sexta-feira, 22 de novembro de 2019

3371 - TRAÍDOS PELO DESEJO


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Dor e culpa estilhaçando vidas...

    TRAÍDOS PELO DESTINO (RESERVATION ROAD, USA, 2007) – Doze anos antes de arrasar como o Coringa, Joaquin Phoenix protagonizou o drama do pai de um menino de 10 anos atropelado por motorista que não parou, vivido com angústia interminável pelo talentoso Mark Ruffalo. Phoenix e Ruffalo estão magistrais nos papéis de pais que, respectivamente, perderam a razão de viver, um pela morte do filho e o outro pela culpa indelével. No elenco, Jennifer Connely e Mira Sorvino. Twelve years before his success as the Joker, Joaquin Phoenix starred this drama about a father of a ten-year-old killed in a hit-and-road accident. Mark Ruffalo plays with interminable anguish the driver. Phoenix and Ruffalo are remarkable in the roles of, respectively, fathers who have lost the reason to live, one because of the son’s death and the other because of indelible guilt.    
 

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

3370 - CAÇA AOS GÂNGSTERES


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Quase intocáveis...

       CAÇA AOS GÂNGSTERES (GANSGTER SQUAD, USA, 2013) – O elenco é mais que qualificado: Josh Brolin, Ryan Gosling, Sean Penn, Emma Stone, Robert Patrick e Anthony Mack. O filme, embora simpático, é uma cópia menos densa de OS INTOCÁVEIS, com Brolin no lugar de Kevin Costner e Sean Penn no de Robert De Niro. Com algumas tiradas engraçadas e um monte de clichês, dá para assistir com o cérebro no modo avião, sem grandes expectativas. The cast is more than qualified: Josh Brolin, Ryan Gosling, Sean Penn, Emma Stone, Robert Patrick, and Anthony Mack. Although pleasant, the movie is not original, and is a kind of a copy of THE UNTOUCHABLES, with Brolin in the place of Kevin Costner and Penn playing Robert De Niro’s character. Some funny passages and a bunch of clichés, the movie is watchable with the brain in the plane mood, without great expectations.  
    

domingo, 17 de novembro de 2019

3369 - MIL VEZES BOA NOITE

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Juliette Binoche

  MIL VEZES BOA NOITE (1,000 TIMES GOOD NIGHT, Noruega, Irlanda, Suécia, 2013) – Rebecca (Juliette Binoche) é uma famosa fotógrafa de guerra, sempre em lugares perigosos, de onde a volta é sempre incerta. É exatamente isso que afeta seu marido e suas duas filhas. O filme trata de temas bem atuais, de modo bem reflexivo, coisa rara nas produções mais recentes: o foco na fotografia jornalística dá margem ao aspecto ético de se tirar fotos de pessoas nas mais precárias condições de sobrevida, na esperança/pretensão de que estas imagens provoquem uma reação global a respeito dos problemas retratados. Será isso o dilema de todos os fotógrafos? Ainda há o risco da banalização das imagens numa época em que, por excesso, elas se tornam quase invisíveis e, assim, incapazes de provocar emoções. O diretor Erik Poppe, ele mesmo um fotógrafo de zonas de conflito, expõe estas questões ao colocar Rebecca na encruzilhada existencial que talvez seja injusta com ela: seguir sua vocação/missão, ou acomodar-se numa vida doméstica que, em determinado momento do filme, ela mesma define: o trabalho mais difícil é o de casa. Rebecca (Juliette Binoche) is a famous war photographer in conflict zones, from where it is always difficult to come back. That what affects her husband and her daughters. The movie is reflexive about its themes: the focus is on journalistic photography and its ethical aspect of taking pictures of people suffering in the most precarious situations, hoping that these images can provoke a global reaction about these problems. Would this be the great dilemma of all photographers? Moreover, there is still the risk of banalization of the images during a time in which their excess makes them almost invisible and, thus, unable to raise emotions. The director Erik Poppe, a war-zone photographer himself, displays all these issues when he puts Rebecca in an existential and unfair quandary: follow the calling or settle down in a domestic life, which she defines as the hardest work of all.  




sexta-feira, 15 de novembro de 2019

3368 - IRREVERSÍVEL

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A cena do metrô

       IRREVERSÍVEL (IRRÈVERSIBLE, FRANÇA, 2002) – Este filme do diretor argentino Gaspar Noé é mais lembrado pela cena de estupro no metrô de Paris, com Monica Bellucci. De fato, o filme é violento, confuso, mais parecendo ter sido feito para chocar do que qualquer outra coisa. This movie of the Argentinean director Gaspar Noé is more remembered for the rape scene in the Paris subway, with Monica Bellucci. The movie is violent, confused and it seems to be made only to shock the audience.


3367 - BELEZA FANTÁSTICA

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Jessica Brown Findlay, fantasticamente bela...

