THE CLOVERFIELD PARADOX (USA, 2016) – Não é à toa que a Paramount se livrou deste desastre: CP é uma mixórdia de elementos de ficção científica que não faz o menor sentido, neste ou em qualquer outro universo paralelo. É um amálgama de lógica de botequim, uma coleção de interpretações risíveis e uma enxurrada de diálogos constrangedores. Tem-se a impressão de que o filme foi desenvolvido equivocadamente, executado de forma tosca e jogado no cardápio de vidro moído da Netflix, sem qualquer aviso de insalubridade cinematográfica ao espectador. Se eu entendi direito, CP era para fazer parte do “universo Cloverfield”, cujo primeiro filme, de 2008, é simplesmente horrível; seguido pelo ótimo CLOVERFIELD 10, com John Goodman. Mas o fato é que PARADOX já começa mal das pernas como sci-fi da periferia e uma trama destruída por um contexto científico mais acanhado do que as feiras de ciência no antigo Colégio Estadual. Ou seja, pela premissa, PARADOX até que daria um bom episódio de BLACK MIRROR, mas se perde em tantos absurdos, que ficaria desataviado até num longa de Mr. Bean. Maurício, mais uma vez, acertou na análise.
quinta-feira, 29 de março de 2018
3060 - KRAMPUS - TERROR DE NATAL
KRAMPUS – O TERROR DO NATAL (KRAMPUS, USA, 2015) - Uma família extremamente desunida se junta para passar mais um tortuoso Natal repleto de desavenças. Max, o caçula, meio de saco cheio de tudo aquilo, acaba invocando um antigo espírito que, nas lendas, acompanha o Papai Noel punindo todos aqueles que não acreditam no espírito natalino. Aos poucos, os enfeites e símbolos icônicos da data festiva começam a ganhar vida de forma monstruosa, ameaçando a todos e forçando os parentes a unir forças para sobreviver. O ritmo do filme é irregular, sem maiores apelos do gênero e se perde entre o horror fraco e a comicidade involuntária. O tema da família disfuncional volta a ser explorado, mas sem brilhantismo e competência. É curioso que o filme tenha tido tantas críticas favoráveis; curioso e meio desalentador, pois comprova que a plateia, em geral, não faz mesmo questão de um produto de qualidade.
segunda-feira, 26 de março de 2018
3059 - ENCONTRO MALIGNO
ENCONTRO MALIGNO (MEETING EVIL, USA 2012) – O desenxabido Luke Wilson é o ex-agente imobiliário John que, um dia, atende à porta e é surpreendido pelo sujeito que irá mudar sua rotina. Após mais uma derrota no difícil ramo do "real estate", ele está desempregado, sem esperanças alguma de conseguir algo melhor na vida e se dedicar à sua família. O estranho Richie (Samuel L. Jackson, botando ressentimento pelo ladrão) pede ajuda para empurrar seu carro, aparentemente sem combustível, e o leva para uma viagem infernal pela região, matando todos que o incomodam. O interesse se mantém até a metade do filme, mas logo depois percebemos que este é um daqueles filmes com o final meio em aberto em que o vilão é quase uma entidade maléfica e o roteiro se equilibra entre o clichê o maniqueísmo previsível.
domingo, 25 de março de 2018
3058 - REGRESSO DO MAL
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| Cage, ainda tentando... |
REGRESSO
DO MAL (PAY THE GHOST, USA 2015) - Ainda sou um daqueles que
acreditam em Nicolas Cage. Ultimamente, sua carreira tem sido caracterizada por
filmes muito ruins. De vez em quando, ele acerta uma, como é o caso de JOE
(2013), em que ele tem uma atuação realmente memorável. Aqui, em REGRESSO DO
MAL, ele parece se esforçar, mas o personagem não ajuda muito nem o roteiro pouco
original: ele faz um pai que perde o filho numa noite de Halloween e descobre
que um espírito maléfico anda sequestrando crianças sabe-se lá para quê. Nada memorável,
REGRESSO DO MAL é um passatempo desenxabido para quem estiver disposto a perder
1 hora e 34 minutos com mau cinema.
