sábado, 27 de outubro de 2018

3143 - LBJ - A ESPERANÇA DE UMA NAÇÃO

    
 LBJ – A ESPERANÇA DE UMA NAÇÃO (LBJ, USA, 2016) – Além de o tema ser um dos meus maiores interesses – a política americana na década de 60 - , o filme tem como protagonista um ator que tem a ver com minha memória afetiva, por causa de seu personagem homônimo em CHEERS: Woody Harrelson. Ele aqui é Lyndon Johnson, graças a várias camadas de maquiagem que quase lhe roubam as expressões dramáticas. Mas Woody consegue se impor ao personagem, embora, nos close-ups, seu LBJ mais pareça um daqueles gangsteres com as cabeças enormes de DICK TRACY. Rob Reiner mostra generosa complacência ao democrata que assumiu a presidência após o assassinato de Kennedy: na realidade Johnson não era o anjo inocente que Reiner coloca na tela, embora enfoque com precisão seu sentimento de rejeição e seus modos rústicos (como o de despachar com assessores sentado na privada). O filme vale como reverência a Woody e por sua entrega honesta e apaixonada a um papel difícil para o seu physique du rôle. Besides having a very dear theme to me – the American politics in the 60’s – the movie has in its main character an actor who has to do with my fondest memories because of his role in CHEERS : Woody Harrelson. Here he is Lyndon Johnson, thanks to several layers of makeup that almost steal his facial expressions. Notwithstanding, Woody succeeds in playing the character, although in some close-ups, his portrait of LBJ looks more like one of the big-headed gangsters from DICK TRACY. Rob Reiner show generous complacency with the democrat that saw himself in the presidency of the United States after the assassination of John Kennedy: in reality, Johnson was not the innocent angel portrayed on the screen, though he highlighted precisely his feelings of rejection and his rude manners (like conferring with his assistants while on the toilet). The movie is a reverence to Woody for his passionate performance in such a difficult character for his physique du role.    

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

3142 - DUPLA EXPLOSIVA

  
Não se iluda: nem Riggs nem Wade...

    DUPLA EXPLOSIVA (THE HITMAN’S BODYGUARD, USA, 2017) – Apesar do elenco de qualidade – Ryan Reynolds, Samuel L. Jackson e Gary Oldman – o filme é ruim e indesculpável. O diretor Patrick Hughes mistura MÁQUINA MORTÍFERA com DEADPOOL numa história que força a barra no humor oriundo do conflito entre os personagens de Reynolds e Jackson e que acaba sendo constrangedora para todo mundo. Fica claro que Reynolds repete, aqui, os trejeitos do super-herói politicamente incorreto, que ele fez magistralmente em 2016, sem trazer nada de novo ao personagem. Até mesmo Samuel L. Jackson está fora do tom, dando a impressão de que está atuando no automático, torcendo para que tudo aquilo acabe rápido. Despite the quality of the cast – Ryan Reynolds, Samuel L. Jackson e Gary Oldman – the movie is lame and unforgivable. The director Patrick Hughes mix LETHAL WEAPON and DEADPOOL in a story that forces the humor derived from the conflict between Reynolds’ and Jackson’s characters. It turns out being embarrassing. It is clear that Reynolds repeats here the gestures of the politically incorrect superhero, without bringing anything new to the character. Even Samuel L. Jackson is a bit over, performing automatically, seeming anxious to get out of that mess.   


domingo, 21 de outubro de 2018

3141 - CARMEN MIRANDA: BANANA IS MY BUSINESS

     
 CARMEN MIRANDA: BANANA IS MY BUSINESS (BRASIL, 1995) – Documentário sobre a atriz e cantora, que desponta na música popular brasileira na década de 1930, para depois fazer sucesso nos Estados Unidos, graças, sobretudo, à estratégia do governo americano, com a política da boa vizinhança, de aproximação e alinhamento político com a América Latina. Carmen se beneficia do investimento, ganhando papéis em que corporifica uma concepção forjada por Hollywood de certo tipo latino americano. Isso também tinha a ver com a expansão do comércio com a América do Sul e seu apoio aos norte-americanos durante a II Guerra Mundial. Documentary about the actress and singer who appeared in the Brazilian musical scenario in the 30’s and afterward made a hit in the United States due to the American government’s strategy, through the good neighbor policy, of rapprochement and political alignment with Latin America. Carmen benefits from the investment, gaining roles that solidified a Hollywood conception of a certain Latino type. It had also to do with the expansion of the commerce with South America and its endorsement for the American participation in the WWII. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