     BELEZA FANTÁSTICA (THIS BEAUTIFUL FANTASTIC, UK, 2016) – Uma jovem (a bela Jessica Brown Findlay), que sonha em ser escritora para crianças, começa uma amizade inesperada com um vizinho mal-humorado (Tom Wilkinson). A história simples é cativante, assim como os personagens. Wilkinson é um ator que nunca decepciona, mesmo em filmes de baixo orçamento. São belas as metáforas que seu personagem faz sobre as flores dos jardins, como sendo um mundo ordenado de caos. A young lady (the gorgeous Jessica Brown Findlay), who dreams of becoming a children writer, starts an unexpected friendship with a cankerous neighbor (Tom Wilkinson). The story is simple and captivating as their characters. Wilkinson is an actor who never fails to please, even in average low-budget movies. He delivers memorable metaphors about gardens, a world of beautifully ordered chaos.     


domingo, 3 de novembro de 2019

3366 - O CASTELO ASSOMBRADO (1963)

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Price and Paget

      O CASTELO ASSOMBRADO (THE HAUNTED PALACE, USA, 1963) – Uma das boas produções dirigidas por Roger Colman no seu ciclo com histórias de Edgard Allan Poe, com o sempre excelente Vincent Price, outro obrigatório. Com baixo orçamento, ótimas tramas e Vincent Price, Corman criou um legado importantíssimo para a história do cinema. Este filme, na realidade, não é baseado em qualquer conto de Poe, mas possui toda a atmosfera característica do escritor americano. Atenção para o memorável monólogo proferido por Price logo no início do filme. Que ator! Ele ainda há de ter o reconhecimento merecido – é capaz de transformar qualquer papel numa atuação brilhante, mesmo quando está fora de seu gênero fílmico: é imperdível sua atuação num dos episódios de VIAGEM AO FUNDO DO MAR, em que ele faz um titireteiro a bordo do Seaview (veja no YouTube “The Deadly Dolls, quarta temporada). A bela Debra Paget também tem grande atuação. One of the good productions directed by Roger Colman in his Edgard Allan Poe cycle, with the great Vincent Price, another obligatory actor. With low budgets, great stories and Price, Corman has created an important legacy to cinema history. This film is, actually, not based on a story by Poe, but it possesses the entire atmosphere that characterizes de American writer. Attention to the remarkable monologue performed by Price at the beginning of the movie. What an actor! A deserved tribute is still due to him – he is able to transform any role into an outstanding performance, even when he is out of his filmic realm: his interpretation in one of the VOYAGE TO THE BOTTOM OF THE SEA episodes is unmissable, in which he plays a puppet master on board of the Seaview (see on YouTube “The Deadly Dolls”, 4th season). Debra Paget has also a terrific performance.     
   
                                            

domingo, 27 de outubro de 2019

3365 - CADÊ OS MORGANS?

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Hugh Grant, sempre ótimo...

     CADÊ OS MORGANS? (DID YOU HEAR ABOUT THE MORGANS?, USA, 2009) – Hugh Grant é um dos meus atores favoritos. Invariavelmente, faz, a cada filme, uma versão pouco alterada de si mesmo – o inglês deslocado, tímido, sempre tentando fazer a coisa certa e, claro, se dando mal – e isso é ótimo! Neste filme, ele e a esposa (Sarah Jessica Parker, inadequada para o papel) testemunham um assassinato e são mandados pela polícia para o interior, numa espécie de serviço de proteção à testemunha. A história é previsível, mas divertida, e conta ainda com o maravilhoso Sam Elliot e Mary Steenburgen. Hugh Grant is one of my favorite actors. Invariably, he repeats an unaltered version of himself in every movie – the out-of-place shy British man, always trying to do the right thing and, of course, in the end, blowing everything – and this is great! In this movie, he and his wife (Sarah Jessica Parker, unfitted for the role) witness a murder and are sent by the police to the countryside, in a witness protection program. The story is predictable but fun and it is counts with the wonderful Sam Elliot and Mary Steenburgen.  
                                                    

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

3364 - CORINGA

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Joaquin Phoenix, um monstro...

