIN MARVEL, USA, 2019) – Fugindo um pouco do esquema do “filme de origem”, CM agrada, principalmente, por não se levar muito a sério, como aconteceu com o superestimado MULHER-MARAVILHA. Brie Larson é bonita e talentosa, além de ter entendido o clima meio gaiato do personagem, e está em ótima companhia em cena: Samuel L. Jackson e Ben Mendelsohn ajudam o filme fluir com naturalidade, com um roteiro cheio de humor certeiro e brincalhão. No mais, um excesso desnecessário de CGI, que é compensado com boas referências vintage dos anos 90. A little bit out of the “origin movie” script, CM is quite good, mainly for not taking itself seriously, as it happens in the overestimated WONDER WOMAN. Brie Larson, beautiful and talented, understood the unserious mood of the character. Besides, she is sided by two extraordinary actors – Samuel L. Jackson and Ben Mendelsohn. They help the story flow naturally, with a witty plot. The unnecessary excess of CGI is compensated with lively vintage reference to the 90s.    

                            

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

3356 - QUESTÃO DE TEMPO

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Rachel McAdams, mesmerizante, como sempre...

      QUESTÃO DE TEMPO (ABOUT TIME, UK, 2013) – Se você ainda não viu este filme adorável, em todos os sentidos, você realmente não sabe o que está perdendo. Richard Curtis, mais uma vez, acerta um raio de vida na nossa alma e no nosso coração. Além disso, há Rachel McAdams, para nos injetar na veia aquela dose mais que necessária de esperança num mundo melhor (e mais bonito, claro). Tim Lake (Domhnall Gleeson, misturando magistralmente doçura e romantismo), ouve de seu pai (Bill Nighy, grandioso, emocionante) que todos os homens da sua família podem voltar no tempo e mudar alguma coisa que tenha acontecido na sua vida. Então, ele conhece Mary (Rachel McAdams) e se apaixona (vem cá, quem não se apaixonaria?). Como nos filmes de Curtis, os sentimentos mais puros permeiam toda a história e nos fazem lembrar que nenhuma viagem no tempo é capaz de trazer de volta o amor de nossa vida e que viver o presente é a verdadeira mágica. If you have not seen this movie, you really do not know what you are missing. Richard Curtis, once more, makes our heart and soul be struck by a life lightning. Besides, there is Rachel McAdams to inject us with that more than necessary dose of hope of a better – and more beautiful - world. Tim Lake (Domhnall Gleeson, blending masterfully sweetness and romanticism) is told by his father (Bill Nighy, great, touching) that every man in their family can travel in time and changes what has happened in their own lives. Then, he meets Mary (Rachel McAdams) and falls in love with her (be honest: who would not?). As in all Curtis’ movies, the purest feelings pervade the whole story and remind us that no time travel can bring back the love of our lives and that living in the present is the greatest magic.              
                

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

3355 - TÃO FORTE, TÃO PERTO

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Filho e pai, numa relação sempiterna

   TÃO FORTE, TÃO PERTO (EXTREMELY LOUD & INCREDIBLY CLOSE, USA, 2011) – Baseado no livro de Jonathan Safran Foer, o filme é uma sugestão preciosa de Joe. Com o cenário do pós 11 de setembro, a história conta a jornada de um menino de 11 anos para manter viva a lembrança – e a presença – de seu pai (Tom Hanks, magnífico). Está tudo no roteiro: a dificuldade de se relacionar com o mundo, a sensação dolorosíssima de perder alguém que se ama muito, a saudade inominável, o esforço para resgatar as recordações, a necessidade de ouvir e ser ouvido. Sensível, emocionante e, ao mesmo tempo, perpassado de uma contagiante sensação de esperança. Max Von Sidow toca seu coração sem dar uma palavra. Obrigado, Joe. Based on Jonathan Safran Foer’s book, o film is a precious suggestion from Joe. With the 9/11 scenario, the story is about an 11-year-old boy’s journey to keep his father (Tom Hanks, magnificent) alive in his memory. Everything is in the plot: being an outsider in the world, the painful sensation of losing someone you love too much, the unnamable absence, the effort to rescue memories, the need to hear and to be heard. Sensitive, touching and, at the same time, intertwined with a contagious sensation of hope. Max von Sidow touches your heart without uttering a single word. Thanks, Joe.