3140 - MERLÍ

     MERLÍ – TEMPORADA 1 (ESPANHA, 2015) -  A badalada série trazida pela Netflix é, a princípio, uma mistura de Malhação com SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS. Mas logo percebemos que as situações vividas pelo professor de filosofia Merlí (Francesc Orella) e seus alunos, numa escola pública em Barcelona, vão muito além do trivial filosófico, sem ser pretensiosas. O enredo ajustável sempre tem três planos entre os episódios. O principal, apresenta Merlí e suas peripécias; logo em seguida, vem o dos alunos e seus atos consequentes das epifanias nas aulas; e o terceiro tem a ver com os pais e professores que, de alguma forma são atingidos pelas ações indiretas e diretas de Merlí, que não hesita em se arriscar e se abrir para o novo. Assim, o professor está sempre relacionado aos conflitos, sem ser puritano. É curioso notar que a iluminação é quase sempre natural, o que pode ensejar uma interpretação audaciosa: as grandes janelas – que aparecem em várias cenas – podem representar a influência e o conhecimento vindo de fora, como lampejos de consciência. Outros sinais são indicativos da natureza do programa – o pôster de Nietzsche, por exemplo, que aparece em quase todos os episódios, enfatizando a índole niilista e trágica do personagem principal. De qualquer forma, a série significa muito para mim em função da fraterna recomendação que meu querido Joe fez dela. The trendy series brought by Netflix is, at first, a mixture of Malhação and DEAD POETS SOCIETY. But we soon realize that the situations experienced by the philosophy teacher Merlí (Francesc Orella) and his pupils, at a public school in Barcelona. Go far beyond the philosophical jibber-jabber, without being highfalutin. The pliable plot has always three distinct plans between the episodes: the main one presents Merlí and his adventures; then, comes the students’ plan and their consequent acts as a result of the epiphanies in classes; the third one has to do with the parents and teachers who, somehow, are touched by Merlí’s direct and indirect actions. He is a plunger and risk taker, a seeker open to the new. Thus, the Philosophy teacher is always related to the conflicts and he is never prudish. It’s worth noticing that the light is almost always natural, what can be inferred by the big open windows in several scenes that may represent knowledge coming from the outside, as flashes of conscience. Other signs indicate the nature of the show: the Nietzsche poster, for example, present in almost every episode, emphasizing the main character’s nihilist and tragic personality. Anyway, my dearest Joe’s recommending the show means a lot to me.     

terça-feira, 16 de outubro de 2018

3139 - O HERÓI

  
Sam Elliot, perfeito e emocionante
  
O HERÓI (THE HERO, USA, 2017) – Sempre achei Sam Elliot um ator pouco reconhecido, apesar de sua longa e exitosa carreira. Parecia esperar um grande papel, que também fosse uma homenagem ao seu talento e à sua capacidade de intensificar ao máximo o conflito de seus personagens. Foi assim em MATADOR DE ALUGUEL (ROAD HOUSE, 1989): ele era uma espécie de mentor de Patrick Swayze, numa memorável atuação. Em O HERÓI, ele é um ator veterano que sobrevive fazendo  locução para comerciais, até que, diante de uma notícia inesperada, ele procura resgatar suas relações com a ex-mulher a filha. Elliot, em silêncio, na maioria de suas cenas, emociona o espectador, num filme que, apesar de previsível, deve a ele o impacto dramático que caracteriza as grandes obras. I have always considered Sam Elliot an actor who deserved more recognition, in spite of his long and successful career. He needed a great role that was also a homage to his talent and ability to intensify the conflict of his characters. It happened in ROAD HOUSE (1989): he was Patrick Swayze’s mentor, in a memorable performance. In THE HERO, he is a veteran actor who survives making voice-over for commercials until unexpected news made him try to fix things with his ex-wife and daughter. Elliot, silent in most of his scenes, delivers an emotional performance in a movie that, despite being predicable, owns him the dramatic impact that characterizes the great works.  

domingo, 14 de outubro de 2018

3138 - CAÇADORES DA ARCA PERDIDA

   
O mundo conhece Indy...
 
OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (RAIDERS OF THE LOST ARK, USA, 1981) – ROTLA é tudo que um filme de ação gostaria de ser: sequências espetaculares, humor inteligente, um elenco em sintonia e, na direção, um dos maiores de todos os tempos: Steven Spielberg. Sem contar com os CGIs de hoje, Spielberg usa e abusa, com raro talento, de uma edição frenética e efeitos mecânicos altamente eficientes. Além disso, Harrison Ford explode na tela com a perfeita personificação do herói que mistura os limites humanos com o que vai além deles, sem ofender a capacidade do espectador de acreditar no que vê. Imaginar Tom Selleck na pele do arqueólogo é possível, mas Ford, definitivamente, é Indy, com todo o DNA explícito. Spielberg, George Lucas e Ford, ao realizarem uma homenagem às aventuras dos quadrinhos e do cinema da década de 30 e 40, criaram um herói que se tornou um dos maiores ícones do cinema. ROTLA is everything an action movie would like to be: astonishing sequences, clever humor, a cast in harmony, and, leading the party, one of the greatest of all times: Steven Spielberg. Not having the CGIs of today, Spielberg makes the best of a frantic editing and highly efficient mechanical effects. Besides, Harrison Ford explodes on the screen with the perfect personification of a hero that mixes the human boundaries with what goes beyond, without offending the viewer’s ability to believe in what they see. Picturing Tom Selleck under Indiana’s skin is a possible task, but Ford, definitely, is Indy with all explicit DNA. Spielberg, George Lucas, and Ford, with their attempt to make a homage to adventure comics and flicks of the 30’s and 40’s, have created a hero that is one of the greatest movie icons.    