quinta-feira, 22 de março de 2018
3057 - 99 CASAS
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| Garfield e Shannon, sensacionais... |
99 CASAS
(99 HOMES, USA 2016) – Esta é a segunda vez em que Andrew Garfield me
convence de que é um bom ator. A primeira foi em ATÉ O ÚLTIMO HOMEM. Aqui, ele tem um personagem interessante que lhe
permite uma atuação marcante: despejado de sua casa, onde mora com o filho e a
mãe (Laura Dern) pelo agente imobiliário Rick Craver (Michael Shannon,
incontrolável), Dennis Nash (Garfield) se vê diante da possibilidade de se corromper
e dar uma vida melhor à família. Ao abordar este dilema ético, o diretor Ramin
Bahrami vai fundo no universo do selvagem mercado imobiliário americano,
durante a crise econômica de 2008. Só pelas cenas em que as pessoas irradiam
desespero ao ser despejadas de suas casas, este filme já seria um caso à parte,
mas as atuações viscerais de Shannon e Garfield fazem deste filme meio esquecido
no cardápio da NETFLIX um programa imperdível.
terça-feira, 20 de março de 2018
3056 - PELÉ: O NASCIMENTO DE UMA LENDA
segunda-feira, 19 de março de 2018
3055 - INSTINTO SELVAGEM
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| Stone e Douglas, no limite... |
domingo, 18 de março de 2018
3054 - ANIQUILAÇÃO
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| A FONF adoraria... |
sábado, 17 de março de 2018
3053 - CORRA!
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| Adicionar legenda |
quarta-feira, 14 de março de 2018
3052 - A VIGILANTE DO AMANHÃ - GHOST IN THE SHELL
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| Scarlett, na concha... |
segunda-feira, 12 de março de 2018
3051 - A NOITE É DELAS
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| Scarlett, por quê? |
1 A NOITE É DELAS (ROUGH
NIGHT, USA 2017) – OK, Scarlett Johansson é
obrigatória, pelo talento, pela beleza, pela voz, pela mesmerizante presença cênica.
Por isso, passei pela provação de assistir a esta produção canhestra, sem graça
e demente. Tudo bem que estejamos passando pela reafirmação do papel da mulher
na sociedade pós-moderna, mas ROUGH NIGHT só pode ser considerado um passo
atrás de qualquer movimento de valorização feminina. Abstenho-me de comentar o
roteiro (se é que ele existe...) e as atuações (até Scarlett se perdeu...). Até
mesmo o “jab” intencional no queixo quadrado de Trump não funciona,
inviabilizando a suposta crítica política que a história possa ter nas suas
entrelinhas. Segunda bola fora de Scarlett, já que GHOST IN THE SHELL também
não funcionou. Veja a seguir.
domingo, 11 de março de 2018
3050 - HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR
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| Holland, desperdiçado |
sexta-feira, 9 de março de 2018
3049 - VELOZES & FURIOSOS 8
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| Por que, Charlize...? |
quarta-feira, 7 de março de 2018
3048 - JFK, A HISTÓRIA NÃO CONTADA
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| Giamatti, estupendo |
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
3047 - DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO
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| A amizade, sempre... |
domingo, 18 de fevereiro de 2018
3046 - RUPTURE - SUPERANDO O MEDO
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
3045 - BRIGHT
BRIGHT (USA, 2017) – A Netflix investiu
pesado nesta produção que chega ao serviço de “streaming” sem precisar do aval
dos estúdios de Hollywood. Isto, certamente, serviu para que se visse com bons
olhos um roteiro com bases pouco originais, mas que agrega elementos
fantásticos a uma história que, em princípio, todo mundo já conhece. Então,
BRIGHT pode ser definido como uma mistura de MÁQUINA MORTÍFERA com O SENHOR DOS
ANÉIS, que o diretor David Ayer (do indesculpável ESQUADRÃO SUICIDA) leva
adiante sem medo de errar e com uma saudável ousadia. É numa Los Angeles
barra-pesada que o policial Dary Ward (Will Smith) se vê obrigado a trabalhar
com Nick Jakoby (Joel Edgerton) o primeiro policial orc do país, uma novidade que
encontra resistência em todos os setores. A partir daí, o que se vê é todo mundo
em pé de guerra, numa cidade em que latinos, asiáticos, negros, brancos e,
evidentemente, seres estranhos que pipocam em várias formas e cores, vão
formando um painel de confronto de facções. BRIGHT tem jeito de piloto de
série, o que creio ser o desejo dos seus protagonistas e dos produtores, apesar
dos clichês dos filmes sobre duplas desajustadas, correria, explosões e
diálogos pouco inspirados. Apesar dos pecadilhos, BRIGHT pode agradar alguns exatamente pela
aparente despretensão e pela coragem de revestir um modelo consagrado com uma
boa camada de hibridismo exótico.