terça-feira, 1 de outubro de 2019

3354 - YESTERDAY

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Himesh Patel e Lily James

      YESTERDAY (UK, Rússia, China, 2019) - O roteirista Richard Curtis, de Quatro Casamentos e Um FuneralUm Lugar Chamado Notting HillSimplesmente Amor e Questão de Tempo, é um apaixonado pelo cinema para apaixonados, ou seja, gente assim como todo mundo, que ri, chora, sofre, se alegra e sonha. O longa não é só um tributo aos Beatles, mas ao poder da gentileza, da honestidade e do romantismo, características sempre presentes na obra de Curtis. Nesta altura, todos já sabem: depois de um apagão global, o mundo recomeça com a existência do quarteto de Liverpool totalmente apagada da história. Jack (Himesh Patel, a cara, o jeito e até a voz de Raj, de THE BIG BANG THEORY), aparentemente, é o único que ainda se lembra de Paul, John, Ringo e George e da monumental obra do quarteto. Então, aproveita a deixa e se passa pelo autor dos sucessos, alcançando a fama rapidamente. No meio desta história, a doce Ellie (Lily James, mais encantadora do que nunca) torna-se a referência existencial mais importante para Jack. O filme é uma homenagem aos Beatles, mas também se presta a uma atitude meio esquecida e fundamental: o exercício de redescobrir o mundo, como se fosse a primeira vez, todos os dias, ao passarmos por esta longa e sinuosa estrada. The director/writer Richard Curtis (FOUR WEDDINGS AND A FUNERAL, NOTTING HILL, LOVE ACTUALLY and ABOUT TIME) is a lover of cinema for lovers - that is people like us, who laugh, cry, suffer, and dream. The movie is not only a homage to The Beatles, but also to the power of kindness, honesty, and romance – traits that are always present in Curtis’ work. By this time, everyone knows: after a global blackout, the memory of the quartet from Liverpool is completely erased from history. Jack (Himesh Patel, the face, the look and even the voice of Raj, from THE BIG BANG THEORY), apparently is the only person who remembers the Beatles hits. He then pretends to be the author of the songs, reaching success overnight. In the midst of this, the sweet Ellie (Lily James, more enchanting than ever) becomes the existential reference for Jack. The movie is not only a tribute for the Beatles but also rescues a fundamental attitude: the practice of rediscovering the world with fresh eyes, every day, while we walk along this long and winding road.   


segunda-feira, 30 de setembro de 2019

3353 - TULLY

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Charlize Theron

     TULLY (USA, 2018) – Abordando um assunto raro no universo cinematográfico – a depressão pós-parto – o diretor Jason Reitman e a roteirista Diablo Cody realizam um filme primoroso. Só uma atriz com o talento de Charlize Theron poderia dar conta de um personagem tão complexo: mãe de três filhos, uma menina de oito, um garoto autista e um recém-nascido, além de um marido meio indiferente a tudo que está acontecendo, Marlo (Charlize) decide contratar uma babá noturna (Mackenzie Davis) e acaba tendo com ela uma profunda ligação. Escondidinho no cardápio do Prime. Approaching an unusual subject in movies – post-natal depression – director Jason Reitman and the writer Diablo Cody make an outstanding movie. Only a talented actress as Charlize Theron could play such a  complex character: mother of three, an eight-year-old girl, an autist boy and a newborn; besides an aloof husband, Marlo (Charlize) decides to hire a nanny named Tully (Mackenzie Davis) to help take some pressure off her, and with whom she ends up forming an unexpected deep bond. Easily found in the Prime index.


sábado, 28 de setembro de 2019

3352 - REVENGE OF THE CREATURE

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Clint Estwood estreando no cinema

       REVENGE OF THE CREATURE (USA, 1955) – Continuação muito ruim do clássico O MONSTRO DA LAGOA NEGRA (1954). A boa fotografia submarina é a única coisa que se salva nesta produção com claríssimas restrições orçamentárias, um enredo pobre e atuações sofríveis. Sim, é um filme B, mas também não precisava tamanha esculhambação. Talvez valha a pena dar uma olhada, porque Clint Eastwood faz sua primeira participação no cinema, numa ponta, não creditada. An extremely lousy sequence of CREATURE OF THE BLACK LAGOON (1954). The arresting underwater photography is the only highlight in this low budget production; the plot is poor as well as the performances. Yes, it is a B movie, but such a mess could have been avoided. Maybe it is worth seeing Clint Eastwood in his first uncredited participation in a movie.   
                        