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

3137 - TEMPESTADE: PLANETA EM FÚRIA

     
TEMPESTADE: PLANETA EM FÚRIA (GEOSTORM, USA, 2017) – Desligue o cérebro, se quiser ver este filme-catástrofe (o nome já diz tudo) até o fim. O produtor de quase todos os filmes de Roland Emmerich, Dean Devlin, se aventurou na direção deste projeto descerebrado que ainda conta com um roteiro ruim e um elenco sem sintonia. Afinal, o que fazem Ed Harris e Andy Garcia numa furada dessas (talvez esteja faltando dinheiro para a mensalidade do “country club”)? Mas o pior de tudo é a presença, sempre descabida, por pura falta de talento, de Gerard Butler, como protagonista marombado, capaz de resolver qualquer problema como um murro em quem estiver mais próximo. Além disso, neste filme, ele aprofunda em nós a impressão de estar sempre mastigando alguma coisa que não cabe em sua boca. Repleto de diálogos redundantes e cenas de ação burocrática, GEOSTORM ainda peca no CGI tosco e na lógica científica e narrativa. Turn off your brain if you want to watch this disaster movie (the title tells it all) until the end. The producer of almost Roland Emmerich’s movies, Dean Devlin, dared to direct this brainless project that encompasses a lousy plot and a dispersed cast. After all, what do Ed Harris and Andy Garcia do in a flop like that (they may need an extra money for paying the country club monthly payment). But worst of all is Gerard Butler’s presence as a musclebound protagonist, able to solve any issue with a punch on the face of anyone who is nearby. Besides, he deepens the impression of being chewing something much bigger than his mouth. Fraught with redundant dialogues and bureaucratic action scenes, GEOSTORM still delivers a shoddy CGI and an inaccurate narrative and scientific logic. 
                                                          

domingo, 7 de outubro de 2018

3136 - CÁLCULO MORTAL

    
CÁLCULO MORTAL (MURDER BY NUMBERS, USA, 2002) – Thriller policial com Sandra Bullock (sem graça, como sempre), Ryan Gosling e Michael Pitt. A boa premissa funciona até a metade do filme, mas tudo desaba daí para frente. Comparado, equivocadamente, ao clássico ROPE, de Hitchcock, o filme tenta ter uma montagem criativa, apostando no jogo psicológico e nas boas atuações de Gosling e Pitt. No entanto, os clichês vão minando qualquer boa vontade do espectador. O título do filme é uma referência à música Murder by Numbers, de Sting e Andy Summers. Thriller with Sandra Bullock (unappealing, as always), Ryan Gosling and Michel Pitt. The premise is OK and it works until the middle of the movie, but from this moment on everything collapses. Mistakenly compared to Hitchcock’s ROPE, the movie has a creative assembly, focusing on the mind games and on the good performances of Ryan and Pitt. However, the clichés destroy any goodwill of the viewer. The title is a reference to MURDER BY NUMBERS, by Sting and Andy Summers. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

3135 - O FABULOSO ZÉ RODRIX

      O FABULOSO ZÉ RODRIX (BRASIL, 2017) – Ótimo documentário sobre a vida e a carreira de Zé Rodrix, como multi-instrumentista, escritor e publicitário, além de mostrar como trabalhava uma das figuras mais inquietas do mundo artístico brasileiro. Responsável por inúmeros jingles de sucesso (como o da Chevrolet, por exemplo), trilhas sonoras para cinema, projetos teatrais e estupendas composições musicais, Zé Rodrix talvez não tenha tido o devido reconhecimento do seu enorme talento. Remarkable documentary about Zé Rodrix’s life and career, as a multi-instrumentalist, writer and advertiser, showing how worked one of the most restless persons of the Brazilian artistic scenario. Responsible for a number of successful jingles, soundtracks, theatre projects and memorable songs, Zé Rodrix may not have had the due recognition of his huge talent.    

