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| Os anos 70 na cara, nos bigodes e nas costeletas |
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
2983 - THE DEUCE
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
2982 - ESTRELAS ALÉM DO TEMPO
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| Jim Parsons (ou Sheldon?), Taraji e Costner |
terça-feira, 14 de novembro de 2017
2981 - DUETS: VEM CANTAR COMIGO
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| Paul Giamatti e André Braugher |
domingo, 12 de novembro de 2017
2980 - OS INTOCÁVEIS
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| Connery - Oscar para o ator, não para o personagem |
OS INTOCÁVEIS (THE UNTOUCHABLES, USA 1987) – O filme ainda é um razoável exercício de cinema, ao
mostrar a luta de Eliott Ness (vivido com visceralidade impressionante por
Kevin Costner) para prender o mafioso Al Capone (Robert De Niro, implacável),
com a ajuda de um grupo de notáveis: Malone (Sean Connery, soberbo, embora com um
personagem meio improvável numa Chicago tão violenta), Stone Andy Garcia (numa
atuação minimalista e precisa) e Wallace (Charles Martin Smith, num
papel-chave). Os diálogos são tensos e, ao mesmo tempo, engraçados, temperando
a realidade dura daqueles tempos em que a metralhadora falava mais alto, em
qualquer situação. Depois de tanto tempo, no entanto, algumas cenas famosas
apresentam algumas falhas – fica evidente que, por exemplo, na sequência do
carrinho de bebê, na escadaria da estação de trem, Brian De Palma se perde na
edição, travando o clímax, ao fragmentar a ação num ritmo vacilante. Destarte, o
clima dramático se dilui quando o diretor pesa a mão em clichês incompatíveis com
a proposta cinematográfica, como fica evidente na tipificação engessada dos bandidos
e na santificação farsesca dos homens da lei. Eis um filme cuja fama se sobressai
à sua verdadeira qualidade como cinema.
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
2979 - A EXPERIÊNCIA
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| Sim, este é o alienígena.... |
A EXPERIÊNCIA (SPECIES, USA 1995) – Ficção científica “trash” toda vida, sobre uma alienígena
gostosa (Natasha Henstridge) que foge do cativeiro imposto por um grupo de cientistas,
para acasalar com um humano e deixar um herdeiro. O roteiro é fraquíssimo e os efeitos
especiais idem. No fundo, a história serve apenas para que Natasha Henstridge exiba
suas formas perfeitas que, de fato, não são deste mundo. Mistura de ALIENS (claro,
né?) e O PREDADOR, o filme até que diverte, principalmente pela premissa sexista
(a opção pelo “alien” feminino se deve ao fato de, segundo os cientistas, as mulheres
serem mais dóceis e controláveis) e pelo total desperdício de um elenco famoso:
Ben Kingsley, Alfred Molina, Michael Madsen e o excepcional Forest Whitaker. Acabou
ficando com uma justificada aura “cult”, apesar da sequência final óbvia e previsível,
sem falar que também foi tecnicamente muito malfeita.
terça-feira, 7 de novembro de 2017
2978 - VIDA DE CACHORRO (1918)
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VIDA DE CACHORRO (A DOG’S LIFE, USA 1918) – Neste curta metragem, Chaplin explora temas que
seriam mais aprofundados em seus filmes futuros: a solidariedade, o drama
social, a pobreza, a crítica ao capitalismo e as relações de afetos surgidas de
acontecimentos inesperados. Foi o caso aqui: ele salva um cachorro do ataque de
outros cães e, a partir daí, o animal passa a dar sentido à sua vida de
vagabundo solitário, sempre fugindo da polícia – aliás, a presença dos agentes
da lei é constante nos seus filmes. Neste clássico, Chaplin já usava o cenário como
um personagem extra e importante na narrativa. Atenção para a cena em que ele faz
as mãos de um ladrão bêbado conversando com o comparsa. É genial.