3044 - KONG: A ILHA DA CAVEIRA
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| Kong rules!! |
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
3043 - CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ 33 1/3
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| Nielsen e Raquel Welch |
sábado, 10 de fevereiro de 2018
3042 - CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ - 2 1/2
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| Nielsen e George Kennedy |
CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ 2 ½ (THE NAKED
GUN 2 ½: THE SMELL OF FEAR, USA – 1991) – Esta segunda edição da
trilogia dos irmãos Zucker não é tão boa quanto o filme de estreia. As piadas
absurdas, aqui, perderam a força num roteiro mais complexo e, assim, não
coadunado com o espírito escrachado advindo da série THE NAKED GUN. Apesar
destas dificuldades estruturais, Leslie Nielsen continua engraçado demais como
Frank Drebin, dando uma dimensão maior ao “nonsense” das cenas. De fato, é
preciso ficar atento ao volume das gags que se acumulam, ao fundo, a cada sequência. Na
realidade, este tipo de humor – que é ótimo – não se coaduna com os tempos
atuais, em que as pessoas não se dispõem a prestar atenção no que acontece
paralelamente ao foco da cena. O WhatsApp não deixa.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
3041 - LIGADAS PELO DESEJO
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| Gina e Tilly |
3040 - UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES
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| A transformação do licantropo |
UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES (AN AMERICAN WEREWOLF IN LONDON, USA – 1981) – O filme fez um grande sucesso na época e é um dos trabalhos mais lembrados do diretor John Landis. Ainda hoje, a cena da transformação impressiona, e a história funciona eficientemente, embora haja uma valorização exagerada do filme como objeto cult. Não é para tanto. O humor – talvez involuntário – do roteiro acrescenta uma leveza inesperada a uma história clássica de licantropia que vem sendo explorada desde o clássico com Lon Chaney Jr, em 1941. O filme foi revolucionário em seu lançamento e venceu o Oscar de melhor maquiagem na primeira vez em que a categoria foi incluída na cerimônia realizada pela Academia. E também foi o impulso para a carreira de Rick Baker, especialista em maquiagem e efeitos especiais.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
3039 - FERIAS FRUSTRADAS EM VEGAS
FÉRIAS FRUTRADAS EM LAS VEGAS (VEGAS VACATION, USA 1997) – Este quarto filme dá continuidade à saga da família Griswald, liderada com absoluta naturalidade pelo chefe do clã, Clark Griswald (Chevy Chase). O primeiro “FÉRIAS FRUSTRADAS” acertou em cheio no humor descompromissado, politicamente incorreto, sem a pretensão de apresentar um humor inteligente. As sequências foram desgastando esta premissa, até que só restasse um arremedo pouco original, com gags recicladas e desinteressantes. Ainda vale uma olhada, principalmente por causa do simpático Chase e do seu esforço para que sua família e nós, os espectadores, tenhamos bons momentos de diversão.
3038 - BLACK MIRROR - TEMPORADA 2
BLACK MIRROR (TEMPORADA 2, 2013) – Mais uma excelente antologia de contos perturbadores explorando o lado negativo da tecnologia e suas consequências nas relações humanas. O primeiro – BE RIGHT BACK - fala da dependência emocional de uma viúva que não aceita a morte do marido e usa um aplicativo que emula a movimentação dele em redes sociais. Uma crítica certeira à incapacidade das pessoas de ficarem sozinhas. O segundo – WHITE BEAR – gira em torno de uma mulher que acorda em uma casa sem qualquer memória do que lhe aconteceu e passa a ser perseguida por pessoas empunhando seus celulares. Aí está outra demonstração da dependência do celular, aspecto também presente no primeiro episódio. Em THE WALDO MOMENT, um personagem de animação, o ursinho Waldo, ganha o eleitorado de um candidato conservador, com uma proposta de comunicação mais direta com a população. No último, WHITE CHRISTMAS, dois homens relatam histórias relacionadas com a tecnologia que terminam de forma inesperada, e como estes fatos os levaram a se afastar da humanidade.
3037 - PLANETA DOS MACACOS - A GUERRA
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| Andy Serkis, magnífico |
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
3036 - A FORMA DA ÁGUA
3035 - KINGSMAN: O CÍRCULO DOURADO
domingo, 28 de janeiro de 2018
3034 - TINHA QUE SER ELE?
3033 - FEITO NA AMÉRICA
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| Tom Cruise, no rumo certo |
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
3032 - COMEDIANS IN CAR GETTING COFFEE
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| Seinfeld e Obama, na Besta |
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