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

3134 - IT, A COISA

    
  IT, A COISA (IT, USA, 2017) – O filme mostra muito menos do que promete, aproveitando um conceito arquetípico que consagrou uma certa dubiedade à figura dos palhaços. Ruim e sem a graça mórbida que se esperava de tanta falsa propaganda do filme que, esta sim, por nos fazer de palhaços, é um horror. Além do mais, há, no filme, uma abordagem que nos remete constantemente ao universo de STRANGER THINGS, especialmente pelo protagonismo do grupo de meninos que inclui Finn Wolfghard, o Mike Wheeler da série dos irmãos Duffer. The movie shows much less than it promises, taking advantage of an archetypical concept that invested some ambiguity in the figure of the clowns. The movie is bad and deprived of the morbid grace expected from the false prospects of the film that, I must say, has made us clowns in a horrible way. Besides, there is an atmosphere in the film that takes us to the universe of STRANGER THINGS, especially because of the children’s protagonism and the presence of Finn Wolfhard, who is the leading actor in the Duffer brothers’ series.   
     

terça-feira, 2 de outubro de 2018

3133 - TAL PAI, TAL FILHA

   
  TAL PAI, TAL FILHA (LIKE FATHER, USA, 2018) – Minha curiosidade sobre este filme era a presença de Kelsey Grammer no elenco. Ele fez história na TV por ter sido o engraçadíssimo Dr. Frasier Crane, em CHEERS e no “spin-off” FRASIER, ambos excelentes. Neste filme, Grammer está muito bem num papel dramático, mas a história não ajuda: ele é o pai de Rachel (Kristen Bell, bonita, mas sempre exagerada e dura demais na entrega do personagem), que é abandonada pelo noivo no dia do casamento e acaba viajando com o pai – ausente até então – no cruzeiro de lua de mel. O arco dramático se perde em situações supostamente engraçadas e que em nada contribuem para a coesão do enredo. I was curious about this movie because of Kelsey Grammer’s presence in the cast. He is a TV legend because of his role as Dr. Frasier Crane in CHEERS and in the spin-off FRASIER, both great shows. In this movie, Grammer is outstanding in a dramatic role, but the story doesn’t help: he is Rachel’s father (Kristen Bell, beautiful, but a little bit over and too stiff in the character delivery), who is left by her fiancé on the wedding day and ends up with her father – absent at that point – in her honeymoon cruise. The dramatic arch is lost in supposedly funny situations that do not contribute to the cohesion of the plot.  

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

3132 - OS AMANTES

     
OS AMANTES (THE LOVERS, USA, 2017) – Filme “indie” simpático, sensível, mas não para todos os gostos, principalmente por causa do desfecho inusitado e original. Mary e Michael (Debra Winger e Tracy Letts) são um casal de meia idade que mantém, cada um, casos extraconjugais. Protelando a hora de serem honestos um com o outro, eles vão, aos poucos, redescobrindo a paixão que havia desaparecido. Há um clima meio “a vida como ela é” que transforma o filme, para nós, brasileiros, numa espécie de adaptação estrangeira das peças de Nelson Rodrigues. Nice and sensitive indie flick, but not for all tastes, mainly because of the unexpected and original ending. Mary and Michael (Debra Winger and Tracy Letts) are a couple that has, both of them, extramarital affairs. Postponing the time for being honest with each other, they start rescuing the passion that was supposedly lost. There is a “life as it really is” atmosphere that makes the movie look like an American version of one of Nelson Rodrigues’ plays.     

domingo, 30 de setembro de 2018

3131 - LUZES BRILHANTES: COM CARRIE FISHER E DEBBIE REYNOLDS

 
 LUZES BRILHANTES: COM CARRIE FISHER E DEBBIE REYNOLDS (BRIGHT LIGHTS: STARRING CARRIE FISHER AND DEBBIE REYNOLDS, USA, 2016) – Impactante documentário sobre as vidas e as carreiras de Carrie e Debbie, permeado por um tom agridoce, por vezes trágico, mas sempre emocionante. Vê-se como o relacionamento das duas foi sempre marcado por um intenso respeito e admiração, desde quando Debbie, num show em 1971, chama Carrie ao palco, para um número solo. Por vezes, ficamos com a impressão de que Carrie envelheceu mais do que a mãe, por causa da sua vida mais que atribulada, para dizer o mínimo. É ela que narra quase a totalidade do documentário que mostra a relação de amor entre mãe e filha, suas conquistas e suas tragédias, de uma forma franca e direta. Imperdível. Lurid documentary about the lives of Carrie Fisher and Debbie Reynolds, pervaded by a bittersweet tone, sometimes tragic, but always touching. It becomes clear that their relationship was always marked by mutual respect and admiration as we can see when Debbie, in a 1971 gig, calls Carrie to perform a solo number. Sometimes the realization that Carrie aged more than her mother dawns on us because of their more than hectic life, to say the least. Moreover, she is the one who narrates almost all the documentary that shows the bond between mother and daughter, their accomplishments and tragedies, in a straightforward manner. A must-see.  