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
2977 - O SOLISTA
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| Foxx e Downey Jr, junto com o instrumento |
O SOLISTA (THE SOLOIST, USA 2009) – O SOLISTA é um filme sobre a amizade, e histórias com este tema devem ser valorizadas, especialmente hoje em dia, quando a competição exagerada e a vaidade doentia vão tomando conta dos espaços nos quais a verdadeira amizade pode surgir e ser cultivada. O personagem que dá nome ao filme - e cuja história real, contada pelo jornalista Lopez (Robert Downey Jr) em sua coluna no jornal Los Angeles Times, serve de base a O Solista - surge dias depois, tocando violino aos pés de uma estátua de Ludwig van Beethoven. Nathaniel Anthony Ayers Jr. (Jamie Foxx) mora na rua, mas já foi aluno da prestigiada escola de arte Julliard. Quem descobre isso é Lopez, e logo toda a cidade descobre Nathaniel também. O quadro de esquizofrenia que Nathaniel apresenta é abordado de forma quase didática, e o diretor Joe Wright procura fazer um paralelo entre a vida do músico de rua com a do jornalista que vive seu ofício de forma romântica, totalmente na contramão dos dias áridos da pós-modernidade. A intenção é boa, apesar de pouco original, mas, a meu ver, vale qualquer coisa para que a amizade volte a ser um “trending topic” num momento tão hostil como este que vivemos.
domingo, 5 de novembro de 2017
2976 - AMOR SEM FRONTEIRAS
AMOR SEM FRONTEIRAS (BEYOND BORDERS, USA 2003) – Clive Owen é sempre obrigatório. Na época, ainda pouco conhecido nos EUA, ele divide o protagonismo como Angelina Jolie numa fábula épica sobre o trabalho humanitário nas regiões mais pobres e conflagradas do planeta. Ela é uma socialite que acaba se apaixonando por um médico (Owen) e se junta a ele nos esforços de salvação em países devastados pela guerra. É uma pena que o foco do roteiro mude, depois da primeira metade do filme, para se concentrar no romance, pois o retrato deste tipo de tragédia social, com impressionante riqueza de detalhes, vinha sendo, até então, tão primoroso quanto assustador. Utilizando a miséria alheia como pano de fundo para um romancezinho barato, Amor Sem Fronteiras desperdiça a chance de se tornar um projeto relevante, para, somente, mostrar o belo rosto de Angelina perpassado pela tristeza. Em alguns momentos, o filme parece disposto a discutir temas importantes, como a dificuldade em se levar ajuda a países cujos sistemas de governo desagradam aos Estados Unidos e os dilemas éticos vividos pelos voluntários das ONGs, que devem se abster de qualquer envolvimento com a política local (por mais revoltante que esta seja) para que não haja um comprometimento de seus trabalhos assistenciais – mas não mantém a proposta e a seriedade dá lugar a uma história de amor deslocada e, cá para nós, evidentemente improvável. Foi por casa deste filme que Angelina se engajou em causas similares desde então.
2975 - REDE DE MENTIRAS
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| Crowe e DiCaprio |
REDE DE MENTIRAS (BODY OF LIES, USA 2008) – Ridley Scott põe Leonardo DiCaprio como um agente de campo da
CIA no Oriente Médio e Russel Crowe no papel de seu chefe, confortavelmente
instalado no seu escritório em Langley. O roteiro mostra como essas missões
podem ser justificadas pelas premissas falsas, justificando o título do filme,
e confirmando as complexas relações que constroem este thriller político, com a
maestria costumeira de Scott. O ritmo da ação não é tão intenso como em outros
filmes do diretor, mas a atuação de Leonardo DiCaprio é suficiente para prender
a atenção até uma resolução que dá um tranco na credibilidade, o que também não
chega a comprometer.