     CORINGA (JOKER, USA, 2019) – Lôbrego, visceral, chocante e magistralmente ancorado na atuação memorável de Joaquin Phoenix, que sangra, transpira, se desespera e chora em cada segundo de sua magnífica personificação do mais angustiante Coringa já visto. E também ri: um ricto involuntário de insanidade e desesperança que, devo dizer, me acompanha até agora, duas semanas depois de ver o filme. A direção e o roteiro são perfeitos, e o tom sombrio da história torna-se quase palpável do início ao fim. Até porque, em grande medida, estamos todos vivendo uma realidade massacrante que nos transforma em subindivíduos, numa sociedade incapaz de manter níveis aceitáveis de bem-estar social para as classes sociais mais pobres, além de não permitir a estes indivíduos oportunidades de desenvolvimento social, profissional e humano. O ponto fulcral: o filme é totalmente de Joaquin Phoenix, capaz, especialmente nas várias cenas em que permanece em longo e angustiante silêncio, de compor com impressionante verdade um homem destroçado, física e emocionalmente, subtraído de sua alma e esperança e que, na tristeza, loucura e compaixão, vai se tornando monstruoso, como a sociedade em que está inserto. O diretor Todd Phillips presta uma homenagem a Martin Scorsese e a Robert De Niro, emulando a Nova Iorque decadente da década de 70, tão bem representada em TAXI DRIVER. Ao fim, não há como esquecer, entre sangue, desespero, horror e constrangedora constatação, que CORINGA é um retrato muito próximo do desmoronamento sócio, político e existencial do sentido da vida na pós-modernidade. Tragic, visceral, astonishing and masterly anchored in the memorable performance of Joaquin Phoenix, who bleeds, sweats in desperation and cries in every and each second of his magnificent personification of the most anguished Joker ever. And also laughs: an involuntary and despaired laugher that, I should say, has been burnt in my memory for two weeks, after seeing the movie for the first time. The directing and writing is slickly brilliant and the bleak settings and tones are palpable throughout. That’s because, in a certain way, we are all living in a crushing reality that makes us less than individuals, in a society incapable of keeping the welfare for the lower classes and preventing its members from social, professional and existential development. The pivotal aspect of the movie is Joaquin Phoenix’s performance and his ability to keep silent for long and distressing moments to compose the impressive truth of a physically and emotionally devastated man deprived of his soul and hope, who in sadness, insanity and compassion becomes a monster, like the society around him. Director Todd Phillips pays homage to Martin Scorsese and to Robert De Niro, emulating a decaying New York of the 70s, as we can see in TAXI DRIVER. All in all, it cannot be forgotten, among blood, despair, horror, and compelling conclusion, that JOKER is a very close portrait of the social, political and existential sense of life in post-modernity.   
                                                  

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

3363 - FRATURA

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Sam Worthington à procura da família...

       FRATURA (FRACTURED, USA, 2019) – Eficiente thriller de suspense psicológico estrelado por Sam Worthington, embora com alguns twists previsíveis. Bom trabalho de câmera do diretor Brad Anderson, assim como a cinematografia. O ritmo é mantido regularmente até o desfecho, e o roteiro alterna pistas falsas com verdadeiras, mantendo a curiosidade até a última cena: um casal leva a filha de seis anos, com o braço quebrado, para um hospital onde, após a chegada, as duas desaparecem misteriosamente. Sam Worthington tem atuação muito satisfatória. An efficient psychological thriller, starred by Sam Worthington, despite some predictable twists.  Director Brad Anderson was excellent with his camera work, as was the cinematography. The pace is kept until the end, and the plot is OK throwing some obvious and not so obvious curve balls, maintaining the perfect edge-of-your-seat tension and suspense to the last scene: a couple takes their six-year-old daughter with a broken arm to a hospital where, after their arrival, the mother and the kid mysteriously disappear. Sam Worthington has a satisfactory performance. Netflix.  
                                               

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

3362 - FLEABAG


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Phoebe Waller-Bridge, encantadora...

     FLEABAG (UK, 2016) – A série, em duas temporadas curtíssimas, da inimitável, extraordinária e inesperadamente sexy Phoebe Waller-Bridge se constitui, definitivamente, os melhores 300 minutos que o streaming pôde proporcionar nos últimos tempos. Estão ali todas as características do humor inglês – a mordacidade, a ironia, a sutileza – elevadas a décima potência. Phoebe é Fleabag do título (em tradução livre “bagaceira”) e também tudo que o termo implica: inconsequente, um pouco (vá lá) promíscua, egoísta e sem qualquer pejo de meter com vontade o pé na jaca, em todos os sentidos possíveis. Acontece que faz isso de maneira irresistivelmente encantadora e sedutora, dona total do timing das olhadas e comentários que divide com o espectador, botando abaixo a quarta parede dramática. Não é uma série de gargalhadas, mas de sorrisos cúmplices que, de tão verdadeiros e consonantes ao universo de todos aqueles que se lançam na vida, também dá vontade de chorar. Você adoraria ver comigo. Seis Emmys foram pouco para tanto talento. Assista no Prime. The series, divided into two short seasons, starring the inimitable, extraordinary and unexpected sexy Phoebe Waller-Bridge is definitely the best 300 minutes ever streamed. There, all the characteristics of the British humor – mordacity, irony, subtleness – to the power of ten. Phoebe is Fleabag and everything the term implies: inconsequent, a little promiscuous, egotist, and completely inclined to go to any length in any situation. But she does all this in an irresistible and seductive manner, totally master of the sneak timing and the comments divided with the viewer, breaking the dramatic fourth wall. It is not a show for just laughter, but to be an accomplice to that kind of smile, so true and so consonant with the universe of those who take the plunge, that makes us cry. You would love to watch with me. Six Emmys were not enough. Watch on Prime
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domingo, 20 de outubro de 2019

3361 - O LEITOR

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Um romance feito de leituras...