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

3130 - CAÇADORES DE EMOÇÃO

     
 CAÇADORES DE EMOÇÃO (POINT BREAK, USA, 1991) - A sinopse é saborosamente absurda e conta a história de um policial do FBI, Johnny Utah (Keanu Reeves) que se infiltra na gangue de Bodhi (Patrick Swayze), que rouba bancos vestida com máscaras de ex-presidentes. Apesar de celebrar um estilo vida com hábitos saudáveis, com muita praia, surfe e esportes radicais, o filme de Kathryn Bigelow mistura estes signos com uma proposta meio subversiva, segundo a qual o dinheiro dos roubos se destinava a financiar suas aventuras radicais pelo mundo. As cenas dos saltos de paraquedas e de surfe contribuíram para que o filme se tornasse um clássico dos anos 90. The synopsis is pleasantly absurd and gives an account of an FBI cop, Johnny Utah (Keanu Reeves), who slips into Bodhi’s gang (Patrick Swayze), which robs banks wearing ex-presidents’ masks. Despite celebrating a healthy lifestyle, Kathryn Bigelow’s movie mixes these signs with a subversive proposal, according to which the money from the plundering financed the gang’s adventures around the world. The parachuting and surfing scenes contributed to the film to become a classic of the 90’s.   

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

3129 - CALIBRE

   
  CALIBRE (UK, 2018) – Dois amigos vão caçar nas montanhas da Escócia, em um fim de semana, quando um acontecimento inesperado muda radicalmente as suas vidas. Sim, só isso, e isso é o máximo: tensão e surpresas diluídas em doses perfeitas durante sequências em que a ética e a dubiedade dos julgamentos vão se entrelaçando num processo altamente reflexivo para o espectador. A fotografia deslumbrante é o cenário perfeito para um filme estupendo na sua proposta, em todos os sentidos. O ritmo lento, antes de ser um defeito, ajuda a intensifica a atmosfera de suspense crescente. Two friends head up to an isolated Scottish Highlands village for a weekend hunting trip, when something unexpected radically changes their lives. Yes, only this, and only this rocks: tension and surprises diluted in perfect balanced doses during the sequences in which ethics and dubiety of judgments intertwine in a highly reflexive process for the viewer. The stunning photography is the perfect background for a top-notch movie in its proposal. The slow pace is an invaluable asset and helps to intensify the crescent anxiety.   
     

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

3128 - A ÚLTIMA CASA DA RUA

     A ÚLTIMA CASA DA RUA (HOUSE AT THE END OF THE STREET, USA, 2012) – Jennifer Lawrence nem sempre escolheu seus filmes com cuidado. Este, por exemplo, não era para fazer. O suspense invocado pela história é tão previsível que acaba pondo por terra qualquer boa vontade por parte do espectador. J-Law é uma adolescente que se muda com a mãe divorciada (Elisabeth Shue) para uma casa num lugar ermo. Seu vizinho é um rapaz estranho cujos pais foram mortos pela irmã mais nova, anos atrás, num estilo meio Suzane Richthofen. É o tipo do filme que, após os 10 minutos iniciais, já se sabe o desfecho. Se você não tem carteirinha do fã-clube de Jennifer Lawrence, desista e procure algo melhor na Netflix, como o excelente CALIBRE, por exemplo (resenha a seguir). Jennifer Lawrence has made some awful choices. This one, for instance, is one of them. The suspense conjured by the plot is so predictable that destroys any benevolence from the spectator. J-Law is a teenager who moves to a house in a desert place with her mother (Elisabeth Shue). Their neighbor is a strange lad whose parents were murdered by his younger sister, years ago, in a Suzane Richthofen style. It is the kind of movie whose ending is disclosed, after the initial 10 minutes. If you are not a J-Law’s fan, give it up and look for something better in the Netflix catalog, as, for example, the outstanding CALIBER (review ahead).    
                                              

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

3127 - UM LUGAR SILENCIOSO

       
UM LUGAR SILENCIOSO (A QUIET PLACE, USA, 2018) – Gabriel tinha razão ao me indicar este filme: premissa interessante, boas atuações, uma direção segura, mas um desfecho caracterizado por uma solução “deus ex machina” que, por pouco, não compromete a boa impressão do longa dirigido e protagonizado por John Krasinski e Emily Blunt (casados na vida civil). Krasinski mostra que tem talento para se transformar num diretor de primeira linha: UM LUGAR SILENCIOSO representa uma contribuição admirável ao gênero que explora o universo pós-apocalíptico, através de uma abordagem minimalista: o mundo desolado é observado de acordo com a ótica da intimidade familiar ou pessoal. Os poucos deslizes do enredo são minimizados por uma produção de ótima qualidade, feita com energia e inventividade pessoal que oxigena as convenções do gênero. Gabriel was right when he recommended this movie: interesting premise, outstanding performances, a rigorous direction, but with an ending characterized by a “deus ex machina” solution that almost compromises the movie directed and starred by John Kaminski and Emily Blunt (husband and wife in real life). Krasinski revels to be a talented director: A QUIET PLACE represents an admirable contribution to the genre that explores the post-apocalyptic universe, through a minimalist approach: the desolated world is described according to a familiar and personal perspective. The few drawbacks of the plot are minimized by a top-notch production, made with energy and personal inventiveness that imparts new vigor to the conventions of the genre.    
  