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

3351 - JOHN WICK 3: PARABELLUM

Keanu Reeves e Halle Berry

      JOHN WICK 3: PARABELLUM (USA, 2019) – Não dá para negar que John Wick é um personagem violentamente literário: no primeiro filme, ele mata três homens com um lápis; neste, despacha um adversário com – o que mais poderia ser? – um livro. Neste terceiro capítulo da série, a violência com jeito de comédia continua em alta voltagem, com cenas de ação e luta cada vez mais elaboradas e situações absurdamente – e irresistivelmente – fascinantes. Claro que tudo dá certo porque Keanu Reeves pilota tudo com aquele ar meio blasé e incrivelmente convincente. É evidente que um produto como JW só funciona mesmo para quem gosta. Se não é sua praia, nem tente. “Parabellum” significa “preparação para a guerra”. Portanto, o próximo JW vem mesmo para arrasar. It is undeniable that John Wick is a violently literary character: in the first movie, he kills three men with a pencil; in this edition, he eliminates an adversary with – what else - a book. This third chapter, the violence intertwined with comedy is still present and action and fight scenes irresistibly fascinating. Of course, everything works because Keanu Reeves, blasé up to the neck, is completely convincing. The JW product is only for fans. If it is not your cup of tea, do not even try. “Parabellum” means “preparation for war”. Therefore, be prepared for the coming fourth edition.       
                   

terça-feira, 24 de setembro de 2019

3350 - FLASH GORDON (1980)

Ornella Muti and Max von Sydow in Flash Gordon (1980)
Max von Sydow e Ornella Mutti

    FLASH GORDON (USA, England, 1980) – O produtor italiano Dino De Laurentiis já tinha afrontado o mundo do cinema com uma versão malfeita de KING KONG, em 1976. Não satisfeito, resolveu investir pesado na refilmagem de Flash Gordon, o herói espacial criado por Alex Raymond. Megalômano e um pouco sem noção, ele queria Arnold Schwarzenegger como astro principal e Federico Fellini na direção. Não conseguiu nenhum dos dois, e, revista hoje, a aventura se revela uma divertida comédia com visual espalhafatoso e atores de várias nacionalidades falando um inglês abaixo do nível. O ator que faz Flash, Sam J. Jones, é ruim de doer, mas divide cenas com o grande Max von Sydow e a bela Ornella Mutti. A trilha sonora do QUEEN torna tudo palatável e, sem ironia, altamente psicodélico. The Italian producer Dino De Laurentiis had already affronted the universe of cinema with a lousy version of KING KONG, in 1976. Dissatisfied with the result, he decided to invest heavily on the remake of FLASH GORDON, the special hero created by Alex Raymond. Megalomaniac and a little bit out of it, he wanted Arnold Schwarzenegger as the star and Federico Fellini as the director. He could not get any of them. Revised today, the adventure has become an amusing comedy with flashy looks and multinational actors speaking something that barely resembles the English language. The actor who plays Flash, Sam J. Jones, is painfully bad but shares scenes with the great Max von Sydow and the ravishing Ornella Mutti. The soundtrack, in charge of QUEEN, makes everything more psychedelic (no pun intended). 
                     

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

3349 - O DIA DO ATENTADO

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Melissa Benoist: um atentado, Joe...

     O DIA DO ATENTADO (PATRIOTS DAY, USA, 2016) – O diretor Peter Berg é um patriota: seu trabalho reflete as histórias que compõem uma defesa dos valores americanos mais arraigados. O filme acompanha o dia da Maratona de Boston, em 2013, quando as bombas caseiras dos irmãos Tsarnaev transformaram um dia de festa em uma carnificina. Mark Wahlberg, no papel do policial comum e dedicado ao cumprimento do seu dever, simboliza o esforço da população para o acolhimento das vítimas e para a perseguição aos Tsarnaev nos dias seguintes. Atenção para a bela Melissa Benoist: nas poucas cenas em que aparece, ela toma conta da ação, de forma suave e, ao mesmo tempo, intensa. Ainda no baita elenco, John Goodman, Michelle Monaghan e o grande J.K. Simmons. The director Peter Berg is a patriot: his work mirrors stories that embody a defense of the most rooted American values. The movie follows the Boston Marathon, in 2013, when the Tsarnaev bothers’ homemade bombs made a happy day into a carnage. Mark Wahlberg, playing a common police officer committed himself to his job, symbolizes the population’s efforts to help the victims and track the Tsarnaev on the following days. Attention to gorgeous Melissa Benoist: in her few scenes, she is mesmerizing. The top-notching cast still has John Goodman, Michelle Monaghan and the great J.K. Simmons.            
       