       O LEITOR (THE READER, USA, Alemanha, 2008) – Como não amar um filme cujo um dos temas principais é a leitura de livros? Nos entreatos do amor, o adolescente Michael (David Kross) lê trechos de romances para Hanna (Kate Winslet), sem saber que esta experiência literária haverá de modificar a vida dos dois. Como imaginar o que vai acontecer quando um garoto de 16 anos, com febre, é ajudado por uma mulher mais velha, na Alemanha ocidental, em 1958? Winslet dá ao seu personagem uma mistura de compaixão e dureza abrasiva, especialmente quando transforma seus encontros com Michael em oportunidades tanto redentoras quanto passionais. E Ralph Fiennes está perfeito como o Michael adulto, especialmente quando se pergunta como pôde ter amado uma pessoa sobre a qual conhecia tão pouco. Mas, convenhamos, não é sempre assim? How not to love a movie whose one of the main themes is book reading? In the interstices of lovemaking, teenager Michael (David Kross) reads passages of romances to Hanna (Kate Winslet), unaware that this literary experience will shape their lives. How to imagine what is going to happen when an older woman, in West Germany in 1958, helps a feverish 16-year-old boy? Winslet fills her character with a mixture of compassion and abrasive hardness, especially when transforms her encounters with Michael into redemptive and passionate moments, striking a perfect balance between directness and desire. And Ralph Fiennes is perfect as the adult Michael, especially when he wonders how he could have loved someone about whom he knew so little. But, let’s face it: isn’t it always like that?    
                                

sábado, 19 de outubro de 2019

3360 - O DRONE

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O Drone: um filme remotamente indefinido

      THE DRONE (USA, 2019) -  Com um conceito similar a BONECO ASSASSINO, o filme se perde no absurdo de se ter um drone, assim como um boneco, possuído por um espírito maligno. É a história repisada de bandidos cujos espíritos invadem objetos inanimados. Então, um casal desavisado acaba adotando ( ! ) o aparelho e, a partir daí, o drone toca um terror na sua vida. Diálogos fracos e risíveis, um roteiro que não vai nem pelo horror nem pela comédia, mas que diverte, se você colocar seu cérebro no modo avião (ou drone). Pelo menos, é um trash assumido. It's a similar concept to that of Child's Play, except for some reason it feels completely absurd to suggest a drone could be possessed by an evil spirit and not a doll, which is arguably the wrong way round. So, it's the old tale of bad guy gets killed and his spirit enters a drone. The drone is then found by an unsuspecting couple and becomes part of their family and proceeds to mess up their lives bit by bit. It's packed with cheesy lines and unbelievably silly moments but is in fact quite fun and also funny. It's probably more of a straight comedy than horror or thriller so don't expect a dark movie with black humor - it's very light entertainment, with a few bloody moments but nothing too surprising. Utterly ridiculous but at least self-aware      
                              

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

3359 - O FAVORITO

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Jackman e a bela Vera Farmiga

      O FAVORITO (THE FRONT RUNNER, USA, 2018) – Candidato democrata favorito para ganhar as eleições presidenciais de 1988, o senador Gary Hart viu todo seu futuro presidencial desmoronar, após a imprensa descobrir seu romance com a então modelo Donna Rice, embora ambos, até hoje, neguem que foram amantes. Hugh Jackman (muito mais bonito que o Hart real) faz o papel do senador mulherengo com comedimento e propriedade. Vera Farmiga (muito mais bela que a senhora Hart) explora com dignidade e certa submissão o papel de esposa traída, mas já sabedora das escapadas do marido. As boas atuações do elenco principal (que ainda tem o ótimo J.K. Simmons) não estão em sintonia com o roteiro fraco e, até certo ponto, desnecessariamente confuso e sem sentido. Favorite democratic candidate to win the presidential elections in 1988, Senator Gary Hart had his political future shattered by his extramarital love affairs made public by the press. Hugh Jackman (much more handsome than the real Hart) plays the politician in this famous case of serial philandering. Vera Farmiga (more gorgeous than Mrs. Hart) plays the role of the betrayed wife with dignity and submission for she was fully aware of her husband’s womanizing. Good performances from the leads (besides the great J. K. Simmons), but the screenplay was an underwhelming convoluted mess of many quick irrelevant scenes that dragged on into pointless plot issues.     
                               