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

3126 - HORAS DE DESESPERO

     
Owen e a família fugindo...
 
HORAS DE DESESPERO (NO ESCAPE, USA, 2015) – Ao chegarem a um país da Ásia, Jack, (Owen Wilson) e sua família se veem no meio de uma rebelião, liderada por guerrilheiros hostis a estrangeiros. A partir daí, eles têm que sair do hotel onde estão para chegar à embaixada americana, enfrentando uma violenta guerra urbana, só contando com a ajuda de um misterioso turista britânico (Pierce Brosnan). O filme é excelente: a atmosfera de tensão é imediatamente transferida para o espectador, e cada cena vai compondo um mosaico crescente de horror e angústia. When they arrive at a country in Asia, Jack (Owen Wilson) and his family find themselves in the middle of a rebellion, led by guerrillas hostile to foreigners. From this point on, they have to leave the hotel where they are staying to get to the American embassy, facing a violent urban conflict and only counting with the help of a mysterious British tourist (Pierce Brosnan). The movie is excellent: the atmosphere of tension is immediately transferred to the viewer, and each scene compounds a crescent mosaic of horror and anguish.     

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

3125 - O MONSTRO COM DUAS CABEÇAS

   
Grier e Milland, juntinhos...
 
O MONSTRO DE DUAS CABEÇAS (THE THING WITH TWO HEADS, USA, 1972) – Thrash dos thrashes, TTWTH é tudo aquilo que se poderia esperar de um filme demolidor de qualquer parâmetro de normalidade (seja isso o que for). Com um pé na comédia (talvez os dois) e a cabeça (ou duas) na paródia esquizofrênica da ficção científica, o filme elege o “nonsense” como norma geral, confiando na capacidade do espectador de expandir os limites razoáveis da “suspension of disbelief” e de mergulhar de cabeça (eu falei cabeça???) numa das mais divertidas produções da década de 70 e, possivelmente, de todos os tempos. Sim, porque, aparentemente, tudo foi feito muito a sério. O roteiro é um primor de doidice: um médico, branco e racista (o grande Ray Milland, inacreditavelmente escalado para o papel), com uma doença terminal, inventa uma técnica cirúrgica para transplantar a própria cabeça para um corpo são. No entanto, complicações inesperadas fazem sua equipe buscar um “doador” de qualquer maneira. Acabam colocando a cabeça do médico no corpo de um presidiário negro (Roosevelt Grier), com todo o “ physique du rôle” dos representantes do “blaxpoitation” movimento que caracterizou as produções que só escalavam atores negros para seus filmes, na década de 70. A partir daí, prepare-se: a história se transforma numa saudável montanha-russa de absurdos e de diálogos deliciosos, principalmente entre Milland e Grier. Ou seja, um filme ruim realizado de maneira magnífica! Ainda no elenco, Don Marshall, o co-piloto do Spindrift, em TERRA DE GIGANTES. Trashes of the trashes, the movie is everything you could expect from a devastating flick on any normality parameter (whatever it might be). With a foot in the comedy (maybe two) and one head (or two!) in a science fiction schizophrenic parody, the movie elects the nonsense as a general rule, trusting the spectator’s capacity to expand the reasonable boundaries suspension of disbelief and take the plunge into one of the most amusing productions of the 70’s and, possibly, of all time. Yes, because, apparently, everything was seriously made. The plot is the paramount of insanity: The head of a dying white bigot (Ray Milland) is transplanted onto the body of a black convict on death row (Rosey Grier). From this point on, the story becomes a healthy roller-coaster of absurd and funny dialogues between Milland and Grier. A bad movie made magnificently! Still in the cast, Don Marshall, the Spindrift’s copilot, in LAND OF GIANTS. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

3124 - HOMENS DE CORAGEM

     
Brolin e Jennifer Connely
 
HOMENS DE CORAGEM (ONLY THE BRAVE, USA, 2017) – Um grupo de bombeiros arrisca suas vidas para combater um incêndio numa região montanhosa. Outra excelente atuação do grandíssimo Josh Brolin, um mestre dos silêncios que revelam as mais profundas emoções. Jeff Bridges aparece bem, e Jennifer Connaly volta a ter uma boa oportunidade para mostrar que é uma boa atriz. Mas por que tão magra? Certamente, não era exigência do papel. O filme é emocionante, e o roteiro é bem equilibrado. A group of firemen risks their lives to fight a big fire in a mountainous region. Another outstanding performance of Josh Brolin, a master of silences that bring up the deepest emotions. Jeff Bridges is great as always and Jennifer Connelly has another chance to show that she is a good actress. But why so thin? Certainly, it not a demand of the role. The movie is touching and the plot is ok.   
   