domingo, 22 de setembro de 2019

3348 - GREEN BOOK

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Mortensen e Ali, impecáveis nos seus papéis

      GREEN BOOK (USA, 2019) – Ganhador de três Oscar (inclusive de Melhor Filme), GB é, antes de tudo, um libelo contra o racismo e, ao mesmo tempo, uma homenagem à amizade transformadora que pode nascer em circunstâncias adversas. O filme mostra a reviravolta na vida de Tony Lip (Viggo Mortensen) – um ítalo-americano criado em uma família predominantemente racista – quando este aceita trabalhar como motorista durante a turnê do renomado pianista negro Don Shirley (Mahershala Ali) pelo sul dos Estados Unidos em plenos anos 60, época em que a segregação racial fazia parte do cotidiano americano. O tempero agridoce do roteiro e a boa atuação dos dois protagonistas ajuda a amenizar as polêmicas surgidas com a família do músico, que desaprovou inteiramente o resultado final. Winner of three Oscar (Best Movie included), GB is, before anything, a libel against racism and, at the same time, a homage to the transforming friendship that can thrive in the most adverse conditions. The movie shows the turnaround in the life of Tony Lip (Viggo Mortensen) – an American Italian raised in a predominantly racist family – when he accepts to work as a driver for the black pianist Don Shirley (Mahershala Ali) through the South in the ’60s, a time in which racial segregation was part of the daily life. The bittersweet plot and the two main characters’ performances help to soften the controversies with the musician’s family, who disapproved the final result.     
               

sábado, 21 de setembro de 2019

3347 - A FÚRIA DE UM HOMEM PACIENTE

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Antonio de La Torre, excelente e frio...

       A FÚRIA DE UM HOMEM PACIENTE (THE FURY OF A PATIENT MAN, Espanha, 2016) – Este filme estrelado por Antonio de La Torre (do sensacional A NOITE DE 12 ANOS, também na Netflix) tem uma premissa simples: vingança. Conceitualmente, nada muito diferente de filmes com a mesma temática. Contudo, a direção de Raúl Arévalo conduz o roteiro previsível de forma a envolver competentemente o espectador num clima de suspense, violência e ajuste de contas. Atenção para a primeira sequência, em que um carro é perseguido pela polícia – é primorosa. This movie starred by Antonio de La Torre (THE 12-YEAR NIGHT, also on Netflix) has a simple premise: vengeance. Conceptually, nothing very different from other movies with the same theme. However, the director Raúl Arévalo leads the predictable plot to a competent involvement with the viewer, including suspense, violence and unfinished business. Attention to the first car chase sequence – it is quite well done. 
                  

terça-feira, 17 de setembro de 2019

3346 - STAR TREK - THE CAGE

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Spock rindo? Não dava mesmo para ser assim...

       STAR TREK – THE CAGE (USA, 1966) – Este piloto não tinha Kirk, mas sim o Capitão Christopher Pike, vivido com baixíssima vibração por Jeffrey Hunter que, anos antes, havia feito o papel de Jesus, em REI DOS REIS. Em THE CAGE, as linhas mestras do universo STAR TREK já despontavam, mas ainda com conceitos meio indefinidos. Da tripulação, somente Spock (Leonard Nimoy) passaria para a série canônica, felizmente com sua personalidade Vulcano/humana estabelecida da forma que nos fascina até hoje. Neste episódio, falta humor e as atuações são demasiadamente teatrais. This pilot did not have Kirk, but Captain Christopher Pike, played with very low vibration by Jeffrey Hunter who, a couple of years before, had played Jesus in KING OF THE KINGS. In THE CAGE, the master lines of the STAR TREK universe are there, but still through undefined concepts. From the crew, only Spock returned to the canonic series, fortunately with his Vulcan/human personality that has been fascinating us until today. This episode lacks humor and its cast overacts their parts to the point of being unrealistic. 
                    

domingo, 15 de setembro de 2019

3345 - A CASA DO LAGO

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Para quem ainda acredita em cartas de amor...