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

3358 - SERENIDADE

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Tudo ruim de doer

     SERENIDADE (SERENITY, USA, 2019) – O filme é muito ruim: atuações (apesar do bom elenco), roteiro, tudo. Matthew McConaughey esqueceu que ganhou um Oscar (CLUBE DE COMPRAS DALLAS, 2013) e embarcou numa canoa furada, neste filme no qual, sintomaticamente, ele é um pescador/gigolô/alcoólatra que hesita diante do pedido da ex-mulher (Anne Hathaway, loura e sem graça) para matar o atual dela (Jason Clarke, ciente da estupidez dos diálogos de seu personagem). Basta, não? E, lamentavelmente, Diane Lane, num papel para lá de secundário e sem qualquer sentido na trama. The movie is very bad: performances (despite the good cast), plot, everything. Matthew McConaughey forgot his Oscar (Dallas Buyers Club, 2013) in his kitchen cupboard and fell for the role of a fisherman/gigolo/drunk who hesitates when his former wife (Anne Hathaway, blonde and boring) asks him to kill her present husband (Jason Clarke, obviously aware of the foolishness of his dialogues). Enough, right? Regrettably, Diane Lane, in a secondary and senseless role.  
                                 

sábado, 5 de outubro de 2019

3357 - CAPITÃ MARVEL

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Brie Larson

     CAPITÃ MARVEL (CAPITAIN MARVEL, USA, 2019) – Fugindo um pouco do esquema do “filme de origem”, CM agrada, principalmente, por não se levar muito a sério, como aconteceu com o superestimado MULHER-MARAVILHA. Brie Larson é bonita e talentosa, além de ter entendido o clima meio gaiato do personagem, e está em ótima companhia em cena: Samuel L. Jackson e Ben Mendelsohn ajudam o filme fluir com naturalidade, com um roteiro cheio de humor certeiro e brincalhão. No mais, um excesso desnecessário de CGI, que é compensado com boas referências vintage dos anos 90. A little bit out of the “origin movie” script, CM is quite good, mainly for not taking itself seriously, as it happens in the overestimated WONDER WOMAN. Brie Larson, beautiful and talented, understood the unserious mood of the character. Besides, she is sided by two extraordinary actors – Samuel L. Jackson and Ben Mendelsohn. They help the story flow naturally, with a witty plot. The unnecessary excess of CGI is compensated with lively vintage reference to the 90s.    

                            

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

3356 - QUESTÃO DE TEMPO

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Rachel McAdams, mesmerizante, como sempre...

      QUESTÃO DE TEMPO (ABOUT TIME, UK, 2013) – Se você ainda não viu este filme adorável, em todos os sentidos, você realmente não sabe o que está perdendo. Richard Curtis, mais uma vez, acerta um raio de vida na nossa alma e no nosso coração. Além disso, há Rachel McAdams, para nos injetar na veia aquela dose mais que necessária de esperança num mundo melhor (e mais bonito, claro). Tim Lake (Domhnall Gleeson, misturando magistralmente doçura e romantismo), ouve de seu pai (Bill Nighy, grandioso, emocionante) que todos os homens da sua família podem voltar no tempo e mudar alguma coisa que tenha acontecido na sua vida. Então, ele conhece Mary (Rachel McAdams) e se apaixona (vem cá, quem não se apaixonaria?). Como nos filmes de Curtis, os sentimentos mais puros permeiam toda a história e nos fazem lembrar que nenhuma viagem no tempo é capaz de trazer de volta o amor de nossa vida e que viver o presente é a verdadeira mágica. If you have not seen this movie, you really do not know what you are missing. Richard Curtis, once more, makes our heart and soul be struck by a life lightning. Besides, there is Rachel McAdams to inject us with that more than necessary dose of hope of a better – and more beautiful - world. Tim Lake (Domhnall Gleeson, blending masterfully sweetness and romanticism) is told by his father (Bill Nighy, great, touching) that every man in their family can travel in time and changes what has happened in their own lives. Then, he meets Mary (Rachel McAdams) and falls in love with her (be honest: who would not?). As in all Curtis’ movies, the purest feelings pervade the whole story and remind us that no time travel can bring back the love of our lives and that living in the present is the greatest magic.              
                

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

3355 - TÃO FORTE, TÃO PERTO

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Filho e pai, numa relação sempiterna

   TÃO FORTE, TÃO PERTO (EXTREMELY LOUD & INCREDIBLY CLOSE, USA, 2011) – Baseado no livro de Jonathan Safran Foer, o filme é uma sugestão preciosa de Joe. Com o cenário do pós 11 de setembro, a história conta a jornada de um menino de 11 anos para manter viva a lembrança – e a presença – de seu pai (Tom Hanks, magnífico). Está tudo no roteiro: a dificuldade de se relacionar com o mundo, a sensação dolorosíssima de perder alguém que se ama muito, a saudade inominável, o esforço para resgatar as recordações, a necessidade de ouvir e ser ouvido. Sensível, emocionante e, ao mesmo tempo, perpassado de uma contagiante sensação de esperança. Max Von Sidow toca seu coração sem dar uma palavra. Obrigado, Joe. Based on Jonathan Safran Foer’s book, o film is a precious suggestion from Joe. With the 9/11 scenario, the story is about an 11-year-old boy’s journey to keep his father (Tom Hanks, magnificent) alive in his memory. Everything is in the plot: being an outsider in the world, the painful sensation of losing someone you love too much, the unnamable absence, the effort to rescue memories, the need to hear and to be heard. Sensitive, touching and, at the same time, intertwined with a contagious sensation of hope. Max von Sidow touches your heart without uttering a single word. Thanks, Joe.