sábado, 8 de setembro de 2018

3123 - BILL DAILY

   BILL DAILY (1927-2018) -  quando eu era pequeno, eu tinha um amigo chamado Major Roger Healey, que era astronauta e, nas horas vagas (que pareciam ser muitas), dava em cima de qualquer moça bonita que lhe atravessasse o radar afiado. O Major Healey era o contraponto mais engraçado das já hilárias situações em que o outro major, o Nelson (Larry Hagman), se metia – principalmente para manter longe o Dr. Bellows (Hayden Rorke) das suspeitas sobre o fato de ele ter uma gênia em casa. Afinal, ninguém poderia suspeitar de que um oficial da Força Aérea Americana e da Nasa vivia com mais bela e atraente gênia de todos os tempos. Mas havia alguém em quem o Major Nelson confiava e que era o único a saber sobre Jeannie. Era o amigo que todos queriam ter, depositário dos maiores segredos, de tudo aquilo que nem às paredes confessamos, aquele a quem se recorria quando se estava em grandes apuros, um parceiro para a vida. Assim era o Major Healey para o Major Nelson. Assim era o Major Healey para mim: meu amigo astronauta (na minha infância, todos queriam ser astronautas), de quem nunca me afastei, mesmo quando não tinha mais tempo para assistir às infindáveis reprises de um dos seriados que me definiram como ser humano, num mundo nem tanto assim. No início dos anos 70, o Major Healey se transformou em Howard Borden, no BOB NEWHART SHOW (com o sensacional Bob Newhart, que ainda hoje brilha como o Professor Proton, ídolo de Sheldon). Então, o Major Healey, o melhor amigo de Tony Nelson, passou a ser Howard, o melhor amigo de Dick Loudon (Bob Newhart), corroborando a certeza (que eu sempre tive) de que o Major Healey era o maior amigo que qualquer pessoa poderia ter. Por isso, hoje, sinto, mais que nunca, a sua falta, pois ele sempre esteve presente em meus pensamentos e nas lembranças que tenho do que é felicidade, nunca me deixando em dúvida de que eu, desde pequeno, tinha um amigo astronauta, agora mais perto das estrelas do que nunca. When I was a kid, I had a friend called Major Roger Healey, who was an astronaut and, in his spare time (which seemed endless), came on any beautiful girl who would mean a blip on his sharp radar. Major Healey was the funniest counterpart of the already hilarious situations in which the other major – Anthony Nelson – had to face in order to prevent Dr. Bellows from being suspicious about his having a genius at home. After all, nobody could suspect that an Air Force officer and astronaut had the most gorgeous and the most attractive genius of all times living with him. But there was someone whom Nelson could trust and who was the only person aware of Jeannie’s existence. He was the friend everybody wanted to have, the one who would keep secrets, all we never confessed, the person whom you would seek when things got rough, a lifetime partner. That’s how Major Healey was to Major Nelson. That’s how Major Healey was to me: my astronaut friend (in my childhood, everybody wanted to be an astronaut), of whom I have never been away, even when I did not have time to watch the reruns of one of the shows that defined me as a human being, in a world not so much. In the beginning of the 70’s, Major Healey became Howard Borden, in BOB NEWHART SHOW. So, Major Healey, Nelson’s best friend, turned out to be Dick Loudon’s best friend, reassuring the certainty that Major Healy was the best pal one could ever wish for, that’s why, today, I especially miss him, for he has always been in my thoughts and memories of what I undestand as happiness, and never letting me in doubt that, since I was a kid, I had had an astronaut friend who is now closer to the stars. 

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

3122 - ROBIN WILLIAMS: ENTRE NA MINHA MENTE

   
ROBIN WILLIAMS: ENTRE NA MINHA MENTE (ROBIN WILLIAMS: COME INSIDE MY MIND, USA, 2018) – O documentário de Marina Zenovich dá um panorama da vida de Robin Williams, com fotos, vídeos e, principalmente, com depoimentos emocionantes de seus amigos, como David Letterman e Billy Crystal. O fato é que, de fato, devemos mesmo prestar atenção aos mais quietos, os tímidos na vida real, aqueles que se transformam quando estão no palco: este era o caso de Williams. Por vezes, a gente não se dá conta do quanto estas pessoas famosas sofrem, até que um dia, elas desaparecem e todo o drama que viviam nos atingem como um soco. Apesar de o envolvimento de Williams com a bebida e as drogas tivessem sido amplamente conhecidos, ainda impressiona este relato que, mais do que jogar luzes sobre o lado sombrio de sua vida, celebra suas conquistas no cinema e na TV, seja no drama como na comédia. Mesmo optando por uma abordagem mais tradicional, a diretora permite que estabeleçamos uma relação entre os problemas e os êxitos das duas esferas de sua vida, com a narração de Williams ajudando a sublinhar a atmosfera intimista que revela um homem complexo que somente no palco encontrava a plenitude a paz. Marina Zenovich’s documentary gives a bird’s eye view of Robin Williams’ life, with pictures, footages and, mainly, touching testimonies of his friends, David Letterman and Billy Crystal. The fact is we, indeed, should be attentive to the quieter ones, the real-life shy, those who become another person when on stage: this is Williams’ case. We often don’t realize how much these famous people suffer until they disappear and all their drama in which they lived in hits us as a punch. Despite Williams’ involvement with alcohol and drugs had been widely known, this narrative is still impressive – more than shedding light on his darker side, it celebrates his conquests on TV and on the big screen, be it drama or comedy. Even choosing a more traditional approach, the director allows us to establish a relationship between the victories and problems of Robin’s two-faced life. The facts revealed in voice-over by Williams himself helps to underline the complexity of a man who only found plenitude and peace on the stage.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