     A CASA DO LAGO (THE LAKE HOUSE, USA, 2006) – Uma história que leva ao paroxismo a expressão “amor a distância”. É só ativar o modo “suspensão de descrença” e mergulhar na história de Alex (Keanu Reeves) e Kate (Sandra Bullock, insossa, como sempre), cujas vidas estão separadas por um período de dois anos. A única forma de comunicação é através de cartas (meu ponto fraco) que, de algum modo, conectam este descompasso temporal e, claro, fazem que eles se apaixonem. Para quem ainda acredita no amor, é imperdível. Para quem se pergunta “e se vivêssemos a vida toda e ninguém estivesse nos esperando?” também. This is a film that takes to the limit the expression “love at distance”. Just activate the “suspension of disbelief” mood and take the plunge into Alex (Keanu Reeves) and Kate’s (Sandra Bullock, insipid as always) story. Having their lives separated by two years, the only means of communication is through letters (my weak spot) that, somehow, connect this temporal mismatch and, of course, make them fall in love with each other. For those who still believe in love, it is unmissable. For those who ask themselves “what if you lived your whole life and nobody was waiting?” too.           

       

sábado, 14 de setembro de 2019

3344 - BOHEMIAN RHAPSODY

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Rami Malek, extraordinário
     BOHEMIAN RHAPSODY (USA, 2018) – A história do QUEEN, uma banda que aliava uma espetacular performance teatral com uma impressionante capacidade musical, representada por sua figura central, Freddie Mercury, é muito bem apresentada por um diretor afeito a obras grandiosas. Bryan Singer. Rami Malek, que já se destacara em MR. ROBOT, faz um trabalho extraordinário como Mercury. Oscar de Melhor ator mais que merecido. A única sequência que ficou um pouco abaixo foi exatamente a apresentação apoteótica no LIVE AID, na qual a recriação digital de Wembley deixou um pouco a desejar. Outro destaque é a bela Lucy Boyton, como Mary Austin, para quem Freddie compôs a belíssima LOVE OF MY LIFE. A director inclined to accomplish great works, Bryan Singer, very well directs the story of QUEEN, a rock band that allied a spectacular theatrical performance with an impressive musical talent, symbolized by its central member, Freddie Mercury. Rami Malek, who had drawn attention in MR. ROBOT, delivers a mind-blowing performance as Mercury. Best Actor Oscar well deserved. The only sequence a little bit below the expectations was the acclaimed show at LIVE AID, in which the digital recreation of Wembley left something to be desired. The gorgeous and talented Lucy Boyton has distinguished role as Mary Austin, for whom Freddie wrote the beautiful LOVE OF MY LIFE.   
              

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

3343 - LOVE, MARILYN

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Marilyn e Arthur Miller

      LOVE, MARILYN (USA, 2012) – Vários atores interpretam trechos dos diários de Marilyn e de cartas recém descobertas, onde fica evidente o sofrimento pelo qual ela passava para provar que era uma boa atriz e a angústia de ter que viver permanentemente dentro de um personagem. Um bom trecho com Arthur Miller sobre o período do casamento com MM, e a confirmação do verdadeiro amor que Joe DiMaggio tinha por ela, acolhendo-a nos seus piores momentos. Dois atores se destacam nas inserções do diário: o grandíssimo Adrien Brody e a bela Evan Rachel Wood. Several actors interpret passages from Marilyn’s diaries and from recently found letters, in which her suffering to prove that she was a good actress becomes evident as well as her anguish of living permanently inside a character. Two highlights: Arthur Miller about their marriage and Joe Di Maggio’s true love for her, protecting her in her worst moments. Two actors rock: the great Adrien Brody and the gorgeous Evan Rachel Wood.    
           