terça-feira, 1 de outubro de 2019

3354 - YESTERDAY

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Himesh Patel e Lily James

      YESTERDAY (UK, Rússia, China, 2019) - O roteirista Richard Curtis, de Quatro Casamentos e Um FuneralUm Lugar Chamado Notting HillSimplesmente Amor e Questão de Tempo, é um apaixonado pelo cinema para apaixonados, ou seja, gente assim como todo mundo, que ri, chora, sofre, se alegra e sonha. O longa não é só um tributo aos Beatles, mas ao poder da gentileza, da honestidade e do romantismo, características sempre presentes na obra de Curtis. Nesta altura, todos já sabem: depois de um apagão global, o mundo recomeça com a existência do quarteto de Liverpool totalmente apagada da história. Jack (Himesh Patel, a cara, o jeito e até a voz de Raj, de THE BIG BANG THEORY), aparentemente, é o único que ainda se lembra de Paul, John, Ringo e George e da monumental obra do quarteto. Então, aproveita a deixa e se passa pelo autor dos sucessos, alcançando a fama rapidamente. No meio desta história, a doce Ellie (Lily James, mais encantadora do que nunca) torna-se a referência existencial mais importante para Jack. O filme é uma homenagem aos Beatles, mas também se presta a uma atitude meio esquecida e fundamental: o exercício de redescobrir o mundo, como se fosse a primeira vez, todos os dias, ao passarmos por esta longa e sinuosa estrada. The director/writer Richard Curtis (FOUR WEDDINGS AND A FUNERAL, NOTTING HILL, LOVE ACTUALLY and ABOUT TIME) is a lover of cinema for lovers - that is people like us, who laugh, cry, suffer, and dream. The movie is not only a homage to The Beatles, but also to the power of kindness, honesty, and romance – traits that are always present in Curtis’ work. By this time, everyone knows: after a global blackout, the memory of the quartet from Liverpool is completely erased from history. Jack (Himesh Patel, the face, the look and even the voice of Raj, from THE BIG BANG THEORY), apparently is the only person who remembers the Beatles hits. He then pretends to be the author of the songs, reaching success overnight. In the midst of this, the sweet Ellie (Lily James, more enchanting than ever) becomes the existential reference for Jack. The movie is not only a tribute for the Beatles but also rescues a fundamental attitude: the practice of rediscovering the world with fresh eyes, every day, while we walk along this long and winding road.   


segunda-feira, 30 de setembro de 2019

3353 - TULLY

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Charlize Theron

     TULLY (USA, 2018) – Abordando um assunto raro no universo cinematográfico – a depressão pós-parto – o diretor Jason Reitman e a roteirista Diablo Cody realizam um filme primoroso. Só uma atriz com o talento de Charlize Theron poderia dar conta de um personagem tão complexo: mãe de três filhos, uma menina de oito, um garoto autista e um recém-nascido, além de um marido meio indiferente a tudo que está acontecendo, Marlo (Charlize) decide contratar uma babá noturna (Mackenzie Davis) e acaba tendo com ela uma profunda ligação. Escondidinho no cardápio do Prime. Approaching an unusual subject in movies – post-natal depression – director Jason Reitman and the writer Diablo Cody make an outstanding movie. Only a talented actress as Charlize Theron could play such a  complex character: mother of three, an eight-year-old girl, an autist boy and a newborn; besides an aloof husband, Marlo (Charlize) decides to hire a nanny named Tully (Mackenzie Davis) to help take some pressure off her, and with whom she ends up forming an unexpected deep bond. Easily found in the Prime index.


sábado, 28 de setembro de 2019

3352 - REVENGE OF THE CREATURE

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Clint Estwood estreando no cinema

       REVENGE OF THE CREATURE (USA, 1955) – Continuação muito ruim do clássico O MONSTRO DA LAGOA NEGRA (1954). A boa fotografia submarina é a única coisa que se salva nesta produção com claríssimas restrições orçamentárias, um enredo pobre e atuações sofríveis. Sim, é um filme B, mas também não precisava tamanha esculhambação. Talvez valha a pena dar uma olhada, porque Clint Eastwood faz sua primeira participação no cinema, numa ponta, não creditada. An extremely lousy sequence of CREATURE OF THE BLACK LAGOON (1954). The arresting underwater photography is the only highlight in this low budget production; the plot is poor as well as the performances. Yes, it is a B movie, but such a mess could have been avoided. Maybe it is worth seeing Clint Eastwood in his first uncredited participation in a movie.   
                        