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
2974 - MARCAS DA VIOLÊNCIA
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| Viggo Mortensen enfrentando a violência |
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
2973 - CITIZENFOUR
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| Snowden, itimorato |
CITIZENFOUR (USA, 2014) – Aproveitando o
fato de ter visto SNOWDEN, revi CITIZENFOUR, numa interessante conexão entre a
ficção baseada na realidade e o documentário em si, com o personagem-título
(Edward Snowden) refazendo o que Joseph Gordon-Levitt acabara de apresentar –
para mim, pelo menos. Vencedor do Oscar 2015 de Melhor Documentário,
CITIZENFOUR é mais impactante do que SNOWDEN, exatamente por trazer o arrepio
real que as conversas entre Snowden, Laura Poitras (diretora) e Glenn Greenwalf
provocaram, em função das denúncias de como
os EUA e outras potências violam princípios fundamentais da democracia e do
direito, abalando relações diplomáticas e mudando a maneira como os cidadãos
enxergam seus governos. A tensão da semana histórica vivida em Hong Kong perpassa
um filme cujo roteiro todos gostaríamos de que fosse mesmo de ficção. Mas é mesmo a realidade
pós-moderna que tritura, sem complacência, aquilo que, um dia, conhecemos por privacidade.
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
2972 - SNOWDEN: HERÓI OU TRAIDOR
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| O que é a verdade? |
terça-feira, 31 de outubro de 2017
2971 - O GAROTO (1921)
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| Gênio |
O GAROTO (THE KID, USA, 1921) – Depois
de abandonar seu filho recém-nascido numa limusine – na esperança de que ele
pudesse ser criado por uma família rica – o carro é roubado por dois ladrões.
Quando se dão conta de que havia um bebê no banco de trás, eles o deixam perto
de um monte de lixo, onde é encontrado pelo vagabundo vivido magistralmente por
Chaplin. É a partir desta premissa que o filme vai construindo uma atmosfera
perfeitamente balanceada entre comédia e drama. A história já foi interpretada
como uma alegoria cristã, mas, agora, revendo a obra, percebo que Chaplin possa
ter querido fazer uma abordagem crítica do tema, ao exagerar a dramaticidade em
algumas sequências. Tanto que, conceitos como generosidade e arrependimento, posse
e não posse, querer e não querer perpassam toda a história, a partir do momento
em que a mãe rejeita o filho, para, depois querê-lo de volta. De todo modo, é impressionante
como uma obra-prima como esta pôde ser realizada há quase cem anos, numa plataforma
que requer o trabalho de vários profissionais, por apenas uma pessoa. É impressionante
como Chaplin consegue colocar tantos aspectos subliminares, tanto “pathos” e tanta
hilaridade em um tempo relativamente curto. Isso sem falar na sensível abordagem
dos problemas sociais relacionados com a pobreza, situação vivida pelo próprio Chaplin
na sua infância, na Inglaterra.
domingo, 29 de outubro de 2017
2970 - DESTINOS CRUZADOS
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| Ford e Kristin Thomas, emocionantes |
sábado, 28 de outubro de 2017
2969 - POLTERGEIST, O FENÔMENO
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| Poltergeist: terror sem palhaçada |
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
2968 - NA MIRA DO CHEFE
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| Farrell e Gleeson, sensacionais |
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
2967 - O BENFEITOR
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| Gere, magnético |
O BENFEITOR (THE BENEFACTOR, USA 2015) –
Produção de evidente baixo orçamento protagonizada por Richard Gere, que faz um
milionário que, consumido pela culpa de um acidente no passado, faz tudo para
compensar a filha recém-casada. O filme se perde no seu objetivo: fica-se sem
saber se a intenção era o drama revisionista ou um olhar sobre as
reminiscências que povoam a terceira idade. De fato, estes filmes “pequenos”
parecem, muitas vezes, não ter como competir com determinadas séries muito mais
elaboradas em termos de roteiro e que prendem a atenção do público. Neste caso,
embora Gere esteja competente, como sempre, sua história não atinge o coração
do espectador, como deveria ser o esperado. Assim como no emocionante TIME OUT
OF MIND (2014), Gere esbanja um timing dramático que imediatamente capta o
sentimento solidário de quem o vê. Destarte, ele é o único motivo de se chegar
aos créditos finais.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
2966 - A GAROTA DO ADEUS
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| Mason e Dreyfuss |
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
2965 - BLADE RUNNER: O CAÇADOR DE ANDROIDES
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| A cena definitiva... |
domingo, 22 de outubro de 2017
2964 - ASSASSINO A PREÇO FIXO
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| Statham a preço fixo |
ASSASSINO A PREÇO FIXO (THE MECHANIC, USA 2011) – Nada de novo no roteiro: THE MECHANIC é apenas um veículo para que Jason Statham dê vazão ao personagem que ele repete com prazer e também com razoável eficiência – o matador profissional, frio, safo, inabalável diante de qualquer perigo. O fato é que Statham é mesmo um ator para este tipo de papel, que não requer qualquer pilar dramático para que tudo funcione de maneira mediana, mas a contento do público a que se destina. Ele fez o mesmo em ADRENALINA e em CARGA EXPLOSIVA. Portanto, se é um genérico de James Bond ou não, o que importa é que Statham vai levando sua carreira sem maiores cobranças e entregando um produto não muito sofisticado, mas com um nicho comercial garantido na indústria do cinema contemporâneo.