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

3342 - A MULA

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O grande Clint Eastwood

       A MULA (THE MULE, USA, 2018) – Este filme de Clint Eastwood, de certa forma, ou de todas, espelha o que foi parte de sua vida pessoal. Seu personagem, Earl Stone, nunca foi um homem de família: adora paquerar, é bom de copo, dança a noite inteira e nunca deixou de ser inconstante e inconsequente. Por isso, sua família (ex-esposa, filha e neta) foi ficando pelo caminho, gerando ressentimentos que, segundo Earl, só poderão ser amenizados se ele passar a participar financeiramente do universo familiar – o vindouro casamento da neta lhe parece, então, uma ótima oportunidade, já que passou a ganhar muito dinheiro transportando drogas para um cartel mexicano entre o Texas e Illinois. O roteiro se baseia na ilusão de que a vida será mais leve quanto menos atrelada a qualquer tipo de vínculo, mas também acena para a possibilidade de uma velhice que não exclui prazer, jovialidade, desejo de aventura e adrenalina na veia. De qualquer forma, é um filme de Clint Eastwood, um dos maiores diretores/atores de cinema de todos os tempos: sensível, delicado, corajoso e inspirador de reflexões para todas as idades. Além de tudo, o elenco é excepcional: Bradley Cooper, Taissa Farmiga, Diane Wiest, Laurence Fishburne, Andy Garcia e Michael Peña. This movie by Clint Eastwood mirrors, in a way, what has been his own personal life. His role, Earl Stone, was never a family man: he flirts, drinks a lot, dances all night long, and has always been inconstant and inconsequential. Thus, his family (former wife, daughter and granddaughter) was left behind, giving rise to resentments that, according to Earl, can only be softened if he starts contributing financially to his family – his upcoming granddaughter’s wedding seems to be a great opportunity, because he is now making a lot of money taking drugs for a Mexican cartel between Texas and Illinois. The plot is based on the illusion that life would be lighter if you do not have any emotional ties, but it also points to an old age full of pleasure, joviality, yearn for adventure and lots of adrenaline. Anyway, it is a Clint Eastwood film, one of the greatest directors/actors ever: sensitive, delicate, bold and inspiring for anyone, of any age, at any time.  
           

sábado, 7 de setembro de 2019

3341 - MONSTRO, DESEJO ASSASSINO

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Charlize Theron

     MONSTER, DESEJO ASSASSINO (MONSTER, USA, 2003) – O Oscar de Melhor Atriz em 2004 para Charlize Theron é plenamente compreensível – ela realmente está extraordinária no papel de uma prostituta assassina que se apaixona por uma mulher (Christina Ricci, adorável). A maquiagem de Charlize esconde sua beleza e também mostra seu imenso talento. Atenção para os extras, onde aparece a personagem real e boas entrevistas com Charlize e a diretora Patty Jenkins. The Best Actress Oscar for Charlize Theron is widely understandable – she is outstanding in the role of a killer hooker who falls in love with a woman (Christina Ricci, lovely). Charlize’s make-up hides her beauty and shows her huge talent. Attention to the extras, where the real character can be seen and with some good interviews with Charlize and the director Patty Jenkins.  
  

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

3340 - DAVE, PRESIDENTE POR UM DIA

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Kline and Sigourney

      DAVE, PRESIDENTE POR UM DIA (DAVE, USA, 1993) – Este filme de Ivan Reitman lida com uma abordagem comum na literatura como no cinema: o duplo. Dave (Kevin Kline) é um pacato cidadão de Washington e, também a cara do Presidente americano, Bill Mitchell. Quando este entra em coma, Dave é chamado para substituí-lo, até que o plano do Secretário de Estado (Frank Langella, subaproveitado) de conseguir a presidência seja concluído. O filme é simpático, ainda tem Sigourney Weaver, como a primeira-dama, e Laura Linney, em início de carreira. E, claro, o magistral Charles Grodin, em poucas, mas inesquecíveis cenas. Ivan Reitman’s movie deals with an ordinary approach in literature and cinema: the double. Dave (Kevin Kline) é a common citizen in Washington, and also the spit image of the American president, Bill Mitchell. When the latter is in a coma, Dave is summoned to replace him, until the Secretary of State’s plan (Frank Langella, underused) to gain the presidency is finished. The movie is nice, and features Sigourney Weaver, as the first lady, and Laura Linney, beginning her career. And, of course, the great Charles Grodin in few, but memorable scenes.    
  

terça-feira, 3 de setembro de 2019

3339 - KODACHROME

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Ed Harris e a dona do sorriso mais lindo do cinema...