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

3351 - JOHN WICK 3: PARABELLUM

Keanu Reeves e Halle Berry

      JOHN WICK 3: PARABELLUM (USA, 2019) – Não dá para negar que John Wick é um personagem violentamente literário: no primeiro filme, ele mata três homens com um lápis; neste, despacha um adversário com – o que mais poderia ser? – um livro. Neste terceiro capítulo da série, a violência com jeito de comédia continua em alta voltagem, com cenas de ação e luta cada vez mais elaboradas e situações absurdamente – e irresistivelmente – fascinantes. Claro que tudo dá certo porque Keanu Reeves pilota tudo com aquele ar meio blasé e incrivelmente convincente. É evidente que um produto como JW só funciona mesmo para quem gosta. Se não é sua praia, nem tente. “Parabellum” significa “preparação para a guerra”. Portanto, o próximo JW vem mesmo para arrasar. It is undeniable that John Wick is a violently literary character: in the first movie, he kills three men with a pencil; in this edition, he eliminates an adversary with – what else - a book. This third chapter, the violence intertwined with comedy is still present and action and fight scenes irresistibly fascinating. Of course, everything works because Keanu Reeves, blasé up to the neck, is completely convincing. The JW product is only for fans. If it is not your cup of tea, do not even try. “Parabellum” means “preparation for war”. Therefore, be prepared for the coming fourth edition.       
                   

terça-feira, 24 de setembro de 2019

3350 - FLASH GORDON (1980)

Ornella Muti and Max von Sydow in Flash Gordon (1980)
Max von Sydow e Ornella Mutti

    FLASH GORDON (USA, England, 1980) – O produtor italiano Dino De Laurentiis já tinha afrontado o mundo do cinema com uma versão malfeita de KING KONG, em 1976. Não satisfeito, resolveu investir pesado na refilmagem de Flash Gordon, o herói espacial criado por Alex Raymond. Megalômano e um pouco sem noção, ele queria Arnold Schwarzenegger como astro principal e Federico Fellini na direção. Não conseguiu nenhum dos dois, e, revista hoje, a aventura se revela uma divertida comédia com visual espalhafatoso e atores de várias nacionalidades falando um inglês abaixo do nível. O ator que faz Flash, Sam J. Jones, é ruim de doer, mas divide cenas com o grande Max von Sydow e a bela Ornella Mutti. A trilha sonora do QUEEN torna tudo palatável e, sem ironia, altamente psicodélico. The Italian producer Dino De Laurentiis had already affronted the universe of cinema with a lousy version of KING KONG, in 1976. Dissatisfied with the result, he decided to invest heavily on the remake of FLASH GORDON, the special hero created by Alex Raymond. Megalomaniac and a little bit out of it, he wanted Arnold Schwarzenegger as the star and Federico Fellini as the director. He could not get any of them. Revised today, the adventure has become an amusing comedy with flashy looks and multinational actors speaking something that barely resembles the English language. The actor who plays Flash, Sam J. Jones, is painfully bad but shares scenes with the great Max von Sydow and the ravishing Ornella Mutti. The soundtrack, in charge of QUEEN, makes everything more psychedelic (no pun intended). 
                     

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

3349 - O DIA DO ATENTADO

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Melissa Benoist: um atentado, Joe...

     O DIA DO ATENTADO (PATRIOTS DAY, USA, 2016) – O diretor Peter Berg é um patriota: seu trabalho reflete as histórias que compõem uma defesa dos valores americanos mais arraigados. O filme acompanha o dia da Maratona de Boston, em 2013, quando as bombas caseiras dos irmãos Tsarnaev transformaram um dia de festa em uma carnificina. Mark Wahlberg, no papel do policial comum e dedicado ao cumprimento do seu dever, simboliza o esforço da população para o acolhimento das vítimas e para a perseguição aos Tsarnaev nos dias seguintes. Atenção para a bela Melissa Benoist: nas poucas cenas em que aparece, ela toma conta da ação, de forma suave e, ao mesmo tempo, intensa. Ainda no baita elenco, John Goodman, Michelle Monaghan e o grande J.K. Simmons. The director Peter Berg is a patriot: his work mirrors stories that embody a defense of the most rooted American values. The movie follows the Boston Marathon, in 2013, when the Tsarnaev bothers’ homemade bombs made a happy day into a carnage. Mark Wahlberg, playing a common police officer committed himself to his job, symbolizes the population’s efforts to help the victims and track the Tsarnaev on the following days. Attention to gorgeous Melissa Benoist: in her few scenes, she is mesmerizing. The top-notching cast still has John Goodman, Michelle Monaghan and the great J.K. Simmons.            
       

domingo, 22 de setembro de 2019

3348 - GREEN BOOK

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Mortensen e Ali, impecáveis nos seus papéis