3121 - REFÉM DA PAIXÃO

   
Josh Brolin e Kate Winslet
REFÉM DA PAIXÃO (LABOR DAY, USA, 2013) – Um fugitivo da polícia obriga uma mãe divorciada, Adele (Kate Winslet, comovente), e seu filho adolescente, Henry (Gattlin Griffith, impactante) a abrigá-lo em sua casa, enquanto aguarda o melhor momento de escapar. A princípio, ela e o filho se encolhem de medo, esperando sempre o pior. O homem, Frank (Josh Brolin, estupendo), calado, meio ameaçador, meio desamparado, se põe a fazer pequenos consertos na casa antiga: conserta um degrau quebrado, lubrifica velhas dobradiças, conserta o carro caindo aos pedaços, enquanto vai se transformando na figura parental que Henry tanto precisa, mas que, até então, não tinha se dado conta. Para completar, Frank cozinha magistralmente, e logo a casa se transforma no lar de uma família improvável, cujos membros vão se descobrindo e reencontrando a felicidadade que cada um julgava perdida para si. Eu já gostava de Brolin, porém é neste filme que ele mostra como é um grandíssimo ator, perfeito em seus silêncios intensos. Kate Winslet faz de sua Adele um monumento ao sofrimento resignado de uma mulher que havia perdido a esperança de amar novamente. E Gattlin Griffith surpreende com um total entendimento diante de uma situação inesperada que afeta profundamente a sua vida, bem como a da sua mãe. Um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. A runaway from the police obliges a divorced mother, Adele (Kate Winslet, poignant), and her teenage son, Henry (Gattlin Griffith, amazing) to shelter him, while he waits for the best moment to flee. At first, she and her son get scared and expect the worse. The man, Frank (Josh Brolin, stupendous), quite, threatening and unprotected, starts doing little tasks in the old house: fixes a broken step, oils old hinges, repair the family car, while becomes the father figure that Henry yearns, without realizing it. And more: Frank cooks masterfully, and soon the unexpected group thrives on a family, whose members start recovering bits of their lost happiness. I have always admired Brolin, but it was in this movie that he shows how great he is as an actor, perfect in his intense silence. Kate Winslet makes Adele a monument to the submissive suffering of a woman who had lost her hope to love again. And Gattlin Griffith is a nice surprise with his total understanding of an unforeseen situation that deeply affects his and his mother’s lives. LABOR DAY is one of my favorites of all time!  

domingo, 2 de setembro de 2018

3120 - CRIMES EM PRIMEIRO GRAU


       CRIMES EM PRIMEIRO GRAU (HIGH CRIMES, USA, 2002) – Para começar: Morgan Freeman é obrigatório. Uma famosa advogada, Claire Kibik (Ashley Judd) tem seu mundo virado de cabeça para baixo quando seu marido (Jim Caviezel) é preso e tem sua verdadeira identidade revelada. Ele vai a julgamento por ter matado inocentes numa vila da América Latina, enquanto servia a Marinha. Claire logo percebe que, para enfrentar o  Sistema de justiça militar, ela vai precisar da ajuda nada convencional do advogado Charlie Grimes (Morgan Freeman, soberbo, mais uma vez). Infelizmente, há sempre o lado negativo. O desfecho é incrivelmente pobre, com um twist ridículo e que compromete o roteiro que, até ali, havia alinhavado tudo direitinho. Um péssimo fim para um ótimo filme. To start with: Morgan Freeman is obligatory! High powered lawyer Claire Kubik finds her world turned upside down when her husband, who she thought was Tom Kubik, is arrested and is revealed to be Ron Chapman. Chapman is on trial for a murder of Latin American villagers while he was in the Marines. Claire soon learns that to navigate the military justice system, she'll need help from the somewhat unconventional Charlie Grimes (Morgan Freeman, superb, once more!). Unfortunately, as with some good things...there is always a downside. The ending is a cheap, ridiculous thrill that is more of a let down than anything. After collecting all these facts that add up perfectly in everyone's mind including the audience, every single one of those facts are forgotten and tossed aside in order for a ridiculous supposed "surprise ending" which is not a shock or surprise or even a "oh my" ending.