    KODACHROME (USA, 2017) – A última loja que ainda trabalha com Kodachrome, um tipo de filme especial para slides, vai fechar em alguns dias. Ben Ryder (Ed Harris, grandíssimo), um famoso fotógrafo à beira da morte, quer revelar as fotos tiradas por ele há mais de 40 anos, com este filme. De Nova Iorque, embarcam, neste sensível “road movie”, ele, o filho, Matt (Jason Sudeikis) e a enfermeira, Zooey (Elizabeth Olsen, cujo sorriso deveria ser imortalizado como uma das mais belas maravilhas do mundo), até a cidade no Kansas, onde está a loja. Ed Harris faz tudo valer a pena – sua atuação é primorosa e, sobretudo, emocionante. Uma linda homenagem à fotografia, construída com delicadeza e atenção com todos os detalhes de uma história previsível, equilibrada no humor e no drama, e que nos faz ter a familiar sensação de rever momentos de felicidade, quando, sem esperarmos, abrimos uma gaveta ou puxamos um livro da estante e, com o coração destroçado, deixamos cair a foto da namorada que nunca mais veremos. The last store that still Works with Kodachrome, a special kind of film for slides, is going to be definitely closed in a couple of days. Ben Ryder (Ed Harris, great), a famous photographer, is dying and wants to develop the Kodachrome pictures he took more than 40 years ago. From New York to a city in Kansas, where the store is, Ben, his son, Matt (Jason Sudeikis), and his nurse, Zooey (Elizabeth Olsen, whose smile should be immortalized as one of the most beautiful wonders of the world), start a poignant trip. Ed Harris has a heartbreaking performance. A nice homage to photography, constructed with care and an eye for the details of a predicable story commendably balanced with humor and drama, and that makes us the familiar sensation to revive moments of happiness when, unexpectedly, we open a drawer or pull a book from the shelf and, with a broken heart, drop the photograph of the girlfriend we will never see again.
  

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

3338 - PLANETA TERROR

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Rose McGowan mandando bala...

      PLANETA TERROR (PLANET TERROR, USA, 2007) – Robert Rodriguez, neste filme, leva o estilo “grindhouse” ao extremo, com a fotografia intencionalmente precária (lembrando os filmes B nos anos 70), muito sexo, prostitutas, valentões de beira de estrada e sangue, muito sangue. Claro que não é para ser levado a sério e, por isso mesmo, diverte e levanta algumas questões para quem quiser analisar o estilo também consagrado por Quentin Tarantino (que, aliás, está no elenco). Rose McGowan acabou imortalizando um personagem que já habita o universo da cultura pop: a stripper que usa uma metralhadora no lugar de uma das pernas. Bela homenagem aos filmes B de todos os tempos. Robert Rodriguez, in this movie, takes the grindhouse style to the extreme, with intentionally precarious photography (reminding the 70’s B movies), a lot of sex, hookers, bullies, and blood, plenty of blood. All this gore is not to be taken seriously and that is why it is so amusing and raises some issues for those who want to analyze the style also consecrated by Quentin Tarantino (who is also in the cast). Rose McGowan immortalizes a character who is now part of the pop culture universe: the stripper who has a machine gun as a leg prosthesis. Nice homage to the B movies of all times.    


domingo, 1 de setembro de 2019

3337 - PRIVACIDADE HACKEADA

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Tudo conectado...

     PRIVACIDADE HACKEADA (THE GREAT HACK, USA, 2019) – A partir de três personagens, o documentário mostra como a Cambridge Analytica, uma empresa que coleta não autorizada de dados de usuários de redes sociais, teve papel decisivo nas eleições americanas, no Brexit e em vários países. A manipulação de dados pessoais é tão grande, que determina, em muitos casos, as vontades individuais. Talvez a única falha do documentário seja o enfoque na figura dúbia de Brittany Kaiser, ex-diretora de desenvolvimento da CA, que se passa a vazar as informações da empresa para a imprensa, tentando se livrar da culpa que ela, não convincentemente, assume. A ironia reside no fato de o documentário ter sido produzido pela Netflix, uma empresa que monta seu catálogo a partir da mesma coleta de dados de seus usuários. From the point of view of three characters, the documentary shows how Cambridge Analytica, a data-gathering enterprise, had a decisive role in the American elections, the Brexit and in several countries. The personal data manipulation is so extensive that it may determine individual volitions. The only flaw of the documentary is the focus on the dubious persona of Brittany Kaiser, former director of business development of CA, who happily turned whistleblower and spilled everything she could on operations, trying to get rid of the guilty she admits unconvincingly. The irony lays on the fact that the documentary is produced by Netflix, a company that assembles its catalog from the same system of data gathering.