      GREEN BOOK (USA, 2019) – Ganhador de três Oscar (inclusive de Melhor Filme), GB é, antes de tudo, um libelo contra o racismo e, ao mesmo tempo, uma homenagem à amizade transformadora que pode nascer em circunstâncias adversas. O filme mostra a reviravolta na vida de Tony Lip (Viggo Mortensen) – um ítalo-americano criado em uma família predominantemente racista – quando este aceita trabalhar como motorista durante a turnê do renomado pianista negro Don Shirley (Mahershala Ali) pelo sul dos Estados Unidos em plenos anos 60, época em que a segregação racial fazia parte do cotidiano americano. O tempero agridoce do roteiro e a boa atuação dos dois protagonistas ajuda a amenizar as polêmicas surgidas com a família do músico, que desaprovou inteiramente o resultado final. Winner of three Oscar (Best Movie included), GB is, before anything, a libel against racism and, at the same time, a homage to the transforming friendship that can thrive in the most adverse conditions. The movie shows the turnaround in the life of Tony Lip (Viggo Mortensen) – an American Italian raised in a predominantly racist family – when he accepts to work as a driver for the black pianist Don Shirley (Mahershala Ali) through the South in the ’60s, a time in which racial segregation was part of the daily life. The bittersweet plot and the two main characters’ performances help to soften the controversies with the musician’s family, who disapproved the final result.     
               

sábado, 21 de setembro de 2019

3347 - A FÚRIA DE UM HOMEM PACIENTE

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Antonio de La Torre, excelente e frio...

       A FÚRIA DE UM HOMEM PACIENTE (THE FURY OF A PATIENT MAN, Espanha, 2016) – Este filme estrelado por Antonio de La Torre (do sensacional A NOITE DE 12 ANOS, também na Netflix) tem uma premissa simples: vingança. Conceitualmente, nada muito diferente de filmes com a mesma temática. Contudo, a direção de Raúl Arévalo conduz o roteiro previsível de forma a envolver competentemente o espectador num clima de suspense, violência e ajuste de contas. Atenção para a primeira sequência, em que um carro é perseguido pela polícia – é primorosa. This movie starred by Antonio de La Torre (THE 12-YEAR NIGHT, also on Netflix) has a simple premise: vengeance. Conceptually, nothing very different from other movies with the same theme. However, the director Raúl Arévalo leads the predictable plot to a competent involvement with the viewer, including suspense, violence and unfinished business. Attention to the first car chase sequence – it is quite well done. 
                  

terça-feira, 17 de setembro de 2019

3346 - STAR TREK - THE CAGE

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Spock rindo? Não dava mesmo para ser assim...

       STAR TREK – THE CAGE (USA, 1966) – Este piloto não tinha Kirk, mas sim o Capitão Christopher Pike, vivido com baixíssima vibração por Jeffrey Hunter que, anos antes, havia feito o papel de Jesus, em REI DOS REIS. Em THE CAGE, as linhas mestras do universo STAR TREK já despontavam, mas ainda com conceitos meio indefinidos. Da tripulação, somente Spock (Leonard Nimoy) passaria para a série canônica, felizmente com sua personalidade Vulcano/humana estabelecida da forma que nos fascina até hoje. Neste episódio, falta humor e as atuações são demasiadamente teatrais. This pilot did not have Kirk, but Captain Christopher Pike, played with very low vibration by Jeffrey Hunter who, a couple of years before, had played Jesus in KING OF THE KINGS. In THE CAGE, the master lines of the STAR TREK universe are there, but still through undefined concepts. From the crew, only Spock returned to the canonic series, fortunately with his Vulcan/human personality that has been fascinating us until today. This episode lacks humor and its cast overacts their parts to the point of being unrealistic. 
                    

domingo, 15 de setembro de 2019

3345 - A CASA DO LAGO

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Para quem ainda acredita em cartas de amor...

     A CASA DO LAGO (THE LAKE HOUSE, USA, 2006) – Uma história que leva ao paroxismo a expressão “amor a distância”. É só ativar o modo “suspensão de descrença” e mergulhar na história de Alex (Keanu Reeves) e Kate (Sandra Bullock, insossa, como sempre), cujas vidas estão separadas por um período de dois anos. A única forma de comunicação é através de cartas (meu ponto fraco) que, de algum modo, conectam este descompasso temporal e, claro, fazem que eles se apaixonem. Para quem ainda acredita no amor, é imperdível. Para quem se pergunta “e se vivêssemos a vida toda e ninguém estivesse nos esperando?” também. This is a film that takes to the limit the expression “love at distance”. Just activate the “suspension of disbelief” mood and take the plunge into Alex (Keanu Reeves) and Kate’s (Sandra Bullock, insipid as always) story. Having their lives separated by two years, the only means of communication is through letters (my weak spot) that, somehow, connect this temporal mismatch and, of course, make them fall in love with each other. For those who still believe in love, it is unmissable. For those who ask themselves “what if you lived your whole life and nobody was waiting?” too.