2963 - A PENÚLTIMA DONZELA
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| Mossy e Djenane Machado |
A PENÚLTIMA DONZELA (BRASIL, 1969) –
Típico exemplar dos filmes “jovens” que pululavam no cenário do cinema
nacional, no fim dos anos 60, A PENÚLTIMA DONZELA traz os elementos que refletiam
os roteiros de tantos outros filmes da época: os preconceitos sexuais em
discussão em plena classe média carioca da zona sul, rapazes que só queriam
transar e meninas “liberadas” fazendo um discurso progressista em relação aos
costumes, um painel que reúne aspectos difusos da comédia erótica, sem ir a
fundo (sem trocadilho) na discussão sobre um tema batidíssimo: o choque de
gerações. No elenco, Carlo Mossy (dublado por Reginaldo Faria!), Adriana Prieto
e Paulo Porto.
sábado, 21 de outubro de 2017
2962 - IT WAS FIFTY YEARS AGO TODAY! THE BEATLES: SGT. PEPPER & BEYOND
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
2961 - DEXTER - TEMPORADA OITO
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| Dexter - o personagem foi maior que a série |
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
2960 - ANIMAIS NOTURNOS
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| Amy Adams, num ensaio sobre a beleza e a feiura represada |
ANIMAIS NOTURNOS (NOCTURNAL ANIMALS, USA
2016) – Tom Ford, além de diretor, é designer e magnata da
moda. Tal currículo o faz ter um apreço exacerbado pela estética, quase como
uma obsessão que, contida, emerge, aqui e ali, quando menos se espera. É assim
que ele apresenta ANIMAIS NOTURNOS: como um desfile de sentimentos e impressões
que, a cada mudança de roupa/cena/personagem, explode no cultivo do belo, do
simétrico, do “clean” total, do perfeito, do rarefeito. É exatamente aí que ele
joga com uma certa ambiguidade – na beleza aparentemente equilibrada da vida da
galerista Susan Morrow (Amy Adams, excelente), escondem-se feiuras que o tempo
tratou de reprimir. Quando recebe um livro escrito pelo ex-marido Edward (Jake
Gyllenhaal) e começa a lê-lo, Susan vai percorrendo um caminho que a deixou
anestesiada pela culpa. Os tons narrativos vão se superpondo, como tecidos
diáfanos sob a roupagem principal. Gosto, sobretudo, de filmes que têm livros
como elementos da história. E é através da leitura de Susan que os fantasmas,
dela e de Edward, reaparecem dando novo significado à história interrompida de
suas vidas. É um filme que se equilibra entre a abordagem cerebral e o açulamento
das emoções represadas pela culpa e a vingança. O espetacular Michael Shannon
aparece como um policial cujo oblíquo código moral dá ao roteiro – e aos personagens
- uma válvula de escape inesperada.
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